Insurtechs vieram para melhorar a experiência do consumidor 13633

Confira artigo de Henrique Mazieiro, diretor executivo e sócio fundador da Planetun

No embalo do sucesso das chamadas fintechs, startups que aliam serviços financeiros e tecnologia, nasceram as insurtechs, empresas que também utilizam ferramentas digitais, porém são voltadas ao mercado de seguros. As insurtechs começaram a ganhar força principalmente no ano de 2016 e têm como foco buscar inovações constantes que melhorem a experiência do cliente.

Diante de um novo cenário, totalmente digital, os consumidores buscam cada vez mais soluções práticas e ágeis que facilitem processos com o uso da tecnologia. As insurtechs chegaram ao mercado justamente para suprir essa necessidade, desenvolvendo soluções disruptivas a partir de algo que precisa ser melhorado. E ainda oferecem benefícios também para as empresas, com um modelo de negócios inovador, repetível e escalável, em que é possível obter mais ganhos com menos custos.

Hoje, o setor de seguros é o que mais investe em desenvolvimento de tecnologia, de acordo com um estudo realizado pela empresa de TI e consultoria de dados Tata Consultancy Services (TCS). Na pesquisa, após analisarem 835 executivos de 13 setores da indústria global em quatro regiões do mundo, a indústria de seguros ultrapassou os outros segmentos pesquisados, investindo, em média, US$ 124 milhões em inteligência artificial.

A expectativa é que esse panorama continue crescendo cada vez mais, graças a alta demanda dos consumidores por digitalização, o que também gera uma grande oportunidade para as empresas do setor de seguros que tenham como foco trazer melhorias atreladas às novas tecnologias aos seus clientes. Essa é uma preocupação constante da nossa empresa, Planetun, na qual temos como objetivo implementar processos que tragam mais agilidade, comodidade e segurança aos consumidores, melhorando sua experiência.

Apenas para falarmos do que estamos desenvolvendo com foco no relacionamento com o cliente, temos os produtos de Auto Inspeção, Vistoria e Sinistros. Por exemplo, imagine que o segurado detecta que depois de uma forte descarga de energia ocorreu a queima de sua geladeira. Neste momento, após o contato prévio com a seguradora, o próprio cliente, através de um aplicativo web, que não requer qualquer instalação no celular, pode abrir um sinistro, realizar as fotos, áudio e vídeo dos danos, e inserir toda a documentação necessária para que o processo possa ser analisado e aprovado de forma segura, transparente, ágil e com um custo infinitamente menor. Hoje, isso já é uma realidade para os ramos de seguro auto, equipamentos, residência e empresarial.

Por vivermos em uma era cada vez mais tecnológica e ágil, é necessário que as empresas se moldem a esse novo tipo de consumidor, que está cada vez mais conectado e buscando por produtos novos que conversem com o modo atual de viver da era digital. Nesse momento, acredito que a tecnologia é uma grande aliada às empresas, que têm a oportunidade de oferecer ao cliente uma experiência que ele procura: rápida, prática e com maior autonomia.

Sem dúvida que existem riscos em todo esse processo, já que nem sempre as inovações são vistas em um primeiro momento como algo bem-vindo. Quando trabalhamos em parceria com as grandes seguradoras, também precisamos encontrar profissionais e estruturas visionárias que acreditem e queiram inovar e mudar a forma com que se relacionam com seus clientes, porque, sem o apoio deles, nada disso poderia ocorrer. Eu vejo que esse processo irá beneficiar a todos, sem exceção. Com estas novas plataformas, traremos maior agilidade e facilidade na relação seguradora, corretor e segurado.

Inclusive, o maior ganho com todas estas mudanças é, com certeza, do consumidor. Se antes ele enfrentava diversas burocracias ao, por exemplo, bater o carro, hoje ele não tem mais essa dor de cabeça, pois o processo ficou mais simples de ser realizado. Fazendo uso da tecnologia, é possível realizar os processos no dia e hora que forem mais adequados ao segurado, de forma ainda mais rápida, evitando perda de tempo ou interrupções no trabalho. Agora, acionar o seguro deixou de ser um problema, graças ao advento do atendimento digital. E o segurado pode receber e pagar por um serviço que tem a sua cara e que lhe oferece exatamente aquilo que procura de forma muito mais objetiva e inovadora.

