Ativismo de acionistas previne escândalos como a Lava Jato 4054

Confira artigo de Jefferson Kiyohara

Há poucas semanas, um renomado fundo de pensão noticiou a introdução de padrões de governanças mais rígidos em seus critérios de investimento, incluindo a avaliação se a empresa possui ou não um programa de integridade efetivo. Tal fato ressalta a importância do papel do investidor e do acionista na contribuição direta para o fortalecimento da cultura de compliance no mundo corporativo brasileiro.

O ativismo pode ser positivo para as companhias, mas se adotado com visão de curto prazo, como fogo de palha, poderá ter efeito contrário e trazer riscos e desgastes à imagem da companhia. Tipicamente envolve questões distintas que vão da estratégia financeira, passando por aquisições, fusões e cisões, e também assuntos envoltos em responsabilidade social e ambiental. O ativismo do acionista pode ser um importante passo de fomentação ao compliance, por exemplo, ao incentivar que a organização implemente um Programa Efetivo de Compliance, e que posteriormente o mesmo seja reconhecido – o selo Empresa Pró-Ética e a certificação ISO 37.001 são bons exemplos de opções.

Pois bem, pensando no ativismo sob o prisma de promover o compliance, vejo como uma iniciativa positiva trazendo ganhos para o investidor e para a companhia. No caso da empresa, ao adotar um programa de compliance efetivo, a organização mitiga riscos reputacionais e financeiros, reduz a probabilidade de ocorrência de fraudes e crimes monetários como a corrupção. Todas essas medidas ajudam a organização a preservar a sua saúde financeira, seus relacionamentos e seus negócios com os stakeholders, além de atrair e reter talentos sustentados por uma cultura organizacional sólida e ética.

Já para o investidor é um reforço à transparência e perenidade do negócio, e à concretização dos ganhos futuros, trazendo tranquilidade de não ser surpreendido por mídias negativas, sanções ou multas, que podem gerar consequências como perdas financeiras relevantes e danos reputacionais traduzidos pela queda no valor das ações, por exemplo.

Há investidores que buscam o risco e exigem um prêmio por isto. Mas não os riscos associados à possibilidade de crimes financeiros como a corrupção, o suborno e lavagem de dinheiro. Um investidor pode sim ser surpreendido por perdas substanciais em organizações que tinham um modelo de negócio promissor e sólido, assim como histórico de resultados financeiros positivos, porém sem a preocupação com a cultura ética e o compliance da sua marca. A existência de um programa de compliance efetivo atrairá investidores, independentemente do apetite ao risco de cada um deles.

E mesmo tendo um fator de atratividade sob os olhos do investidor, o Programa de Compliance maduro não é realidade na maioria das empresas brasileiras. Por isso, o ativismo de investidores e acionistas por compliance pode ajudar na mudança deste cenário, condicionando o seu investimento à adoção de medidas de compliance efetivas reais e duradouras. Além da proteção dos investimentos, trata-se de uma contribuição evolutiva para os negócios e, sobretudo, numa colaboração ativa para um País mais ético e justo.

*Jefferson Kiyohara é líder da prática de riscos & compliance da Protiviti, consultoria global especializada em Gestão de Riscos, Auditoria Interna, Compliance, Gestão da Ética, Prevenção à Fraude e Gestão da Segurança.

Venda do balcão de seguros da Caixa fica para depois 1528

Pesam, sobretudo, questões de compliance

Segundo a coluna Broadcast, do jornal O Estado de São Paulo, a venda do balcão de seguros da Caixa Econômica Federal deve demorar mais para ser concluída. A expectativa do banco público era terminar o negócio até o começo deste ano, para que o contrato com as novas sócias vigorasse a partir deste mês até dezembro de 2040. Até agora, porém, ainda não foi possível chegar nem perto disso. O próprio presidente da Caixa, Gilberto Occhi, admite que a data mais correta para a conclusão da operação é o primeiro semestre deste ano. Para dar prosseguimento às negociações é preciso, primeiramente, assinar o contrato com a francesa CNP Assurances para uma nova joint venture nas áreas de seguro de vida, prestamista (que garante o pagamento de prestações em financiamentos) e previdência. Estes segmentos não fazem parte da negociação envolvendo o balcão de seguros.

