6 maneiras de melhorar o processamento de sinistros em seguradoras 1659

Artigo de Ricardo Saponara, especialista em Prevenção a Fraudes do SAS Brasil

Big Data, Big Data e Big Data! Certo, mas o que Big Data tem a ver com companhias de seguro? Pense um pouco mais sobre isso. Você filtra, procura e coordena incríveis quantidades de dados: anotações de avaliadores escritas à mão, dados de apólices, cotações, informações de sistemas de gerenciamento de sinistros, entre outros. Você está utilizando todo o potencial desses dados?

Com tantas solicitações de sinistros para lidar, os analistas não têm tempo de filtrar todos esses dados para julgar cada pedido e eles podem não tomar a melhor decisão se perderem alguma informação importante. Isso significa que muitas de suas decisões são baseadas em experiências prévias, instinto e a informação limitada que está prontamente à mão.

Por esta e muitas outras razões o Big Data Analytics está se tornando cada vez mais protagonista na área de Seguros. Ao trabalhar em conjunto com os analistas, a Inteligência Analítica pode sinalizar quais sinistros precisam de uma avaliação mais detalhadas, tratamento prioritário, sindicância etc.

Seis áreas onde inteligência analítica pode fazer uma enorme diferença:

Fraude – Um em cada 10 pedidos de pagamentos de seguros é fraudulento. Como você os identifica antes de um pagamento de alto valor ser feito? A maioria das soluções de fraude no mercado hoje é baseada em regras. Infelizmente, é muito fácil para os fraudadores manipularem e burlarem as regras. Análises preventivas, por outro lado, usam uma combinação de regras, modelos, análises de textos, buscas em bases de dados e identificação de anomalias para identificar fraudes o quanto antes e mais efetivamente a cada estágio do ciclo de sinistros.

Sub-Rogação – Oportunidades para sub-rogações, geralmente, ficam perdidas na grande quantidade de dados – a maioria delas na forma de registros policiais, anotações de avaliadores e outros registros. A análise de textos busca, através desses dados não estruturados, encontrar frases que tipicamente indicam um caso de sub-rogação. E quanto mais cedo localizado, maiores as chances de recuperação e redução de perdas.

Liquidação (de pagamentos) – Para reduzir custos e assegurar equidade, as seguradoras implementam com frequência processos rápidos que liquidam os pagamentos instantaneamente. Mas liquidar um pedido de pagamento “na hora” pode custar muito se você pagar em excesso. Qualquer seguradora que tenha visto um surto de pagamentos domiciliares em uma área atingida por um desastre natural sabe como isso funciona. Analisando os sinistros e seus históricos você pode otimizar os limites para pagamentos instantâneos. O Analytics também pode reduzir o tempo do ciclo de sinistro para maior satisfação do cliente e custos menores de mão de obra. Ele também assegura economia significativa em ocorrências como, por exemplo, carros alugados em sinistros de conserto de automóveis.

Reserva de Sinistros – Assim que uma abertura de sinistro é feita, é quase impossível prever seu tamanho e duração. Entretanto, é essencial haver uma reserva precisa e previsões de sinistros, especialmente em pedidos longos, como em casos de seguros de vida. A Inteligência Analítica pode calcular mais precisamente a reserva de sinistros ao comparar os valores em casos similares. Então, quando os dados do sinistro for atualizado, o Analytics pode reavaliar a reserva de sinistro, para que você saiba exatamente quanto dinheiro você precisa ter em mãos para atender sinistros futuros.

Atividade – Faz sentido colocar avaliadores mais experientes nos pedidos de pagamento mais complexos. Mas os casos de sinistros são, geralmente, atribuídos com base em dados limitados, resultando em altas taxas de reaberturas que acabam afetando a duração do sinistro, a liquidação de quantias e, por fim, a experiência do consumidor. Técnicas de exploração de dados agrupam características de sinistros para pontuar, priorizar e atribuir casos para o avaliador mais apropriado baseado em experiência e tipo de sinistro. Em alguns casos, os sinistros podem até ser automaticamente avaliados e liquidados.

