Última chamada para a nova Nota Fiscal Eletrônica (NF-e 4.0) 3260

Confira artigo de Edmilson Santana

Desde quando a nota fiscal eletrônica se tornou obrigatória em todo o País, em 2007, o sistema da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) já mudou várias vezes o processo por conta dos ajustes à nova realidade fiscal brasileira, que envolve corrigir erros, mudar algumas informações e se tornar cada vez mais eficiente.

Assim, quando um grupo de mudanças é reunido, são liberadas notas técnicas que trazem essas diversas alterações nos processos de emissão da NF-e. Em 2018 é a vez da NF-e 4.0! É importante acompanhar essas mudanças, pois elas acontecem de forma rápida e o não cumprimento do padrão determinado pela SEFAZ para emissão de uma nota fiscal eletrônica pode prejudicar sua empresa.

A versão 3.10, que é anterior à 4.0, será desativada em abril de 2018. Por isso, é importante garantir que o sistema utilizado para a emissão de documentos fiscais esteja adequado para a nova geração da NF-e. E o que muda com a NF-e 4.0?

A NF-e 4.0 trouxe várias mudanças de leiaute, campos novos e regras de validação. Só para citar algumas, foi criado um grupo que vai rastrear produtos propensos à regulação sanitária, como por exemplo, produtos veterinários, medicamentos, bebidas, produtos odontológicos, entre outros que tem supervisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esse novo campo é chamado “Rastreabilidade de Produtos”.

Uma outra mudança importante da NF-e 4.0 é a criação de novas modalidades de frete. Foi incluído o transporte próprio por conta do remetente, assim como o em função do destinatário. O campo do valor total do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), devolvido quando este for informado nos itens também é outro diferencial. O campo “Formas de Pagamento” mudou para “Informações de Pagamento” e foi adicionado o campo valor do troco. Assim, o campo indicativo da Forma de pagamento foi removido. O grupo “Informações de Pagamento” vai ter validação de preenchimento para NF-e e para NFC-e (Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica), de acordo com o critério estabelecido por cada estado.

O ambiente de produção da NF-e 4.0 entrou em vigor desde o início de outubro. A partir desta data, as notas fiscais já estão sendo emitidas na versão 4.0, mas ainda é opcional. As duas versões – 4.0 e 3.1 – estão disponíveis. A desativação da versão anterior, porém, já está aí, e deve encerrar em dois de julho de 2018. Ou seja, é o prazo final para a migração à nova versão da NF-e. O modelo antigo 3.10 será desativado e só será possível emitir a nota fiscal na versão 4.0.

É importante que neste período de recesso que se aproxima as empresas não deixem suas operações fiscais “de férias” também. Apesar do ambiente da NF-e 4.0 estar em produção, o tempo, agora, range. É hora de aproveitar este momento para adequar os sistemas, buscando parceiros especializados a fim de não prejudicar as operações e, consequentemente, os negócios, quando o ambiente 4.0 entrar em vigor.

Edmilson Santana é consultor SAP/ NF-e da AMcom, empresa especializada em sustentação e desenvolvimento customizado de sistema.

5 dicas para tirar uma empresa do vermelho 9477

Executivo

Especialista explica detalhes que podem fazer toda diferença

A crise financeira trouxe grandes desafios para os empreendedores brasileiros. Com isso, a redução de custos exige o corte de itens considerados supérfluos e outras medidas são tomadas pelas empresas para melhorar a rentabilidade dos negócios.

“Aqueles gastos que parecem pequenos podem comprometer os recursos da empresa e significar a diferença entre sobreviver ou fechar o seu negócio”, destaca Samuel Lopes, sócio da Tiex, empresa de consultoria e gestão financeira corporativa.

Conforme Lopes, além de reduções de custos, controle pode gerar receita extra, que deve ser reinvestida no negócio, como novos produtos, serviços, bonificações e incentivos para colaboradores, no crescimento da empresa em geral, e até no lucro dos acionistas.

O especialista elenca cinco iniciativas que as empresas precisam ter para conseguirem se recuperar e crescer.

Plano efetivo: Antes de fazer qualquer corte, é necessário elaborar um planejamento financeiro/estratégico que tenha uma análise do passado e do presente, assim como uma projeção do futuro. “É importante lembrar que esta projeção tem que ser muito bem desenhada, considerando, por exemplo, as dificuldades atuais do mercado”, diz o sócio da Tiex.

