Cinco argumentos imbatíveis para os corretores venderem o seguro D&O 1970

Artigo de Thabata Najdek, profissional com dez anos de atuação no mercado segurador nas áreas de linhas financeiras

Diversificar a carteira, realizar cross selling, venda cruzada etc. Os corretores de seguros bem sabem quais sãos os caminhos para ampliar os negócios e aumentar o faturamento. Na prática, porém, nem sempre é fácil convencer o cliente. Por exemplo: vender uma apólice de seguro D&O para gestor de empresa familiar ou de pequeno porte parece uma tarefa impossível. Mas, não é. Com argumentos certos, é possível não apenas vencer a resistência do gestor, como também convencê-lo de que o seguro D&O é um investimento baixo para proteger o patrimônio que ele construiu com esforço, caso venha ser acionado na justiça por algum de seus atos ou de seus comandados.

A seguir, cinco argumentos fortes que os corretores de seguros podem utilizar para as principais justificativas dos gestores que resistem à ideia de contratar o seguro D&O:

1 – “Minha empresa não tem ações na bolsa, não preciso de seguro”

De fato, as empresas de capital aberto necessitam de seguro D&O porque são reguladas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que fiscaliza a conduta de seus gestores e por isso têm maior exposição a riscos. Mas, é um erro pensar que as empresas de capital fechado não estão sujeitas a riscos. Estão sim, e muito. Nenhuma empresa está livre de ser acionada na justiça e tampouco seus gestores, especialmente pelo risco de responsabilização previsto nos códigos de defesa do consumidor, tributário, civil etc. E o seguro D&O serve, nesses casos, para cobrir os custos de honorários advocatícios para que o administrador tenha a melhor defesa e, se for condenado por ato culposo, o reembolso da indenização paga.

2 – “Sou diligente, e, portanto, nunca enfrentarei processos na justiça”

Todos os gestores são responsáveis por sua conduta e a de seus subordinados. Então, ainda que aquele ato ou omissão não tenha sido cometido diretamente por ele, estará sujeito a ser questionado, porque era sua obrigação verificar se a conduta era correta, se os manuais de procedimentos estavam sendo seguidos etc. Um exemplo é o caso de um diretor que foi acionado na justiça porque o empregado, que trabalhava em outro estado, morreu em acidente de trabalho por não utilizar os equipamentos de segurança disponibilizados pela empregadora. O diretor foi processado por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, porque o Ministério Público entendeu que ele deveria ter fiscalizado o uso dos equipamentos de segurança. Veja que a responsabilidade na condição de executivo da empresa extrapola a sua conduta. Então, o risco é bem maior do que se possa mapear.

3 – “A empresa é familiar e os acionistas não vão me processar”

A maioria das ações na justiça contra o empresário não é promovida por sócios ou acionistas. Geralmente, são ajuizadas pelo Ministério Público por questões criminais, tributárias, consumeristas e ambientais, entre outras. Os fornecedores também podem questionar a conduta do administrador durante o processo da ação de falência, por duvidarem que a empresa possa honrar suas dívidas. Então, o fato de a empresa ser familiar pouco importa na promoção de ação contra o executivo.

4 – “Sou sócio administrador e o seguro D&O não me protege”

De fato, se ele for apenas sócio não terá a cobertura do seguro. Mas, se for sócio administrador terá cobertura para o risco de administração da empresa. Então, caso seja questionando na justiça pelo recolhimento de um tributo, por sonegação fiscal, pouco importa o fato ser ou não sócio, porque o foco da ação será apurar um ato de administração da empresa. Para indenizar, a seguradora irá avaliar se no momento do sinistro a reclamação foi contra a figura do sócio ou do administrador.

5 – “A empresa é pequena, não necessita de seguro D&O”

Esse argumento é recorrente, mas não faltam exemplos para derrubá-lo. Empresas pequenas podem ter riscos bem grandes. Um exemplo dos mais conhecidos é o de um shopping em Osasco que explodiu, em 1996, gerando uma série de desdobramentos contra os seus executivos, inclusive o gerente. Além de processados criminalmente, a justiça se baseou no Código de Defesa do Consumidor para a indenização de todas as vítimas, aplicando a desconsideração da personalidade jurídica, pela qual os gestores respondem com o seu patrimônio. E para piorar, foi de forma solidária. O caso chegou ao STJ e eles foram absolvidos no processo criminal, mas tiveram de arcar com as indenizações civis. O shopping tinha o capital social de R$ 3 milhões, montante insuficiente para pagar altas indenizações. Ou sejam o risco era desproporcional ao tamanho da empresa e o patrimônio dos administradores ficou extremamente vulnerável.

