Como o herdeiro da Porto Seguro quer reinventar o setor 166

Marcelo Blay criou um site que está transformando o mercado das corretoras de seguros – e, em plena crise, ganha 300 clientes por dia

Era dezembro de 2010 e o empresário paulistano Marcelo Blay jantava com o irmão, Fernando, em um restaurante japonês no bairro do Itaim, em São Paulo. Eles são netos de Abrahão Garfinkel, o imigrante de origem ucraniana que, em 1972, comprou a Porto Seguro, uma modesta seguradora que se transformou em uma companhia com vendas de R$ 15 bilhões anuais. Marcelo Blay vivia uma espécie de interregno profissional. Após deixar uma vice-presidência do Itaú, em 2006, andava rascunhando planos para, quem sabe, começar um negócio próprio no ramo dos seguros. Entre um sushi e outro, Fernando comentou que desejava vender uma corretora familiar que possuía, uma firma que não reunia mais de 800 clientes. Marcelo teve um estalo. Disse que sabia de alguém que queria comprá-la. Tirou um talão do bolso e começou a preencher um cheque. “O que você está fazendo?”, perguntou o irmão. “Comprando sua corretora”, respondeu. Seguiu-se um brinde com saquê.

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Marcelo Blay. (Foto: Rogerio Albuquerque)

O gesto meio impulsivo não retrata bem o perfil calculista do engenheiro mecânico de 49 anos. Após aquele jantar, Marcelo Blay deixaria a empresa por um ano “na geladeira”, enquanto desenhava meticulosamente o tipo de negócio em que queria transformá-la. Para isso, contratou a McKinsey, consultoria global de estratégia, e o Itaú. Ambos avaliaram que as ideias dele tinham potencial de valer bilhões e dar origem a um IPO parrudo em alguns anos.

Para explicar que negócio é esse, o empresário faz uma pergunta: quem é seu corretor de seguros? A resposta esperada: um conhecido da família que sempre mexeu com isso. O Brasil tem 80 mil corretores. Apenas 2% faturam mais de R$ 3,6 milhões ao ano. Mas essa elite é formada por corretoras que atendem empresas, como a Admix, ou entidades de classe, como a Qualicorp. Blay viu a possibilidade de criar uma marca, um negócio de varejo, para prestar esse serviço em massa e para pessoas comuns. Mais: um negócio online, onde o cliente comparasse a cotação de várias seguradoras. Nasceu, ali, a Minuto Seguros, cujo símbolo é o tsuru, um origami da sorte.

Não era uma ideia nova. Fora do Brasil, principalmente na Inglaterra, empresas bem estabelecidas disputavam o mercado dessa forma. Mesmo por aqui, alguns empresários tinham tentado replicar o modelo. Em 2001, uma startup chamada Seu corretor colocou outdoors em avenidas de São Paulo e chegou a ter cerca de 2 mil clientes. Mas a tecnologia era ruim (a cotação envolvia a entrega de um CD ROM!) e a tentativa não foi adiante. Somente em 2011 surgiriam os sites que realmente ganhariam embalo: o Bidu (hoje com 25 mil clientes) e a Minuto (com mais de 100 mil). “Era nítido que aquele tipo de serviço, que tinha grande relevância lá fora, logo seria importante por aqui”, diz João Herreros, fundador da Bidu.

42 reuniões iguais

Não somente Blay e Herreros estavam de olho nesse vácuo do mercado nacional. Antes mesmo de começar a vender seguros pela internet, em dezembro de 2011, Blay passou a ouvir propostas para que vendesse a própria empresa. Não se fez de rogado. Levou as ofertas aos ex-colegas do Itaú, para que as analisassem. O banco achou aquilo interessante e fez 60 cartas-convite, que enviou para investidores de diferentes países. Acabou virando um recorde na casa: 42 deles vieram ao Brasil para ver a startup de perto. “Fiz reuniões com todos eles, 42 apresentações iguais. Era nonsense”, lembra o empresário.

Quem colocou dinheiro no projeto foi a Redpoint eventures, um fundo brasileiro ligado ao Vale do Silício. Após o primeiro aporte, as duas partes (Blay e a Redpoint) fizeram mais duas rodadas de capitalização, que multiplicaram por seis o valor da empresa. Em nenhum desses momentos a Redpoint quis embolsar o lucro, em troca de ter a participação diluída. “Nós acreditamos ter encontrado um unicórnio”, diz Anderson Thees, da Redpoint (termo usado para startups que chegam a valer US$ 1 bilhão). Ao todo, eles já colocaram “dezenas de milhões de dólares” na ideia, diz Thees. A história é parecida com a da concorrente Bidu: a Monashees, um dos mais ativos fundos para startups do país, investiu no negócio desde o início e, no jargão, “acompanhou as rodadas” seguintes de aportes.

