Os efeitos colaterais da Lava Jato 228

Mercados exigem mais transparência corporativa

Diferente de outros escândalos políticos, que revelaram práticas ilícitas em âmbito público, a Lava Jato ganhou repercussão porque trouxe à tona o esquema de corrupção no mundo empresarial. Este movimento de pratos limpos trouxe um efeito colateral positivo: a pressão dos mercados e consumidores por mais transparência corporativa, que fomentou a criação da Lei Anticorrupção, vigente desde 2014, e que prevê a chamada responsabilidade objetiva. Com isso, basta que algum colaborador, fornecedor ou parceiro se envolva em atividade de corrupção ou lavagem de dinheiro para que a empresa seja culpada, mesmo que se alegue desconhecimento.

Reprodução

O não cumprimento de leis e regulamentos pode levar as empresas a pesadas multas e sanções legais e regulamentares, além da perda de reputação. Por isso, vemos as organizações brasileiras correndo para adotar medidas de compliance para preservar sua imagem e patrimônio. Estamos diante de uma mudança histórica no País. A busca e implementação dos programas de conformidade deverá aperfeiçoar a forma de se fazer negócios, colocando o Brasil em um patamar internacional e sustentável, além de, futuramente, erradicar a corrupção. Este é o desejo!

O efeito da adoção dos programas de compliance deve introduzir diretrizes de conduta com objetivo de coibir a prática fraudulenta e evitar atos ilegais por parte de funcionários, parceiros e fornecedores. Internamente, dois pilares podem apoiar inicialmente às organizações a nortearem as ações dos colaboradores: um código de ética e um canal de denúncias. Este é o primeiro passo.

De acordo com estudo da empresa de consultoria ICTS, o uso do canal de denúncia tem sido um mecanismo em ascensão no âmbito corporativo brasileiro. Somente de 2014 para 2016 houve um aumento de 45% no número de denúncias em 88 companhias pesquisadas. Isso reflete que a ferramenta abre possibilidades de comunicação transparente, objetiva e segura, permitindo às empresas identificarem e atuarem sob situações que impactem nos negócios da empresa.

Para ter controle das informações é fundamental contar com a tecnologia, que garante proteção para não haver roubo de informação e controle e rastreabilidade de acesso, além de assegurar normas de qualidade quanto às exigências de órgãos reguladores.

Mapeamento de dados, busca na internet, registro de sistemas corporativos, análise de imagens e de dados digitais, assim como a adoção do Big Data, são mecanismos de combate à corrupção que somente podem ser operacionalizados com a ajuda da tecnologia da informação.

Inicialmente, o compliance parece um fardo adicional, mas, após a estabilização, tende a entrar no âmbito da normalidade, quando os negócios serão mais lícitos em todos os aspectos, atingindo um padrão de nível internacional. O compliance, que antes era considerado um diferencial, hoje se tornou uma condição indispensável para não ficar fora do mercado. Para o investidor, significa ter muito mais segurança no retorno do seu investimento.

Para o Brasil, o legado da Lava Jato é a educação que este movimento vai promover. A mudança tende a eliminar um grande problema, que era a voz dos maus se sobressaindo ao silêncio dos bons. Esse histórico denegriu negócios e agora todos estamos passando a ser vigilantes. O comportamento está mudando e as pessoas mudarão as empresas.

*Artigo de Eduardo Borba, presidente da Sonda, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia.

4 falhas de governança corporativa 1851

Estrutura de trabalho visa promover agilidade, autonomia e transparência empresarial

Alavancar resultados de forma estratégica é, ou deveria ser, o grande objetivo do gestor de um negócio nos mais diversos segmentos. Segundo o professor Marcos Assi, a governança corporativa contribui para o desenvolvimento econômico sustentável, pois facilita o acesso a recursos e melhora o desempenho empresarial.

“Isso é o que determina as regras a serem aplicadas em um negócio e forma uma estrutura de trabalho que promove melhores práticas administrativas”, diz o especialista.

O também Mestre em Ciências Contábeis e Atuariais pela PUC-SP aponta que este ponto, além de agregar valor a um negócio, proporciona mais agilidade, autonomia e transparência nas empresas. “A falta de uma estrutura sólida de governança pode trazer prejuízos às companhias. É primordial detectar falhas que possam comprometer o profissionalismo”, revela.

Reunião

1. Independência do Conselho Administrativo:

Brechas que comprometam a independência do Conselho Administrativo são consideradas automaticamente como falhas de governança corporativa. “O Conselho tem a finalidade de melhorar a qualidade das decisões estratégicas e contribuir na redução de riscos. Para que funcione de forma efetiva é necessário autonomia. O CEO da empresa fazer parte desse conselho, por exemplo, pode gerar conflitos de interesse. Ainda existem casos que o presidente do conselho determina o que o CEO deve fazer, e isso é preocupante”, destaca Assi.

