A Reforma Trabalhista e suas aplicações práticas 2139

Trata-se de uma reação importante do governo ao crítico cenário do mercado de trabalho no país, diz Daniel Chen

Atualizar é preciso em todas as circunstâncias, inclusive em termos legislativos. Essa é uma reflexão necessária para a avaliação da Reforma Trabalhista, o mais ambicioso projeto de renovação da CLT pós Constituição Federal de 1988. Muito mais do que opinar contra ou a favor às mudanças, cabe tanto ao empregador quanto ao empregado a necessidade de um pensamento prático de adequação às novas bases propostas.

São mais de 100 mudanças na legislação, mas a nova regulamentação – consistente na Lei n. 13.467 e na Medida Provisória n. 808 – traz alterações aplicáveis sob a luz da Constituição, que estabelece os direitos mínimos dos trabalhadores “além de outros que visem à melhoria de sua condição social”.

Para o empregador estão abertas novas oportunidades de flexibilização dos formatos tradicionais de contratação, dando maior liberdade na gestão da empresa, de acordo com necessidades específicas relacionadas à prestação de serviços.

Por outro lado, o trabalhador ganha maior independência, com maior leque de opções. Se antes o Poder Legislativo dedicava atenções preponderantemente ao trabalho com carteira registrada, o que estreitava o mercado de trabalho, agora o trabalhador pode, e deve, se informar sobre as novas possibilidades de contratação, analisar e até mesmo sugerir um formato adequado às suas habilidades e a ocupação principal. Mesmo a decisão de empreender ganhou regras claras, garantindo maior segurança para o contratante e para o contratado.

“A Reforma Trabalhista definiu o que empresas e sindicatos podem ou não negociar coletivamente, sem exaurir o rol de temas permitidos. A tendência de discutir a validade de normas coletivas deve diminuir, e com isso, o impacto dessas discussões nos negócios e também na quantidade de processos trabalhistas que assoberbam o nosso Poder Judiciário”, explica Daniel Chen, sócio-fundador do escritório de Advocacia Trabalhista Daniel Chen Advogados.

Entre as mudanças mais discutidas da Reforma estão as possibilidades de redução negociada coletivamente da hora do almoço para sair mais cedo, extinção do contrato de trabalho mediante acordo, regulamentação do teletrabalho e uma das grandes novidades é a criação da modalidade do trabalho intermitente.

“Agora, o empregador pode ter uma equipe fixa para atuar nas necessidades sazonais, o que pode diminuir as ocorrências de extrapolação da jornada permitida em lei”, diz Daniel.

Outro ponto fundamental a ser observado é a abertura às negociações entre empresas e trabalhadores, o que traz flexibilidade aos modelos de contratação estabelecidos. Daniel destaca que direitos previstos em Constituição continuam valendo, mas cabe, a partir de agora, uma força maior no que fica acertado entre as partes muito mais do que o legislado.

O usufruto das férias de maneira fracionada também passou por uma atualização mais condizente com a realidade em muitas empresas, onde o que se registrava no papel não condizia com a prática, às vezes até por interesse dos próprios empregados que queriam ter mais do que dois períodos como antes limitava a lei.

A desoneração de benefícios concedidos pelo empregador também mereceu destaque na Reforma. “Antes, por exemplo, havia discussões intermináveis na Justiça se o prêmio tinha ou não natureza salarial, o que desestimulava a sua instituição como ferramenta de incentivo à produção”, segundo Daniel.

“A Reforma Trabalhista possibilita que um número maior de pessoas passe a trabalhar dentro da legalidade, seja como teletrabalhador, trabalhador intermitente, autônomo, terceirizado, ou mesmo como prestador de serviços.”, continua. Ele prevê que o Poder Judiciário também precisará se reformular para identificar o tipo de relação contratual em cada caso e os direitos correlatos, e não mais simplesmente decidir se um trabalhador é ou não empregado, como ocorria na maioria dos processos.

“Espera-se que a Reforma diminua a informalidade e fomente a pluralização das relações contratuais, além de reduzir de forma geral os custos do trabalho. Ela pode ser uma ‘porta’ de recuperação econômica, com melhoria na produção e incentivo à inovação no mercado de trabalho”, comenta Daniel Chen.

Qual o melhor sistema de gestão para seu negócio? 11294

Confira artigo de Vanderlei Kichel, CEO SetaDigital

Ninguém quer ter surpresas quando o assunto é ter o sistema funcionando para atender o cliente de forma fácil e rápida e muito menos quando envolve a finalização da venda. Pense comigo, nós também somos clientes, certo? Podemos demorar uma hora para escolher um calçado, mas na hora de ir para o caixa, se demorar dois minutos para finalizar o pagamento ficamos impacientes e já reclamamos. Por isso, é importante que você entenda como os sistemas disponíveis no mercado funcionam para se prevenir sobre qualquer problema ligado ao desempenho e à segurança dos seus dados.