Hoje, a Minuto é avaliada em R$ 450 milhões. A corretora digital deve terminar o ano com vendas de R$ 150 milhões, após R$ 113 milhões em 2015. Leva uma comissão igual ou maior do que os “Zés”, de pelo menos 15%. Mas talvez o dado mais interessante seja que, em plena crise, a startup ganha 300 clientes por dia. “Faz quatro anos que começamos a vender”, diz Blay. “Se você, em qualquer momento, me perguntasse qual foi o nosso melhor mês, eu sempre teria dito que foi o último.” Nos planos revisados por McKinsey e Itaú, o IPO ocorreria em 2020.

Um herdeiro sem grana

A história que trouxe Marcelo Blay até este Minuto é curiosa. Abrahão, o avô, teve dois filhos: Stela (a mãe de Blay) e Jayme Garfinkel. Jayme – e essa parte não é novidade – foi quem transformou a Porto Seguro em um big business. A partir dos anos 90, ele apostou na oferta de um serviço mais sofisticado, com regalias que iam desde as luzes de freio para pendurar no vidro traseiro até uma ajudinha para trocar o sifão da pia para os segurados. A tática permitiu à empresa cobrar um preço maior pelas apólices, o que a fez mais lucrativa do que a média do setor. Mas, se tinha bons números, nos bastidores a companhia era palco de uma prolongada e dolorosa desavença familiar.

Durante mais de uma década, Stela e Jayme Garfinkel tiveram uma relação conturbada. O comando da Porto havia ficado com Jayme, que trabalhava na empresa desde que o pai a comprara. Distante da gestão, a família Blay se contrapôs a diversas decisões da diretoria. O clima só melhorou após o IPO da seguradora, em 2004. Os Blay venderam sua parte (a maior fração durante uma segunda etapa da venda, dois anos depois). Jayme Garfinkel ficou sendo o principal acionista. Hoje, após a entrada do Itaú na sociedade, ele ainda detém cerca de 40% do capital e é presidente do conselho da empresa. Tem uma fortuna pessoal estimada em US$ 1,5 bilhão pelo ranking da Forbes, o que o colocaria entre as 34 pessoas mais ricas do país.

Em 1990, em plena turbulência entre as famílias, Jayme Garfinkel resolveu chamar o sobrinho Marcelo Blay para trabalhar na seguradora. “Ele disse que a Porto iria abrir muitas filiais e, como obras costumam ter desvio de verbas, era preciso um engenheiro de confiança”, conta o sobrinho. Ao longo dos dez anos que passaria na empresa, Blay não teria vida fácil. Para evitar insinuações de nepotismo, o tio lhe impôs regras draconianas. As promoções eram raras e demoradas – após dez anos, Blay ainda tinha o cargo de gerente. “Como os dividendos familiares eram reinvestidos na Porto Seguro, minha situação não era fácil”, conta Blay. “Aos 34 anos [em 2000], eu tinha um salário de mil dólares e dirigia uma Parati velha”, diz. O tio não nega a postura rígida. “Acho que sou durão com parentes, essa também é uma reclamação do meu filho [Bruno, que trabalha na Porto]”, diz Garfinkel. “Isso mostra que não há favorecimento. Marcelo foi vítima dessa minha convicção. Mas foi bom, deixou ele mais forte.”

Tanta austeridade fez com que o sobrinho, por assim dizer, se colocasse no mercado. Acabou indo trabalhar no Itaú. No banco, onde passou seis anos, chegou a vice-presidente da área de sinistros e trabalhou próximo a Roberto Setubal, CEO da holding Itaú Unibanco.

O tsuru é um símbolo de saúde e sorte. Daí a escolha do pássaro como logotipo da Minuto. Com esses atributos, quem precisa recorrer ao seguro? Pouca gente. Algo bom para os clientes e para a empresa

Negócios que crescem em alta velocidade atraem outros peixes para o aquário – e Blay sabe que isso representa um risco para a Minuto. “É um modelo de negócios que não tem barreiras de entrada”, diz. “Qualquer um que colocar dinheiro em anúncios do Google faz uma startup igual.” Um competidor poderia ser a Geico, seguradora americana que trabalha com venda direta – tática que nenhuma empresa brasileira adota para não se indispor com os corretores. De anúncios no Google, a Geico entende: nos Estados Unidos, ela comprou a posição mais privilegiada dos resultados de busca por “insurance” (seguro), uma das palavras mais caras vendidas pelo buscador – diz-se que a Geico, controlada por Warren Buffett, paga US$ 80 cada vez que alguém clica nesse link patrocinado.

