O impacto da transformação digital na carreira dos profissionais de TI 29

Tendências vem para atender novo perfil de cliente

A adoção da transformação digital pelas empresas, baseada na melhor experiência do cliente, trouxe um impacto na carreira dos profissionais de Tecnologia da Informação. A tendência do digital veio para atender um novo perfil de cliente, mais imediatista e dinâmico e que, portanto, exige um atendimento mais ágil e customizado, impactando inclusive naquele que o atende.

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Em outras palavras, a dinâmica, que antes conduzida com entregas de longo prazo, hoje precisa dar lugar a entregas ágeis e que atendam rapidamente a demanda de inovação do mercado. E como o profissional deve se preparar para atender este novo perfil de consumo?

Neste primeiro artigo da série, a proposta é mostrar que o cenário está mudando ano a ano e com certa dificuldade de previsibilidade, pois a inovação tem a característica de círculos mais curtos. Levando em consideração este estigma, os profissionais devem buscar especialização de curta duração que abordem novas capacidades e tecnologias. É diferente da formação que estávamos acostumados no século XX. Hoje, uma especialização de dois anos já corre o risco de se tornar obsoleta antes mesmo de sua conclusão, impedindo o profissional de testá-la no mercado de trabalho.

A exemplo das metodologias de desenvolvimento atuais, como o Ágile, no qual o desenvolvimento é realizado por etapas e testado constantemente, o profissional também deve buscar qualificações curtas e constantes para atender rapidamente a demanda vigente no momento, ou seja, é preciso estar adaptado ao mercado de trabalho e preparado para atender a demanda do cliente.

Ou seja, não é preciso deixar de lado seu conhecimento adquirido ao longo dos anos, mas somar a essa bagagem as necessidades do negócio atendido. Por exemplo, um arquiteto deve unir sua experiência na criação de uma maquete física para transformá-la numa versão virtual.

E o profissional de TI? Esse deve se inteirar das demandas dos segmentos em que atua para buscar a especialização rapidamente. Quem não se requalificar, não conseguirá se manter no mercado. E, qual a responsabilidade das empresas nessa jornada de transformação em ritmo acelerado?

A maioria das empresas toma decisões com base no ROI, mas no caso da inovação, fica difícil quantificar o retorno sobre o investimento e, por isso, acabam deixando o tema apenas na agenda. Porém, uma boa saída é criar grupos de discussão para promover programas de transformação digital e, posteriormente, colocá-los em prática.

Quando se fala em transformação digital, todos pensam na tecnologia em si, mas se esquecem do impacto que ela traz na vida das pessoas. Mais do que nunca, estamos vendo um cenário de humanização e customização da tecnologia, no qual o usuário pode se sentir único. A experiência do usuário mudou e isso exige novos perfis profissionais de atendimento.

A academia ainda tem seu papel nas especializações, mas as circunstâncias exigem que elas sejam aprimoradas constante e rapidamente, enquanto as empresas discutem e as testam para melhorar a experiência do usuário. Quem vem nessa jornada? Juntos, academia, empresas e profissionais podem construir e prover uma experiência única para essa geração tão exigente e sob demanda. O tema é complexo e merece novas discussões que serão abordadas em outros artigos que tratam do tema.

Novas tecnologias exigem estudo de impacto 17

No Brasil ainda são escassas avaliações de incorporações voltadas à saúde suplementar

O 5º Encontro Nacional de Atuários, que acontece durante a 8ª CONSEGURO, no Rio de Janeiro, contou com a palestra “Incorporação de Tecnologias e Impactos na Operação e Precificação na Saúde Suplementar” com a apresentação do professor Giacomo Balbinotto, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Também participaram do debate a Defensora Pública do Estado do Rio Janeiro e coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), Patricia Cardoso; o consultor regulatório de diretrizes médicas da Porto Seguro Saúde, Roberto Márcio Vianna; o coordenador da Área de Informações Estratégicas e Atuariais da Unimed Fortaleza, Nazareno Jr. O encontro foi mediado pelo superintendente de Regulação da Federação Nacional de Saúde Suplementar, Sandro Leal.

Painel Incorporação de Tecnologias. Divulgação

Segundo Balbionotto, a criação de novas tecnologias em saúde é inevitável, entretanto a avaliação econômica e de custo-efetividade tem aspecto fundamental para a sustentabilidade do setor. “Os impactos podem e devem ser medidos. As avaliações englobam análises de riscos, aspectos econômicos, financeiros, orçamentários e regulatórios. A institucionalização da avaliação tecnológica pode ajudar o governo e empresas”, explicou. O professor ressaltou que objetivo principal dos estudos é informar, porque os recursos na saúde são limitados, sendo temerário não fazer para o bem-estar de toda a sociedade.