Esse é um assunto que só a área de TI vai entender, não é? Não, pois vou te explicar esse bicho de sete cabeças de forma muito simples neste artigo. Acredite, não é tão complicado quanto parece! Vamos contar alguns segredinhos e, depois disso, você poderá discutir com quem te ajuda na área de tecnologia sobre qual a melhor opção para seu negócio.

É importante que você saiba que existem várias formas de fazer os sistemas, algumas melhores e outras nem tanto. No mundo da Tecnologia da Informação, a base para que todo o resto funcione bem ou mal depende da arquitetura de comunicação do banco de dados. Vamos te ensinar de forma fácil como identificar qual o tipo de comunicação que o seu sistema utiliza hoje e também qual delas seria a ideal para sua operação.

A proposta é utilizar neste artigo nomes fáceis de entender que não são padrões no mercado. Afinal, prometi que seria de fácil entendimento, lembra? Então vamos lá. As cinco principais opções de comunicação de banco de dados de sistemas disponíveis são:

  • Desktop local: cada loja precisa de um servidor, é confiável, funciona offline, ou seja, sem internet. Porém não integra as informações. Para você visualizar por exemplo, os relatórios de vendas, é necessário acessar loja a loja;
  • Desktop offline com replicação: também precisa de um servidor por loja, funciona offline, mas, devido à centralização das informações em um servidor central e a complexidade da tecnologia, costuma violar a confiabilidade das informações;
  • Desktop com Terminal Services: é uma tecnologia de acesso remoto da Microsoft, considerado confiável, mas é caro, só funciona com internet, a usabilidade é ruim e dificulta a utilização dos periféricos, como impressoras, leitores, etc.
  • Web: também só funciona com internet, é acessado somente no navegador (browser), fornece dados em tempo real, mas a usabilidade e a performance costumam ser ruins;
  • Inovação Desktop online: sistema local que não precisa de um servidor por loja, é simples, rápido, confiável, econômico e tem uma tecnologia de comunicação de dados exclusiva no mercado que funciona em nuvem e não precisa de internet para vender.

Cada um deles têm vantagens e desvantagens que impactam diretamente na segurança das informações, desempenho, praticidade de uso e, por último, mas não menos importante, no dinheiro investido e na frequência com que ele sai do seu bolso. Você sabe qual desses tipos está implantado no seu negócio? Quais são os requisitos para cada tipo, vantagens e desvantagens? A tabela a seguir irá te ajudar a descobrir os pontos críticos de cada solução.

ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DESKTOP LOCAL DESKTOP REPLICAÇÃO TERMINAL SERVICE DESKTOP WEB DESKTOP ONLINE
Integração dos dados Não Sim Sim Sim Sim
Dados em tempo real Não Não Sim Sim Sim
Confiabilidade Alta Baixa Alta Média Alta
Depende de internet para vendas Não Não Sim Sim Inovação
Desempenho Alta Alta Média Média Alta
Praticidade Alta Alta Baixa Média Alta
Servidor local Sim Sim Não Não Não
Investimento em servidores Alto Alto Alto Alto Baixo
Custos com licenças Não Não Alto Não Não
Facilidade no uso de impressoras, pinpad, e outros dispositivos Sim Sim Não Não Sim

Você provavelmente já conseguiu fazer seu autodiagnóstico. Agora vale a pena perguntar: seu sistema atual te oferece as melhores tecnologias e qual é a opção ideal para sua operação?

Uma excelente opção é o Desktop Online, que une o melhor de dois mundos. Você trabalha online o tempo todo e, se por um acaso a internet cair, automaticamente o sistema entra em modo contingência e trabalha offline com toda segurança necessária para que quando a internet retornar 100% dos dados sejam transmitidos para o servidor online.

Poucos softwares são Desktop Online. Isso porque o sistema precisa ter sido projetado com uma estrutura de banco de dados com esse objetivo, ou seja, sistemas que fazem adaptações para essa tecnologia tendem a não funcionar bem. Se a arquitetura do software que você contratar for ruim, você vai investi, investir e nunca vai conseguir resolver completamente os seus problemas. Quando se escolhe um sistema bem projetado, o resultado é que você conquiste uma solução mais confiável, rápida, robusta e com custos de infraestrutura de servidores mais acessíveis.

