Por que o Blockchain é a tecnologia chave do sistema financeiro? 2331

Confira artigo de Alex Marin Silva, gestor de inovação da Sonda

O bitcoin, espécie de moeda virtual, foi desenvolvido para confrontar a hegemonia bancária. Ironicamente, tudo indica que sua tecnologia-base, o blockchain – sistema de criptografia que dá suporte às transações com bitcoins – será usada para fortalecê-la ainda mais.

O Bitcoin despertou a atenção dos bancos no mundo todo não exatamente por sua ideia de desafiar o sistema financeiro com a circulação de dinheiro virtual, mas sim por seu sistema de criptografia icônico no processo de transformação digital que vivenciamos atualmente.

O blockchain funciona como um registro de transações e é baseado em um banco de dados distribuído e descentralizado. Para hackear o blockchain, seria necessário quebrar a criptografia de todos os blocos da cadeia, em todos os computadores da rede e ao mesmo tempo, o que torna a tarefa virtualmente impossível e confere um sistema seguro.

Comparado a um livro-razão de todas as operações bitcoins, o blockchain foi descrito pela The Economist, em 2015, como uma tecnologia extremamente disruptiva, que permitirá inovações nos sistemas de segurança dos bancos, tornando as transações muito mais seguras e baratas do que são atualmente. É por isso que muitas instituições financeiras trabalham arduamente para encontrar um ponto de ligação entre o blockchain e seus sistemas de segurança digital.

A seriedade com que o mercado financeiro enxerga essa tecnologia é tão grande que grandes players do segmento, como Nasdaq, Visa e Citi, já mergulharam em testes para aplicar a segurança do blockchain em suas transações financeiras.

Segundo estudo do World Economic Forum, cerca de 10% do PIB global estará em blockchain até o ano de 2027. Tudo aponta, portanto, que, com o fortalecimento da transformação digital, as empresas migrem cada vez mais seus serviços para nuvem, alcançando processos 100% digitais, o que inclui as transações eletrônicas criptografadas que deverão, em breve, entrar no cotidiano das empresas e dos consumidores.

Com a globalização do capital financeiro, é necessário que as transações sejam cada vez mais eficientes, baratas e menos sujeitas a vulnerabilidades. A tecnologia blockchain permite exatamente isso, já que a descentralização e automação de atividades de troca de valores e propriedade de fundos diminui custos de transação, além de ser mais segura devido à verificação peer-to-peer.

Assim, bancos, operadoras de crédito e bolsas de valores já estão testando a utilização e aplicabilidade da tecnologia blockchain em seu dia a dia. É algo que promete reduzir falhas, vulnerabilidades e custos de transação, portanto aumenta os rendimentos de seus usuários e ajuda a superar crises. Além disso, é uma tendência que condiz com a atual digitalização das operações financeiras e bancárias, que crescentemente deixam de ser realizadas por meio da circularidade das moedas e dos títulos de valor mobiliário.

Joaquim Mendanha apresenta ações e próximos passos da Susep 3538

Joaquim Mendanha é superintendente da Susep

Superintendente da autarquia palestra no Almoço do Mercado Segurador, em Porto Alegre (RS)

Joaquim Mendanha, superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), palestra no próximo Almoço do Mercado Segurador. O evento, realizado há mais de 70 anos no Rio Grande do Sul, acontece no dia 28 de junho, no Clube do Comércio de Porto Alegre.

Apresentado pelo Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (Sindseg/RS) e pelo Sindicato dos Corretores (Sincor/RS), o painel apresenta um resumo das últimas ações e os próximos passos a serem dados pela autarquia que regula o mercado brasileiro de seguros.

Associados, beneficiários, corretores e administradores contam a história do GBOEX 79957

Revista JRS 213 ainda traz entrevista exclusiva com o novo presidente da Porto Seguro e muito mais

Conteúdos especiais recheiam a edição 213 da Revista JRS. A trajetória de 105 anos do GBOEX é a capa da publicação mensal, que vem repleta de assuntos e entrevistas relevantes sobre o universo do mercado segurador.