Blay aposta no crescimento rápido da Minuto para se proteger desses eventuais concorrentes. Parece, mesmo, ter muita pressa: trabalha em média 12 horas por dia. A rotina puxada lembra os tempos de ralação na Porto Seguro – embora ele não ande de Parati velha faz uns bons anos. Mas mantém um jeito despretensioso, que chama a atenção dos mais próximos. “Não é um cara que trabalha pelo dinheiro”, diz Thees, da Redpoint. “Com a grana que tem [após o IPO da seguradora], ele poderia estar na praia, tomando água de coco, de agora até o final da vida. Mas, quando eu mando um e-mail às 23 horas, ele responde logo em seguida.”

O que o motiva, então? Thees oferece duas respostas. A primeira: “Ele sabe que esse é um mercado com pouca transparência e muita assimetria de informação, e sonha em mudar essa realidade”. A segunda: “O Marcelo Blay, hoje, está reinventando a indústria que o avô dele praticamente criou”. Não resta dúvida. Ambos os motivos instigam executivos que gostam de desafios.

*Informações de Época Negócios.

CORREÇÃO: 

Na matéria, o jornalista Pedro Carvalho faz um comentário negativo sobre os corretores de seguros, o que gerou a reação de Blay. O empresário comenta que em nenhum momento se referiu a categoria do modo retratado na matéria, evidenciando que o jornalista tirou suas conclusões baseado em sua experiência pessoal. “Defendo e trabalho pela categoria em diversas situações, o que me enche de orgulho e responsabilidades para com os profissionais da corretagem de seguros. Em momento algum me referi de maneira pejorativa: como pode ser visto, toda vez que aparece um comentário meu, o referido texto está entre aspas, bem como o de outros entrevistados na matéria. Me solidarizo com a categoria e como corretor de seguros me senti desprestigiado. São reportagens como esta que prestam um desserviço ao mercado de seguros. Lamentável”, comenta Marcelo Blay. (Informações de Sincor-SP)

GBOEX apresenta o novo Portal do Associado: prático e inovador 3146

Espaço foi pensado para manter desempenho em computadores e smartphones

O GBOEX – Previdência e Seguro de Pessoas – está sempre inovando seus produtos e serviços, para garantir o melhor atendimento aos seus clientes. Recentemente apresentou o novo Portal do Associado: além do design moderno e clean, está mais fácil localizar informações de interesse, atualizar dados cadastrais, consultar benefícios e vantagens.

O Portal foi planejado pensando na melhor experiência para os seus usuários, mantendo excelente desempenho tanto em acessos pelo desktop ou notebook, quanto em dispositivos móveis, como celular e tablet.

Outra novidade é que esse espaço agora contempla recursos de acessibilidade, como a possibilidade de aumento das fontes. “Buscamos sempre aprimorar as formas de comunicação com os nossos associados. O Portal está mais intuitivo, facilitando e atendendo as necessidades de todos os perfis de usuários”, explica a Assessora de Marketing e Comunicação do GBOEX, Ana Maria Pinto. Além de todas essas vantagens, a segurança das informações disponibilizadas são garantidas pelo certificado digital.

O GBOEX completa 105 anos em maio de 2018, e sua missão é garantir aos seus associados a segurança que a sua família merece.

GBOEX – Tradição, solidez e segurança, valores que fazem a diferença na vida de muitas pessoas.

Generali lança perfil no Spotify 2940

Ideia é posicionar marca e demonstrar visão positiva do mercado de seguros

A Generali Brasil Seguros, subsidiária brasileira da Generali e uma das principais seguradoras do mundo, lançou no dia 21, quarta-feira, seu perfil no aplicativo de música Spotify. Com as playlists “Meu Caminho Generali”, “Meu Tempo Generali”, “Meu Foco Generali” e “Generali do Brasil”, com duração média de 1h, a Companhia inova suas opções de comunicação com o público, de uma forma atrativa e divertida.

A Generali utilizará o perfil no aplicativo para ampliar a visibilidade da marca e permitir interações positivas no ambiente digital. Também irá transmitir o posicionamento da marca e demonstrar a visão positiva do mercado de seguros.

“Essa parceria com o Spotify mostra que a Generali enxerga a necessidade de apostar em novas formas de integrar a vida real e digital das pessoas a fim não só de protegê-las, mas também de participar ativamente do dia a dia de cada uma. Nosso intuito é ampliar nossos canais para milhões de pessoas mostrando por que a Generali é uma das maiores seguradoras mundiais”, afirma Michele Cherubini, Head de Marketing e Comunicação Externa.