Riscos em segurança: prevenir ou remediar? 11280

Confira artigo de Paulo Sergio, especialista em Gestão de Riscos e Segurança Patrimonial da ICTS Security

Surpresas boas ou ruins são inevitáveis. Situações adversas que causam danos físicos e materiais podem ocorrer em qualquer atividade. Por isso, é importante que os empresários ou os comerciantes considerem a possibilidade de danos a equipamentos, instalações, perdas no processo de produção e até mesmo a redução ou interrupção da capacidade produtiva do seu negócio. Conhecer os custos destes possíveis prejuízos também é importante.

Todos nós já vivenciamos ou conhecemos alguém que esteve em uma situação de perigo, trazendo danos financeiros ou fatalidades como a perda de um ente querido. A tendência do ser humano é pensar que nada acontecerá com ele, deixando-o na zona de conforto para enfrentar as adversidades.

Dominar o cenário no qual estamos inseridos e os riscos aos quais estamos expostos ajuda a escolher, entre as opções disponíveis, as que propiciam melhor controle das situações. Uma análise detalhada de sua rotina profissional ou de seus hábitos domésticos ajudam a fazer escolhas. O olhar de um profissional especializado é efetivo na tomada de decisões sobre nossa segurança.

Em função do fácil acesso à informação, temos como conhecer antecipadamente uma série de fatores, a exemplo menciono condições climáticas, locais de grande concentração de violência, frequência de furtos em um determinado bairro, entre outros. Estar informados nos mantém atentos aos riscos e faz a diferença no modo como nos preparamos para evitar ou desviar de situações desagradáveis.

Quando escolhemos um automóvel, de modo geral, os critérios de escolha são gosto pessoal, motorização, conforto e tecnologia embarcada. Para comportar-se preventivamente, é importante acrescentar nesta análise o quanto este modelo é visado para roubos e furtos e seus índices de sinistros. Custos com seguros também são importantes, pois ao assumir despesas muito altas, é provável que o proprietário passe a economizar em itens como estacionamento, o que o torna mais vulnerável.

O pior risco é aquele que não é assim considerado e, portanto, não tratado. Profissionais especializados em gestão de riscos identificam e categorizam vulnerabilidades, planejam e controlam processos, treinam e a capacitam pessoas, orientam sobre uso e investimentos em tecnologia, bem como atuam em monitoramento e reavaliação constantes para garantir a qualidade da gestão dos riscos.

Eliminar todos os riscos não é uma possibilidade real, entretanto, gerenciar de maneira inteligente, antecipar possibilidades e condições inseguras é a alternativa mais adequada. O comportamento preventivo tem por objetivo manter os riscos aos quais estamos sujeitos em níveis mínimos e aceitáveis para garantir o bem-estar e a tranquilidade em nossa vida e da nossa família.

“Nosso mestre Sérgio Petzhold” 6731

Ricardo Pansera descreve momentos com um dos ícones do mercado segurador brasileiro

Tive o privilégio de conhecer o Sérgio Petzhold no começo dos anos 1980, quando ele era presidente do Sincor-RS e convidou meu pai Albino, a mim e meu irmão Roberto para colaborarmos com o Sindicato. Graças a ele, o Sincor abriu sua primeira delegacia regional, em Canoas, começando aí o processo de interiorização.

Logo nos primeiros contatos, vi que estava diante de um verdadeiro líder, um guerreiro que contagiava a todos com suas iniciativas pioneiras e não desistia enquanto não via os planos saírem do papel e se transformarem em realidade. Sérgio delegava poderes, incentivava a equipe a trabalhar, como deve fazer um comandante.

Foi um dos pioneiros que, em 1975, lançou a ideia da nossa Fenacor, em união com presidentes dos principais Sincor’s do Brasil. Batalhou incansavelmente para a compra da primeira sede própria do nosso Sindicato, na Galeria A Nação, em Porto Alegre. E se empenhou mais ainda na compra da atual sede, no 17º andar do Edifício Coliseu, bem como em sua reforma e ampliação.
Como esquecer sua obstinação para varrer do nosso setor de atividade aqueles “falsos corretores”, pessoas sem nenhum preparo que “vendiam” apólices? E sua dedicação para mostrar as diferenças entre um contrato de seguro feito por um corretor e um gerente de agência bancária?

Nesta mesma esteira, teve uma luta especial em apoiar o curso da Escola Nacional de Seguros para a formação de Corretores de Seguros, com direito a se habilitar junto à Susep para exercer a digna e relevante atividade de Corretor Profissional de Seguros (assim mesmo, com letras maiúsculas).

