Sete tipos de bancos na selva da revolução digital 2979

Confira artigo de Daniel Domeneghetti, especialista em inovação corporativa e CEO da e-Consulting

Se os bancos fossem uma grande fauna, quais tipos de operações e marcas personificariam o instinto animal? Qual grife bancária seria um predador como os tubarões? Ou inerte feito um paquiderme? Quem seria o mais camaleônico? E a cobra por agir rápido e rasteiro nos negócios?

Diante da selva disruptiva que se tornou o setor bancário, fruto da Transformação Digital, não se sabe atualmente o grau de maturidade de disrupção e inovação dos bancos. Todos se movimentam rumo à digitalização. Isso é fato. Mas quem dá passos mais largos e quem atua mais timidamente?

Pensando nisso, após o desenvolvimento do estudo “Régua da Transformação Digital no Setor Financeiro”, eu tive a ideia de compartilhar as sete categorias “selvagens” de player existentes no mercado atualmente com o objetivo de materializar de maneira lúdica como o segmento bancário brasileiro se porta frente à jornada da transformação digital. Lembrando que tais categorias não estão ligadas à competividade geral dos bancos.

O ponto de partida foi o darwinismo, que em linhas gerais afirma que os seres vivos evoluem de acordo com a necessidade de adaptação à natureza. A natureza, neste caso, é o meio digital e a adaptação reside na capacidade dos bancos em suportarem as mudanças. Tem Zumbi Digital, Presas Futuras, Sobrevivente Internos, dentre outros tipos de operações.

Zumbi Digitais – São operações que ainda vivem no mundo web, não entendendo a diferença entre web e digital porque estão mortos para a evolução. Os exemplos são Banco da Amazônia, Sicredi, BMG, Modal, Fibra, Tribanco, ABC Brasil e Rodobens.

Inerciais –São organizações poderosas, porém lentas. Atuam em várias frentes da transformação digital, mas com fraca estratégia e modelo. Não transformam nada para a ótica de quem o interessa, o usuário final, e, em geral, são reféns dos modelos de negócios e mercados tradicionais. Neste modelo cabem Citi, Safra, Banrisul e Banco do Nordeste.

Presas Futuras – São operações menores, rápidas em responder a ameaças, mas que no final costumam perder o jogo, sendo mortos ou adquiridos de forma subvalorizada pelos sobreviventes, especialmente pela categoria dos Inerciais. Nesta categoria enquadram-se Banco Votorantim, Banco Pan, Banco Alfa e Crefisa.

Wannabes – São marcas relevantes do mercado que adotam evidências externas de transformação digital, como aplicativos, por exemplo. São motivadas pelo novo, mas preferem parecer a ser ou simular a fazer tudo por falta de coragem, recursos e competências. É sucumbida por perceberem que vivem de aparência. Vale citar Daycoval, Pine, BTG Pontual, Sofisa e Agiplan.

Sobreviventes Eternos – Grupo formado por instituições líderes do setor bancário. Protagonistas, são os players sobreviventes a todas as transformações de era porque detêm ativos valiosos e são agressivos o suficiente para antecipar tendências. Em linhas gerais, não propõem a disrupção, mas são rápidos em reagir. Provavelmente estarão aí nos próximos 100 anos. Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa são a personificação do grupo dos sobreviventes eternos.

Bichos Diferentes – Nu Bank, Banco Original, Uno Bank, Neon e Inter fazem parte deste grupo híbrido. Adjetivados como estranhos, porém muito inovadores, difíceis de categorizar e imitar porque atuam em mercados diferentes, com lógicas e propostas de valor diferenciados. Ameaçam a todos os demais players e causam transformações definitivas nos mercados que atuam. É pura disrupção.

Smart Killers – São pequenos e recentes, entretanto capazes de ameaçar grandes presas sem serem percebidos inicialmente. Por isso, são comprados a preço de ouro pelo nicho dos “Sobreviventes” e, principalmente, pelos “Inerciais”. O Next figura sozinho como exemplo de marca neste critério.

Vimos que em meio às pegadas da revolução digital já deixadas pelo mundo, o setor financeiro sinaliza transformações intensas, puxadas por novos sistemas tecnológicos, físicos e por que não biológicos – como vimos acima- capazes de criar modelos inéditos nas suas estruturas corporativas globais. Basta saber quem sobreviverá à mudança de era se adaptando “darwinisticamente” ao seu hospedeiro maior, o cliente.

