6 maneiras de melhorar o processamento de sinistros em seguradoras 3466

Artigo de Ricardo Saponara, especialista em Prevenção a Fraudes do SAS Brasil

Big Data, Big Data e Big Data! Certo, mas o que Big Data tem a ver com companhias de seguro? Pense um pouco mais sobre isso. Você filtra, procura e coordena incríveis quantidades de dados: anotações de avaliadores escritas à mão, dados de apólices, cotações, informações de sistemas de gerenciamento de sinistros, entre outros. Você está utilizando todo o potencial desses dados?

Com tantas solicitações de sinistros para lidar, os analistas não têm tempo de filtrar todos esses dados para julgar cada pedido e eles podem não tomar a melhor decisão se perderem alguma informação importante. Isso significa que muitas de suas decisões são baseadas em experiências prévias, instinto e a informação limitada que está prontamente à mão.

Por esta e muitas outras razões o Big Data Analytics está se tornando cada vez mais protagonista na área de Seguros. Ao trabalhar em conjunto com os analistas, a Inteligência Analítica pode sinalizar quais sinistros precisam de uma avaliação mais detalhadas, tratamento prioritário, sindicância etc.

Seis áreas onde inteligência analítica pode fazer uma enorme diferença:

Fraude – Um em cada 10 pedidos de pagamentos de seguros é fraudulento. Como você os identifica antes de um pagamento de alto valor ser feito? A maioria das soluções de fraude no mercado hoje é baseada em regras. Infelizmente, é muito fácil para os fraudadores manipularem e burlarem as regras. Análises preventivas, por outro lado, usam uma combinação de regras, modelos, análises de textos, buscas em bases de dados e identificação de anomalias para identificar fraudes o quanto antes e mais efetivamente a cada estágio do ciclo de sinistros.

Sub-Rogação – Oportunidades para sub-rogações, geralmente, ficam perdidas na grande quantidade de dados – a maioria delas na forma de registros policiais, anotações de avaliadores e outros registros. A análise de textos busca, através desses dados não estruturados, encontrar frases que tipicamente indicam um caso de sub-rogação. E quanto mais cedo localizado, maiores as chances de recuperação e redução de perdas.

Liquidação (de pagamentos) – Para reduzir custos e assegurar equidade, as seguradoras implementam com frequência processos rápidos que liquidam os pagamentos instantaneamente. Mas liquidar um pedido de pagamento “na hora” pode custar muito se você pagar em excesso. Qualquer seguradora que tenha visto um surto de pagamentos domiciliares em uma área atingida por um desastre natural sabe como isso funciona. Analisando os sinistros e seus históricos você pode otimizar os limites para pagamentos instantâneos. O Analytics também pode reduzir o tempo do ciclo de sinistro para maior satisfação do cliente e custos menores de mão de obra. Ele também assegura economia significativa em ocorrências como, por exemplo, carros alugados em sinistros de conserto de automóveis.

Reserva de Sinistros – Assim que uma abertura de sinistro é feita, é quase impossível prever seu tamanho e duração. Entretanto, é essencial haver uma reserva precisa e previsões de sinistros, especialmente em pedidos longos, como em casos de seguros de vida. A Inteligência Analítica pode calcular mais precisamente a reserva de sinistros ao comparar os valores em casos similares. Então, quando os dados do sinistro for atualizado, o Analytics pode reavaliar a reserva de sinistro, para que você saiba exatamente quanto dinheiro você precisa ter em mãos para atender sinistros futuros.

Atividade – Faz sentido colocar avaliadores mais experientes nos pedidos de pagamento mais complexos. Mas os casos de sinistros são, geralmente, atribuídos com base em dados limitados, resultando em altas taxas de reaberturas que acabam afetando a duração do sinistro, a liquidação de quantias e, por fim, a experiência do consumidor. Técnicas de exploração de dados agrupam características de sinistros para pontuar, priorizar e atribuir casos para o avaliador mais apropriado baseado em experiência e tipo de sinistro. Em alguns casos, os sinistros podem até ser automaticamente avaliados e liquidados.

