BL Car investe em tecnologia e foca em qualidade 3051

Sérgio Machado comenta mudanças na carreira

O programa Seguro Sem Mistério, exibido de forma inédita aos domingos nos canais 20 e 26 da NET Rio Grande do Sul, foi conferir de perto as instalações da BL Car. Nas próximas edições da atração, reapresentada diariamente na grade da emissora e disponível no canal do JRS no YouTube, será veiculada uma entrevista com o executivo Sérgio Machado, que optou por uma grande mudança em sua carreira.

“Cresci muito como profissional, nestes 7 meses dentro da BL Car fizemos uma grande transição no formato do negócio”, explica Machado. “Estamos revendo processos, investindo na estrutura física do negócio, na área produtiva e implantando novos processos com apoio da tecnologia”, conta.

Sérgio Machado é o executivo principal da BL Car

São, em média, 380 carros reparados por mês. “Mais que dobramos nossa parceria com as seguradoras, que agora somam 16 companhias”, informa ao destacar a importância do capital humano, diante de seus 48 funcionários devidamente registrados. “Nosso intuito é cada vez mais investir em linhas de produção que reduzam o tempo de espera do segurado por seu veículo, sempre com foco na qualidade dos serviços”, completou.

César Saut é a Personalidade de Marketing do ano ADVB/RS 33804

Vencedores do Top de Marketing 2017 são premiados em noite especial

“Quando se destacar se torna uma tarefa complexa, os ousados cumprem a missão”, disse o bem-humorado presidente da Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB-RS), Sérgio Maia. “Nós temos a felicidade de sermos contemporâneos de uma nova era. Estamos saindo da era industrial, estamos na revolução do digital, que poderá ser a nossa porta para o êxito”, completou durante a abertura da cerimônia de reconhecimento aos profissionais, empresas e entidades destaque em marketing no ano de 2017. A cerimônia foi realizada no Teatro do Bourbon Country, na capital gaúcha.

A Icatu Seguros recebeu duas premiações, na categoria Seguros pela Oficina do Futuro – Como a Icatu transformou a venda de previdência no Sicredi e o Top de Marketing ADVB/RS 2017 Bronze. A Oficina do Futuro é uma plataforma construída com os conhecimentos do atuário Sérgio Rangel e da psicóloga Luciane Fagundes para mostrar as pessoas a importância de poupar.

O vice-presidente corporativo da Icatu Seguros, César Saut, foi eleito a Personalidade de Marketing do Ano. “Honra tua família, valoriza teus exemplos e entende que a vida é finita”, esta foi a mensagem de Saut, que também contou um pouco de sua trajetória no mundo corporativo dos seguros.

Promovido há 35 anos, o Top de Marketing é considerado o prêmio de marketing mais tradicional do sul do país, reconhecendo as melhores estratégias e práticas mercadológicas de organizações em diferentes segmentos de atuação.

Categorias Setores de Mercado

EMPRESA

TÍTULO DO CASE

CATEGORIA DO CASE

Associação Hospitalar Moinhos de Vento

UTI Visitas – A visita familiar ampliada gerando benefícios para a recuperação de pacientes

Top Inovação em Processos ADVB/RS

Banrisul S.A.

Banrisul: DIGITAL, Clique e Simplifique

Tecnologia

Banrisul S.A.

Banrisul: DIGITAL, Clique e Simplifique

Top Inovação em Serviços ADVB/RS

Cooperativa Santa Clara

Plantando o Bem por uma sociedade sustentável

Agribusiness

Cooperativa Santa Clara

Plantando o Bem por uma sociedade sustentável

Top Sustentabilidade ADVB/RS

Lebes

Lebes Life Store

Varejo

Grêmio Foot Ball Porto Alegrense

Rei de Copas – A criação de expectativa como estratégia para a conquista de um título esperado há 15 anos