Compliance é tema dos atuais MBAs do País, reporta advogado 4318

Cursos atuais Lato Sensu incluem novas questões para a formação de executivos e é fundamental que estejam antenados às mudanças na sociedade

Master of Business Administration é um grau acadêmico de pós-graduação Lato Sensu (expressão em latim que significa “em sentido mais amplo”) voltado para quem se interessa pelas áreas de gestão de empresas e gestão de projetos. Esse tipo de curso é capaz de auxiliar os executivos a se preparem para lidar com os possíveis desafios da empresa – e, acredite, temas como Compliance estão cada vez mais presentes em debates em sala de aula. Assim como, design thinking, inovação, tecnologia e política nacional e internacional, reporta o advogado Bruno Fagali, que também é membro da Fagali Advocacia.

O diretor do Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o professor Vicente Ferreira, ressalta que grandes escolas incorporaram, de maneira transversal, discussões que tratam sobre responsabilidade social e ambiental, necessidade de garantia de transparência, afastando ou minimizando os conflitos de interesse (governança), dentro do mais elevado padrão ético.

A Fundação Getúlio Vargas, por exemplo, para se adequar aos novos tempos, faz reuniões periódicas com as empresas que a informa o que se espera ver nos cursos, aponta Fagali. “Nossos cursos são atualizados a cada dois anos ou menos se um conteúdo for muito relevante. De maneira geral, estes novos conteúdos geram cursos de pequena e média duração e em seguida incorporados aos MBAs”, explica o diretor de Programas e Processos Acadêmicos, Gerson Lachtermacher.

O professor de marketing e branding e coordenador do MBA de Marketing Estratégico da ESPM-Rio, Marcelo Boschi, evidencia que os atuais cursos Lato Sensu incluem novas questões para a formação de executivos e é fundamental que estejam antenados às mudanças na sociedade. Ou seja, é necessário fazer revisões constantes do conteúdo das disciplinas – tanto na elaboração de grades curriculares novas ou atualização de disciplinas específicas, reproduz Fagali.

“A questão do compliance, por exemplo, é sempre um grande desafio, seja pela atualidade do tema, seja complexidades que ele pressupõe. É preciso estar atento para que esta questão seja tratada de forma multidisciplinar e que os professores estejam preparados para discutir esta questão, sob uma ótica inovadora e integrada ao conteúdo. Em nosso caso entendemos que esta é uma questão que deve ser abordada, por exemplo na disciplina de Branding, pois diz respeito ao principal ativo intangível da empresa que é sua reputação”, avalia Marcelo Boschi.

Outro assunto que tem sido bastante tratado nos MBAs atuais é o empreendedorismo, reporta Bruno Fagali. De acordo com o reitor acadêmico da UniCarioca, Maximiliano Damas, o tema é essencial para o desenvolvimento dos alunos e, consequentemente, do país.

Fagali destaca, ainda, que, segundo o diretor de ensino de pós-graduação da Unisuam, Eduardo Murad, em geral, os estudantes buscam em um MBA um conjunto de aspectos, tais como: conteúdo atual e inovador; aplicabilidade na realidade dele; um network que traga novas ideias, oportunidades e projetos metodologias de ensino ativas e adaptativas; tecnologia em sala de aula; e, em alguns casos, suporte para um reposicionamento, atividades de coach e similares.

R$ 46 bi a menos em empréstimos de bancos públicos para governos e estatais 2261

Petrobrás e crise fiscal dos Estados explicam o recuo

Os bancos públicos emprestaram R$ 46 bilhões a menos para Estados, municípios e empresas estatais entre janeiro e setembro do ano passado. O volume é 10,3% inferior ao que foi desembolsado para o setor público em 2016 por BNDES, Caixa Econômica e Banco do Brasil. Nesse período, o crédito dessas mesmas instituições financeiras para empresas privadas e pessoas físicas caiu 1,9%. A apuração é do jornal O Estado de São Paulo.

Dois fatores ajudam a explicar a queda de recursos destinados ao setor público. O principal deles é o esforço da Petrobrás para reduzir seu endividamento e trocar suas dívidas bancárias por financiamento mais barato no mercado de capitais. Os bancos públicos também passaram a ser mais criteriosos na concessão de empréstimos para todas as categorias, fugindo de clientes de alto risco.

A crise fiscal dos Estados coloca algumas estatais nesse grupo. “A situação fiscal do controlador prejudica o risco da estatal”, diz o professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas, Rafael Schiozer. “Quando o banco vai emprestar, olha a condição do cliente e de quem o controla”, explicou, ao citar como exemplo empresas públicas do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, dois dos Estados em situação mais grave.

Os bancos não explicaram por que as operações de crédito envolvendo o setor público tiveram queda tão expressiva no ano passado.

Um projeto com tudo para dar certo 3517

Confira a coluna de Antônio Penteado Mendonça, para o Estadão

Um dos maiores problemas do setor de seguros é sua baixa penetração, o que compromete a possibilidade da criação de uma rede de distribuição com a capilaridade necessária para atingir todas as camadas da sociedade brasileira.