De acordo com o Leal, os beneficiários de planos de saúde anseiam por novas tecnologias e imaginam que elas irão solucionar todos os problemas, mas a ciência mostra que nem sempre isso acontece. O cidadão também tem limites financeiros. “Como equilibrar e compatibilizar os desejos, necessidades e capacidade de pagamento? O acesso ao novo precisa acompanhar de uma avaliação para tornar viável a inclusão. Acredito que essas avaliações são imprescindíveis para a tomada de decisão”, afirmou.

O desejo pela incorporação de novos medicamentos e procedimentos em saúde é percebido diariamente nos atendimentos realizados no Nudecon. “A experiência diária traduz que a maioria das pessoas não sabe que existe uma lista, um Rol. Para os consumidores, o que importa é a prescrição médica, na qual ele confia quase cegamente. A nova resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre junta médica dará mais transparência para casos de negativas”, apontou Patricia Cardoso.

Já o executivo da Porto Seguro Saúde destacou que, no Brasil, não há avaliação de tecnologias voltadas para a saúde suplementar. “Os estudos são feitos para a saúde pública. Desde a primeira atualização do Rol, houve um avanço de avaliação de tecnologias. O impacto de custo não é feito para a nossa realidade e necessita de parâmetros técnicos com um grau maior de acurácia. A discussão ainda é polarizada, infelizmente, entre quem propõe, os demandantes, e as operadoras de planos de saúde”, disse Vianna.

Nazareno Jr. completou que o tema é complexo e sempre haverá incorporação de novo Rol, pois todos querem melhorias, mas os recursos são limitados. “A saúde suplementar tem desafios para fazer essa precificação, pois existem procedimentos não encontrados; estatísticas sem padronização; não há uma frequência de utilização para se basear; ressente de literatura nacional e de metodologia da própria ANS. Além disso, o mercado não aceita valores muitos altos. Precisamos melhorar a metodologia. Um dos caminhos é o beneficiário ter alguma reserva para financiar seu plano no futuro”, defendeu.

Sompo aborda desafios da Transformação Digital em seguradoras 20

Diretor de TI apresenta como as novas tecnologias podem contribuir para dinamizar a jornada do cliente

O impacto da transformação digital nos processos e gestão das seguradoras vai ser um dos focos da participação da Sompo Seguros S.A., empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo – no BINTECH 2017 – 2nd Annual – Banking and Insurance Technology Forum Brasil. Durante o evento, que acontece nesta quinta-feira, dia 21 de setembro, no Hotel Golden Tulip Belas Artes (Rua Frei Caneca 1199), em São Paulo (SP), Wander Bringhenti, Diretor de Tecnologia da Informação da Sompo Seguros apresenta um pouco da experiência vivenciada com a implementação de inovações que têm como objetivo propiciar um incremento no processo de transformação digital da companhia.

Wander Bringhenti, diretor de TI da Sompo Seguros. Divulgação

Às 15h30, Bringhenti ministra a palestra Transformação Digital com foco no Cliente. Na ocasião, o executivo vai mostrar que a transformação digital já está bastante presente na mudança dos processos operacionais da Sompo, bem como na experiência do cliente. Todos os trâmites e meios de relacionamento da Sompo com segurados e corretores de seguros já passaram por um upgrade tecnológico, no qual foram promovidas atualizações que geraram ganho em termos de tempo de atendimento etc; bem como em novas funcionalidades. Dois exemplos são o Portal do Corretor e o Portal do Segurado, que evoluíram substancialmente e que, hoje, propiciam ao usuário administrar seu dia-a-dia, negócios e trâmites junto à seguradora.

Já às 16h30, o executivo participa da mesa redonda O Futuro é Agora? Desmistificando Desafios e Oportunidades da Era Digital e Ponderando Próximos Passos para Bancos e Seguradoras, que tem como objetivo levar a debate as tendências, necessidades e oportunidades em termos de inovação tecnológica, bem como apresentar a ótica de importantes players do segmento sobre o tema.

“A transformação digital busca alcançar uma mudança nos processos operacionais, redução considerável de custos e incremento de receita. Mas o principal objetivo é o de gerar uma experiência adequada para o cliente. A equipe da companhia deve ser preparada para lidar com os processos e novas tecnologias e precisa ter a capacidade de ‘experimentar’ o novo. A velocidade e qualidade na realização de mudanças sistêmicas também precisa de ajustes, para os novos ‘Time to Market’ exigidos”, destaca Wander Bringhenti, Diretor de Tecnologia da Informação da Sompo Seguros.

