Programas de saúde ganham peso na hora da renegociação 210

Resolução normativa da ANS prevê o direito de premiação ou negociação aos beneficiários ou contratantes que ofereçam programas de saúde

Incentivo à alimentação saudável, campanhas antitabagismo, exercícios laborais e até custeio em academias. Tudo isso tem feito a diferença na hora de combater o aumento dos preços dos planos empresariais no momento da renegociação, além de diminuir a taxa de sinistralidade entre os planos médicos.

Uma resolução normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) prevê o direito de premiação ou negociação aos beneficiários ou contratantes que ofereçam programas de saúde – como incentivo aos colaboradores, de acordo com a CEO da Aliança para Saúde Populacional (Asap), Milva Gois. No entanto, a adesão ao benefício ainda é pequena. Poucas empresas já usufruem da medida para conseguir melhor reajuste na renovação anual dos contratos.

Para Milva, felizmente este cenário está mudando. “O contratante tem de se tornar agente participativo”, afirma. O executivo acredita que a falta de conhecimento e engajamento das empresas faz com que percam a oportunidade de reduzir o gasto com plano de saúde. Outros equívocos comuns nas empresas, segundo ele, é não utilizarem informações de exames periódicos e obrigatórios, além de dados das operadoras de saúde para a negociação. “Muitas vezes a sinistralidade deve-se a um caso específico e a empresa pode solicitar as informações”, diz. Milva aponta que a solução não é mudar a operadora de saúde, mas mapear a população e negociar de forma mais transparente e assertiva com a operadora do plano.

“A renegociação não é boa para ninguém”, afirma o vice-presidente de Saúde e Odonto da SulAmérica Seguros, Maurício Lopes. De acordo com ele, se por um lado na renegociação anual a operadora consegue readequar o aumento dos custos, por outro é uma oportunidade de pedir ao cliente que vá embora. “Claro que não queremos isso. Acreditamos que seja necessária a sinergia. Se ambas as partes querem o mesmo é um ganho a ganho”, comenta.

Incentivos

Segundo o executivo, a operadora não apenas aceita a apresentação de programas de saúde, como também incentiva. Um de seus clientes, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, por exemplo, conseguiu ficar três anos sem reajuste após a implementação do Programa Bem-Estar, mencionado anteriormente pelo DCI. Na época, o gerente de qualidade de vida e saúde, Rodrigo Bornhausen Demarch, disse que o hospital conseguiu economizar mais de R$ 5 milhões com plano de saúde, que hoje é considerado o maior gasto das empresas brasileiras, perdendo apenas para a folha de pagamento.

Desafios

Ainda segundo Lopes, da SulAmérica, com a instabilidade econômica aumentou o número de empresas que querem implantar programas de saúde para uma renegociação mais vantajosa e até para diminuir a taxa de sinistralidade. No entanto, tem sido um desafio. Para Lopes, isso ocorre porque gerir programas de bem-estar na empresa em um momento que já sofre outras pressões financeiras é mais difícil.

De acordo com ele, o desafio independe do porte. Na hora de implementar um programa de saúde para beneficiários, Lopes aponta que a relação com funcionários de pequenas empresas é menos restrita, porque não existe uma área intermediária, o que dá maior flexibilidade e agilidade para as ações. “Mas também temos menos apoio entre as pequenas empresas. Nas grandes há uma interface entre o plano e o funcionário.”

Cadeia setorial

Para o sócio do escritório Dagoberto Advogados, Ricardo Ramires Filho, a sinergia pode ser utilizada não apenas entre operadoras e contratantes, mas também com outras empresas da cadeia, como a indústria farmacêutica. Segundo ele, já existem casos em que a operadora consegue um desconto maior no medicamento e aproveita o programa da fabricante para que o paciente se cuide corretamente. Um exemplo citado por Ramires é o de pacientes com doenças mais graves, como o câncer. “Em vez de a operadora prover só o exame, ela pode tentar parceria com a fabricante do remédio para ter desconto e buscar a cura mais rápida.”

