Copaprose debate perspectivas do setor em meio à instabilidade econômica e mudanças sociais 101

Evento realizado no Rio de Janeiro contou com a participação do presidente da CNseg e prestou homenagem a Marco Rossi

Com a proposta de promover uma reflexão sobre as perspectivas do mercado de seguros nos próximos anos, diante de um cenário econômico instável e de profundas mudanças na sociedade, o XXVI Congresso Panamericano de Produtores de Seguros da Confederação Panamericana de Produtores de Seguros (Copaprose) se encerra hoje, dia 22, após três dias de intensos debates entre representantes do setor na América Latina, Portugal e Espanha, no Windsor Hotel Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Ainda na abertura do evento, que teve como tema “Para onde caminha o Seguro na América Latina?”, o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, afirmou que esta edição tem duplo significado especial. O primeiro, pela oportunidade de fortalecer a Região constituída pelo bloco (América Latina + Espanha e Portugal), face a um mundo que se reposiciona em novos blocos econômicos, baseados em identidades culturais e geográficas. E o segundo, por acontecer em um momento de contração econômica na Região e, particularmente, no Brasil. Contração, esta, cujo setor segurador, com sua tradicional resiliência em face a crises, tem muito a contribuir para mitigar, devido à sua capacidade de proteger patrimônio e rendas, que podem se transformar em investimentos de infra-estrutura e outros negócios, sendo, portanto, um grande investidor institucional.

Coriolano propôs, ainda, que essa edição da Copaprose seja registrada e lembrada como “Conferência Marco Antonio Rossi”, que foi um “administrador talentoso, aguerrido e comprometido com a causa da integração latino-americana do mercado de seguros”. Marco Rossi, presidente da CNseg que antecedeu Marcio Coriolano, faleceu em acidente aéreo em novembro de 2015.

Por fim, aproveitou a oportunidade para saudar as lideranças dos corretores de seguros de todos os países presentes, considerados a força produtiva da distribuição e da representaçåo dos consumidores.

A abertura contou ainda com a participação do presidente da Fenacor, Armando Vergílio; da presidente da Fides, Pilar González; do presidente da Assal, Carlos Pavez, e do superintendente da Susep, Roberto Westenberger.

Possíveis Cenários Econômicos: uma visão Pan americana

E entre os diversos painéis realizados ao longo dos três dias, um dos mais importantes, propôs-se, na tarde do no dia 21, a debater e projetar os possíveis cenários econômicos sob uma visão pan americana, contando novamente com a participação do presidente da CNseg, além da do diretor da Escola Nacional de Seguros, Claudio Contador; do CEO Américas da Generali, Antonio Cassio dos Santos, do presidente da Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP), Mauro Batista, e do economista-chefe da Icatu Vanguarda, Rodrigo Alves Melo.

Como consenso, a convicção que, ao menos no curto e médio prazo, a situação macro-econômica não está nada favorável para atividade econômica na região e, particularmente, para Brasil, México e Argentina, apesar de Colômbia e México estarem um pouco melhores, devido às reformas estruturais realizadas. Reformas, estas, que o Brasil precisa fazer com urgência, de acordo com Rodrigo Alves Melo da Icatu, para quem, em 2015, o risco Brasil passou a ser muito maior que o do resto da América Latina. De acordo com suas previsões, só o PIB brasileiro só voltará ao do nível de 2014 em 2022, o que reforça a necessidade de um “esforço herculínio de ajuste fiscal”.

Marcio Coriolano também não é muito otimista em relação à situação brasileira a curto prazo, afirmando que já se fala em queda do PIB de mais de 4% e que a taxa de desemprego pode chegar a 11% até o fim do ano, o que, em suas palavras “é uma de nossas maiores tragédias”. Ainda assim, ele entende que a situação do mercado segurador é bem melhor que a de outros setores da economia, como a da indústria de transformação, de produtos e bens duráveis e da automobilística, tendo crescido mais de 11% em 2015. “O Brasil tem um padrão de solvência muito forte, o que é uma segurança adicional para o mercado. Se se não tivéssemos esse provisionamento, essa responsabilidade, estaríamos sofrendo muito mais”, afirmou.