MetLife moderniza estrutura física para otimizar processos e ficar mais próxima dos corretores 39

Projetos arrojados e conectados dão novos ares aos ambientes da empresa, refletindo abertura, agilidade e organização

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Os últimos meses estão sendo de efervescência para a MetLife, uma das maiores seguradoras do mundo. Disposta a trazer novos ares para o negócio, visando a condições melhores para acompanhar as modificações cada vez mais velozes pelas quais o mundo passa, a operação brasileira decidiu promover uma mudança de cultura organizacional, que se revelou também na reformulação dos ambientes de trabalho.

“A gente mudou o nosso layout, não só no escritório de São Paulo, mas em várias das nossas filiais”, conta Raphael de Carvalho, presidente da seguradora. Segundo ele, a reformulação significa mais do que uma mudança arquitetônica. “Essa mudança física, no fundo, é pra transmitir o sentimento de uma MetLife aberta, ágil e, principalmente, organizada para estar próxima dos corretores de seguros”, explica. “Por meio dela, quisemos reforçar nossa nova filosofia de gestão, de maior colaboração, tanto entre as áreas como com nossos parceiros”, complementa o executivo.

Para elaborar o novo visual, a empresa se inspirou no conceito de simplificação, que passou a ser adotado no desenvolvimento das ofertas da companhia. “Estamos empenhados na criação de produtos e serviços que possam de fato ajudar o corretor e atender às necessidades dos clientes de forma mais objetiva”, comenta Carvalho.

Na prática, o que se viu foi a retirada de divisórias, unificação do mobiliário, utilização de peças modernas e de uma nova paleta de cores, além da adoção de estações de trabalho rotativas, para a composição de estruturas mais arrojadas e conectadas. O modelo favorece a nova diretriz adotada pela empresa, que prevê que a atuação dos profissionais esteja alinhada por objetivos e projetos – não mais por áreas -, para que haja maior eficiência e facilidade de gestão.

Os projetos arquitetônicos tiveram um cuidado especial com os ambientes para receber os corretores e favorecer o foco no cliente. “Espaços que privilegiam o conforto e a praticidade foram especialmente desenhados para a troca de conhecimento com os parceiros em torno de produtos e práticas que possam facilitar o dia a dia do corretor e a vida de quem contrata e também de quem é beneficiário dos seguros”, afirma Carvalho.

As filiais em São Bernardo do Campo, Campinas e Belo Horizonte estão em novos endereços e em instalações modernas, para atender melhor os corretores dessas regiões.

Serviço – Endereço de algumas filiais da MetLife:

MetLife São Bernardo do Campo
R. José Versolato, 101 – Torre A, conj. 31
Tel: (11) 3913-7950

MetLife Campinas
Av. José de Souza Campos, 1073, sala 1308
Tel: (19) 3578-9100

MetLife Belo Horizonte
Rua da Bahia, 2.696, salas 901 / 903
Tel: (31) 3071-5050

Vale para o fast-food e para viagens 1973

Por que não valeria para o seguro?

O proponente que, após ter apresentado proposta de seguro sobre seu automóvel, tê-lo submetido à vistoria prévia e estar, portanto, com seu veículo coberto, não honra com seu compromisso de pagar o boleto da entrada. Ou seja, teve seu veículo coberto por alguns dias e não pagou por isso.

As seguradoras cobram, neste caso, como “proposta improdutiva”, um valor que entendem que serve para pelo menos para cobrir: custos administrativos com o processamento da proposta, pagamento da vistoria que ela (seguradora) paga para a empresa terceirizada que a fez e para os dias em que o veículo do cidadão esteve segurado.
Até aí, analisando friamente, qualquer criatura de bem acha isso normal e justo.

Afinal, o “esperto” teve seu carro coberto por 7 a 12 dias, foi à praia e voltou, nada aconteceu, então simplesmente joga fora o boleto da entrada e não paga nada… Temos a seguradora como vítima de um golpe e o cidadão proponente como o golpista.