Foi ele quem, no esforço de valorizar a imagem do corretor de seguros, criou o slogan “Com Corretor de Seguros, é muito mais seguro”, mote de campanhas publicitárias institucionais, com o qual sempre encerrava seus pronunciamentos.

Sérgio esteve entre os fundadores da nossa Cooperativa de Crédito Mútuo de Corretores de Seguros (Credicor-RS), em 1º de julho de 1999, entidade que presidiu até seu falecimento. Foi sempre um defensor convicto do “Banco dos Corretores de Seguros”, uma alternativa para nossa categoria com os menores juros do mercado para quem precisa tomar empréstimos e com as maiores rentabilidades para quem aplicar.

Não posso esquecer de sua capacidade de liderança, que impulsionou a realização dos Encontros Regionais, dos Encontros Femininos, das palestras para jovens estudantes do projeto Cultura do Seguro, do Jantar dos Cozinheiros, dos torneios de tênis entre os corretores, esporte pelo qual era apaixonado.

Entre as honrarias recebidas com toda a justiça, cito o título de membro da Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP) por seu conhecimento sobre o tema e de Cidadão Emérito de Porto Alegre, cidade onde nasceu e residia, que soube honrar com seu trabalho e liderança, concedido pela Câmara Municipal da Capital. Também a honraria recebida da Fenacor por ocasião do Encor Gramado, comenda que ele exibia com muito orgulho.

Com o seu passamento, perdemos um líder, um guia competente, um corretor que se dedicou de corpo e alma à sua profissão, à sua família e ao nosso Sincor.

Por tudo isto, muito do que somos e conquistamos, devemos ao Sérgio.

Tenho certeza que onde ele estiver, continuará a fazer amigos, reunindo, liderando, empreendendo, contando causos e passagens do cotidiano. Perdemos um grande e fiel amigo, mas o céu ganhou uma estrela de brilho ímpar.

Saiba mais: Falece Sérgio Alfredo Petzhold

Os planos de saúde não são o diabo 3899

Confira artigo de Antonio Penteado Mendonça

em gente que sataniza os planos de saúde privados colocando neles a culpa por todas as mazelas do sistema de saúde nacional. Das filas no SUS aos desempregados que perderam seus planos, as operadoras dos planos de saúde privados, para eles, são os vilões da história porque querem ganhar dinheiro com saúde, o que seria um crime.

Minha primeira reticência começa aí. Que profissional que trabalha com saúde não ganha dinheiro exercendo sua profissão? Indo além, será que o melhor dos mundos não seria as Santas Casas serem superavitárias? Se o fossem, não dependeriam do SUS para exercer a misericórdia e oferecer atendimento digno aos milhões de brasileiros que dependem delas.

Não tenho procuração para defender os planos de saúde privados e concordo que as diferenças entre eles são grandes e que uns operam melhor do que outros. O que não quer dizer que sejam todos bandidos ou responsáveis pelas mazelas que condenam milhões de pessoas a um atendimento chinfrim porque o governo não tem mais dinheiro para investir em saúde.

Os planos de saúde privados não são heróis. Não é essa sua função. O que eles prometem e na maioria das vezes entregam é o cumprimento de seus contratos, arcando direta ou indiretamente com os custos dos procedimentos médico-hospitalares de seus consumidores, desde que estejam cobertos.

Mas se os planos de saúde privados não são heróis, também não são demônios, nem estão aí para assombrar a vida de quem tem um problema de saúde e necessita deles. Na imensa maioria das vezes, os clientes são atendidos dentro de rotinas operacionais fáceis e sem nenhuma complicação, bastando a apresentação da carteira do plano para a realização de uma série de procedimentos.

Existem situações em que o segurado é obrigado a solicitar a autorização prévia para a realização dos procedimentos indicados, mas mesmo estas autorizações normalmente são dadas de forma rápida, sem maiores burocracias. O exemplo da judicialização crescente do tema não é argumento válido para mostrar a má-fé ou a intenção da operadora do plano em não atender o cliente. É evidente que as operadoras não são iguais e isso pode levar a diferenças importantes nos serviços prestados, variando bastante de plano para plano.

É verdade que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está buscando soluções viáveis para permitir que os segurados de operadoras sem escala ou condições mínimas para atendê-los dentro dos requisitos exigidos possam migrar para outras operadoras capazes de garantir-lhes o atendimento para o qual pagam. Um grande número de operadoras pequenas não tem condição de fazer frente ao quadro e a única solução é sua saída do mercado, seja pela interrupção das atividades, seja porque é absorvida por outra empresa maior e mais capitalizada.