Litígio – Uma parte significativa da média de gastos de uma empresa com ajustes de sinistros vão para as ações judiciais. Seguradoras podem usar Analytics para calcular uma pontuação de probabilidade para determinar quais sinistros tem maior chance de resultar em litígio. Você pode atribuir esses sinistros para avaliadores de nível sênior que são mais capazes de liquidá-los de forma rápida e por quantias menores.

Por que fazer da Inteligência Analítica parte do seu processo de sinistros? Porque enquanto fazer um seguro torna-se mais e mais um serviço essencial, o Analytics é fundamental para as empresas se diferenciarem. Ter essa tecnologia no ciclo de sinistros pode entregar um ROI mensurável com economia de custos. Uma melhora de apenas 1% na média de perdas para uma empresa de R$ 1 bilhão pode significar mais de R$ 7 milhões no lucro.

Gaúchos sobem duas posições e crescem acima da média nacional 4333

Rio Grande do Sul fechou 2017 com avanço de 11,70% 

O Rio Grande do Sul conquistou o terceiro lugar no ranking brasileiro de seguros e atingiu a casa dos dois dígitos. Com 11,70% de crescimento em 2017, ficou acima da média do desenvolvimento nacional, de 8,87%. Além disso, com 7,55% de fatia de mercado entre os estados brasileiros, os gaúchos ficam atrás apenas de São Paulo (42,61%) e Rio De Janeiro (10,20%). Os dados são da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

O presidente do Sincor-RS, Ricardo Pansera, confia na consolidação dos gaúchos como produtores de seguros.

“Terminamos o ano de 2016 em quinta colocação no ranking nacional e em 2017 aceleramos a produção, conquistamos espaços e acabamos na terceira posição. Ultrapassamos Paraná e Minas Gerais, o que nos consolida como estado produtor de seguros”, comenta o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio Grande do Sul (Sincor-RS), Ricardo Pansera.

O seguro de pessoas foi o ramo em que o RS mais se destacou, com um progresso de 18,87%. Já no automóvel o número foi tímido, com 8,68%, e no patrimonial, com 8,70%. O levantamento considera todos os produtos, com exceção do DPVAT e o VGBL, que não são comercializados via corretor de seguros.

HDI foca em aperfeiçoamento de produtos e preços 9319

Entrevista exclusiva com diretor de planejamento financeiro e investimentos

Recentemente a HDI Seguros anunciou Roberto Santiago Takatsu como diretor de Planejamento Financeiro e Investimentos. O cargo, recém-criado pela sexta maior seguradora de automóveis do Brasil, busca reforço estratégico ao seu quadro.

Com mais de 20 anos de experiência no mercado de seguros, previdência e investimento financeiro, o novo diretor tem a missão de implementar novo plano de negócios da empresa, agregar tecnologias e funcionalidades aos clientes e corretores da área financeira, além de auxiliar no direcionamento da empresa frente a requisitos globais. Com vivências nos Estados Unidos e na China, ele possui amplo know-how na área financeira internacional, sempre acompanhando as novidades e tendências do setor.

Confira entrevista exclusiva:

Roberto Santiago Takatsu é o novo diretor de Planejamento Financeiro e Investimentos da HDI Seguros. Divulgação

JRS: Como a sua experiência lhe auxiliará neste novo desafio na HDI?

Roberto Takatsu: O mercado segurador vem se aprimorando nestes últimos anos e junto os requerimentos de capital para cobertura de solvência. A SUSEP solicita cada vez mais capital, tanto para cobertura de riscos de seguros, quanto para riscos de investimentos, trazendo novos desafios para as seguradoras na gestão de seu balanço. Se por um lado isto é um fator positivo, pois assegura um mercado forte e capitalizado para honrar com seus compromissos, por outro lado uma gestão eficiente de capital se tornou fator crucial para a sobrevivência da seguradora no longo prazo.
Neste contexto assumo a diretoria de Planejamento Financeiro da HDI para assegurar uma visão holística das iniciativas estratégicas de tal forma que todo investimento de capital esteja alinhado com a estratégia da companhia e que os mesmos gerem um retorno mínimo acima do custo de capital dos acionistas.
Desta forma, minha experiência na gestão e seleção de investimentos contribuirá neste novo desafio, onde toda iniciativa estratégica será analisada como um investimento e priorizada de acordo com o retorno esperado e a facilidade de implantação.