Esportes

Icatu Seguros

Oficina do Futuro – Como a Icatu transformou a venda de previdência no Sicredi

Seguros

Imobiliária Taperinha

E Agora Raquel: o tira dúvidas do mercado imobiliário

Comunicação

Melnick Even Incorporação e Construção

Linked – Um empreendimento co-branding que está transformando uma região de Porto Alegre

Construção Civil

MML Arquitetura e Engenharia Ltda

Mood Independência

Top Inovação em Produto ADVB/RS

Saque e Pague

Agência Digital Saque e Pague: Tecnologia brasileira transformando a relação das pessoas com seus bancos

Finanças

Unimed Porto Alegre

Hackaton Unimed Porto Alegre – As equipes da Cooperativa pensam fora da caixa e constroem a Unimed Porto Alegre do futuro

Saúde

Grupo Vibra

nat. Verde

Indústria

Categorias Prêmio Incentivo

Instituto do Câncer Infantil

Coragem para Fazer Mais

Top Desenvolvimento Social

Rocket.Chat

Plataforma de Comunicação

Top Startup

Confira todas as imagens – Top de Marketing ADVB/RS

*Colaborou: Reverso Comunicação.

O corretor e o consumidor do futuro 42303

Nem tudo é sobre o acaso, na grande maioria das vezes, é sobre preparação

O futuro é um conjunto de fatos relacionados a um tempo que há de vir; destino ou sorte, conforme determina o dicionário. Mas nesse período que sucede o presente, nem tudo é sobre o acaso, na grande maioria das vezes, é sobre preparação. Os corretores de seguros estão preparados para o futuro se ele chegar hoje?

A KSA Corretora de Seguros, de Porto Alegre (RS), é um exemplo que vem trabalhando numa nova linguagem para atender os futuros consumidores. Mesmo com seus dez anos de trabalho consolidados, a empresa não ficou na zona de conforto e procurou uma agência de publicidade para dar um visual mais jovem aos seus processos. “Chegou um momento que eu entendi que o caminho e a estrada são na corretagem de seguros e começamos a fazer uma história bacana e bonita, lenta e com solidez, mas nunca nos acomodamos”, conta o fundador e diretor comercial, Jean Figueiró.

Jean Carlo Figueiró, gestor da KSA Corretora de Seguros, durante reconhecimento no 15º Troféu JRS

Para os clientes de longa data de uma corretora de seguros, é muito importante enxergar credibilidade e respeito. A cara nova da KSA reforça estes valores e insere novas possibilidades ao seu portfólio. “Com os dez anos próximos, achamos que seria legal nos reinventarmos e começar a preparar a empresa para o mercado do futuro, que é o dos meus filhos e a nova geração. O objetivo é começar a olhar o cliente deles”, comenta ao lembrar que sua trajetória vem construída de muitos anos no mercado segurador, uma vez que, no momento que voltou a operar na corretagem, obteve 70% de seus clientes de volta.

Sucessão familiar é um conceito muito forte entre os corretores de seguros, pois, em algum momento, a carteira de clientes que o profissional constituiu passará a outro. E o natural e costumeiro é que fique em família. Os dois filhos de Jean trabalham no mercado de seguros, sendo que o mais novo, Luã, está na KSA há seis anos. “Ele se preparou para isso, fazendo o curso de corretor e estudando o mercado. Eu entendo ele como um grande vendedor, pois tem uma rede de relacionamentos enorme, levando uma relação não puramente comercial, mas de vínculo e de afetividade”, diz. “Eu acho que isso transforma o nosso mercado: quando é possível ter amigos e estes amigos serem clientes”, acrescenta.

A KSA também está com projetos que visam reforçar a cultura do seguro nos consumidores. A ideia é conscientizar, além do corriqueiro automóvel, sobre outras proteções existentes, como vida e residencial, que o futuro cliente em potencial ainda não conhece. “Por isso, estamos desenvolvendo um projeto com alguns parceiros para fazer palestras em escolas públicas, debater o seguro neste ambiente de formação escolar, mas também levar a cultura do nosso produto para que eles entendam desde muito jovem que existe uma proteção e venham talvez até a repassar essas informações aos seus pais”, revela. “São estes jovens que são os futuros motoristas, futuros donos de casa e nós precisamos nos adaptar a este novo público e sobretudo ensiná-los que existe um segmento que mexe com a nossa economia, com a nossa poupança e está vinculada à proteção”, complementa.