Segundo ele, o interesse das operadoras em ajudar a reduzir o reajuste nos contratos não é em vão. Com a instabilidade econômica e o fluxo de caixa menor nas contratantes, os planos de saúde têm sofrido com o downgrade das carteiras (migração para planos mais baratos) e a perda de beneficiários do mercado privado, provocada principalmente, pelo desemprego. “Assim como o pessoal que aluga tem deixado de aplicar reajuste para manter o imóvel alugado, as contratantes estão com maior poder de barganha com as operadoras.”

Ele acredita que encontrar um reajuste consensual deixou de ser uma forma de decidir quem sairá ganhando e passou a ser uma forma de sobreviver. “Muitas operadoras estão quase no vermelho”, ressalta. Com a sinistralidade em torno de 82,4%, o executivo aponta que a margem acaba sendo extremamente baixa, sendo pior em operadoras menores. “Em média, as operadoras estão com uma margem de lucro entre 1,8% e 2%”, destaca.

Como o resultado, o setor tem cada vez menos fôlego para investimentos e sobrevivência, o que tem deixado o mercado mais concentrado. Depois de alcançar 2.400 operadoras médico-hospitalares no ano 2000, em setembro de 2015 o total foi de 999, das quais 843 com beneficiários. Sendo que 80% das vidas estão em 155 operadoras.

Outras estratégias apontadas por ele para diminuir a sinistralidade nas empresas é incentivando o funcionário a fazer um uso mais consciente do plano. “Além de diminuir o uso do Sistema Único de Saúde [SUS]”, afirma o executivo. De acordo com Ramires, 67% do ressarcimento das operadoras ao SUS se deve ao uso em atendimento ambulatorial, que já faz parte da cobertura dos planos.

*Informações de DCI.

Procura por seguros para riscos relacionados a fusões e aquisições cresce 35%, diz Marsh 1078

Hands

Empresas de private equity são as que mais utilizam o seguro para riscos transacionais

O ambiente competitivo dos últimos anos levou muitos investidores institucionais a olharem com mais atenção para o mercado de produtos de risco transacional. De acordo com a corretora e consultora de riscos Marsh, no Brasil, a procura por este tipo de seguro no primeiro semestre de 2018 já é 35% maior do que o índice de prospecção do ano passado inteiro.

O seguro contra riscos transacionais inclui, por exemplo, apólices que cobrem riscos relacionados a fusões e aquisições, seguro de indenização fiscal e o seguro de representações e garantias (R&W), sendo este último o único disponível no Brasil. Para a líder da prática de fusões e aquisições da Marsh Brasil, Bruna Reis, a retomada do aquecimento do mercado de M&A é um dos principais motivos pelo aumento da procura por este tipo de proteção no país.

“Além disso, o seguro R&W, presente no Brasil há apenas quatro anos, tem se tornado cada vez mais conhecido por investidores nacionais, uma vez que antes a procura era predominantemente de Fundos de Private Equity Internacionais que já estavam familiarizados com a utilização deste tipo de seguro em outros países”, explica Bruna.

Segundo Relatório Anual de Risco Transacional 2017 da Marsh, no mundo, foram contratadas 38% mais apólices de seguro de risco transacional em comparação a 2016, somando cerca de US$ 20,1 bilhões. No mundo, a Marsh colocou mais de 700 seguros contra riscos transacionais no mercado, um aumento de quase 28% a partir de 2016.

Empresas de private equity são as que mais utilizam o seguro para riscos transacionais, mas, diversas corporações os têm procurado também. “Do total das prospecções, 60% são de private equity e 40% são de investidores institucionais. As empresas e fundos que investem no segmento de infraestrutura são os que mais têm buscado este tipo de proteção, afirma Bruna.

Taxas

Em resposta a esse aumento na demanda, a capacidade no mercado de seguros aumentou significativamente, com mais de 25 seguradoras oferecendo seguro de risco transacional globalmente. Globalmente, os preços para produtos de risco transacionais continuaram a cair como resultado de um aumento significativo da concorrência no mercado segurador. Em 2017, os preços médios caíram quase 13%, comparado a uma queda de cerca de 2% em 2016. O seguro de riscos transacionais está em comercialização no Brasil há quatro anos. A apólice é elaborada conforme as necessidades da operação e se baseia na cláusula de declarações e garantias do contrato de compra e venda.