Litígio – Uma parte significativa da média de gastos de uma empresa com ajustes de sinistros vão para as ações judiciais. Seguradoras podem usar Analytics para calcular uma pontuação de probabilidade para determinar quais sinistros tem maior chance de resultar em litígio. Você pode atribuir esses sinistros para avaliadores de nível sênior que são mais capazes de liquidá-los de forma rápida e por quantias menores.

Por que fazer da Inteligência Analítica parte do seu processo de sinistros? Porque enquanto fazer um seguro torna-se mais e mais um serviço essencial, o Analytics é fundamental para as empresas se diferenciarem. Ter essa tecnologia no ciclo de sinistros pode entregar um ROI mensurável com economia de custos. Uma melhora de apenas 1% na média de perdas para uma empresa de R$ 1 bilhão pode significar mais de R$ 7 milhões no lucro.

Allianz anuncia novo CEO no Brasil 946

Miguel Pérez Jaime será deslocado para a Espanha; Eduard Folch fica responsável pela Allianz Seguros e Saúde no Brasil

A Allianz Seguros informou em comunicado que, a partir de 1º de janeiro de 2018, Miguel Pérez Jaime estará à frente das operações de Vida e Saúde, Bancassurance e Projetos de Desenvolvimento da região IberoLATAM na Allianz Espanha.

Após quatro anos de um bem-sucedido período como CEO da Allianz Seguros e Saúde no Brasil, Pérez Jaime será sucedido por Eduard Folch. Nascido na Espanha, Folch é graduado em Economia e Administração de Empresas com especialização em Ciências Atuariais pela Universidad de Barcelona. Possui sólida experiência desenvolvida na consultoria Willis Towers Watson e, nos últimos seis anos, na Allianz Espanha, onde liderou a estruturação do portfólio de produtos da companhia, que se tornou referência na região IberoLATAM.

A nomeação está sujeita às aprovações pelas autoridades competentes.

CEO e diretores da Generali contam como parcerias podem alavancar resultados 4085

E tem muito mais na edição 207 da Revista JRS

A temporada mais gostosa do ano está chegando. E com ela, as ações especiais do JRS no Litoral Gaúcho. São diversas atividades que promovem a indústria do seguro também no período de férias, diretamente do tradicional QG JRS Litoral, localizado na Praia de Rainha do Mar, em Xangri-lá (RS).

Há mais de uma década o mercado de seguros já sabe o ponto de encontro dos operadores do setor no período mais quente do ano. O editor, Jota Carvalho, recebe amigos e parceiros de negócios em gravações especiais do programa Seguro Sem Mistério na TV. Além disso, consolidamos, nesta edição, a unificação de marcas do Grupo JRS. Tudo isso com muito conteúdo de qualidade, de quem sempre está ao lado do setor de seguros.

Sonda adere à Procomex para ampliar atuação na área aduaneira 871

Integradora firma convênio com órgão de iniciativa civil em prol da modernização logística do Comércio Exterior no Brasil

A Sonda, maior companhia latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, aderiu à Aliança Procomex para promover, mediante a execução de ações conjuntas com mais de 80 entidades privadas e governamentais, a melhora da prática, estrutura e do desempenho do suporte logístico à área de Comércio Exterior no País.

A participação da Sonda na Aliança visa incentivar o debate sobre a modernização dos processos aduaneiros em termos tecnológicos a partir de sua expertise. “Estamos na vanguarda tecnológica do setor porque nossa solução de Comércio Exterior foi a primeira a ser homologada pela SAP no Brasil e 60% das empresas que tem operações de Comércio Exterior e utilizam o SAP como ERP são atendidas pela aplicação da SONDA”, explica o gerente de produto da Sonda, Anderson Cardoso.