Acompanhamento mensal: A viabilização de um acompanhamento mensal é imprescindível para que a empresa consiga obter resultados mais eficazes. Só assim os gestores poderão ter percepção de suas necessidades para a tomada das melhores decisões possíveis. “Qualquer desvio deve ser apontado e discutido. O redesenho dos processos internos e otimizações tecnológicas pode ser muito efetivo”, explica.

Cortes menos impactantes: Deve-se saber onde é possível cortar sem interferir nos negócios. Vender ativos que fogem ao “core business” é desnecessário. “Ás vezes, as empresas entram em um mercado que possuem pouco conhecimento e acabam gastando recursos onde não tem experiência. Já uma renegociação de contratos com fornecedores, seguradoras e bancos é primordial”, afirma Samuel.

Planejamento Tributário: O planejamento fiscal é uma forma de minimizar os custos fiscais. Sucintamente, o planejamento fiscal terá de respeitar a lei de forma integral, procurando negócios jurídicos com menor ou nula tributação. Com isso, é possível se ter um maior controle dos gastos administrativos.

Aprender: Épocas de crise são ocasiões para aprender, pensar muito e ter resiliência. “Se, com a crise, conseguimos renegociar contratos, minimizar custos administrativos, redesenhar processos para que se tornem mais efetivos, pagar menos impostos com um planejamento adequado, por que não fazíamos antes?”, questiona.

A evolução das maquininhas 9853

Máquina

Confira artigo do Gerente de Projetos e Head de Meios de Pagamentos do Venturus

Na década de 1990, as maquininhas de cartão de crédito não tinham nada de eletrônico. Também conhecidas hoje como “Terminal de Pagamento” ou simplesmente “POS” (do inglês Point of Sales), naquela época elas eram completamente mecânicas e funcionavam apenas para tirar a imagem do cartão nas duas vias do recibo da compra. Para registrar a transação e receber a compra, o vendedor telefonava para a empresa adquirente para solicitar o código de autorização da transação. Era um processo lento e dificultava o trabalho dos comerciantes. Depois de algum tempo, surgiram os cartões com tarja magnética e, com eles, os terminais com o respectivo leitor e comunicação dial-up. O envio da transação de pagamento passou, então, a ser feito online, via internet discada. Porém, a utilização da tarja magnética se mostrou cada vez mais suscetível a fraudes e, assim, o mercado evoluiu novamente e nossos cartões passaram a possuir chips. Os terminais de pagamento, consequentemente, também receberam o respectivo leitor de chip e todas as mudanças internas que o uso desta tecnologia requer.

Mas as transformações dos terminais não pararam por aí. Foram adicionadas novas opções de comunicação como cabo ethernet, Wi-Fi, SIM cards 2G/3G/4G (da rede de telefonia celular) e também bluetooth. Atualmente, terminais mais modernos também podem oferecer a opção de leitura de cartões de chip sem necessidade de contato com as máquinas (contactless), além da opção das novas carteiras virtuais via smartphones e também por meio dos dispositivos wearables, como pulseiras.

Além do uso dos mesmos SIM cards utilizados na telefonia celular, a história dos terminais de pagamento mostra mais algumas semelhanças com a do próprio telefone celular. O telefone surgiu para chamadas sem fio. Depois, passou a ter SMS, aplicativos embarcados, acesso à internet via tecnologia WAP, câmeras digitais e, por fim, surgiram os smartphones e suas lojas de aplicativos como conhecemos hoje.

De forma similar, o POS também recebeu alguns destes itens ao longo de sua história, como displays monocromáticos, displays coloridos, câmeras digitais, além das contínuas melhorias de definição de tela.

Porém, o que mais chama a atenção é o histórico de celular e terminal terem sido criados para uma única tarefa: chamadas telefônicas e pagamentos com cartão, respectivamente. Hoje, ambos recebem o prefixo “SMART” em seus nomes, de forma extremamente justa, devido às suas capacidades como dispositivos multitarefas. Assim como o smartphone, o Smart POS possui a capacidade de executar aplicativos de qualquer área de negócio, mas com a vantagem de se integrar com a sua função original, que é a de receber pagamentos.

O mais recente capítulo da evolução dos POS tem foco no sistema operacional. Os principais fabricantes do mercado já apresentaram suas versões dos dispositivos com Android e agora investem nas estruturas de suas respectivas lojas de aplicativos.

