Plano de saúde após a aposentadoria 137

ANS permite que aposentado ou demitido permaneça com o seguro de saúde desde que ele tenha contribuído mensalmente com desconto no contracheque

Tanto as pessoas que pararam de trabalhar quanto as que foram demitidas sem justa causa têm o direito de permanecer com o seguro, desde que tenham contribuído com descontos no contracheque. A maior vantagem da manutenção é não ter que cumprir prazos de carência.

No momento da aposentadoria, uma das principais preocupações dos trabalhadores é com o plano de saúde. Muitos ficam apreensivos com o fato de terem que contratar um novo seguro e cumprir os longos prazos de carências exercidos pelas operadoras. Uma regra da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) garante que os antigos trabalhadores e até mesmo os demitidos sem justa causa têm direito de manter as condições de cobertura assistencial, ou seja, os mesmos de quando usavam o plano na vigência do contrato de trabalho (leia as regras em Fique de olho).

A ANS permite que o aposentado ou demitido permaneça com o seguro de saúde desde que ele tenha contribuído mensalmente com desconto no contracheque. Nesse caso, o empregador pode escolher se o ex-funcionário fica com o mesmo plano dos empregados ativos ou em um exclusivo para demitidos e aposentados. A exceção para continuidade do seguro é quando o benefício foi pago integralmente pela empresa ou de forma coparticipativa – sem desconto de mensalidade, mas apenas de procedimentos realizados.

Susana Fernandes Rascop, 54 anos, aposentou-se há menos de dois meses e foi avisada sobre a possibilidade de permanecer com o plano de saúde. A ex-bancária decidiu manter o benefício, principalmente pela vantagem de não precisar mais cumprir novos prazos para fazer procedimentos. “A empresa explicou como seria o plano a partir de agora e detalhou os custos que eu teria. Quando a gente se aposenta, quer ter a tranquilidade de um seguro de saúde. Se eu mudasse de operadora, teria que cumprir carência e ainda pagar mais caro”, disse. Susana também manteve o serviço para o marido, que é dependente dela no seguro. “Nossa saúde está em dia, mas é importante ter um produto desse para qualquer situação”, completou.

De acordo com as regras, o demitido pode permanecer no benefício por tempo equivalente a 1/3 do total de pagamento do plano de saúde – sendo o mínimo de seis meses e o máximo de dois anos. O aposentado com menos de 10 anos de empresa pode continuar com o seguro. Cada ano trabalhado vale por um ano a mais de plano. Se o período for inferior a um ano, o direito será equivalente ao tempo que pagou pelo serviço. O trabalhador com mais de 10 anos de vínculo com a empresa pode permanecer no seguro até o fim da vida, ou enquanto o ex-empregador mantiver o benefício ativo para todos os empregados.

A ANS detalha que a decisão do aposentado ou do ex-empregado demitido sem justa causa de se manter no plano deve ser informada ao empregador no prazo máximo de 30 dias, contados a partir da comunicação do empregador sobre o direito de manutenção do benefício. Nesse caso, o trabalhador passará a pagar o valor do seguro de forma integral, diretamente à seguradora. O direito de permanência de uso do serviço também é extensivo, obrigatoriamente, ao grupo familiar. Em caso de morte, os dependentes continuam no plano pelo restante do tempo a que o beneficiário titular tinha direito.

Sem carência

A vantagem de permanecer com o plano é não cumprir as carências vigentes pelas empresas, segundo a advogada especialista em direito do consumidor na área de saúde Danielle Bitetti. “É um direito do trabalhador, mas que muitos não conhecem muito bem. A continuidade é bem interessante, principalmente quando alguém está no meio de algum tratamento de saúde. Quando permanecem com o mesmo plano, não é necessário cumprir novos prazos”, explica.