Por isso, é fundamental que o gestor tenha apólice de D&O, porque por meio dela conseguirá transferir grande parte dos riscos de sua gestão à seguradora, podendo exercer a sua administração de forma mais tranquila. E o melhor argumento de vendas é explicar para o empresário que o custo do prêmio é provavelmente muito menor, por exemplo, que o prêmio do seguro de automóvel dos executivos da empresa, e a proteção (limite segurado) muito maior.

“D&O – Argumentos de venda” é um dos 24 cursos online, disponíveis no site cursos.linhasfinanceiras.com, ministrados por Thabata Najdek, profissional com dez anos de atuação no mercado segurador nas áreas de linhas financeiras e responsabilidade civil nas companhias líderes de mercado, e autora do Blog Linhas Financeiras

Conheça os mitos que são divulgados sobre o Seguro DPVAT 5294

Proteção é garantida à toda a população brasileira

O Seguro DPVAT é um direito de toda a população brasileira que se acidenta no trânsito. Ele auxilia os acidentados em casos de reembolso de despesas médicas, invalidez permanente e morte. Logo, é um seguro extremamente abrangente e capilarizado no Brasil. Imagine a operação necessária para garantir um benefício para 207,7 milhões de habitantes em um país de dimensões continentais como o nosso? É muita responsabilidade!

MITO: O modelo de gestão do Seguro DPVAT é um monopólio privado no país.

REALIDADE: O sistema de gestão do Seguro DPVAT não é um monopólio. Até porque qualquer seguradora autorizada a operar no país, no segmento de seguros de danos e/ou pessoas, pode aderir ao Consórcio. Trata-se de um modelo de administração centralizada, que garante atendimento adequado e agilidade no pagamento de indenizações às vítimas de acidentes de trânsito, facilitando seu controle, acompanhamento e fiscalização. Sua implantação reduziu a inadimplência, elevou o número de pontos de atendimento em todo o país e reduziu custos, além disso, vem garantindo o cumprimento da finalidade social do Seguro DPVAT.

MITO: O modelo de livre escolha, com venda de seguros intermediada por corretores, é o mais adequado.

REALIDADE: O modelo de livre escolha já foi adotado anteriormente, sem sucesso, devido ao elevado nível de inadimplência, que, na prática, desconstrói a finalidade social e o caráter universal do Seguro DPVAT. No período em que vigorou – de 1974, data de criação do DPVAT, até 1986 –, a inadimplência alcançou mais de 60%, praticamente inviabilizando o Seguro.

MITO: As altas despesas administrativas da Seguradora Líder-DPVAT fazem com que o valor a ser pago seja maior pela população e o da indenização menor.

REALIDADE: O valor do prêmio do Seguro DPVAT, fixado pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP, autarquia federal ligada ao Ministério da Fazenda), não recebe reajuste no valor do prêmio desde 2013. Pelo contrário: em 2017, esse valor foi reduzido em 37%. Para que o valor da indenização paga aos beneficiários do Seguro DPVAT aumente, é necessária uma atualização da Lei Nº 6.194, de 1974, que deve ser feita pelo Poder Legislativo.

MITO: Uma moto de 100 cilindradas deveria pagar menos do que uma de 300 cilindradas.

REALIDADE: O valor do prêmio do Seguro DPVAT – que é pago pelo proprietário de veículo automotor – é definido de acordo com o índice de sinistralidade de cada veículo e não pela sua potência. Neste caso, o valor da moto é superior aos dos demais veículos porque esta gera mais acidentes – corresponde a 75% das indenizações, para sermos mais exatos. Se a lógica para formação de preço funcionasse dessa maneira, um carro 1.0 pagaria menos do que um 2.0, não é mesmo?

MITO: O dinheiro arrecadado com o Seguro DPVAT é destinado à manutenção de rodovias e estradas.

REALIDADE: Por lei, do total dos recursos arrecadados pelo Seguro DPVAT, 45% são repassados ao Ministério da Saúde (SUS), para custeio do atendimento médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito em todo país. Outros 5% são repassados ao Denatran, para aplicação exclusiva em programas destinados à prevenção de acidentes de trânsito. Os outros 50%, administrados pela Seguradora Líder-DPVAT, são destinados ao pagamento das indenizações.

Pet shops demandam por coberturas específicas de seguro 4176

Produtos para animais de estimação movimentaram quase R$ 19 bi no ano passado

A procura por pet shops e clínicas especializadas em cuidados com a higiene e saúde dos animais de estimação cresce ano a ano no Brasil. Só em 2016, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET), o setor movimentou R$ 18,9 bilhões. Mas nem só de bons números vive o setor. O empresário desse segmento deve conhecer as exigências, responsabilidades e riscos específicos, quando o assunto é cuidar dos bichinhos, do banho à tosa, saúde e guarda temporária dos animais.