Esta situação é consequência da Lei dos Planos de Saúde, que impede o surgimento de produtos mais afinados com a realidade.

Além disso, a crise por que o Brasil passa afastou milhões de pessoas dos planos de saúde privados. O impacto da perda de receita fragilizou mais de uma operadora, pela perda de escala, para fazer frente aos seus compromissos. Simplesmente suas despesas passaram a ser maiores do que suas receitas e ninguém consegue viver muito tempo gastando mais do que ganha.

A importância da contribuição das operadoras de planos de saúde pode ser aferida pelo número impressionante de 1,5 bilhão de procedimentos autorizados anualmente. Não só porque significam bilhões de reais pagos aos prestadores de serviços, mas porque praticamente desoneram o SUS do atendimento de 50 milhões de brasileiros que integram o sistema.

Com a retomada do crescimento, alguns milhões de pessoas devem voltar a ser clientes dos planos de saúde privados. É bom, mas é pouco para melhorar o atendimento médico-hospitalar. Os planos privados respondem por mais de 60% dos recursos investidos em saúde. Uma legislação com menos ideologia e mais pragmatismo poderia permitir que mais gente fosse atendida por eles.

*Antonio Penteado Mendonça é sócio de Penteado Mendonça e Char Advocacia e secretário Geral da Academia Paulista de Letras

Compliance é tema dos atuais MBAs do País, reporta advogado 4581

Cursos atuais Lato Sensu incluem novas questões para a formação de executivos e é fundamental que estejam antenados às mudanças na sociedade

Master of Business Administration é um grau acadêmico de pós-graduação Lato Sensu (expressão em latim que significa “em sentido mais amplo”) voltado para quem se interessa pelas áreas de gestão de empresas e gestão de projetos. Esse tipo de curso é capaz de auxiliar os executivos a se preparem para lidar com os possíveis desafios da empresa – e, acredite, temas como Compliance estão cada vez mais presentes em debates em sala de aula. Assim como, design thinking, inovação, tecnologia e política nacional e internacional, reporta o advogado Bruno Fagali, que também é membro da Fagali Advocacia.

O diretor do Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o professor Vicente Ferreira, ressalta que grandes escolas incorporaram, de maneira transversal, discussões que tratam sobre responsabilidade social e ambiental, necessidade de garantia de transparência, afastando ou minimizando os conflitos de interesse (governança), dentro do mais elevado padrão ético.

A Fundação Getúlio Vargas, por exemplo, para se adequar aos novos tempos, faz reuniões periódicas com as empresas que a informa o que se espera ver nos cursos, aponta Fagali. “Nossos cursos são atualizados a cada dois anos ou menos se um conteúdo for muito relevante. De maneira geral, estes novos conteúdos geram cursos de pequena e média duração e em seguida incorporados aos MBAs”, explica o diretor de Programas e Processos Acadêmicos, Gerson Lachtermacher.

O professor de marketing e branding e coordenador do MBA de Marketing Estratégico da ESPM-Rio, Marcelo Boschi, evidencia que os atuais cursos Lato Sensu incluem novas questões para a formação de executivos e é fundamental que estejam antenados às mudanças na sociedade. Ou seja, é necessário fazer revisões constantes do conteúdo das disciplinas – tanto na elaboração de grades curriculares novas ou atualização de disciplinas específicas, reproduz Fagali.

“A questão do compliance, por exemplo, é sempre um grande desafio, seja pela atualidade do tema, seja complexidades que ele pressupõe. É preciso estar atento para que esta questão seja tratada de forma multidisciplinar e que os professores estejam preparados para discutir esta questão, sob uma ótica inovadora e integrada ao conteúdo. Em nosso caso entendemos que esta é uma questão que deve ser abordada, por exemplo na disciplina de Branding, pois diz respeito ao principal ativo intangível da empresa que é sua reputação”, avalia Marcelo Boschi.

Outro assunto que tem sido bastante tratado nos MBAs atuais é o empreendedorismo, reporta Bruno Fagali. De acordo com o reitor acadêmico da UniCarioca, Maximiliano Damas, o tema é essencial para o desenvolvimento dos alunos e, consequentemente, do país.

Fagali destaca, ainda, que, segundo o diretor de ensino de pós-graduação da Unisuam, Eduardo Murad, em geral, os estudantes buscam em um MBA um conjunto de aspectos, tais como: conteúdo atual e inovador; aplicabilidade na realidade dele; um network que traga novas ideias, oportunidades e projetos metodologias de ensino ativas e adaptativas; tecnologia em sala de aula; e, em alguns casos, suporte para um reposicionamento, atividades de coach e similares.