Após postergação anunciada no final do ano passado, uma nova rodada de negociações entre a Caixa Seguridade, holding que concentrará os negócios de seguros do banco, e a CNP estava prevista para essa semana. A expectativa, até aqui, era de que o novo contrato entre banco e francesa fosse assinado nesta, mas isso pode não acontecer.

Na prática, a venda do balcão de seguros da Caixa nunca foi vista como trivial. Depois de atrair 20 interessados para os outros ramos que não estão dentro do escopo de negociação com a CNP, as seguradoras, especialmente multinacionais, tentam obter aval de suas matrizes para seguir adiante no processo. Pesam, sobretudo, questões de compliance. Além de o negócio compreender cifras elevadas, joga contra ser sócio da Caixa em uma nova empresa em meio a investigações de casos de corrupção envolvendo o próprio banco e alguns de seus dirigentes. Procurada, a seguradora da Caixa não comentou.

“Nosso mestre Sérgio Petzhold” 6724

Ricardo Pansera descreve momentos com um dos ícones do mercado segurador brasileiro

Tive o privilégio de conhecer o Sérgio Petzhold no começo dos anos 1980, quando ele era presidente do Sincor-RS e convidou meu pai Albino, a mim e meu irmão Roberto para colaborarmos com o Sindicato. Graças a ele, o Sincor abriu sua primeira delegacia regional, em Canoas, começando aí o processo de interiorização.

Logo nos primeiros contatos, vi que estava diante de um verdadeiro líder, um guerreiro que contagiava a todos com suas iniciativas pioneiras e não desistia enquanto não via os planos saírem do papel e se transformarem em realidade. Sérgio delegava poderes, incentivava a equipe a trabalhar, como deve fazer um comandante.

Foi um dos pioneiros que, em 1975, lançou a ideia da nossa Fenacor, em união com presidentes dos principais Sincor’s do Brasil. Batalhou incansavelmente para a compra da primeira sede própria do nosso Sindicato, na Galeria A Nação, em Porto Alegre. E se empenhou mais ainda na compra da atual sede, no 17º andar do Edifício Coliseu, bem como em sua reforma e ampliação.
Como esquecer sua obstinação para varrer do nosso setor de atividade aqueles “falsos corretores”, pessoas sem nenhum preparo que “vendiam” apólices? E sua dedicação para mostrar as diferenças entre um contrato de seguro feito por um corretor e um gerente de agência bancária?

Nesta mesma esteira, teve uma luta especial em apoiar o curso da Escola Nacional de Seguros para a formação de Corretores de Seguros, com direito a se habilitar junto à Susep para exercer a digna e relevante atividade de Corretor Profissional de Seguros (assim mesmo, com letras maiúsculas).

Foi ele quem, no esforço de valorizar a imagem do corretor de seguros, criou o slogan “Com Corretor de Seguros, é muito mais seguro”, mote de campanhas publicitárias institucionais, com o qual sempre encerrava seus pronunciamentos.

Sérgio esteve entre os fundadores da nossa Cooperativa de Crédito Mútuo de Corretores de Seguros (Credicor-RS), em 1º de julho de 1999, entidade que presidiu até seu falecimento. Foi sempre um defensor convicto do “Banco dos Corretores de Seguros”, uma alternativa para nossa categoria com os menores juros do mercado para quem precisa tomar empréstimos e com as maiores rentabilidades para quem aplicar.

Não posso esquecer de sua capacidade de liderança, que impulsionou a realização dos Encontros Regionais, dos Encontros Femininos, das palestras para jovens estudantes do projeto Cultura do Seguro, do Jantar dos Cozinheiros, dos torneios de tênis entre os corretores, esporte pelo qual era apaixonado.