Sobre o que realiza diariamente, a corretora capitaneada pelo corretor de seguros Jean Figueiró trabalha com todos os ramos, mas procura se especializar naqueles mais específicos e menos explorados pelos colegas em geral, como seguro para cartórios, consignados e Responsabilidade Civil. “Temos bastante seguros de cartórios, e no Brasil inteiro nos tornamos uma referência nesse produto, pois, fora nossos amigos que atuam conosco, a maioria das pessoas nem sabe que existe”, afirma. “O nosso mercado é muito grande e há muito para ser explorado, precisamos ampliar a nossa visão, deixar de manter-se no ramo tradicional e precisamos de especialização”, defende.

O futuro já chegou?

Durante muito tempo se acreditou que o futuro da corretagem seria através da venda online de seguros. Uma recente pesquisa, apresentada na 11ª edição da pesquisa TIC Domicílios 2015, mostra que 58% da população brasileira usa a internet, o que representa 102 milhões de internautas. “A penetração de conectividade vem aumentando cada vez mais. O surgimento de empresas e serviços online acontece para atender à demanda cada vez mais evidente. Com o mercado de seguros não é diferente. Ele se diversificou de acordo com as exigências dos consumidores”, explica a head de marketing da corretora de seguros online Bidu, Marcella Ewerton.

Inserida neste meio, a Bidu, quando começou suas atividades em 2011, tinha ideia de simplificar a contratação de seguros, tornando tudo mais prático e acessível. Apesar de sua forte aposta na internet, a empresa acredita que a prática é uma das possibilidades de intermediação no mercado de seguros, mas não é a única. “O que vemos atualmente, mesmo em meio ao boom de tecnologia, são corretores tradicionais que aumentam sua carteira de clientes e seguem fazendo bons negócios”, confia. “Assim como em outros mercados, a venda online não é o único futuro. Por exemplo, no mercado de varejo, o surgimento de e-commerces foi importante para o mercado. Mas não fez com que lojas físicas desaparecessem: o mercado mostrou que há espaço para diferentes formas de negócio”, exemplifica.

A corretagem de seguros, como tantos outros ramos, caminha para um novo formato. A indústria de seguros, que inclui a corretagem, está num movimento que de adaptação às novas tecnologias e demandas do público. Muitos corretores acreditam na venda online mista, aquela que só coleta os dados do cliente e finaliza a venda através de outro meio. Tratando-se do seguro auto, carro chefe da corretora, o cliente tem a opção de escolher o processo que prefere. “No nosso site, é possível seguir todos os passos da contratação online, tendo um contato telefônico apenas de auditoria dos dados. Porém, muitos clientes preferem esse contato antes e com um tom consultivo: nossos consultores auxiliam na escolha do melhor seguro e tiram as dúvidas que podem surgir durante a contratação”, declara.

Além da venda através do computador, a Bidu também procura outras formas de inovar. “Hoje, nossa inovação está centrada em encontrar novos produtos para atender nossos clientes e inseri-los no nosso universo. Além de buscar fazer isso com muita eficiência, analisando diversas perspectivas do nosso negócio constantemente”, expõe. Mas Marcela lembra que o início já se tratou de uma inovação, uma vez que foi preciso unir dois elementos de dois mundos diferentes, a tecnologia e o seguro. “Fazer a integração online com as seguradoras, por exemplo, para conseguirmos mostrar para o cliente o preço online foi um grande desafio, que hoje já dominamos e fazemos apenas ajustes e adequações”, avalia.