Se, como bem lembrou o presidente da CNseg, o mercado segurador brasileiro “surfou na onda do aumento da renda na última década”, tendo a saúde suplementar e os planos de acumulação (PGBL e VGBL) como carros chefe, agora, para superarmos esse momento de crise, é preciso cobrar do governo a implementação de políticas anticíclicas. E detalhando um pouco mais as ações necessárias para empreendermos uma “nova jornada de crescimento”, listou cinco pontos fundamentais: estabilidade regulatória, regulação contracíclica, redução de custos de observância, ampliação dos canais de comercialização de seguro , além de reforço da comunicação e da educação em seguro.

Mas, apesar de tudo o que foi colocado, os debatedores ainda encontraram espaço para otimismo, como é o caso de Mauro Batista, da ANSP, e Antonio Cassio dos Santos, da Generali. Este último lembrou que as seguradoras brasileiras com ações na bolsa ainda apresentam melhores resultados que as cinco maiores seguradoras globais e o mercado segurador latino-americano, com seus 97 milhões de veículos, 127 milhões de residências e uma população de 509 milhões de pessoas, ainda tem muito espaço para crescer até atingir os mesmo níveis de penetração do seguro dos países desenvolvidos. Mas, para isso, afirmou Mauro, precisamos estar atentos a algumas tendências para os próximos anos, como aumento do impacto das novas tecnologias na vida das pessoas, o aumento da longevidade e o crescimento chinês.

A homenagem a Marco Antonio Rossi

Ao final do Congresso, foi prestada mais uma homenagem a Marco Antonio Rossi, falecido em novembro de 2015 em um acidente de avião, lembrado como uma das maiores lideranças do mercado de seguros do Brasil e da América Latina. Sua esposa, Maria Isabel Rossi, e seu filho, Marcelo Rossi, receberam das mãos do presidente da Fenacor e do Comitê Executivo da Copaprose, Armando Vergílio, uma placa e um buquê de flores. Na ocasião, muito emocionado, Vergílio disse que, mais do que um dos maiores líderes que o País já teve, Rossi era um homem digno, honesto, correto, trabalhador, empreendedor, dinâmico, visionário e construtor de pontes para o futuro, e que sentia um grande orgulho e satisfação por ter podido conviver e aprender com ele.

*Informações de CNseg.

Chubb Brasil nomeia novo Vice Presidente de P&C 1015

Chubb

Companhia foca em serviços superiores aos clientes

Leandro Martinez é o novo vice-presidente de Subscrição de P&C da Chubb Brasil
Leandro Martinez é o novo vice-presidente de Subscrição de P&C da Chubb Brasil

A partir de julho, Leandro Martinez assume a Vice-Presidência de Subscrição de P&C da Chubb Brasil, reportando-se diretamente ao Presidente Executivo da Chubb Brasil, Antonio Trindade e funcionalmente a Pablo Korze, Vice Presidente Sênior de P&C Commercial.

Leandro será responsável pelo P&L de Global, Middle Market/SME e Resseguros. O executivo está na companhia desde janeiro de 2011, e em agosto de 2014, passou a desempenhar o papel de Vice Presidente Regional de Linhas Financeiras, onde contribuiu com desenvolvimento das carteiras de D&O, PI, FI e Cyber na América Latina.

Leandro é advogado, pós-graduado em Direito Civil e de Empresas, com MBA pela FGV e extensões em mercado de capitais pela Escola Superior de Advocacia da OAB de São Paulo.

Toda mudança realizada na Chubb tem como objetivo garantir uma subscrição e execução superiores, bem como a entrega de um serviço superior para os seus clientes.