JRS: Qual o reforço estratégico que esse novo cargo trará a companhia? Como ele se refletirá em benefícios aos corretores e segurados?

RT: A função principal deste cargo é assegurar uma visão integrada de todas as iniciativas estratégicas da companhia priorizando os projetos com maior retorno e maior facilidade de implantação. Sendo assim, conseguiremos acelerar a implantação de novos produtos e serviços aos nossos segurados e corretores com uma velocidade de resposta muito mais alta do que no modelo atual, onde muitas iniciativas eram tratadas individualmente por cada departamento. Além disso, o departamento de planejamento também será responsável por identificar novos processos de melhoria que resultarão em ganhos de eficiência com consequente reflexo no preço de nossos produtos.

JRS: Seguro de automóveis ainda é o produto mais popular entre os brasileiros. A HDI, como a sexta maior companhia do segmento, tem entre suas responsabilidades estar atenta às modificações de consumo?

RT: A HDI está atenta a estas modificações e por isso vem passando por uma transformação desde o ano passado para ser cada vez mais digital e estar ainda mais próxima do consumidor. Os hábitos de consumo influenciam na forma como clientes e empresas se relacionam e também em possibilidades de novos produtos. Estes são cenários que observamos bastante.

JRS: Um bom planejamento pode acarretar em inúmeros efeitos. Quais seus planos de ações frente à nova área?

RT: Estou atuando em duas frentes: uma interna com a estruturação da nova diretoria de planejamento que é composta pelos departamentos de PMO – Planejamento, Orçamento, Investimentos e Tesouraria, onde o objetivo principal é alavancar a sinergia entre as áreas de PMO e orçamento com as outras áreas de negócios. Esta nova diretoria auxiliará na definição e priorização dos projetos e acompanhará se a execução dos mesmos está ocorrendo dentro do prazo e custo estimado. Além disso, após a implantação dos projetos acompanharemos se os resultados obtidos estão ocorrendo de acordo com o planejado. Este é um ponto crucial dada a dificuldade de se isolar o impacto de uma iniciativa nas vendas, mas estamos trabalhando para segregar gerencialmente estes impactos.
Na segunda frente que atuo, a HDI montou um plano para cinco anos onde na primeira fase o foco foi a redução de custos e agora estamos focados nas melhorias de produtos e preços. No total, são 32 iniciativas que precisam ser coordenadas e monitoradas e este é nosso principal objetivo: que todas as iniciativas sejam implantadas de forma organizada sem reflexos negativos em nossa operação.

JRS: Sob a sua perspectiva, o que podemos aguardar da HDI em 2018?

RT: Neste ano, a HDI seguirá investindo no segmento de automóveis e também abrirá novas frentes de seguros que sejam atrelados ao core da empresa. Também trabalharemos para ampliar nossa base segurada nos produtos que lançamos no último ano, como o seguro para moto, para residência e para micro e pequenas empresas.

JRS: Quais novidades esperar da companhia em outros ramos que não o de automóvel?

RT: A companhia está focada em diversificação de portfólio dentro dos ramos em que já atua e em outros que tenham sinergia com o core business. Mais do que isso não posso adiantar ainda.

Prêmios do Grupo MBM crescem 26,5% no trimestre 3726

Crescimento

Percentual é comparativo aos três primeiros meses do ano passado

Presente em 12 estados e no Distrito Federal, o Grupo MBM fechou os três primeiros meses do ano com crescimento de 26,58% nos prêmios em relação ao mesmo período de 2017. Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o mercado segurador faturou R$ 25,9 bilhões no trimestre. O valor é 5,8% maior em relação ao ano passado.