O corpo de colaboradores da Procomex busca criar pautas que tenham como propósito dotar o Brasil de um sistema de fluxo aduaneiro moderno e competitivo, ou seja, estimulador das atividades empresariais. “A chegada da Sonda na iniciativa fortalece nossas propostas de mudanças com alto nível de colaboração com todos os órgãos e instituições intervenientes nos processos aduaneiros”, explica o coordenador de projetos e comunicação da Procomex, César García Vázquez.

O processo de exportação, de acordo com Cardoso, está em plena reformulação no País, sobretudo por parte dos órgãos públicos, como a Receita Federal e o MDIC (Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), que têm um acordo de colaboração com a Procomex. “Por meio da nossa experiência, vamos auxiliar essas discussões, propondo desenvolvimentos que contemplam o usuário e sua interação com as aplicações, eliminando a necessidade de treinamentos. O uso das ferramentas deve ser feito de maneira intuitiva, assim como fazemos em aplicativos utilizados em nosso dia a dia”, finaliza Cardoso.

Prudential amplia foco na educação financeira 63

Companhia anuncia a segunda temporada de websérie voltada para aprofundar a compreensão sobre o seguro de vida

A Prudential do Brasil acaba de lançar o primeiro episódio da segunda temporada de sua websérie sobre o seguro de vida individual. O episódio de estreia aborda o produto “Vida Inteira”, uma das soluções mais completas oferecidas pela companhia, uma vez que oferece proteção por toda a vida do segurado.

“Nesta temporada traremos três novos episódios, cujo objetivo é proporcionar ao público informações essenciais sobre a função do seguro de vida no planejamento das famílias e, consequentemente, expandir o conhecimento sobre educação financeira”, explica o diretor de Marketing de Office da Prudential do Brasil, Marcelo Eboli, destacando que a cultura do seguro de vida ainda é pouco disseminada no país.

Com duração de cerca de dois minutos cada um, os episódios são apresentados com linguagem simples e conteúdo ágil e serão divulgados semanalmente. A nova temporada expande os temas abordados na primeira, lançada em março deste ano, e ganha tom mais informativo.

Desta forma, o segundo episódio, dessa nova temporada, abordará de forma mais detalhada o seguro de vida resgatável, demonstrando o seu funcionamento, operação e objetivos. Já o último visa esclarecer as diferenças entre o seguro de vida e os produtos financeiros, como previdência privada e poupança.

“Queremos ajudar no esclarecimento das principais dúvidas dos consumidores e reforçar a importância do seguro na proteção da vida das pessoas, oferecendo, principalmente, informações de qualidade e de simples compreensão”, comenta Eboli.

Os tópicos abordados na primeira temporada foram: “Seguro de Vida em Minutos”, (episódio 1); “Seguro de Vida como Ferramenta para Sucessão Comercial” (episódio 2); “Seguro de Vida como Ferramenta para Sucessão Pessoal” (episódio 3) e “Seguro de Vida como Ferramenta de Proteção Financeira” (episódio 4).

Os vídeos mantêm a mesma unidade visual da primeira temporada, repetindo a narração com imagens em formato de desenho produzido pelo ilustrador Rodrigo Pádua, também responsável pelos vídeos anteriores. A produção é da SquarePixel, premiada no Festival de Cannes 2017.

Sete tipos de bancos na selva da revolução digital 1185

Confira artigo de Daniel Domeneghetti, especialista em inovação corporativa e CEO da e-Consulting

Se os bancos fossem uma grande fauna, quais tipos de operações e marcas personificariam o instinto animal? Qual grife bancária seria um predador como os tubarões? Ou inerte feito um paquiderme? Quem seria o mais camaleônico? E a cobra por agir rápido e rasteiro nos negócios?