A especialista alerta que, na hora do desligamento ou da aposentadoria, a empresa tem como dever avisar ao trabalhador sobre a possibilidade de permanecer com o plano de saúde. “Caso a empresa não ofereça a opção, o usuário pode entrar com uma ação contra a operadora e o antigo empregador para continuar com o benefício”, aponta Danielle. Se estiver em tratamento, a advogada explica que o beneficiado tem o direito de continuar com o serviço até o fim do procedimento médico. Porém, ela lembra que, depois de algum tempo, se a pessoa for efetivada em outra empresa, ela não terá mais direito a ficar com o seguro.

Por meio da Assessoria de Imprensa, a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) afirma que segue as regras estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). “É importante lembrar que o ex-empregado demitido sem justa causa ou aposentado tem um prazo máximo de 30 dias para informar à empresa onde trabalhava a opção de manter o plano de saúde”, destacou a instituição.

*Informações de Correio Braziliense.

Procura por seguros para riscos relacionados a fusões e aquisições cresce 35%, diz Marsh 1081

Hands

Empresas de private equity são as que mais utilizam o seguro para riscos transacionais

O ambiente competitivo dos últimos anos levou muitos investidores institucionais a olharem com mais atenção para o mercado de produtos de risco transacional. De acordo com a corretora e consultora de riscos Marsh, no Brasil, a procura por este tipo de seguro no primeiro semestre de 2018 já é 35% maior do que o índice de prospecção do ano passado inteiro.

O seguro contra riscos transacionais inclui, por exemplo, apólices que cobrem riscos relacionados a fusões e aquisições, seguro de indenização fiscal e o seguro de representações e garantias (R&W), sendo este último o único disponível no Brasil. Para a líder da prática de fusões e aquisições da Marsh Brasil, Bruna Reis, a retomada do aquecimento do mercado de M&A é um dos principais motivos pelo aumento da procura por este tipo de proteção no país.

“Além disso, o seguro R&W, presente no Brasil há apenas quatro anos, tem se tornado cada vez mais conhecido por investidores nacionais, uma vez que antes a procura era predominantemente de Fundos de Private Equity Internacionais que já estavam familiarizados com a utilização deste tipo de seguro em outros países”, explica Bruna.

Segundo Relatório Anual de Risco Transacional 2017 da Marsh, no mundo, foram contratadas 38% mais apólices de seguro de risco transacional em comparação a 2016, somando cerca de US$ 20,1 bilhões. No mundo, a Marsh colocou mais de 700 seguros contra riscos transacionais no mercado, um aumento de quase 28% a partir de 2016.

Empresas de private equity são as que mais utilizam o seguro para riscos transacionais, mas, diversas corporações os têm procurado também. “Do total das prospecções, 60% são de private equity e 40% são de investidores institucionais. As empresas e fundos que investem no segmento de infraestrutura são os que mais têm buscado este tipo de proteção, afirma Bruna.

Taxas

Em resposta a esse aumento na demanda, a capacidade no mercado de seguros aumentou significativamente, com mais de 25 seguradoras oferecendo seguro de risco transacional globalmente. Globalmente, os preços para produtos de risco transacionais continuaram a cair como resultado de um aumento significativo da concorrência no mercado segurador. Em 2017, os preços médios caíram quase 13%, comparado a uma queda de cerca de 2% em 2016. O seguro de riscos transacionais está em comercialização no Brasil há quatro anos. A apólice é elaborada conforme as necessidades da operação e se baseia na cláusula de declarações e garantias do contrato de compra e venda.

Mercado aguarda nova obra de Alberto Júnior 2621

Alberto Júnior recebe reconhecimento no 15º Troféu JRS

Especialista em vendas no mercado de seguros anuncia novo livro

Um dos maiores operadores da corretagem brasileira de seguros, Alberto Júnior anunciou o lançamento de sua nova obra. “O vendedor mais cobiçado”, disse o empresário em uma publicação que repercutiu nas redes sociais.