Entre as honrarias recebidas com toda a justiça, cito o título de membro da Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP) por seu conhecimento sobre o tema e de Cidadão Emérito de Porto Alegre, cidade onde nasceu e residia, que soube honrar com seu trabalho e liderança, concedido pela Câmara Municipal da Capital. Também a honraria recebida da Fenacor por ocasião do Encor Gramado, comenda que ele exibia com muito orgulho.

Com o seu passamento, perdemos um líder, um guia competente, um corretor que se dedicou de corpo e alma à sua profissão, à sua família e ao nosso Sincor.

Por tudo isto, muito do que somos e conquistamos, devemos ao Sérgio.

Tenho certeza que onde ele estiver, continuará a fazer amigos, reunindo, liderando, empreendendo, contando causos e passagens do cotidiano. Perdemos um grande e fiel amigo, mas o céu ganhou uma estrela de brilho ímpar.

Saiba mais: Falece Sérgio Alfredo Petzhold

Os planos de saúde não são o diabo 3892

Confira artigo de Antonio Penteado Mendonça

em gente que sataniza os planos de saúde privados colocando neles a culpa por todas as mazelas do sistema de saúde nacional. Das filas no SUS aos desempregados que perderam seus planos, as operadoras dos planos de saúde privados, para eles, são os vilões da história porque querem ganhar dinheiro com saúde, o que seria um crime.

Minha primeira reticência começa aí. Que profissional que trabalha com saúde não ganha dinheiro exercendo sua profissão? Indo além, será que o melhor dos mundos não seria as Santas Casas serem superavitárias? Se o fossem, não dependeriam do SUS para exercer a misericórdia e oferecer atendimento digno aos milhões de brasileiros que dependem delas.

Não tenho procuração para defender os planos de saúde privados e concordo que as diferenças entre eles são grandes e que uns operam melhor do que outros. O que não quer dizer que sejam todos bandidos ou responsáveis pelas mazelas que condenam milhões de pessoas a um atendimento chinfrim porque o governo não tem mais dinheiro para investir em saúde.

Os planos de saúde privados não são heróis. Não é essa sua função. O que eles prometem e na maioria das vezes entregam é o cumprimento de seus contratos, arcando direta ou indiretamente com os custos dos procedimentos médico-hospitalares de seus consumidores, desde que estejam cobertos.

Mas se os planos de saúde privados não são heróis, também não são demônios, nem estão aí para assombrar a vida de quem tem um problema de saúde e necessita deles. Na imensa maioria das vezes, os clientes são atendidos dentro de rotinas operacionais fáceis e sem nenhuma complicação, bastando a apresentação da carteira do plano para a realização de uma série de procedimentos.

Existem situações em que o segurado é obrigado a solicitar a autorização prévia para a realização dos procedimentos indicados, mas mesmo estas autorizações normalmente são dadas de forma rápida, sem maiores burocracias. O exemplo da judicialização crescente do tema não é argumento válido para mostrar a má-fé ou a intenção da operadora do plano em não atender o cliente. É evidente que as operadoras não são iguais e isso pode levar a diferenças importantes nos serviços prestados, variando bastante de plano para plano.

É verdade que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está buscando soluções viáveis para permitir que os segurados de operadoras sem escala ou condições mínimas para atendê-los dentro dos requisitos exigidos possam migrar para outras operadoras capazes de garantir-lhes o atendimento para o qual pagam. Um grande número de operadoras pequenas não tem condição de fazer frente ao quadro e a única solução é sua saída do mercado, seja pela interrupção das atividades, seja porque é absorvida por outra empresa maior e mais capitalizada.

Esta situação é consequência da Lei dos Planos de Saúde, que impede o surgimento de produtos mais afinados com a realidade.

Além disso, a crise por que o Brasil passa afastou milhões de pessoas dos planos de saúde privados. O impacto da perda de receita fragilizou mais de uma operadora, pela perda de escala, para fazer frente aos seus compromissos. Simplesmente suas despesas passaram a ser maiores do que suas receitas e ninguém consegue viver muito tempo gastando mais do que ganha.