A questão não é se esta ou aquela seguradora consegue atingir o público com poder aquisitivo mais baixo, a verdade é que ninguém consegue chegar lá. As razões para isso são complexas e passam por barreiras que vão muito além do preço.

O que tem que ser explorado e descoberto é como vive o brasileiro das classes D e E. Não a vida alegre, o glamour que as novelas nos mostram, mas a realidade do cotidiano dessas pessoas, com certeza, a imensa maioria composta de gente honesta, trabalhadora, com sonhos e esperanças como todos os seres humanos, independentemente de classe social, raça, religião ou time de futebol.

Quem é o brasileiro das periferias das grandes cidades? Quem é o morador das comunidades mais estruturadas? Quem é morador da favela da beira das linhas de trem? Pode parecer incrível, mas a pobreza se subdivide em escalas com diferenças gritantes, que necessitam ser conhecidas para o embasamento e o desenvolvimento de qualquer ação.

Não adianta imaginar que os números consolidados das excelentes estatísticas apresentadas pelo IBGE são suficientes para criar o alicerce necessário ao implemento de planos destinados a este público. A classe E do Rio de Janeiro é diferente da classe E do Recife, que é diferente da classe E do interior de Minas Gerais, que é diferente da classe E de São Paulo. E a afirmação vale para todo o imenso território nacional, com uma agravante séria: qual a linha que separa a pobreza da miséria?

A resposta simples seria: na miséria não há dignidade. Mas isso não faz do miserável um não cidadão. Ao contrário, ele é um cidadão e é ele que deve ser a prioridade absoluta no enfrentamento dos nossos graves problemas sociais.

Infelizmente, não é isso que se vê. Aliás o que se vê é lamentável. Se uma pequena parte das perdas com políticas completamente equivocadas, baseadas no autoritarismo e na incompetência de nossos administradores recentes, não tivesse sido perdida, ou roubada, mas investida em saúde pública, o dramático quadro do SUS poderia ser completamente diferente.

E a mesma regra vale para a educação. Um país como o Brasil não tem o direito de formar analfabetos funcionais, mas é isso que estamos fazendo. Nossas escolas caem de nível ano depois de ano. Parte está dominada pelo crime organizado, parte está aparelhada ideologicamente e a parte mais importante tem professores interessados que não recebem qualquer apoio das autoridades. Não há meritocracia, plano de carreira para valer, investimento em treinamento e muito menos a valorização dos professores.

Neste quadro complicado, o ano de 2017 assistiu o surgimento de uma parceria com chances concretas de dar certo. Os sindicatos das seguradoras e dos corretores de seguros do Estado de São Paulo, atuando em conjunto, firmaram um convênio com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo para a implantação de um programa para a divulgação dos parâmetros básicos que norteiam o seguro, dentro das escolas estaduais.

Importante salientar que estes parâmetros são os pontos fundamentais de qualquer sociedade: ética, boa-fé, solidariedade, proteção mútua, poupança e divisão das perdas e dos ganhos. São os diferenciais positivos que levaram o homem a sair das árvores e a desenvolver a complexa estrutura social atual.

O mais interessante é que o projeto se apoia num jogo que o aluno baixa no seu celular. Ele joga e vai vendo, através do resultado de seus movimentos, o que acontece em função de suas opções. Ele ganha ou perde, como se estivesse na vida real, onde cada decisão gera frutos ou perdas, em função de cada opção.

Este foi o primeiro passo para a inclusão destes conceitos na rede estadual de ensino. Muita coisa é nova, já em outras os alunos conseguem fazer paralelos com suas realidades. O importante é a parceria prosseguir e ajudar a melhorar o nível de nossas escolas.

Publicado originalmente aqui.

Quatro passos para alcançar metas empresariais sustentáveis em 2018 12216

Confira artigo de Antonio Carlos Hencsey, líder de prática de Ética & Compliance da Protiviti

Um novo ano bate à porta e junto com ele são divulgadas as tão esperadas metas. Você já parou para pensar no impacto que esses números e expectativas organizacionais podem trazer para a gestão ética da sua empresa?

Se isso ainda não tinha passado pela sua cabeça, sugiro que você faça algumas reflexões para que a sua organização consiga os resultados esperados sem, porém, aumentar a probabilidade de ações ilícitas decorrentes de planejamento corporativo audacioso.

  • Comunique as metas de forma adequada

A maneira como as expectativas e objetivos da empresa para o próximo ano são apresentados fazem toda a diferença. Entusiasmo e desafio são fatores positivos para estimular as equipes a conseguirem superar os seus limites, porém é fundamental falar sobre o como se deseja alcançar esses números. Discursos ao estilo “missão dada é missão cumprida” devem obrigatoriamente ser acompanhados de diretrizes éticas claras, caso contrário as pessoas podem se preparar para o vale tudo da guerra sem prestar atenção nas melhores práticas do mercado.