Reprodução
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Alberto é autor de “A Lógica”, obra que foi destaque em recente reunião do Million Dollar Round Table (MDRT), nos Estados Unidos. O destaque foi feito por Tiago Melo, membro da Court of The Table da entidade. “É o primeiro brasileiro com literatura no MDRT”, completou.

Melo destacou a honra em representar o Brasil no maior evento do mercado Internacional de Seguros e Finanças. “É sem dúvida uma grande emoção. Como membro Court of The Table na MDRT, encontro-me em um seleto grupo de 2.500 profissionais de todo mundo, pertencentes a esta categoria, são 9 anos consecutivos na MDRT. Ter esta certificação em meu currículo, deve-se a minha exacerbada preocupação em oferecer o meu melhor aos meus clientes, sou grato a todos eles por delegarem a mim a honra de cuidar e proteger seus sonhos, família e projetos de vida”, agradeceu o executivo.

Travelers Seguros oferece seguro para salões de beleza 1563

Salão de Beleza

Apólices específicas para este mercado cobrem vários imprevistos que os donos de salões podem enfrentar

O Brasil é o maior mercado de negócios de beleza do mundo e movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano, segundo o Instituto Euromonitor. Para atender às necessidades desse segmento promissor, a Travelers Seguros oferece uma linha completa de produtos personalizados para segurar os riscos específicos enfrentados pelos salões de beleza, como acidentes com funcionários, roubos, incêndios e ações judiciais.

“Embora o negócio de salões de beleza ofereça grandes oportunidades para empreendedores como eu, também apresenta muitos desafios”, afirmou Alessandra Fernando, sócia do salão Fama, em São Paulo. “No início, achávamos que o seguro era uma despesa desnecessária, e acabamos comprando apenas para ter tranquilidade. Ainda bem que fizemos essa escolha, porque depois fomos roubados e alguns computadores e equipamentos foram levados. Felizmente, nossa perda foi mínima porque todos os itens roubados estavam segurados. Depois dessa experiência, adicionamos mais coberturas”, diz.

“Os salões de beleza, de todos os portes, estão expostos a muitos riscos e assim como outros negócios necessitam de proteção correta”, explica Leonardo Semenovitch, diretor geral da Travelers no Brasil. “Garantir proteção adequada é um primeiro passo muito importante para qualquer proprietário de salão de beleza, para mitigar potenciais perdas”, continua.

Para ajudar os salões a minimizar riscos, a Travelers recomenda as seguintes precauções:

  • Armazene toalhas sujas e lixo em recipientes fechados para evitar a contaminação dos clientes e manter a limpeza e organização do salão;
  • Sempre pergunte ao cliente sobre alergias e sensibilidade;
  • Siga cuidadosamente as instruções de uso dos produtos;
  • Mantenha o registro de compras de todos os produtos utilizados no salão;
  • Inspecione periodicamente as cadeiras elevatórias para prevenir algum tipo de defeito e evitar que o cliente se machuque;
  • Proteja os secadores com um disjuntor automático para evitar o superaquecimento;
  • Dimensione devidamente os sistemas elétricos para evitar sobrecarga na rede e consequentemente curtos e incêndios;
  • Posicione os extintores de incêndio de forma estratégica e treine todos os funcionários para utilizá-los e garantir uma rápida resposta em casos de incêndio;
  • Inspecione com frequência os aparelhos elétricos para evitar que hajam fios desencapados que possam eletrocutar clientes e funcionários;
  • Garanta acesso livre às saídas de emergência para que as pessoas possam sair sem dificuldade.

Congresso Sul Brasileiro reserva espaço para debates 1763

Arquivo JRS

Brasesul fortifica relacionamento entre profissionais do setor

A proximidade entre corretores de seguros e seguradores é um dos principais atrativos do Congresso Sul Brasileiro de Corretores de Seguros (Brasesul), que acontece a partir desta quinta, em Florianópolis (SC).

Saiba mais: Seguradoras participam em peso do Brasesul.