Além disso, foi preciso entender que seguro não é um tema com o qual o brasileiro está habituado. Por isso, a empresa investe em seu papel para esclarecer o assunto. “Temos um time de conteúdo e comunicação focado em produzir textos, vídeos e outros formatos para deixar o mundo dos seguros mais acessível aos consumidores. Além disso, o nosso atendimento é preparado para resolver qualquer dúvida que um cliente possa ter”, específica ao reiterar que isso também garante o bom entendimento de um contrato de seguros comercializado pela rede mundial de computadores. “É importante, antes, investir em educação sobre esse tema. Assim, o cliente já tem informações suficientes para tomar uma decisão consciente na hora de contratar um seguro”, conclui.

O impacto da mudança da carga tributária na operação dos planos odontológicos 3354

Análise é do Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo (Sinog)

Desproporcionalidade das multas, obrigação de atendimento 24hrs e reforma do arcabouço legal e regulatório, estes são apenas alguns dos desafios enfrentados no dia a dia do setor e que demandam forte atuação do Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo (Sinog). Para contornar essas dificuldades, o Sindicato propôs à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a revisão dos valores de multas para planos odontológicos, firmou termo de compromisso junto a Agência em benefício de todas as operadoras associadas, que poderão disponibilizar URA para atendimento fora do horário comercial e participa ativamente da Comissão Especial na Câmara dos Deputados que está revendo a legislação do setor.
Mas os desafios não param por aí. A bola da vez é a mudança do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN), introduzida pela publicação da Lei Complementar N° 157/2016, que afeta todas as operadoras de planos de saúde, em especial as odontológicas.

Dentre outras coisas, a nova Lei determina que o local de recolhimento do ISS não será mais o município em que o plano é administrado, mas, sim, onde ocorre o “consumo” (ou onde reside o tomador do serviço). Imagine a dificuldade que as operadoras que possuem beneficiários em milhares de municípios vão enfrentar. Elas vão ter que recolher o imposto em cada município onde residir beneficiários, cada um com sua alíquota, com um sistema de recolhimento próprio e ainda deverão se submeter a fiscalização dos órgãos de controle de cada cidade.

Os custos de operacionalização serão inviáveis, já que a operadora precisará conhecer a legislação local, os sistemas adotados pelas secretarias de finanças e as regras de apuração e de arrecadação. É procedimento comum também a obrigatoriedade de solicitar a inscrição municipal em cada cidade, estabelecer um endereço fixo naquele local, buscar pessoas e adaptar sistemas ao método de cobrança utilizado por cada prefeitura.

O embaraço criado por essa situação inviabilizará a oferta de planos odontológicos na maioria das cidades, excluindo milhares de pessoas que desejam ter acesso ao plano, restringindo atendimento e reduzindo a concorrência em nível nacional, o que em última instância prejudica a própria população brasileira.

Uma das justificativas para a mudança do local de recolhimento do ISSQN de planos de saúde é de que o imposto estaria beneficiando apenas alguns poucos municípios, onde estão as sedes das operadoras. Este argumento não é verdadeiro. Quando a empresa paga a despesa odontológica do beneficiário, o ISS referente a este serviço é recolhido no município onde foi prestado e não na cidade sede da operadora. Para o restante, aquela parcela do ISS que incide sobre a receita de contraprestações deduzidas as despesas assistenciais, o imposto é recolhido pela operadora a favor do município onde é feita a administração do plano.

Além disso, a justificativa alegada de que o recolhimento do imposto está concentrado em poucos municípios é resultado da própria concentração da atividade econômica do país, que gera uma situação em que menos de 10% (499) dos municípios detêm 80% do PIB nacional ou ainda que apenas 5,6% (307) dos municípios concentram 80% de tudo que é produzido pelo setor de serviços.

Hoje, o total de ISSQN recolhido por operadoras de planos exclusivamente odontológicos alcança a cifra de R$ 35,6 milhões (2016), o que representa uma alíquota efetiva de 1,9% em relação à base de cálculo de incidência do imposto, resultante da subtração das despesas assistenciais de R$ 1,5 bilhão do faturamento bruto de R$ 3,3 bilhões.