Dicas para investir e ir às Olimpíadas no Japão, em 2020 1633

Tokyo

Quem não foi à Rússia, pode aportar em fundos cambiais para realizar sonho de fazer parte da torcida brasileira

Quem gosta de grandes eventos esportivos, mas não conseguiu ir para a Rússia, pode se preparar para as Olimpíadas do Japão, em 2020. De acordo com a Mapfre Investimentos, existem boas alternativas para fazer o dinheiro render e fazer parte da torcida brasileira do outro lado do mundo.

Antes de realizar uma aplicação, é necessário definir o montante necessário para o passeio, considerando o valor em moeda estrangeria – já que a viagem é para o exterior– e o tempo disponível até o embarque, neste caso, dois anos. “O fundo deve ter pouco risco para não comprometer o volume de dinheiro essencial para viajar. A recomendação é seguir o planejamento de investir parte em fundo cambial e parte em fundos de renda fixa”, explica Carlos Eduardo Eichhorn, diretor de gestão de recursos da Mapfre Investimentos.

“Os fundos cambiais são uma opção segura e rentável, porque garantem o poder de compra em dólares e liquidez para a data estimada da viagem. Além disso, também não há a cobrança do spread exigido pelas casas de câmbio”, completa.

Já os fundos de renda fixa são os mais populares entre os brasileiros. São veículos de investimento com menos risco e que podem ser compostos por títulos públicos e de crédito, com o objetivo de rentabilidade associado ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

Sustentare alcança marca de 100 Unidades de Negócios 1648

Empresa expandiu também em Santa Catarina

Marcos Stock Trevisan é CEO da Sustentare Seguros
Marcos Stock Trevisan é CEO da Sustentare Seguros.

A Sustentare Seguros atingiu a marca de 100 Unidades de Negócios no fechamento do primeiro semestre do ano. Os escritórios estão concentrados no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. “Batalhamos bastante para chegar a esta marca porque entendemos que ainda há muito potencial para crescer. Estas Unidades estão somando forças junto conosco e nos ajudando a cada vez mais entregar um serviço de qualidade”, destaca o CEO da Sustentare Seguros, Marcos Stock Trevisan.

Alcançar este número foi possível graças à meta traçada pela empresa no final do ano passado, com uma operação de expansão planejada no estado vizinho, que hoje já conta com vinte corretores. “Tudo isso aconteceu depois termos ficado 2016 sem colocar nenhum parceiro, modificando nosso regime fiscal e contratos. Já em 2017 houve um aumento considerável do número de Unidades e agora em 2018 foi momento de colocar cada vez mais parceiros, com frentes de expansão nos dois estados da região Sul”, comenta.

AIG conclui a aquisição da Validus 955

Aquisição

Transação foi anunciada em janeiro

A AIG anunciou na quarta-feira a finalização do processo de aquisição da Validus Holdings Ltd. (“Validus”), após aprovações regulatórias e dos acionistas da Validus. A transação foi anunciada pela primeira vez em 22 de janeiro de 2018.

Como parte da AIG, a Validus acrescenta franquias atraentes e diversificadas ao portfólio da companhia, incluindo a Validus Re, plataforma líder de resseguro; AlphaCat, gestor de ativos de títulos ligados a seguros; Talbot, consórcio do banco Lloyd; Western World, especialista nos Estados Unidos em riscos comerciais para pequenas e médias empresas; e Serviços de Riscos Agrícolas, que fornecem acesso ao mercado norte-americano de seguros agrícolas.

“Estamos muito felizes em receber a Validus. A experiente equipe e seus negócios complementares nos ajudarão a gerar um crescimento sustentável e lucrativo, à medida que continuamos a gerar valor aos nossos acionistas”, disse Brian Duperreault, CEO e Presidente da AIG.

De acordo com Peter Zaffino, CEO da área de Seguros Gerais da AIG, “o trabalho com o time da Validus deve expandir as capacidades e valores entregues aos clientes e corretores parceiros. Os negócios da Validus serão imediatamente acrescentados à atuação de Seguros Gerais da AIG, já que eles já fazem parte da AIG oficialmente.”