A importância da contribuição das operadoras de planos de saúde pode ser aferida pelo número impressionante de 1,5 bilhão de procedimentos autorizados anualmente. Não só porque significam bilhões de reais pagos aos prestadores de serviços, mas porque praticamente desoneram o SUS do atendimento de 50 milhões de brasileiros que integram o sistema.

Com a retomada do crescimento, alguns milhões de pessoas devem voltar a ser clientes dos planos de saúde privados. É bom, mas é pouco para melhorar o atendimento médico-hospitalar. Os planos privados respondem por mais de 60% dos recursos investidos em saúde. Uma legislação com menos ideologia e mais pragmatismo poderia permitir que mais gente fosse atendida por eles.

*Antonio Penteado Mendonça é sócio de Penteado Mendonça e Char Advocacia e secretário Geral da Academia Paulista de Letras

Compliance é tema dos atuais MBAs do País, reporta advogado 4576

Cursos atuais Lato Sensu incluem novas questões para a formação de executivos e é fundamental que estejam antenados às mudanças na sociedade

Master of Business Administration é um grau acadêmico de pós-graduação Lato Sensu (expressão em latim que significa “em sentido mais amplo”) voltado para quem se interessa pelas áreas de gestão de empresas e gestão de projetos. Esse tipo de curso é capaz de auxiliar os executivos a se preparem para lidar com os possíveis desafios da empresa – e, acredite, temas como Compliance estão cada vez mais presentes em debates em sala de aula. Assim como, design thinking, inovação, tecnologia e política nacional e internacional, reporta o advogado Bruno Fagali, que também é membro da Fagali Advocacia.

O diretor do Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o professor Vicente Ferreira, ressalta que grandes escolas incorporaram, de maneira transversal, discussões que tratam sobre responsabilidade social e ambiental, necessidade de garantia de transparência, afastando ou minimizando os conflitos de interesse (governança), dentro do mais elevado padrão ético.

A Fundação Getúlio Vargas, por exemplo, para se adequar aos novos tempos, faz reuniões periódicas com as empresas que a informa o que se espera ver nos cursos, aponta Fagali. “Nossos cursos são atualizados a cada dois anos ou menos se um conteúdo for muito relevante. De maneira geral, estes novos conteúdos geram cursos de pequena e média duração e em seguida incorporados aos MBAs”, explica o diretor de Programas e Processos Acadêmicos, Gerson Lachtermacher.

O professor de marketing e branding e coordenador do MBA de Marketing Estratégico da ESPM-Rio, Marcelo Boschi, evidencia que os atuais cursos Lato Sensu incluem novas questões para a formação de executivos e é fundamental que estejam antenados às mudanças na sociedade. Ou seja, é necessário fazer revisões constantes do conteúdo das disciplinas – tanto na elaboração de grades curriculares novas ou atualização de disciplinas específicas, reproduz Fagali.

“A questão do compliance, por exemplo, é sempre um grande desafio, seja pela atualidade do tema, seja complexidades que ele pressupõe. É preciso estar atento para que esta questão seja tratada de forma multidisciplinar e que os professores estejam preparados para discutir esta questão, sob uma ótica inovadora e integrada ao conteúdo. Em nosso caso entendemos que esta é uma questão que deve ser abordada, por exemplo na disciplina de Branding, pois diz respeito ao principal ativo intangível da empresa que é sua reputação”, avalia Marcelo Boschi.

Outro assunto que tem sido bastante tratado nos MBAs atuais é o empreendedorismo, reporta Bruno Fagali. De acordo com o reitor acadêmico da UniCarioca, Maximiliano Damas, o tema é essencial para o desenvolvimento dos alunos e, consequentemente, do país.

Fagali destaca, ainda, que, segundo o diretor de ensino de pós-graduação da Unisuam, Eduardo Murad, em geral, os estudantes buscam em um MBA um conjunto de aspectos, tais como: conteúdo atual e inovador; aplicabilidade na realidade dele; um network que traga novas ideias, oportunidades e projetos metodologias de ensino ativas e adaptativas; tecnologia em sala de aula; e, em alguns casos, suporte para um reposicionamento, atividades de coach e similares.