Mercado aguarda nova obra de Alberto Júnior 2620

Alberto Júnior recebe reconhecimento no 15º Troféu JRS

Especialista em vendas no mercado de seguros anuncia novo livro

Um dos maiores operadores da corretagem brasileira de seguros, Alberto Júnior anunciou o lançamento de sua nova obra. “O vendedor mais cobiçado”, disse o empresário em uma publicação que repercutiu nas redes sociais.

Reprodução
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Alberto é autor de “A Lógica”, obra que foi destaque em recente reunião do Million Dollar Round Table (MDRT), nos Estados Unidos. O destaque foi feito por Tiago Melo, membro da Court of The Table da entidade. “É o primeiro brasileiro com literatura no MDRT”, completou.

Melo destacou a honra em representar o Brasil no maior evento do mercado Internacional de Seguros e Finanças. “É sem dúvida uma grande emoção. Como membro Court of The Table na MDRT, encontro-me em um seleto grupo de 2.500 profissionais de todo mundo, pertencentes a esta categoria, são 9 anos consecutivos na MDRT. Ter esta certificação em meu currículo, deve-se a minha exacerbada preocupação em oferecer o meu melhor aos meus clientes, sou grato a todos eles por delegarem a mim a honra de cuidar e proteger seus sonhos, família e projetos de vida”, agradeceu o executivo.

Travelers Seguros oferece seguro para salões de beleza 1560

Salão de Beleza

Apólices específicas para este mercado cobrem vários imprevistos que os donos de salões podem enfrentar

O Brasil é o maior mercado de negócios de beleza do mundo e movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano, segundo o Instituto Euromonitor. Para atender às necessidades desse segmento promissor, a Travelers Seguros oferece uma linha completa de produtos personalizados para segurar os riscos específicos enfrentados pelos salões de beleza, como acidentes com funcionários, roubos, incêndios e ações judiciais.

“Embora o negócio de salões de beleza ofereça grandes oportunidades para empreendedores como eu, também apresenta muitos desafios”, afirmou Alessandra Fernando, sócia do salão Fama, em São Paulo. “No início, achávamos que o seguro era uma despesa desnecessária, e acabamos comprando apenas para ter tranquilidade. Ainda bem que fizemos essa escolha, porque depois fomos roubados e alguns computadores e equipamentos foram levados. Felizmente, nossa perda foi mínima porque todos os itens roubados estavam segurados. Depois dessa experiência, adicionamos mais coberturas”, diz.

“Os salões de beleza, de todos os portes, estão expostos a muitos riscos e assim como outros negócios necessitam de proteção correta”, explica Leonardo Semenovitch, diretor geral da Travelers no Brasil. “Garantir proteção adequada é um primeiro passo muito importante para qualquer proprietário de salão de beleza, para mitigar potenciais perdas”, continua.

Para ajudar os salões a minimizar riscos, a Travelers recomenda as seguintes precauções:

  • Armazene toalhas sujas e lixo em recipientes fechados para evitar a contaminação dos clientes e manter a limpeza e organização do salão;
  • Sempre pergunte ao cliente sobre alergias e sensibilidade;
  • Siga cuidadosamente as instruções de uso dos produtos;
  • Mantenha o registro de compras de todos os produtos utilizados no salão;
  • Inspecione periodicamente as cadeiras elevatórias para prevenir algum tipo de defeito e evitar que o cliente se machuque;
  • Proteja os secadores com um disjuntor automático para evitar o superaquecimento;
  • Dimensione devidamente os sistemas elétricos para evitar sobrecarga na rede e consequentemente curtos e incêndios;
  • Posicione os extintores de incêndio de forma estratégica e treine todos os funcionários para utilizá-los e garantir uma rápida resposta em casos de incêndio;
  • Inspecione com frequência os aparelhos elétricos para evitar que hajam fios desencapados que possam eletrocutar clientes e funcionários;
  • Garanta acesso livre às saídas de emergência para que as pessoas possam sair sem dificuldade.

Congresso Sul Brasileiro reserva espaço para debates 1760

Arquivo JRS

Brasesul fortifica relacionamento entre profissionais do setor

A proximidade entre corretores de seguros e seguradores é um dos principais atrativos do Congresso Sul Brasileiro de Corretores de Seguros (Brasesul), que acontece a partir desta quinta, em Florianópolis (SC).