Grupo Life Brasil comemora bons resultados em Florianópolis 6621

Colaboradores e parceiros participaram do encontro

O Grupo Life Brasil levou parceiros e colaboradores para uma incrível experiência no Resort Costão do Santinho, em Florianópolis, no último final de semana. Além da presença de parceiros de companhias e outras empresas de prestação de serviços, a empresa levou colaboradores para comemorar os bons resultados de 2017.

“As experiências que vivemos durante o ano, muitas vezes não conseguimos devolver e esse evento marca a história que estamos construindo. Em junho nossa operação faz 20 anos e eu tenho 25 anos de seguro, já vi muita coisa e sei que a união do nosso time atualmente é o que merece que nós brindemos e comemoraremos”, destacou o Chairman Alberto Júnior. “Todos fazem parte dessa história, essa é a consolidação do nosso trabalho”, acrescentou.

Um momento especial aconteceu no sábado, em que o Grupo Life Brasil reconheceu os destaques entre seus colaboradores com o Top Life Brasil, em uma noite de gala, organizada nos mínimos detalhes pela executiva Mariângela Rosa e sua equipe. Parceiros comerciais também foram homenageados, como o GBOEX, Mongeral Aegon e JRS.

Imagens – Top Life Brasil:

Um novo corretor de seguros para o mercado de vida? Ou um novo mercado para este corretor? 8649

Wagner Torres

Wagner Torres abriu as atividades do CVG/RS em 2018

Um grupo seleto de corretores e operadores do mercado de seguros acompanhou a abertura das atividades do Clube de Seguros de Vida e Benefícios do Rio Grande do Sul (CVG/RS) em 2018. O momento aconteceu no Clube do Comércio, localizado no Centro Histórico de Porto Alegre, na manhã desta terça-feira.

“Um novo corretor de seguros para o mercado de vida? Ou um novo mercado para este corretor?”. Foi com este questionamento que o gerente executivo da diretoria geral de Vida da Mapfre Seguros, Wagner Torres, deu início a apresentação onde correlacionou diversos fatores chave para o crescimento da participação dos seguros no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Na visão do especialista a solução não é a venda casada, e sim, a conscientização da importância do seguro de vida na manutenção das famílias.

Torres ainda apresentou alguns dados que evidenciam o panorama geral do seguro no Brasil, e, principalmente, quem é o corretor de seguros da atualidade. Segundo o executivo, 65% das receitas das corretoras são oriundas de negócios com Pessoas Físicas. O faturamento de até R$ 20 mil é registrado em mais de 60% dos casos.

Ainda na sequência de dados sobre os corretores, Wagner Torres evidenciou que a grande maioria das operações de corretoras são familiares, 66% funcionam com até 5 pessoas trabalhando – 5 também é o número médio de seguradoras que 78% dos profissionais da corretagem trabalham.

Palestra com Wagner Torres no CVG/RS – Todas as imagens

Corretores da Grande Porto Alegre prestigiam novidades da Mapfre 12907

Nomes importantes do mercado da região participaram de almoço no Restaurante Casa do Marquês

Nesta quarta-feira, 7, os corretores de seguros da Grande Porto Alegre prestigiaram ação da Mapfre Seguros, com foco nos produtos de Vida. Na oportunidade, o diretor territorial Sandro Pinto de Moraes e a executiva Katiane Frigulha elencaram pontos em que a companhia inovou nas apólices do ramo. O encontro faz parte dos planos de aproximação da companhia com os profissionais do Rio Grande do Sul, conforme JRS mostrou em recente reportagem.

“Realmente precisamos estar juntos aos corretores e demonstrar as oportunidades de negócio que estes produtos disponibilizam aos profissionais. Além da rentabilidade, fica evidenciado o cunho social que este tipo de apólice tem na vida de todos”, contou Moraes ao lembrar da baixa adesão do brasileiro aos planos de seguro de vida.

Durante a fala dos executivos, ficou evidenciada a importância do corretor profissional de seguros centralizar a carteira, de modo que a gestão de riscos do segurado passe por este profissional.

No mês de março as mulheres são foco da companhia, que destaca diversas vantagens do Mapfre Vida Mulher. O produto é específico para o público feminino e conta com cobertura de diversos itens específicos, como em casos de câncer do colo do útero, mama, entre outros.

Encontro da Mapfre Seguros em Porto Alegre – Todas as imagens:

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