Polo de resseguro no Brasil esbarra em regulamentação e impostos elevados 115

Projeto depende de flexibilização de regras de investimento

O projeto para criar um polo regional de resseguros no Brasil, com foco na atração de prêmios do mercado internacional, depende da flexibilização das regras de investimento e ainda redução da alíquota de impostos para que então comece a fazer sentido.

Ainda assim, especialistas ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, durante o 5º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), questionam a atratividade da iniciativa, já cogitada no passado e que volta ao radar do setor, principalmente, após o Brasil deixar de ser grau de investimento e enfrentar incertezas no campo político e econômico.

As medidas concretas ainda estão em estudo e devem ser entregues ao Ministério da Fazenda até o fim do primeiro semestre deste ano. O projeto reúne, além da Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), a Superintendência de Seguros Privados (Susep), seguradoras e advogados.

No foco, conta Rodrigo Botti, da Terra Brasis e integrante do grupo de estudos, estão isonomia tributária para resseguradoras locais e as baseadas fora do Brasil, transferência de riscos para o mercado de capitais, que ainda não acontece no País, e adequação das regras de investimento das companhias instaladas aqui. “Não queremos substituir, mas adicionar prêmios offshore no Brasil. Para isso, teremos de convencer países como México, Colômbia, a trazer prêmios para cá. O objetivo é transformar o Brasil em um exportador de resseguro, trazendo reservas e capital que ajudem a financiar os projetos de infraestrutura”, explica Botti.

De acordo com ele, no âmbito dos investimentos, embora as regras para as resseguradoras locais já tenham evoluído e passado a agregar não só títulos públicos, mas, também, fundos cambiais, é necessário evoluir mais para atrair as resseguradoras. Permitir, por exemplo, o investimento direto em ativos no exterior como títulos de dívida americana.

Já na parte tributária, são exemplos para o Brasil, conforme Botti, países como a Inglaterra e Suíça, cuja alíquota de impostos não passa dos 20%. No País, atualmente é de 45%. Não foi definida ainda, porém, segundo ele, qual proposta será feita ao governo. Uma fonte cita a necessidade de zerar o imposto assim como acontece no mercado de Bermuda. Na prática, o objetivo do grupo é condicionar o imposto ao volume de negócios trazidos para o Brasil. “Se conseguirmos 60% do que estamos pleiteando, já conseguiremos um bom avanço”, acrescenta.

Paulo Pereira, presidente da Fenaber, afirmou que, embora o projeto sugira incentivos tributários para participantes, não deve ocorrer renúncia fiscal para o governo, já que terá como base o volume novo de resseguro a ser gerado por conta do polo no Brasil. Desta vez, porém, o foco não são prêmios locais, mas os offshore. “O mercado brasileiro movimenta US$ 2,5 bilhões, enquanto na América Latina a cifra é de US$ 21 bilhões. Se atrairmos 10% desses recursos, poderemos dobrar o mercado de resseguros brasileiro”, afirmou Pereira.

Para o presidente do Lloyd’s no Brasil, Marco Antonio de Simas Castro, não há atratividade para os resseguradores trazerem os prêmios offshore para o País uma vez que essas companhias já atuam direto em outros países. “É um projeto questionável. Não é atrativo”, avaliou ele, em entrevista ao Broadcast.

A possibilidade de mudança nas regras tanto do lado de investimento como do tributário, de acordo com Angelo Colombo, presidente da resseguradora da Allianz (AGCS), pode gerar alguma atratividade por parte das resseguradoras. Lembra, porém, que o Brasil concorre, neste momento, com Miami, que tem atraído diversos players, além de Panamá e Lima.

Botti, da Terra Brasis, lembrou ainda a necessidade de o País ter estabilidade econômica e política para deslanchar. Ou seja, o projeto de hub de resseguros no Brasil visa o médio e longo prazo já que o País enfrenta incertezas em ambos os lados. João Marcelo dos Santos, do escritório Santos Bevilaqua Advogados, admitiu que o momento atual é “complexo”, mas que o mercado brasileiro precisa estar pronto para quando a janela de oportunidade abrir.