Vamos a mais comparações: Os smartphones e suas excelentes câmeras praticamente acabaram com o mercado de câmeras digitais de uso pessoal. E por que não imaginar que um POS com câmera rodando um aplicativo de vendas, aliado à evolução do QRCode sobre o código de barras, poderia pôr fim aos leitores óticos de bancada que conhecemos hoje? Tecnologicamente falando, isto já é realidade!

Como tirar proveito?

O Smart POS é muito mais do que uma maquininha para receber vendas com cartão de crédito e débito. Ele pode executar um sistema completo de vendas de qualquer produto ou serviço, ler as etiquetas de código de barras ou QRCode, receber de forma segura a pagamentos de cartões e imprimir relatórios gerenciais, etc. Nos Estados nos quais roda o SAT Fiscal, o Smart POS pode, ainda, ser integrado ao sistema da respectiva Receita Estadual e imprimir o Cupom Fiscal.

É válido também citar algumas opções de terminais cujas aplicações oferecem Split de Transação, que acontece quando uma única transação de pagamento é dividida em mais de uma parte e o dinheiro é creditado diretamente na conta de mais de uma pessoa.

Um bom exemplo é quando o lojista vende um produto de terceiros e recebe uma comissão desta venda. Neste caso, o percentual maior da transação vai para o dono do produto e a comissão cai direto na conta do lojista. Outro caso interessante é o de clínicas médicas, odontológicas, salões de beleza e quaisquer estabelecimentos nos quais o prestador do serviço paga uma comissão sobre o valor recebido pelo serviço prestado ao dono do local.

Há também aplicações Multi-Merchant, que permitem que um mesmo Smart POS seja compartilhado entre mais de um vendedor. Quer um bom exemplo? Um salão de beleza pode ter cada cabeleireiro com sua própria conta junto à adquirente. Assim, ao passar o cartão no mesmo Smart POS, o usuário seleciona o nome do profissional que prestou o serviço e pronto, o dinheiro cai direto na sua conta. E se o salão cobrar uma comissão do profissional, aplica-se aqui o conceito de Split de Transação à aplicação e problema resolvido. E mais: o próprio salão pode vender seus produtos de beleza no mesmo POS. Neste caso, o “profissional” selecionado seria o próprio estabelecimento.

Independente da área de negócio, o Smart POS é um dispositivo que veio para ficar. E ainda há muito a ser explorado nas suas capacidades de ajudar os comerciantes a diminuir custos e aumentar a abrangência de suas vendas.

*Por Marcos Mendes do Rego, Gerente de Projetos e Head de Meios de Pagamentos do Venturus.

Reforma Tributária: qual o melhor modelo para o Brasil? 5811

Impostos

Confira artigo de gerente tributário

O Estado brasileiro precisa de reformas estruturais para alavancar o crescimento econômico do país. E a reforma tributária é a principal delas. Por quê? Primeiramente, nosso sistema de arrecadação e gestão de tributos é uma trava para o desenvolvimento, principalmente pela sua complexidade legislativa, regimes de exceções, multiplicidade de regras, em muitos casos, decorrente de incentivos e isenções, guerras fiscais, resultando em muita burocracia e insegurança jurídica. Outro ponto negativo é que a arrecadação tributária no Brasil não cumpre com a finalidade primordial que é dar ao Governo as condições ideais para atender as necessidades financeiras no âmbito social, da saúde, segurança e bem-estar da população.

Uma amostra desse problema está na comparação com outros países. Na União Europeia, sobre os produtos e serviços incide um único imposto, conhecido por IVA, ou Imposto sobre Valor Agregado. Vamos para um exemplo prático: numa xícara de café em Madri, capital da Espanha, o valor incidido é 7% de imposto, ou seja, se o café custar € 2,00, seria pago € 0,14 de tributo, considerando toda a cadeia, desde o cafeicultor até o estabelecimento comercial. Mas e no Brasil?

Sobre o nosso cafezinho, poderão incidir diretamente quatro tributos diferentes: ICMS, IPI, PIS/PASEP e Confins. A nossa complexidade não se resume apenas no número de tributos. A fórmula de cálculo de cada um deles é outro desafio. A cada operação, o tributo recai sobre o montante do produto, com a possibilidade de apropriação de crédito referente ao tributo pago na operação anterior, todavia, não em todos os casos. Por isso. Por isso, o Brasil tem a maior carga tributária da América Latina e uma das maiores do mundo, com 33% do PIB.