Com a imposição da alíquota mínima de 2% e máxima de 5% trazida pela nova Lei, bem como a incerteza criada em torno da base de cálculo, haverá aumento de impostos sobre planos odontológicos em todos os cenários avaliados. O menor aumento, de 4,5% em relação a carga tributária de hoje, considera a aplicação da alíquota de 2% e a base de cálculo com receitas deduzidas as despesas assistenciais. O pior cenário, quando a alíquota é de 5% e incidir sobre a receita total, impõe um crescimento da carga tributária da ordem de 366,1%, ou seja, o imposto devido é multiplicado por mais de 4 vezes.

Vale se atentar para a possível bitributação, ou cobrança de imposto em cascata, já que o imposto seria recolhido tanto pela operadora quanto pelo prestador de serviços de saúde. No modelo atual, que é predominante, a operadora recolhe o imposto incidente sobre a receita de contraprestações deduzidas as despesas assistenciais, enquanto o prestador de serviços de saúde recolhe o ISSQN sobre o valor pago pela operadora a título de despesas assistenciais.

A base de cálculo para recolhimento do ISSQN já foi, inclusive, debatida em julgamento no Superior Tribunal de Justiça, no Recurso Especial Nº 1.137.234 – RS (2009/0166223-6), e no Supremo Tribunal Federal, ainda em 2017, no Recurso Extraordinário 651.703/Paraná, onde restou definido que a operadora deve recolher o imposto sobre o valor resultante da subtração das despesas assistenciais das receitas de contraprestações.

A mudança agrava a situação tributária da Saúde Suplementar no Brasil como um todo, e para as operadoras de planos odontológicos o efeito é ainda mais perverso, uma vez que, o ticket médio do setor é bastante reduzido e não há margem para acomodar aumento de tributos e de custos operacionais.

Diante deste cenário desafiador, o Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo tem empreendido esforços nas diversas áreas com o objetivo de contornar a situação e mitigar os efeitos negativos da mudança do ISS. Nesse sentido, foram contratados pareceres de renomados tributaristas, o estúdio técnico ora apresentado será enviado aos representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, estão sendo realizadas reuniões com representantes da Confederação Nacional dos Municípios, bem como, e não menos importante, a entidade também avalia contestar judicialmente a alteração no modelo de recolhimento do imposto.

A importância e o impacto do tema requerem que o Sinog desenvolva diferentes frentes de atuação, com o objetivo de zelar pela sua missão institucional, em benefício das operadoras associadas.

Para conhecer mais detalhes, vale conferir o estudo que traz uma profunda análise de como as mudanças na cobrança deste imposto poderá dificultar a operação dessas empresas.

Seguro Sem Mistério participa de Seminário de Seguros em Pelotas (RS) 2148

Programa é apresentado aos domingos

Todos os domingos, a partir das 11h30min, nos canais 20 e 26 da NET Rio Grande do Sul, tem Seguro Sem Mistério. Na última semana a atração foi a Pelotas (RS), onde o Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio Grande do Sul realizou mais uma edição do Seminário de Seguros, além da confraternização de final de ano da delegacia regional do Sindicato, uma das mais esperadas pelo mercado segurador gaúcho.

Lei pode afastar empresas de cartões, planos de saúde, consórcios e afins das pequenas cidades 112

Mudanças na cobrança do ISSQN geram polêmica

A Confederação Nacional do Sistema Financeiro (CONSIF) e a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) acabam de mover uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a lei complementar Nº 157/2016, que transfere a cobrança do imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISSQN) de um único município para cada um dos 5.570 municípios brasileiros.

Criada para garantir melhor distribuição de receita entre as diversas cidades do país, com expectativa de aumento de arrecadação, a lei apresenta falhas que, na visão de ambas as entidades, provocará o efeito inverso. Devido aos elevados custos de manter esse recolhimento de imposto em cidades pequenas, que registram menos transações, as empresas tendem a concentrar a oferta de seus serviços nos municípios maiores.