“Se compararmos o crescimento do mercado de seguros com o crescimento do MBM, crescemos 20% a mais. É com essas perspectivas e muita confiança que o Grupo inicia 2018, um ano que será de muitas oportunidades”, comenta o superintendente comercial, Alexsander Kaufmann.

O Grupo MBM ainda enxerga vasto potencial para crescer no mercado brasileiro de seguros. “É um mercado que tem muito potencial de crescimento, e nós, do MBM, temos a responsabilidade de contribuir para facilitar o acesso aos produtos de seguros”, relata o diretor comercial do Grupo, Luiz Eduardo Dilli Gonçalves.

Seguro Viagem Allianz é eleito o melhor do Brasil pelo segundo ano consecutivo 4686

Avião

Prêmio Melhores Destinos 2018 reconhece as melhores empresas do turismo, de acordo com a opinião dos consumidores

Pelo segundo ano consecutivo, a Allianz Global Assistance é eleita a melhor empresa em oferta de seguro viagem, por voto popular. A empresa, que atua no Brasil também com a marca Mondial Assistance, é representante de seguro viagem da Allianz Seguros, conquistou a confiança dos usuários e levou a medalha de ouro na área de seguros de viagem mais contratados e os mais bem avaliados.

O resultado foi divulgado na última semana pelo site Melhores Destinos, um portal de referência para quem busca informações e dicas sobre viagens. “Estamos honrados pelo título de bicampeão! Ficamos muito felizes em saber que tivemos a melhor nota entre os que utilizaram o seguro durante a viagem. Isso reforça o nosso compromisso em ajudar nossos clientes a qualquer hora e em qualquer lugar”, afirma Carlos Cortez, Diretor de Marketing da Allianz Global Assistance.

Devido à qualidade de seus serviços, a empresa manteve o título de oferta de seguro viagem preferida no Brasil. “Trabalhamos para tornar a vida do viajante mais segura e protegida. Sabemos que a votação foi feita por aqueles que confiam nas nossas marcas e no nosso trabalho para um atendimento de qualidade durante a tão sonhada viagem”, completa Carlos.

O futuro do seguro de automóveis 8422

Um dos principais nichos do mercado foi tema de workshop no Sindseg-RS

Antecipar-se às transformações é fundamental para a sobrevivência do seguro de automóveis. O assunto foi tema de workshop organizado pelo Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (Sindseg-RS), promovido na manhã desta quarta-feira (21), e contou com público recorde – no auditório da Escola Nacional de Seguros – em Porto Alegre (RS).

“Nosso setor é um dos mais regulados. São normas necessárias, que preservam, legitimam e previnem problemas para o mercado segurador”, disse Guacir de Llano Bueno, presidente do sindicato gaúcho.

A formação do preço do seguro de automóveis também foi abordada pelos palestrantes Giovani Menger e Edson de Oliveira, da HDI Seguros, e Sérgio Machado, executivo principal da BL Car. “Os números das companhias são muito parecidos”, comentou Menger ao comparar as variáveis existentes na precificação de apólices na capital e no interior do RS. A diferença chegou a 52%, na simulação apresentada pelo gerente da HDI Seguros na filial da capital gaúcha.

“O cliente até pode adquirir um seguro via aplicativo, mas provavelmente procurará um corretor de seguros no caso de um sinistro”, completou ao abordar a complexidade existente na distribuição do seguro pela internet. As redes, segundo Giovane Menger, são ambientes propícios para aplicação de fraudes – o que encarece a precificação e prejudica o setor como um todo.

Tendências como o car sharing e veículos autônomos devem enfrentar obstáculos para dominarem as rodovias do Brasil, na visão dos painelistas. “O País ainda enfrenta grandes problemas estruturais e de modalidade”, completou Machado.

Confira todas as imagens – Workshop do Sindseg/RS

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