  • Use dados de realidade para estipular as metas

O que você espera dos seus colaboradores é algo real ou é fruto de um pensamento ganancioso? Existe uma grande diferença entre vencer obstáculos e buscar o impossível. Por mais que em um processo de automotivação seja válido pensar que o impossível não existe, na prática ele é bastante real e desconsiderar questões sociais, econômicas ou operacionais ao traçar metas agressivas pode colocar em risco o posicionamento ético de profissionais. Ao desejar entregar o que é esperado, um colaborador pode manipular números ou usar atalhos para “alcançar o inalcançável”.

  • Ensine como se chega lá

Trabalhando com ética e compliance escutei muitos executivos de vendas reclamando da prática de gratificações ter sido proibida por boa parte das empresas. Eles dizem que isso impacta diretamente em suas vendas e que, por outro lado, as companhias para as quais trabalham estão cada vez mais agressivas desconsiderando esse fator. Tal ponto merece a atenção das organizações com os seguintes questionamentos: você ensina ao seu colaborador como obter seus resultados diante de cenários adversos? Qual é o suporte oferecido diante de novas realidades ou dificuldades? Cobrar sem dar as condições de obter o resultado pode aumentar o risco de fraude organizacional.

  • Observe o caminho e não só a reta final

Uma vez dadas as metas, acompanhe o trabalho da sua equipe. Verifique dificuldades, oriente os passos de acordo com o posicionamento ético esperado, ajude na identificação de saídas criativas. Os números devem ser o fim, mas de forma alguma o meio deve ser ignorado. Caso contrário, corre-se o risco de cairmos em uma armadilha, olhando exclusivamente para uma moldura financeira sem saber como os resultados foram construídos. Lembre-se das provas de matemática que você fazia na escola. Não é só a resposta final que importa, precisa-se observar toda a lógica do cálculo. Fique atento.

2018: o ano da migração completa dos processos de exportação 12129

Confira o artigo de Tatiana Da Silva Almeida, coordenadora de produto da Sonda

Tatiana da Silva Almeida é coordenadora de produto da Sonda

A partir do dia 2 de julho de 2018, exportadores de todo o Brasil migrarão completamente suas operações para o Novo Processo de Exportações do Portal Único de Comércio Exterior. A decisão foi tomada pela Comissão Gestora do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex).

A partir desta data, serão interrompidos os novos registros nos módulos Novoex, DE-Hod e DE Web, sistemas atualmente utilizados para a realização de exportações. Entretanto, esses módulos permanecerão disponíveis para consultas e retificações dos registros previamente efetuados.

A nova rotina trará agilidade e reduzirá a burocracia dos processos de exportação, fornecendo condições aos órgãos públicos e as empresas participantes do comércio exterior e garantindo o aperfeiçoamento de seus procedimentos.

Com o avanço da digitalização, o Fisco já possui em sua base todas as informações em tempo real sobre o que as empresas compram e vendem por meio da nota fiscal eletrônica e dos Sped´s. Além disso, já está sendo formada toda a memória de cálculo de impostos, faturas e suas parcelas a pagar e a receber, além de, anualmente, já visualizar seus movimentos e demonstrativos contábeis.

O aprimoramento constante das ferramentas de análise é um dos principais fatores para o crescente aumento no volume de arrecadações da Receita Federal do Brasil. Dessa forma, é mandatório que as empresas mantenham a qualidade de seus dados, evitando riscos.

As consultorias especializadas podem ajudar nessa nova fase, por meio de suas soluções de comércio exterior, pois facilitam o dia a dia da operação e fornecem indicadores para a máxima performance na análise e gestão de riscos tributários. Seus indicativos, quando bem interpretados, norteiam quais processos devem ser revisados e aprimorados para que a qualidade dos dados possa gerar retorno dos investimentos através do processo de Compliance Fiscal.

É importante que as empresas trabalhem com sistemas que contemplem a infraestrutura necessária para atender o novo processo de exportação. Para chegar a um parceiro, é imprescindível analisar sua experiência diante dos processos de comércio exterior e, principalmente, a expertise adquirida diante dos diversos ramos de atuação de sua base de clientes. Só assim é possível adquirir a uma plataforma robusta, que forneça o apoio nessa transição.

É imprescindível lembrar que o trabalho de reformulação do governo não acabará por aí, já podemos adiantar que os próximos passos da Receita Federal do Brasil englobam a reformulação do processo de importação. Uma das novidades previstas no Novo Processo de Importação é a criação da Declaração Única de Importação (Duimp), que substituirá as atuais Declaração de Importação (DI) e Declaração Simplificada de Importação (DSI), com implementação prevista para até o fim de 2018.