Um corretor de resseguros lembra, sob a condição de anonimato, que o Brasil teve uma janela entre os anos de 2011 e 2012 para se tornar um hub de resseguros, mas acabou perdendo a oportunidade. “O sistema tributário pune quem traz receita para o Brasil e agora não temos mais rating. Só a falta de rating já nos tira do Chile, que é o maior mercado de riscos facultativos de patrimônio”, avaliou ele.

*Informações de IstoÉ Dinheiro.

Peter Rebrin retorna à Zurich e assume diretoria de Personal Lines e Bancassurance 332

Zurich

Executivo tem ampla experiência no mercado de seguros e estava como CEO da QBE Brasil, recentemente adquirida pela seguradora suíça

O executivo de seguros Peter Rebrin está de volta à Zurich, seguradora global com mais de 70 anos de atuação no mercado brasileiro, para assumir a Diretoria Executiva de Personal Lines e Bancassurance. Com ampla experiência no mercado internacional de seguros e histórico em diferentes áreas, como Gerenciamento, Subscrição, Operações, Recursos Humanos e Planejamento Estratégico, Rebrin terá o desafio de implementar a estratégia de crescimento e inovação com foco na satisfação do cliente.

Anteriormente, Peter Rebrin atuou na Zurich por 15 anos, de 1999 a 2014, ocupando diferentes cargos e posições. Entre 2009 e 2011, esteve como Diretor Presidente da Zurich América Latina, com sede em Miami (EUA), onde foi responsável pelas operações da companhia em seis países, impulsionando novas estratégias e alcançando crescimento de dois dígitos por ano. Em 2014, já de volta ao Brasil, assumiu a função de Head Global de General Insurance da Zurich.

O executivo está vindo da QBE Brasil, onde ocupava o cargo de CEO desde fevereiro de 2017, sendo que antes também ocupou a mesma função na unidade Porto Rico da companhia australiana. Recentemente, a Zurich adquiriu as operações da QBE na América Latina (Brasil, Argentina, Colômbia, Equador e México). O processo no Brasil foi concluído no início de julho, com a aprovação da aquisição pela SUSEP (Superintendência de Seguros Privados).

CCS-RJ divulga sugestões entregues a seguradoras sobre seguro auto 685

Carros

Bradesco Seguros, Mapfre, Porto Seguro, SulAmérica e Tokio Marine receberam documento estudam o que pode ser colocado em prática

Após entregar a cinco seguradoras um documento com sugestões para a operação do seguro de automóvel no Rio de Janeiro, que vem sofrendo com os altos índices de roubos e furtos em diversas regiões, a Comissão de corretores formada no 1º Encontro dos Corretores de Seguros da Baixada Fluminense, da Zona Norte e da Zona Oeste, realizado em março, divulga agora os seis itens apresentados.

Tanto o encontro como a elaboração do documento foram uma iniciativa do Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ) em conjunto com a Associação dos Corretores de Seguros da Baixada Fluminense (ACBF), unidos pelo objetivo de viabilizar a manutenção da carteira de seguros de automóvel nas regiões mais afetadas pelo aumento do roubo de veículos no estado.

A comissão é formada por seis corretores, um dirigente do Clube e um da ACBF, sendo dois corretores da Zona Norte, um corretor da Zona Oeste e três corretores da Baixada Fluminense. “A grave crise de segurança que estamos vivendo vem atingindo com mais intensidade as Zonas Norte e Oeste da capital e os municípios da Baixada Fluminense”, diz o presidente do CCS-RJ, Jayme Torres.

Ele explica que a empreitada visa a beneficiar não só os corretores das regiões representadas, mas de todos os locais do estado que apresentam a mesma dificuldade, como São Gonçalo, Niterói e algumas cidades da Região dos Lagos.

O problema social impacta a atividade seguradora. Provoca, por exemplo, o aumento nas taxas de seguros, que, muitas vezes, inviabilizam a manutenção dos segurados, inibe e até proíbe a entrada de novos clientes. Outra consequência é a recusa de riscos e de segurados sem histórico de sinistro, o que dificulta a atuação dos corretores nas regiões, abrindo espaço para a atuação das associações que comercializam a proteção veicular.