A comparação com outros modelos de tributação é necessária para entendermos o custo do setor privado para atender as exigências do Fisco. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), para atender o Fisco, cada empresa gasta em média 1958 horas por ano. Por pessoa, no Brasil, 1 a cada 200 colaboradores trabalham na área fiscal. Na Europa, 1 a cada 500 e nos Estados Unidos, 1 a cada mil funcionários dedicados à gestão dos tributos. E diante da complexidade e da urgência por reformas que possam nos tirar desse patamar de paralisia econômica, é inevitável a pergunta: o que fazer?

O primeiro passo é buscar medidas de simplificação do sistema e, com isso, facilitar a vida das empresas em relação às obrigações tributárias. É preciso simplificar os processos de declaração e pagamentos de tributos, principalmente para as empresas de menor porte. O Fisco tem alguns projetos de simplificação de obrigações acessórias, mas precisamos avançar ainda mais. A segunda iniciativa é buscar a unificação de tributos. A proposta de extinção de alguns tributos, ou unificar a forma de arrecadação, que está em discussão no Congresso Nacional, agrada parte do setor produtivo do país que tem enfrentado o fardo de lidar com as excessivas atualizações das regras normativas. Hoje, temos mais de 200 mil normas fiscais em vigência no país, sendo 30 novas regras ou atualizações por dia que, na média, segundo o IBTP. A unificação vai atender uma demanda por menos burocracia do sistema.

Mas há um grande risco se a reforma tributária entrar em vigor de uma vez. O melhor modelo seria uma adoção fragmentada. A primeira etapa, ou facultativa, serviria para dar fôlego para as empresas entenderem o cenário e realizarem as mudanças necessárias para uma adaptação mais eficiente. A segunda fase é a transitória, especifica para maiores tributações ou tributos de maior complexidade como os tributos indiretos.

Passadas as duas primeiras fases, com um intervalo de 6 a 9 meses entre elas, as empresas estariam prontas para fazer parte de um novo sistema tributário, mais justo e equilibrado, além de permitir um ingresso na terceira etapa, a obrigatória, com segurança e sem nenhum risco de sofrer possíveis penalidades.

Uma simplificação na forma de arrecadação dos tributos vai possibilitar uma redução de todo esforço necessário das empresas para gestão e pagamento de impostos, além de promover, de forma imediata, um aumento de produtividade das companhias e elevaria a competitividade do Brasil no cenário internacional e atrairia o investidor estrangeiro.

*Por Leonel Siqueira, Gerente Tributário da Synchro.

O sistema político, a greve e a dependência do transporte rodoviário 4111

Caminhão

75% de tudo que é produzido no Brasil é transportado em rodovias

As heranças da paralisação dos caminhoneiros são muitas. Aos empresários ficou a necessidade de se olhar com mais atenção para direitos trabalhistas da categoria e na realização de investimentos mais robustos para assegurar a vida do motorista, da carga e da empresa. Para os políticos, a parada geral afirmou que daqui para frente, se quiser, o caminheiro poderá ditar as regras da política socioeconômica brasileira à sua maneira. Concordando ou não, houve um despertar da primavera dos caminhoneiros, comprovando literalmente a designação de locomotiva do Brasil.

No empoderamento do caminheiro, há outro fato silencioso herdado da greve, que é a dependência de caminhões para o transporte de produtos. Um alerta pouco disseminado na imprensa dentre as repetidas profusões de assuntos sobre o desabastecimento e a falta de combustível.

Segundo dados da Fundação Dom Cabral, 75% de tudo que é produzido no Brasil é transportado em rodovias. Apenas 9,4% passa pelo modal marítimo; 5,8% pelo aéreo; 5,4 % pelo ferroviário; 3% via cabotagem e só 0,7% no sistema hidroviário. Diante do irrisório dado de 0,7%, eu te convido a refletir sobre o porquê da prática de transporte aquaviário ser pouca disseminado no Brasil?

Somos um país privilegiado em relação à hidrografia, que é extremamente ampla e conta com 42 mil quilômetros de rios a serem navegados, o que nos permite diversas oportunidades de aproveitar este modal como um meio de transporte de bens de consumo, de alimentos e de passageiros. Ademais, a logística hidroviária é uma das formas mais baratas de escoar a produção. Então, porque as bacias hidrográficas são poucos exploradas?

Para se ter uma ideia, se transportássemos uma tonelada de mercadoria por mil quilômetros usando navio seriam usados apenas 4,1 litros de combustíveis, enquanto que utilizando um caminhão este mesmo gasto sobe para 15,4 litros de combustível. Ou seja, um custo três vezes maior às empresas.