Para enfatizar esse relacionamento, os Sincor-SC, Sincor-PR e Sincor-RS, entidades idealizadoras do congresso, prepararam um painel especial para o segundo dia do evento. Intitulado “Painel das Seguradoras e Corretores de Seguros”, terá como mediador convidado o presidente em exercício da Fenacor, Robert Bittar, e contará com as apresentações dos dirigentes de grandes companhias, falando sobre os planos de suas empresas para aprimorar a parceria com os profissionais da corretagem nos próximos anos.

Confira a programação completa do Congresso Sul Brasileiro

Sob o tema “O que podemos esperar do futuro – caminhos, alternativas e soluções”, as apresentações serão focadas em como a relação com o corretor, peça-chave para o desenvolvimento do mercado, é vista pelas principais seguradoras. O painel terá espaço para perguntas do público, que serão feitas via WhatsApp.

Seguro auto e assistência 24 horas: entenda cada serviço 1757

Assistência carro

Saiba como proceder e a quem acionar

É comum que, com a correria do dia-a-dia, a manutenção periódica do veículo fique em segundo plano. E vamos combinar que a má qualidade dos asfaltos da cidade somada ao tempo gasto nos engarrafamentos desgastam cada vez mais os veículos, fazendo com que o risco de contratempos no trânsito seja maior.

Caso esses imprevistos ocorram, é necessário saber como proceder e a quem acionar. “Existem duas opções distintas: a proteção integral do veículo, garantida pelo seguro auto ou apenas a assistência 24h, para eventualidades. As duas possuem vantagens, mas é preciso estar ciente dessas diferenças para utilizar cada uma no momento apropriado”, afirma Fábio Lucato, diretor comercial da Allianz Partners Brasil. No segmento de assistência, a empresa atua no país com as marcas Mondial Assistance e Allianz Global Assistance.

Umas das principais diferenças está na forma de contratação do serviço: a apólice de seguro é contratada por meio de um corretor e, além dos serviços de socorro emergencial/assistência 24 horas, traz coberturas securitárias e indenização em caso de sinistro, enquanto os serviços de assistência 24h podem ser contratados sob demanda, pela internet, com contratação anual, ou apenas para o momento da ocorrência, sempre utilizando a rede de prestadores de serviços da empresa de assistência 24 horas.

Embora haja distinções entre seguro automóvel com assistência 24 horas e os serviços de assistência 24 horas pontuais, o executivo assegura que, na Allianz Partners Brasil, a assistência 24 horas visa prestar o serviço com “Agilidade nas análises e tratativas, além da empatia no atendimento e proteção para todos que estejam no local da emergência”, enfatiza. “Independentemente da ocorrência, a prioridade é garantir o bem-estar do cliente, além de serviços de alto nível e excelência”, finaliza Fábio.

O seguro auto na prática

O seguro auto é uma apólice contratada com diversas coberturas, além dos serviços emergenciais da assistência 24 horas, que também são cobertos. Lucato explica que “o seguro se responsabiliza também por grande variedade de riscos a que o auto está sujeito, o que pode incluir a substituição do bem em casos de roubo ou furto, incêndio, perda total ou reparos quando houver sinistro, quando contratados”. Além disso, existem ainda outros seguros disponíveis, como, por exemplo, o seguro de terceiros, que cobre lesões a outras pessoas envolvidas em um acidente.

Já os serviços de assistência 24 horas se faz presente quando o cliente solicita o guincho, mecânico para realizar serviços paliativos no local, táxi, chaveiro, troca de pneu, retrovisor, entre outros, de acordo com a rede de prestadores de serviços disponibilizada pela empresa prestadora de serviços, sem possibilidade de reembolso em caso de escolha de outro prestador não cadastrado. A assistência 24 horas oferece comodidade e segurança com atendimentos em uma série de ocasiões repentinas. “É uma opção para não deixar o carro e a si próprio desprotegidos em situações emergenciais para quem prefere não optar pelo seguro, porém, sem coberturas indenitárias, que exige um investimento maior”, conclui o executivo.