Confira as sugestões:

1 – Criação de produto ou aumento do desconto nos prêmios quando o segurado optar por porcentagem da FIPE igual ou inferior a 90% nos produtos atuais. A participação do cliente no prejuízo deverá contribuir para um cuidado ainda maior do segurado com seu veículo e para reduzir proporcionalmente a sinistralidade por Perda Total (PT);

2 – Criação de produto ou aumento do desconto nos prêmios quando o segurado optar por franquia facultativa nos produtos atuais. Hoje, a diferença de prêmios gerados quando o segurado faz opção por franquia facultativa ou até mesmo obrigatória em relação à franquia reduzida é muitas vezes insignificante;

3 – Criação ou adaptação de produtos atuais com cobertura exclusiva para Perda Total (PT), roubo e acidente com limitação da FIPE em 80% a 90%, ou aplicação de franquia com opções de 10% ou 20%. Trata-se de uma alternativa para alta demanda de clientes preocupados com maior risco, porém, com sua participação nos prejuízos, é provável que as fraudes sejam reduzidas, devendo ser atraente também para proprietários de veículos com mais de cinco anos de uso;

4 – Nas renovações sem sinistro, limitar o reajuste do prêmio a 20%, ainda que seja necessário aumento da franquia ou limitação da porcentagem da FIPE em 85%. Essa ação evita a dificuldade de justificar alguns aumentos extremamente significativos de prêmios para segurados que não têm sinistro. Serve também para que esse segurado com bom histórico não saia do nosso mercado;

5 – Melhores condições de aceitação para carros blindados. A evolução tecnológica utilizada nos veículos nos últimos cinco anos minimizou bastante os danos e os riscos nos veículos, diferentemente do que ocorria no passado. Porém, a política de aceitação desses riscos não acompanhou essa evolução. Seria interessante uma reavaliação nesses critérios;

6 – Maior flexibilização na análise do perfil do cliente. Muitos clientes têm o risco recusado ou o prêmio agravado em função do seu histórico no Serasa. Entretanto, um estudo revela que 41% dos brasileiros estão, de alguma forma, negativados em função da crise econômica. A sugestão é uma análise pontual, caso a caso, com o corretor, para identificar o que de fato teria potencial para fraude.

Aumento nas vendas de consórcio impulsiona setor de veículos leves 711

Carros

Volume de crédito para aquisição de automóveis ou utilitários cresce 7,3% e atinge R$ 9,6 bilhões nos cinco primeiros meses do ano

O crescimento nas adesões e contemplações dos consórcios de veículos leves podem contribuir com o impulso do mercado automotivo neste ano. Nos cinco primeiros meses de 2018, mais de 235,3 mil pessoas foram contempladas e tiveram a oportunidade de utilizar R$ 9,6 bilhões em crédito para comprar um veículo leve (automóveis, camionetas ou utilitários), segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC). Esse número é 7,3% superior ao registrado em igual período de 2017, quando 219,5 mil pessoas contempladas nessa categoria se valeram de R$ 8,95 bilhões para a aquisição de veículos dessa categoria.

“Como o consumidor tem adotado a medida de planejar com antecedência a compra de um veículo, o consórcio tem se mostrado uma ótima solução. Prova disso é que o número de adesões está em crescimento”, destaca Rogério Pereira, Diretor Comercial da Embracon, administradora de consórcios há 29 anos no mercado. “Além disso, o crédito disponibilizado no mercado constituiu um fator importante para a cadeia produtiva do segmento automobilístico, que é beneficiada com a venda de veículos nos meses subsequentes, quando o consorciado se vale da carta de crédito para concretizar a compra”, considera.

Rogério Pereira é Diretor Comercial da Embracon
Rogério Pereira é Diretor Comercial da Embracon

O segmento de Veículos Leves representa cerca de 51% do mercado de consórcios. Até maio deste ano, esse segmento registrou 3,57 milhões de participantes ativos, o que significa 4,1% a mais do que os 3,43 milhões até maio de 2017. Outro ponto é que as adesões aumentam mês a mês. Mais de 467 mil novas cotas de consórcio de Veículos Leves foram comercializadas entre janeiro e maio deste ano, volume 8,5% superior às 430,6 mil novas cotas registradas em igual período do ano passado.