O problema é que a seguradora, em lugar de cobrar do golpista, de quem teve o carro coberto por alguns dias e deu o calote, cobra do corretor. Do corretor, que é tão vítima quanto a seguradora…

O corretor trabalhou, buscou o negócio, calculou, preencheu a proposta, entregou na seguradora, marcou a vistoria, acompanhou todo o processo e será o único prejudicado.  O corretor não vai ganhar nada, porque ele só ganha depois que o cliente paga à seguradora. E neste caso, além de não ganhar nada (já que se o cliente não pagou à seguradora, não há comissão), o corretor ainda vai ser o único prejudicado porque terá debitada em sua “conta corrente de comissões” na seguradora, o valor da tal “proposta improdutiva”…

O problema todo está na forma como as coisas são conduzidas.  O “sistema” é que está errado. Deveria ser invertido.

Deveria ser estabelecido que somente depois de pagar a “entrada” ou o “à vista” da apólice que está propondo é que a vistoria seria marcada e realizada, o risco avaliado e, se aceito, o negócio sacramentado com a consequente emissão da apólice.  E a cobertura do seguro deveria começar somente com a emissão da apólice. Sim, porque somente depois de cumprida pelo proponente sua obrigação principal, que é pagar a seguradora para que esta banque seu risco, é que o risco deveria ser avaliado e, se aceito, a apólice emitida, configurando, aí sim, com a emissão da apólice, a aceitação do risco.

Este deveria ser o modo de operação do mercado segurador brasileiro.  Com isso, jamais teríamos estes casos de clientes golpistas e corretores feitos de bobos e prejudicados.

Quando o cidadão vai ao fast-food: ele primeiro paga, para depois seu lanche ser feito. Quando o cidadão pretende viajar: primeiro ele paga a passagem, para depois viajar. Por que para a contratação de um seguro, para a entrega dos riscos à seguradora através da consultoria profissional de um Corretor de Seguros, é o contrário? Isso precisa ser urgentemente revisto.

Por que o Blockchain é a tecnologia chave do sistema financeiro? 1981

Confira artigo de Alex Marin Silva, gestor de inovação da Sonda

O bitcoin, espécie de moeda virtual, foi desenvolvido para confrontar a hegemonia bancária. Ironicamente, tudo indica que sua tecnologia-base, o blockchain – sistema de criptografia que dá suporte às transações com bitcoins – será usada para fortalecê-la ainda mais.

O Bitcoin despertou a atenção dos bancos no mundo todo não exatamente por sua ideia de desafiar o sistema financeiro com a circulação de dinheiro virtual, mas sim por seu sistema de criptografia icônico no processo de transformação digital que vivenciamos atualmente.

O blockchain funciona como um registro de transações e é baseado em um banco de dados distribuído e descentralizado. Para hackear o blockchain, seria necessário quebrar a criptografia de todos os blocos da cadeia, em todos os computadores da rede e ao mesmo tempo, o que torna a tarefa virtualmente impossível e confere um sistema seguro.

Comparado a um livro-razão de todas as operações bitcoins, o blockchain foi descrito pela The Economist, em 2015, como uma tecnologia extremamente disruptiva, que permitirá inovações nos sistemas de segurança dos bancos, tornando as transações muito mais seguras e baratas do que são atualmente. É por isso que muitas instituições financeiras trabalham arduamente para encontrar um ponto de ligação entre o blockchain e seus sistemas de segurança digital.

A seriedade com que o mercado financeiro enxerga essa tecnologia é tão grande que grandes players do segmento, como Nasdaq, Visa e Citi, já mergulharam em testes para aplicar a segurança do blockchain em suas transações financeiras.

Segundo estudo do World Economic Forum, cerca de 10% do PIB global estará em blockchain até o ano de 2027. Tudo aponta, portanto, que, com o fortalecimento da transformação digital, as empresas migrem cada vez mais seus serviços para nuvem, alcançando processos 100% digitais, o que inclui as transações eletrônicas criptografadas que deverão, em breve, entrar no cotidiano das empresas e dos consumidores.

Com a globalização do capital financeiro, é necessário que as transações sejam cada vez mais eficientes, baratas e menos sujeitas a vulnerabilidades. A tecnologia blockchain permite exatamente isso, já que a descentralização e automação de atividades de troca de valores e propriedade de fundos diminui custos de transação, além de ser mais segura devido à verificação peer-to-peer.

Assim, bancos, operadoras de crédito e bolsas de valores já estão testando a utilização e aplicabilidade da tecnologia blockchain em seu dia a dia. É algo que promete reduzir falhas, vulnerabilidades e custos de transação, portanto aumenta os rendimentos de seus usuários e ajuda a superar crises. Além disso, é uma tendência que condiz com a atual digitalização das operações financeiras e bancárias, que crescentemente deixam de ser realizadas por meio da circularidade das moedas e dos títulos de valor mobiliário.