Comunicação

2. Falta de Comunicação:

A comunicação deve ser vista como um elemento-chave nos processos internos das empresas, pois desempenha papel fundamental e estratégico. “Transparência, eficácia e responsabilidade na comunicação ajuda a reduzir os riscos do negócio, pois auxilia os agentes de governança no desempenho de funções e amplia os níveis de confiança entre todos os públicos da empresa”, explica. “Comunicar depois que foi realizado é a grande falha de muitas empresas, devemos avaliar antes de executar. Podemos citar operações com impactos contábeis e tributários que não são avaliados previamente e causam danos financeiros por questões de algumas irregularidades não identificadas”, complementa o professor.

Lupa

3. Ausência de efetividade das auditorias independentes:

A ausência de efetividade nos trabalhos das auditorias independentes é uma grande falha na governança corporativa. É por meio delas que podemos assegurar a eficiência na aplicação de recursos de maneira imparcial e transparente. “A realização de auditorias independentes nas organizações é de extrema importância na análise dos controles internos, focando na busca de melhorias contínuas”, reforça o especialista.

Remuneração

4. Sistema de Remuneração:

O Sócio Diretor da Massi Consultoria e Treinamento ainda aborda questões relacionadas à remuneração. “Um dos propósitos da boa governança é facilitar e estimular o desempenho de todos. Um dos métodos envolve a criação e a manutenção de incentivos que proporcionem produtividade e eficiência empresarial. Quando determinados executivos têm o poder de decidir sobre suas próprias remunerações, por exemplo, é fato de que há problemas na governança da empresa. Por isso, a implementação de políticas de remuneração e premiação é de suma importância, e atrelada a necessidade de uma política de sucessão na organização”, finaliza.

Aproveite e confira uma edição especial da Revista JRS sobre o assunto
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Outra visão sobre a Youse e demais players 10068

“Quem ficar preso ao passado vai desaparecer”, afirma especialista

Conforme antecipado por JRS na última sexta-feira, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) autorizou a operação da Youse como seguradora digital. A plataforma permite a contratação de seguros sem o intermédio do corretor de seguros, através de plataforma online, o que gerou bastante polêmica nos últimos meses.

Segundo a publicação da autarquia que regula o mercado brasileiro de seguros, a decisão em relação a Youse é baseada no disposto na alínea a do artigo 36 do Decreto-Lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, além do que consta no processo Susep 15414.630784/2017-67. A seguradora digital agora será uma sociedade anônima e deverá alterar o objeto social, para contemplar a exploração das operações de seguros de danos e pessoas.

O estatuto social da Youse deverá sofrer alterações, após assembleia geral, para adaptação ao que está disposto no artigo 94 do Decreto-Lei nº 73, de 1966, que regula as operações de seguros e resseguros no Brasil. O capital social foi elevado para R$ 40 milhões, divididos em 40 milhões de ações ordinárias nominativas, sem valor nominal.

Para o professor da Escola Nacional de Seguros e diretor de ensino do Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro, Arley Boullosa, “o cliente não é de ninguém”. “Não adianta acharmos que o mercado será apenas dos corretores tradicionais, cada vez mais teremos outros agentes entrando, e isso é ótimo”, explica.

Segundo Boullosa, a penetração do ramo segurador ainda é muito pequena. “Demos e damos muito espaço para a concorrência pela ineficiência. Se não abordamos, não vendemos. Se não fazemos, alguém vai fazer, e não adianta ficarmos reclamando”, conta. Para o professor, os corretores precisam investir em qualificação, profissionalismo e “partirem para o ataque e fazer diferente”.

“Quem ficar preso ao passado vai desaparecer. Precisamos ser menos amadores porque não vai parar apenas na Youse. O Brasil tem um potencial enorme, todos querem dinheiro novo e o setor de seguros tem muito”, diz Arley Boullosa.

Para o diretor de ensino do Sincor-RJ é a hora de utilizar a tecnologia a favor dos profissionais da corretagem. “Quem não tiver planejamento, estratégia, metas, gestão de pessoas e foco, vai ficar para trás. Não é hora de reclamarmos, é hora de mudar, reinventar e trabalhar muito mais”, completa.

Para finalizar, o especialista lembra que a operação da Youse não incomoda o corretor que se qualifica. “Podemos aprender muito com a Youse, com seus erros e acertos. Ficar se lamentando é perda de tempo. Sempre vai ter espaço para quem é bom no que faz. Quem não se garante precisa de ‘proteção’. Vamos enfrentar que o mercado mudou e somente os melhores irão seguir em frente”, finaliza.

Procurada, a Susep limitou-se a comentar que a companhia seguiu o mesmo processo de exigências de operação que qualquer outra seguradora.

Ricardo Recchi é o novo country manager da Genexus no Brasil 1078

Ex-CIO da SONDA assume a operação local da desenvolvedora global de softwares baseados em Inteligência Artificial

A Genexus, desenvolvedora global de produtos para software baseados em Inteligência Artificial, anuncia seu novo country manager para a operação no Brasil. Ricardo Recchi, ex-CIO da SONDA, traz para a organização sua experiência de mais de 30 anos no mercado de Tecnologia da Informação.