Saiba mais: Seguradoras participam em peso do Brasesul.

Para enfatizar esse relacionamento, os Sincor-SC, Sincor-PR e Sincor-RS, entidades idealizadoras do congresso, prepararam um painel especial para o segundo dia do evento. Intitulado “Painel das Seguradoras e Corretores de Seguros”, terá como mediador convidado o presidente em exercício da Fenacor, Robert Bittar, e contará com as apresentações dos dirigentes de grandes companhias, falando sobre os planos de suas empresas para aprimorar a parceria com os profissionais da corretagem nos próximos anos.

Confira a programação completa do Congresso Sul Brasileiro

Sob o tema “O que podemos esperar do futuro – caminhos, alternativas e soluções”, as apresentações serão focadas em como a relação com o corretor, peça-chave para o desenvolvimento do mercado, é vista pelas principais seguradoras. O painel terá espaço para perguntas do público, que serão feitas via WhatsApp.

Seguro auto e assistência 24 horas: entenda cada serviço 1754

Assistência carro

Saiba como proceder e a quem acionar

É comum que, com a correria do dia-a-dia, a manutenção periódica do veículo fique em segundo plano. E vamos combinar que a má qualidade dos asfaltos da cidade somada ao tempo gasto nos engarrafamentos desgastam cada vez mais os veículos, fazendo com que o risco de contratempos no trânsito seja maior.

Caso esses imprevistos ocorram, é necessário saber como proceder e a quem acionar. “Existem duas opções distintas: a proteção integral do veículo, garantida pelo seguro auto ou apenas a assistência 24h, para eventualidades. As duas possuem vantagens, mas é preciso estar ciente dessas diferenças para utilizar cada uma no momento apropriado”, afirma Fábio Lucato, diretor comercial da Allianz Partners Brasil. No segmento de assistência, a empresa atua no país com as marcas Mondial Assistance e Allianz Global Assistance.

Umas das principais diferenças está na forma de contratação do serviço: a apólice de seguro é contratada por meio de um corretor e, além dos serviços de socorro emergencial/assistência 24 horas, traz coberturas securitárias e indenização em caso de sinistro, enquanto os serviços de assistência 24h podem ser contratados sob demanda, pela internet, com contratação anual, ou apenas para o momento da ocorrência, sempre utilizando a rede de prestadores de serviços da empresa de assistência 24 horas.

Embora haja distinções entre seguro automóvel com assistência 24 horas e os serviços de assistência 24 horas pontuais, o executivo assegura que, na Allianz Partners Brasil, a assistência 24 horas visa prestar o serviço com “Agilidade nas análises e tratativas, além da empatia no atendimento e proteção para todos que estejam no local da emergência”, enfatiza. “Independentemente da ocorrência, a prioridade é garantir o bem-estar do cliente, além de serviços de alto nível e excelência”, finaliza Fábio.

O seguro auto na prática

O seguro auto é uma apólice contratada com diversas coberturas, além dos serviços emergenciais da assistência 24 horas, que também são cobertos. Lucato explica que “o seguro se responsabiliza também por grande variedade de riscos a que o auto está sujeito, o que pode incluir a substituição do bem em casos de roubo ou furto, incêndio, perda total ou reparos quando houver sinistro, quando contratados”. Além disso, existem ainda outros seguros disponíveis, como, por exemplo, o seguro de terceiros, que cobre lesões a outras pessoas envolvidas em um acidente.

Já os serviços de assistência 24 horas se faz presente quando o cliente solicita o guincho, mecânico para realizar serviços paliativos no local, táxi, chaveiro, troca de pneu, retrovisor, entre outros, de acordo com a rede de prestadores de serviços disponibilizada pela empresa prestadora de serviços, sem possibilidade de reembolso em caso de escolha de outro prestador não cadastrado. A assistência 24 horas oferece comodidade e segurança com atendimentos em uma série de ocasiões repentinas. “É uma opção para não deixar o carro e a si próprio desprotegidos em situações emergenciais para quem prefere não optar pelo seguro, porém, sem coberturas indenitárias, que exige um investimento maior”, conclui o executivo.