E para auxiliar os empresários do setor, a AIG Seguros, uma das empresas líderes no setor de seguros em todo o mundo, oferece aos empreendedores do segmento de pet shop o Seguro Empresarial com coberturas específicas para o seu negócio. “Desenhamos um produto que, além de cobrir o básico em danos patrimoniais, como incêndio, roubo, danos elétricos, amplia a cobertura de responsabilidade civil operações, com extensão para acidentes involuntários durante os serviços de banho e tosa, fuga do animal, atos de imperícia e imprudência causados por funcionários, entre outros”, conta Cristian Achurra, Gerente da AIG.

Este modelo de seguros é destinado a pequenos e médios estabelecimentos, em linha com o levantamento do Instituto Pet Brasil (IPB), que constatou que a imensa maioria dos estabelecimentos se enquadra na categoria de MPMEs, com faturamento anual entre R$ 60 mil e R$ 250 mil.

As coberturas

Assim como outras modalidades de seguros da AIG para segmentos de comércio, serviço e indústria, o seguro PET tem abrangência nacional, com coberturas básicas que incluem: incêndio; queda de raio; danos elétricos; quebra de vidros; responsabilidade civil ao empregador; roubo e furto qualificado de bens; entre outras.

São mais de 40 coberturas possíveis, entre elas as específicas para a atividade, como: acidentes involuntários com animais durante o serviço de banho e tosa; fuga de animal que tenha por consequência o desaparecimento, acidente ou a morte (desde que sob responsabilidade ou guarda do estabelecimento); danos de origem súbita e imprevista causados aos animais pelo próprio imóvel; atos danosos decorrentes de erros ou omissões; imperícia ou imprudência cometida por funcionários, etc.

Ainda que menos desenvolvido se comparado a países como EUA e Alemanha, o seguro para indústria PET tem entrado no radar do empresário brasileiro. “Até por se tratar de estruturas pequenas e médias, muitas vezes, essa propriedade está atrelada ao capital de seu dono. Um incidente de grandes proporções, caso não conte com o resguardo de um seguro, fatalmente significará o encerramento das operações”, adverte Cristian Achurra.

Proteção veicular comercializada por associações gera polêmica em audiência 22184

Para defensores da medida, associações suprem uma lacuna do mercado, seguradoras classificam a prática como concorrência desleal

Mais de 200 pessoas acompanharam nesta terça-feira (24) audiência pública da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o projeto (PL 3139/15) que proíbe a proteção veicular promovida por associações que funcionam como uma espécie de cooperativa.

Essa modalidade de proteção é diferente do seguro automotivo tradicional por prever o pagamento de indenização por prejuízos que já ocorreram, como furtos e acidentes – e não pelo risco desses casos virem a acontecer. Os valores são divididos entre os associados.

O autor do PL 3139/15, deputado Lucas Vergilio (SD-GO), classifica a modalidade como “seguro pirata” e pretende acabar com a atividade, sob o argumento de que as associações são um risco para o consumidor e não estão sujeitas às mesmas regras das empresas de seguro, que pagam tributos e são obrigadas a manter uma reserva financeira equivalente ao valor dos bens segurados.

“Os associados não têm garantias de que vão receber. As associações fecham da noite para o dia, não tem provisionamento de recursos nem cálculo atuarial. E a atividade estimula o mercado de peças roubadas”, sustentou.

Já Fabrício Klein, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), defendeu a legalidade da atividade e o tratamento tributário diferenciado das associações. Segundo ele, a Constituição garante liberdade e o direito de livre associação, e a legislação específica dá às cooperativas o direito de oferecer qualquer tipo de serviço.

“As cooperativas também têm de ter um tratamento tributário adequado. Não há incidência de Imposto de Renda e da CSLL simplesmente porque não há fato gerador, não há lucro”, explicou.

Klein acrescentou que os associados, por serem enquadrados como sócios e não como clientes das cooperativas, não estão sujeitos ao Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90).

O relator da comissão especial, deputado Vinicius Carvalho (PRB-SP), discordou: “Isso está enquadrado como relação de consumo, sim”.

Defesa

As críticas à atividade foram rebatidas por representantes de associações que oferecem proteção veicular aos associados – os integrantes das seguradoras serão ouvidos na próxima audiência pública da comissão especial.