“Entre os serviços que devem desaparecer gradativamente de cidades menores estão os de cartões de crédito e débito, planos de saúde, consórcios, fundos de investimento e arrendamento mercantil”, alerta o presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, José Ricardo Alves. “Estamos à beira de um retrocesso irreparável para os milhões de brasileiros que vivem em cada um dos 2.400 municípios com menos de 10 mil habitantes cada.”

Para garantir a arrecadação do ISSQN da forma que a nova lei estabelece, as empresas teriam de se adequar às milhares de legislações distintas e diferentes alíquotas. Hoje, no Brasil, cada município tem suas próprias regras para recolhimento de imposto, que interferem no prazo de pagamento, modelo de emissões de notas, escrituração fiscal e percentual de cobrança.

“Em milhares de casos, as empresas teriam de ter um CNPJ registrado em cada município”, destaca Ricardo Vieira, diretor da ABECS, a associação dos meios eletrônicos de pagamentos. “Além de aumento expressivo nos custos necessários para registro da empresa, manutenção de escritório com no mínimo dois funcionários, custas com assessoria contábil e taxa de funcionamento, essa necessidade gera uma enorme ineficiência operacional para as empresas de serviços.”

Impacto financeiro inexpressivo

Se por um lado a nova forma de arrecadar o ISSQN gera ineficiências nas empresas e alto custo operacional, por outro se traduz em aumento insignificante de arrecadação de impostos nas cidades menores. Ou seja, além de não cumprir com seu objetivo principal, ainda tira a competitividade do setor de serviços. Levantamentos realizados pelo economista e diretor do Centro de Cidadania Fiscal, Bernard Appy, apontam que o aumento da arrecadação será de menos de R$ 8 por habitante para os 4.900 municípios com menos de 50 mil pessoas, ou seja, menos de R$ 0,70 per capita por mês para quase 90% do total das cidades brasileiras.

“Na verdade, ocorrerá centralização do recolhimento do ISSQN em São Paulo, que passa a arrecadar cerca de 40% de todo o imposto recolhido no país”, afirma Appy. “A arrecadação adicional estará fortemente concentrada nos trinta municípios mais populosos, que vão ficar com mais de 50% do total”.

Ainda segundo o estudo, os 140 municípios com mais de 200 mil habitantes concentrarão 70% da receita total de ISSQN. Se fecharmos o foco sobre os 17 municípios com mais de um milhão de habitantes, eles abocanharão 45% do imposto recolhido.

Insegurança jurídica

Para a CONSIF e CNseg, outro ponto de atenção na lei aprovada é que ela deixa brechas de interpretação sobre como definir quem são os tomadores de serviços, bem como sobre as bases de cálculo que devem ser consideradas.

Sobre os tomadores de serviço, não fica claro se seriam os usuários finais do serviço ou o contratante. Afinal, há casos em que o prestador de serviço não possui qualquer relacionamento direto com o usuário ou beneficiário final.

Já no caso da definição da base de cálculo, a lei traz margem para que os municípios interpretem como cobrar o imposto. O correto, na visão da CONSIF e CNseg, é que o imposto incida apenas sobre o valor do serviço efetivamente prestado, e não sobre valores recebidos pelos prestadores e destinados à remuneração de serviços conexos prestados por terceiros.

“Qualquer interpretação diferente tende a gerar distorções econômicas relevantes e induzir mudanças nos modelos de negócios das empresas”, destaca Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da FenaSaúde. “Além disso, os casos já julgados sobre planos de saúde e operações de leasing reforçam a interpretação de que o imposto deve incidir apenas sobre o valor do serviço efetivamente prestado.”

Na visão da CONSIF e da CNseg, o ISSQN é um tributo essencial para o financiamento da educação, saúde, segurança, transporte público e outras atividades dos municípios. “Por isso, defendemos que ele deve ser mantido na forma com a qual é recolhido atualmente”, explica Solange Beatriz. “E para facilitar o processo de arrecadação, estamos desenvolvendo um sistema eletrônico de padrão único em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO)”.