REP participa de seminário sobre sinistros de grandes riscos na Espanha 2051

Jornada foi promovida pelo Grupo Addvalora

A gerente de sinistros da REP, Paula Branco, participou da ocasião em solo espanhol. Divulgação

Em alusão ao seu aniversário de 15 anos, o Grupo Addvalora, empresa de origem espanhola referência no campo da regulação de sinistros, promoveu entre os dias 21 e 24 de maio a 3ª Jornada Técnica sobre sinistros de grandes riscos. A REP Seguros foi uma das representantes convidadas dos corretores de seguros brasileiros no encontro que aconteceu em Madrid, na Espanha.

A gerente de sinistros da REP Seguros, Paula Branco, participou do momento, prestigiando os 15 anos do Grupo e aprimorando seus conhecimentos em sinistros de grande porte nas áreas de telecomunicações, aeronáutica, petróleo, mineração e engenharia. “Foi uma oportunidade única, uma grande troca de experiências de profissionais da área técnica, incluindo gerentes e diretores de empresas de seguro, companhias seguradoras, corretores, resseguradoras e segurados”, destaca.

 

Jane Manssur aborda oportunidades de educação e atualização 4816

Jane Manssur

Educadora participou de encontro do Clube da Pedrinha em Seguros (RS)

“Educação e atualização: Oportunidades ao seu alcance”. Esse foi o tema da participação de Jane Manssur, coordenadora da Unidade Rio Grande do Sul da Escola Nacional de Seguros, no tradicional encontro do Clube da Pedrinha em Seguros (RS).

Desde 1988 no mercado de seguros e acompanhando desde o início as operações da Escola em Porto Alegre, Jane diz ser uma pessoa privilegiada. “Trabalho com o que eu amo, que é a educação. É tudo que eu sou na vida”.

A Escola Nacional de Seguros promove 171 cursos técnicos e 55 cursos de habilitação. “Saia como um executivo”, ressalta a coordenadora.

Confira todas as imagens – Encontro Clube da Pedrinha:

ANS: reajuste nos planos de saúde do brasileiro deve ocorrer em junho 722

Reajuste

Índice de correção de contratos individuais e familiares sai neste mês

Os planos de saúde estão pesando cada vez mais no orçamento das famílias. Os consumidores com convênios empresariais ou coletivos, cujas mensalidades não são controladas pelo governo, sofrem com reajustes muito acima dos índices de inflação, o que torna difícil a manutenção do benefício. A situação também não é fácil para as pessoas que aderiram a planos individuais ou familiares, já que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deverá divulgar neste mês um novo reajuste dos valores.

De acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o custo médio dos planos aumentou 4,32% neste ano, muito mais do que a variação geral dos produtos, de 0,92%. Em 12 meses, a discrepância é ainda maior: 13,51% para os convênios contra 2,76% da média geral de todos os produtos.

Fábio Bentes, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), ressaltou que, depois da gasolina, os planos de saúde são os itens que mais têm pressionado os índices de preços. “É um produto que tem peso grande, de 4%, no IPCA, e que é inelástico, ou seja, as famílias têm dificuldade de cortá-lo do orçamento”, disse.

O advogado Rodrigo Araújo, especialista na área, disse que a inflação médica tem crescido muito devido ao encarecimento de equipamentos e remédios. Além disso, as operadoras abusam dos reajustes, refletindo falhas no acompanhamento da ANS, segundo ele. “Não são incomuns correções de 25% ou 30%”, afirmou. “No meu escritório, recebi um pedido para abrir ação contra uma operadora que aumentou as mensalidades em 84%”, disse.

Mesmo nos planos individuais, explicou Araújo, a ANS leva em conta os valores cobrados nos seguros coletivos e empresariais, o que permite que o mercado “faça seu preço”. A servidora pública Vânia Resende, 38 anos, está apreensiva. “Tenho muito medo de não dar conta de pagar”, admitiu.

A ANS informou que o reajuste dos planos individuais e familiares está em análise no Ministério da Fazenda e deve sair ainda neste mês. A agência frisa que reajustes de planos de saúde e índices gerais de preços são coisas diferentes. “O reajuste divulgado pela ANS é um índice de valor que agrega variação de preços e de quantidades, não é, portanto, um índice de preços. Ele é composto pela variação da frequência de utilização de serviços, da incorporação de novas tecnologias e pela variação dos custos de saúde”, completou.