Segundo Luiz Carlos Neves, presidente da Federação Nacional das Associações de Caminhoneiros e Transportadores (Fenacat), as associações surgiram em decorrência do elevado número de assaltos e acidentes, aliados ao baixo custo do frete e às recusas das seguradoras. “O que fazemos é um auxílio mútuo na hora de acidente e rateio de custos para pagar caminhões roubados e acidentados, já que 86% dos caminhões simplesmente não são aceitos pelas seguradoras”, afirmou.

O presidente da Agência de Autorregulamentação das Associações de Proteção Veicular e Patrimonial (AAAPV), Raul Canal, concordou que as seguradoras não conseguem atender a todas as demandas da população. Ele contestou ainda a alegada falta de segurança para os associados. “Nos últimos 16 anos, a Susep [Superintendência de Seguros Privados] liquidou 49 seguradoras. Somente seis delas tinham 800 mil segurados, que ficaram no prejuízo. No mesmo período, apenas três associações foram fechadas”, comparou.

Para Cíntia Souza dos Santos, presidente da Federação Nacional de Benefícios (Fenaben), o projeto que proíbe que pessoas se associem para dividir prejuízos relativos a veículos é inconstitucional. “Não há por que criminalizar essa atividade. Inúmeras decisões judiciais são no sentido de que não é crime. Que crime há nessa decisão de dividir prejuízos?”, indagou.

Na avaliação de Cauby Morais, presidente da Força Associativa Nacional (FAN), os corretores de seguros, contrários às associações e que compareceram à audiência com camisetas azuis com os dizeres “Não ao seguro pirata”, deveriam adotar outra postura.

“A sociedade se organizou porque sentiu que estava faltando algo no mercado de seguros. A briga de vocês deveria ser outra: fazer com que as seguradoras construam uma opção popular”, disse, dirigindo-se à plateia.

Regulamentação

O deputado João Campos (PRB-GO), um dos autores do pedido de realização do debate, anunciou que vai apresentar um voto em separado com previsão de regulamentação das associações.
“Não faz sentido proibir ou criminalizar a atividade. Proponho que a gente simplesmente normatize, regulamente, para dar segurança jurídica aos associados e para que sejam definidos a responsabilidade dos dirigentes e o órgão fiscalizador”, justificou.

O deputado George Hilton (PSB-MG) foi na mesma linha e defendeu a regulamentação das associações de auxílio mútuo. Ele considerou a proposta de Lucas Vergilio um retrocesso. “O texto busca criar uma reserva de mercado para as empresas de seguro. Temos, na verdade, de alterar a lei de seguros para que as cooperativas sejam fiscalizadas. Essas entidades só cresceram porque há uma demanda reprimida, e as corretoras colocam obstáculos”, sustentou.

Corretores

Representantes dos corretores de seguros não concordam e dizem que as associações fazem concorrência desleal com as seguradoras. “A seguradora é obrigada a fazer uma reserva financeira, paga uma tonelada de impostos e não pode consertar o carro com peças usadas”, enumerou Carlos Valle, da Federação Nacional dos Corretores, que estava na plateia.

Confira a proposta, na íntegra (PDF).

48 horas de Seguro de Pessoas 1709

Capemisa Seguradora participa de iniciativa do Sincor-MG

O evento 48 horas Seguros de Pessoas, promovido pelo Sindicato dos Corretores de Seguros de Minas Gerais (Sincor-MG), tem como objetivo oferecer treinamento teórico e prático para incentivar a capacitação e aperfeiçoamento dos corretores de forma dinâmica e interativa.

Hoje (24), o diretor comercial da Capemisa Seguradora, Fabio Lessa, ministra a palestra “Como iniciar a prospecção e o trabalho no Seguro de Vida em Grupo e PME” no painel Vida em Grupo e PME. “Esse tipo de treinamento é o momento ideal para que o corretor atualize seus conhecimentos, saiba mais sobre oportunidades de mercado e as soluções em negócios disponíveis, podendo, assim, aumentar a sua produtividade e a carteira de clientes”, assinala Fabio Lessa.

O evento acontece no Hotel Mercure, em Belo Horizonte (MG). As inscrições podem ser realizadas através deste site. As vagas são limitadas.

Grupo MBM premia segurada 2086

Sorteio foi realizado pela loteria federal

Contemplada em sorteio com extração pela Loteria Federal em 5 de agosto, a segurada Marina Zanini, foi contemplada pelo MBM Seguro de Pessoas com um prêmio no valor de R$ 5 mil. A premiação aconteceu no dia 11 de outubro.

Divulgação

O seguro é administrado pela SMS Corretora de Seguros em parceria com o Grupo MBM. Alexsandro Marin, executivo de contas da seguradora, realizou a honraria, na filial de Santa Maria (RS).