Como country manager para o Brasil, o executivo terá como missão promover um crescimento exponencial da Genexus no País, suprindo as demandas de Transformação Digital e TI Bimodal por meio de produtos da desenvolvedora que embarcam tecnologias como Inteligência Artificial, Desenvolvimento Acelerado de Aplicações, Web Responsivo, Smart Devices, integração com SAP e IBM Watson, Mercado Livre, IoT, Machine Learning, Big Data, entre outros.

“Com a gradual retomada da economia brasileira, o mercado tende a sentir o efeito da escassez de mão de obra qualificada para o desenvolvimento de aplicações utilizando tecnologias de ponta. A Genexus, em contrapartida, vem preencher esta lacuna, acelerando o processo de desenvolvimento dos clientes frente às novas tecnologias e, consequentemente, minimizando os efeitos da falta de mão de obra qualificada, que será cada vez maior”, comenta Recchi.

Familiarizado com a plataforma da desenvolvedora global, o executivo traz em sua bagagem o desenvolvimento de uma célula especializada em Genexus ao longo de seus 17 anos de atuação na SONDA, que soma às suas habilidades técnica, comercial e de gestão. Em seu histórico, Recchi foi pioneiro no Brasil na adoção de metodologias e certificações internacionais, como ISO 9000, CMM, ISO 20.000 e ISO 27001.

HID Approve passa a suportar o Face ID do iPhone X 1241

Nova oferta de reconhecimento facial visa aumentar a capacidade das instituições financeiras de detectar ameaças cibernéticas e transações fraudulentas

A HID Global, líder mundial em soluções de identidade confiável, anuncia que a plataforma de autenticação HID Approve passa a suportar o sistema de reconhecimento facial do iPhone X da Apple. O objetivo da empresa é expandir sua oferta de detecção de ameaças e fraudes, combinando a sua solução de verificação multifator com a tecnologia de reconhecimento facial. A nova oferta vai permitir que as companhias reconheçam mais rapidamente possíveis fraudes, ao mesmo tempo em que melhoram a experiência do usuário.

De acordo com o Martin Ladstaetter, Vice Presidente da Unidade de Negócios IAM Solutions da HID Global, a nova oferta da empresa atende demandas tanto dos usuários como das empresas. “Além de oferecer uma experiência mais satisfatória para os usuários, o reconhecimento facial é uma ótima solução para bancos e empresas que buscam por um alto nível de segurança”, afirma o executivo. “Vamos oferecer uma maneira fácil para as organizações aproveitarem a capacidade de reconhecimento facial da Apple, combinada com a nossa solução de autenticação, o HID Approve”, acrescentou.

O aplicativo HID Approve combina criptografia baseada em chave pública e tecnologia push para criar uma nova experiência para funcionários, clientes de bancos, varejistas, provedores de serviços de saúde e grandes organizações. O App transforma um dispositivo móvel em um autenticador de acesso remoto à rede das empresas ou transações bancárias digitais. A plataforma acrescenta um novo nível de confiança para que usuários façam transações seguras.

Combinado com o sistema de reconhecimento facial do novo iPhone X da Apple, o HID Approve garante o acesso às instituições bancárias e assinaturas digitais ou móveis usados em transações financeiras. O recurso Face ID da Apple também pode ser usado para proteger o acesso remoto aos dados e aplicativos dos funcionários. Os clientes da HID passam a contar agora com uma maneira fácil de implementar o Face ID usando a plataforma de autenticação móvel da empresa, seja como um aplicativo turnkey ou diretamente integrado em aplicativos corporativos existentes usando o kit de desenvolvimento de software HID Approve (SDK).

Este anúncio faz parte do plano da HID Global de expandir as soluções de reconhecimento facial, projetadas especificamente para instituições financeiras para detectar ameaças cibernéticas, como malware, ransomware, hacking de aplicativos, phishing e transações fraudulentas.

Substituir as senhas tradicionais

Segundo uma pesquisa da consultoria Accenture, 78% dos brasileiros buscam por novas maneiras para manter a segurança de seus dados na internet e 60% acham complicado ter que digitar nomes e sequencia de números para manter seus dados protegidos.

O estudo entrevistou 24 mil consumidores de seis continentes e aponta que mais da metade dos entrevistados não confiam nas tradicionais senhas para acessar um determinado serviço. De acordo com o relatório, os consumidores brasileiros estão cada vez mais frustrados com os métodos tradicionais de senhas, que se tornaram obsoletas para assegurar suas informações bancárias, endereços de e-mail, números de telefone celular e histórico de compras. A nova oferta de autenticação multifator da HID não atende apenas as necessidades das instituições financeiras de manter as informações dos clientes protegidas, mas, sobretudo uma demanda de novos usuários que desejam formas mais avançadas de autenticação.

Insurtechs: Você precisa saber mais sobre o assunto! 1804

Futuro dos negócios passa pela transformação tecnológica

Estamos vivendo uma era de grandes transformações. Seja para gestão de negócios ou para ganho de performance, a tecnologia é forte aliada no desenvolvimento de soluções completas aos mais variados nichos de clientes, cada vez mais bem informados e conscientizados sobre a importância de proteger sua vida e seus bens. O assunto ainda ganha uma reportagem especial na Revista JRS de março.

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