Dados da ABAC indicam que, na média nacional, cerca e 31% dos veículos leves são comercializados no Brasil por meio de consórcio.Isso significa que um a cada três veículos leves são adquiridos no país por meio desse sistema. Esse índice é quatro vezes o observado em 2009, quando apenas 7,8% dos veículos leves eram adquiridos por consórcio.Na região Nordeste, esse índice chega a 40,8%, seguida das regiões Centro Oeste (34,9%) e Norte (32,7%). Os Estados que lideram a utilização de consórcio para a compra de veículos leves são a Bahia (62,3%), Mato Grosso (52,5%) e Tocantins (45,4%).

Mercado Automobilístico

Os reflexos da contribuição do segmento de consórcio para as vendas de veículos podem ser observados nos dados do mercado. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), os licenciamentos de veículos leves registraram aumento de 13,7% e passaram de 993,1 mil no primeiro semestre de 2017 para 1,1 milhão no mesmo período de 2018.

Os resultados apresentados pela Federação Nacional de Distribuição de Veículos (Fenabrave), entidade que representa os concessionários, confirmam a tendência, uma vez que foram emplacados 1,1 milhão de veículos leves no primeiro semestre de 2018, número 13,7% superior aos 991,3 mil emplacados no primeiro semestre de 2017.

“Adquirir um veículo por meio de consórcio é extremamente vantajoso. Além não incorrer juros, é uma modalidade bastante flexível. Outro ponto é que a carta de crédito é vantajosa para ambos os lados porque garante mais poder de negociação para o comprador e representa dinheiro em caixa para o vendedor”, complementa Pereira.

Vantagens do Sistema de Consórcios:

A flexibilidade e possibilidade de crédito acessível, sem incidência dos juros praticados pelo financiamento bancário, tem atraído cada vez mais o consumidor. Veja algumas das vantagens do Sistema de Consórcios:

  • O sistema conta com várias opções de crédito, prazos e parcelas que cabem no orçamento do consorciado;
  • Para participar não é necessário avalista e nem comprovação de renda;
  • A carta de crédito dá ao consorciado o poder de negociar a aquisição do bem à vista, o que lhe confere mais poder na hora de negociar;
  • Após a contemplação no consórcio de automóvel, a carta de crédito pode ser utilizada para quitar um financiamento ou consórcio de outra administradora em nome do próprio consorciado;
  • O consorciado pode utilizaro carro usado como lance na comprade um novo;
  • O sistema de consórcio conta com legislação específica e a administradora deve ser autorizada e fiscalizada pelo Banco Central, o que traz mais segurança ao consumidor.

Startup conecta o mercado de seguros e fatura R$ 1,8 milhão 738

Destaque no PEGN, Segfy quer ser o Airbnb desse mercado

Leonardo Mack é CEO da Segfy
Leonardo Mack é CEO da Segfy

“Assim como a Airbnb é a maior rede hoteleira sem ter nenhum hotel, nós queremos ser a maior empresa de agenciamento de seguros sem ter nenhum corretor contratado por nós”, afirma o CEO, Leonardo Mack, ao Pequenas Empresas, Grandes Negócios. Desde que assumiu os negócios antes liderados pelo seu pai, em 2014, Mack vem promovendo grandes transformações.

Mudou o nome (que antes era Villa IT) e ampliou os serviços oferecidos pela plataforma, que passou de um gerenciador para corretores de seguros a um pacote mais completo de gestão. O faturamento começou a crescer 40% ao ano e faturou R$ 1,8 milhão em 2017.

São mais de 700 corretores de seguros, pagando um tíquete médio de R$ 252 para usar as ferramentas da plataforma, e 455 mil usuários impactados.

Agora a Segfy se prepara para dar um passo ainda mais ambicioso. “Estamos concluindo a fusão com as empresas de tecnologia Cotak e Leosoft Multicálculo com o objetivo de construir o maior ecossistema de empresas de tech no setor”, anuncia Mack.

Com a estratégia, o faturamento deve alcançar os R$ 8 milhões, com mais de 5 mil assinantes. “O corretor de seguro é uma figura muito importante, mas é solitário. Nós costumamos dizer que esse mercado é um exército enorme sem comandante. Nós entramos para assumir o comando”, afirma Mack.

Digite “seguro para automóvel” no Google e é bem possível que você seja direcionado para uma das páginas da Segfy, startup de Curitiba (PR) que oferece automação e inteligência para conectar corretores de seguro, seguradoras e segurados.