Tal realidade demonstra a total falta de interesse dos Governos Federal e Estadual em investirem no setor de navegação interna. Na verdade, o único interesse do poder público é deixar as empresas cada vez mais dependentes da rodovia, ou seja do uso do combustível. Esta é a abusiva equação de quanto MAIS se gasta com combustível MAIOR é a arrecadação de impostos. Isso sem contar sob o viés de resultados políticos: o que é mais fácil mostrar para a população, uma estrada bem construída ou uma malha hidroviária mais fluente? Você responde ou eu respondo?

Reticências a parte, a dependência de caminhões para o transporte de produtos ainda vai vigorar por muitos anos. Integrar ou investir em sistemas ferroviário, hidroviário e dutoviário é a solução mais cabível, mas não depende de nós e se avaliarmos os programas de governo às vésperas das eleições, nada está programado.

Em situações como a da paralisação, vem à luz reflexões e questionamentos que precisam fazer parte do dia a dia das empresas, em especial das companhias atacadistas distribuidoras, que lidam diretamente com o escoamento de mercadorias.

Como medida prática, uma boa saída é o uso de tecnologias móveis para uma otimização logística de sucesso. Saber, exatamente, quando a mercadoria saiu, em que ponto da entrega ela está e quando ela foi entregue será uma vantagem competitiva que ajudará a empresa recuperar o fôlego perdido durante os dias de paralisação.

Afinal, nunca se sabe quando haverá a próxima greve. Prevenir ainda continua sendo o melhor remédio.

*Fabrício Santos é gestor de oferta logística na Máxima Sistemas, companhia de soluções móveis para força de vendas, e-commerce, trade e logística para o setor atacado distribuidor.

Expectativas podem gerar frustrações 3270

Sapinhos

Confira artigo de Adelino Cruz na Revista JRS

O ser humano alimenta expectativas diárias com relação a todas as etapas de sua vida. Cria expectativas, muitas exageradas que lhe fazem mal, por entender que precisa atingir o sucesso para ser reconhecido e admirado.

Muitos esquecem que este objetivo só será conseguido com boa saúde, um bom trabalho, uma vida familiar tranquila e recursos financeiros que lhe proporcione viver sem preocupações.

Para alguns isso acontece naturalmente a partir de uma boa formação acadêmica ou técnica que lhes capacite para ocupar cargos importantes ou empreender, utilizando seu talento nato ou conhecimentos adquiridos. Para outros, desprovidos destas características, nem sempre a sorte lhes sorri aceitando o que o mercado oferece, pois precisam se manter a qualquer custo.

A desigualdade entre a população do Brasil é assustadora, fazendo com que milhões de brasileiros estejam desempregados, gerando grande sofrimento e frustrações pessoais e familiares.

Para todas as etapas a desilusão, fruto de expectativas, gera adoecimento, que pode ser físico ou emocional, precisando de cuidados médicos e hospitalares, que por sua vez acarretam soluções mas também novas preocupações.

Como viver sem expectativas?

É praticamente impossível, pois quando o ser humano deixa de sonhar perde o encanto pela vida, passando a viver sem entusiasmo, cumprindo rotinas que geram frustrações e incapacidade de serem produtivos como deveriam. É do conhecimento de todos o desespero das famílias quando vêem seus membros abatidos, fragilizados, vivendo apenas para vencer mais um dia. Todos adoecem emocionalmente gerando infelicidade.

Para evitar que isso tudo ocorra é necessário reprogramar a vida. Fazer novas escolhas, buscando alternativas que tragam alegria e felicidade, pois só assim o ser humano pode afastar os perigos que o adoecimento emocional causa para as famílias.

Viver num mundo competitivo, onde a luta é pelo poder e pelo dinheiro, entrar de corpo e alma esquecendo o que é mais importante que é a saúde, pode ter algumas vitórias mas com sabor de fracasso, porque sem saúde nenhum profissional consegue atingir suas metas e objetivos. Ter expectativas possíveis é o caminho.

É preciso que as empresas entendam o quanto é benéfico cobrar resultados e exigir dedicação, sem esquecer que o ser humano precisa de atenção e de apoio, para se sentir valorizado, atingindo seus objetivos. Exigir além do que cada um pode dar gera frustração, ansiedade e despesas com a saúde que poderiam ser evitadas. Respeitar o tempo de cada um e o limite que o
colaborador pode alcançar, de acordo com sua capacidade favorece as expectativas, garantindo saúde e ótimos resultados.