Um projeto com tudo para dar certo 3717

Confira a coluna de Antônio Penteado Mendonça, para o Estadão

Um dos maiores problemas do setor de seguros é sua baixa penetração, o que compromete a possibilidade da criação de uma rede de distribuição com a capilaridade necessária para atingir todas as camadas da sociedade brasileira.

A questão não é se esta ou aquela seguradora consegue atingir o público com poder aquisitivo mais baixo, a verdade é que ninguém consegue chegar lá. As razões para isso são complexas e passam por barreiras que vão muito além do preço.

O que tem que ser explorado e descoberto é como vive o brasileiro das classes D e E. Não a vida alegre, o glamour que as novelas nos mostram, mas a realidade do cotidiano dessas pessoas, com certeza, a imensa maioria composta de gente honesta, trabalhadora, com sonhos e esperanças como todos os seres humanos, independentemente de classe social, raça, religião ou time de futebol.

Quem é o brasileiro das periferias das grandes cidades? Quem é o morador das comunidades mais estruturadas? Quem é morador da favela da beira das linhas de trem? Pode parecer incrível, mas a pobreza se subdivide em escalas com diferenças gritantes, que necessitam ser conhecidas para o embasamento e o desenvolvimento de qualquer ação.

Não adianta imaginar que os números consolidados das excelentes estatísticas apresentadas pelo IBGE são suficientes para criar o alicerce necessário ao implemento de planos destinados a este público. A classe E do Rio de Janeiro é diferente da classe E do Recife, que é diferente da classe E do interior de Minas Gerais, que é diferente da classe E de São Paulo. E a afirmação vale para todo o imenso território nacional, com uma agravante séria: qual a linha que separa a pobreza da miséria?

A resposta simples seria: na miséria não há dignidade. Mas isso não faz do miserável um não cidadão. Ao contrário, ele é um cidadão e é ele que deve ser a prioridade absoluta no enfrentamento dos nossos graves problemas sociais.

Infelizmente, não é isso que se vê. Aliás o que se vê é lamentável. Se uma pequena parte das perdas com políticas completamente equivocadas, baseadas no autoritarismo e na incompetência de nossos administradores recentes, não tivesse sido perdida, ou roubada, mas investida em saúde pública, o dramático quadro do SUS poderia ser completamente diferente.

E a mesma regra vale para a educação. Um país como o Brasil não tem o direito de formar analfabetos funcionais, mas é isso que estamos fazendo. Nossas escolas caem de nível ano depois de ano. Parte está dominada pelo crime organizado, parte está aparelhada ideologicamente e a parte mais importante tem professores interessados que não recebem qualquer apoio das autoridades. Não há meritocracia, plano de carreira para valer, investimento em treinamento e muito menos a valorização dos professores.

Neste quadro complicado, o ano de 2017 assistiu o surgimento de uma parceria com chances concretas de dar certo. Os sindicatos das seguradoras e dos corretores de seguros do Estado de São Paulo, atuando em conjunto, firmaram um convênio com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo para a implantação de um programa para a divulgação dos parâmetros básicos que norteiam o seguro, dentro das escolas estaduais.

Importante salientar que estes parâmetros são os pontos fundamentais de qualquer sociedade: ética, boa-fé, solidariedade, proteção mútua, poupança e divisão das perdas e dos ganhos. São os diferenciais positivos que levaram o homem a sair das árvores e a desenvolver a complexa estrutura social atual.

O mais interessante é que o projeto se apoia num jogo que o aluno baixa no seu celular. Ele joga e vai vendo, através do resultado de seus movimentos, o que acontece em função de suas opções. Ele ganha ou perde, como se estivesse na vida real, onde cada decisão gera frutos ou perdas, em função de cada opção.

Este foi o primeiro passo para a inclusão destes conceitos na rede estadual de ensino. Muita coisa é nova, já em outras os alunos conseguem fazer paralelos com suas realidades. O importante é a parceria prosseguir e ajudar a melhorar o nível de nossas escolas.

Publicado originalmente aqui.