Diante da selva disruptiva que se tornou o setor bancário, fruto da Transformação Digital, não se sabe atualmente o grau de maturidade de disrupção e inovação dos bancos. Todos se movimentam rumo à digitalização. Isso é fato. Mas quem dá passos mais largos e quem atua mais timidamente?

Pensando nisso, após o desenvolvimento do estudo “Régua da Transformação Digital no Setor Financeiro”, eu tive a ideia de compartilhar as sete categorias “selvagens” de player existentes no mercado atualmente com o objetivo de materializar de maneira lúdica como o segmento bancário brasileiro se porta frente à jornada da transformação digital. Lembrando que tais categorias não estão ligadas à competividade geral dos bancos.

O ponto de partida foi o darwinismo, que em linhas gerais afirma que os seres vivos evoluem de acordo com a necessidade de adaptação à natureza. A natureza, neste caso, é o meio digital e a adaptação reside na capacidade dos bancos em suportarem as mudanças. Tem Zumbi Digital, Presas Futuras, Sobrevivente Internos, dentre outros tipos de operações.

Zumbi Digitais – São operações que ainda vivem no mundo web, não entendendo a diferença entre web e digital porque estão mortos para a evolução. Os exemplos são Banco da Amazônia, Sicredi, BMG, Modal, Fibra, Tribanco, ABC Brasil e Rodobens.

Inerciais –São organizações poderosas, porém lentas. Atuam em várias frentes da transformação digital, mas com fraca estratégia e modelo. Não transformam nada para a ótica de quem o interessa, o usuário final, e, em geral, são reféns dos modelos de negócios e mercados tradicionais. Neste modelo cabem Citi, Safra, Banrisul e Banco do Nordeste.

Presas Futuras – São operações menores, rápidas em responder a ameaças, mas que no final costumam perder o jogo, sendo mortos ou adquiridos de forma subvalorizada pelos sobreviventes, especialmente pela categoria dos Inerciais. Nesta categoria enquadram-se Banco Votorantim, Banco Pan, Banco Alfa e Crefisa.

Wannabes – São marcas relevantes do mercado que adotam evidências externas de transformação digital, como aplicativos, por exemplo. São motivadas pelo novo, mas preferem parecer a ser ou simular a fazer tudo por falta de coragem, recursos e competências. É sucumbida por perceberem que vivem de aparência. Vale citar Daycoval, Pine, BTG Pontual, Sofisa e Agiplan.

Sobreviventes Eternos – Grupo formado por instituições líderes do setor bancário. Protagonistas, são os players sobreviventes a todas as transformações de era porque detêm ativos valiosos e são agressivos o suficiente para antecipar tendências. Em linhas gerais, não propõem a disrupção, mas são rápidos em reagir. Provavelmente estarão aí nos próximos 100 anos. Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa são a personificação do grupo dos sobreviventes eternos.

Bichos Diferentes – Nu Bank, Banco Original, Uno Bank, Neon e Inter fazem parte deste grupo híbrido. Adjetivados como estranhos, porém muito inovadores, difíceis de categorizar e imitar porque atuam em mercados diferentes, com lógicas e propostas de valor diferenciados. Ameaçam a todos os demais players e causam transformações definitivas nos mercados que atuam. É pura disrupção.

Smart Killers – São pequenos e recentes, entretanto capazes de ameaçar grandes presas sem serem percebidos inicialmente. Por isso, são comprados a preço de ouro pelo nicho dos “Sobreviventes” e, principalmente, pelos “Inerciais”. O Next figura sozinho como exemplo de marca neste critério.

Vimos que em meio às pegadas da revolução digital já deixadas pelo mundo, o setor financeiro sinaliza transformações intensas, puxadas por novos sistemas tecnológicos, físicos e por que não biológicos – como vimos acima- capazes de criar modelos inéditos nas suas estruturas corporativas globais. Basta saber quem sobreviverá à mudança de era se adaptando “darwinisticamente” ao seu hospedeiro maior, o cliente.