Ferramenta reúne estatísticas do mercado brasileiro de seguros e resseguros 2264

Base conta com 627 companhias de seguro

Tornar simples, intuitiva e ágil a busca e a geração de informações sobre o mercado segurador e ressegurador. Foi com esse propósito que a JLT Resseguros decidiu reunir em uma plataforma online os dados disponíveis no sistema de informações da Susep.

A ferramenta JLT ID permite extrair dados básicos ou criar relatórios personalizados de volume de prêmio, sinistros, custos, resultados e outras variáveis desde 2013, por mês ou por ano. A plataforma traz as informações de maneira mais dinâmica, funcional e amigável em relação ao sistema de informações do órgão regulador. A atualização da base é semanal e automática.

Por meio de dois módulos complementares, o usuário pode analisar as estatísticas pela ótica cedida (do segurador) e também assumida (do ressegurador).

“Cada usuário pode criar relatórios a partir do critério que preferir, de acordo com os interesses da gestão do negócio e da decisão de investimentos”, explica o vice-presidente de Treaty da JLT Resseguros, Pedro Farme D´Amoed.

A base conta com 627 companhias de seguro, 80 grupos seguradores e quase 20 parâmetros de análise que podem ser extraídos com a soma, a média, o valor mínimo ou máximo e o desvio padrão do período selecionado. O conteúdo gerado pode ser exportado para diversas plataformas.

“A geração de inteligência no mercado brasileiro de resseguros está alinhada à estratégia de negócios da JLT na medida em que evoluímos de broker transacional para broker consultivo”, completa.

Pós oferece formação completa para gestores comerciais 2202

Aulas terão início a partir de 16 de março e serão ministradas em oito cidades

O gestor comercial desempenha um importante papel na cadeia de valor de uma empresa seguradora ou corretora. É este profissional que avalia necessidades de mercado, prospecta clientes, oferece produtos e soluções, acompanha os movimentos e tendências do consumidor, e fornece atendimento de manutenção e relacionamento.

Até pouco tempo atrás, havia uma lacuna na capacitação desses profissionais, que foi preenchida pela Escola Nacional de Seguros em 2017, com o lançamento da pós-graduação em nível de extensão Gestão Comercial do Seguro.

Com uma visão holística da gestão comercial, o curso aborda o planejamento, o controle e a gestão do ambiente, os recursos envolvidos no processo de comercialização, e técnicas utilizadas em negociações.

O conteúdo é dividido em nove disciplinas presenciais, dentre elas Ambiente de Negócios de Seguros, Cenários Econômicos, Planejamento Estratégico de Vendas, Negociações Complexas em Seguros, Gestão do Relacionamento com o Cliente e Marketing de Serviços.

As aulas terão início a partir de 16 de março e serão ministradas em oito cidades: Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Parcelável em até sete vezes, o investimento é de R$ 5.000,00 em todas as localidades, com exceção de São Paulo, que tem o valor de R$ 5.500,00.

As inscrições estão abertas e devem ser feitas no site da Escola Nacional de Seguros, onde mais informações encontram-se disponíveis.

Primeiros meses do ano com ampla oferta de cursos técnicos 2221

No momento estão disponíveis 10 opções, em 10 cidades

O ano acabou de começar, mas a Escola Nacional de Seguros já oferece vasta programação de cursos de curta duração (técnicos). São programas de nível médio que visam a fundamentar, aprimorar e ampliar os conhecimentos dos alunos por meio de aulas teóricas e práticas, ideais para quem deseja acesso rápido ao mercado de trabalho ou requalificação profissional.

No momento estão disponíveis 10 opções, em 10 cidades. O primeiro curso será Prospecção e Comercialização de Seguros Massificados, em Brasília (DF), a partir de 1º de fevereiro. Na mesma cidade será ministrado Formação de Analista de Ouvidoria, com início no dia 5 do mesmo mês.

Também em 5 de fevereiro começarão as aulas do curso Fundamentos Básicos da Gestão de Riscos, em São Paulo (SP).

A partir de 6 de março serão realizados os cursos Fundamentos de Seguros e Gerenciamento de Riscos e Transferência por Seguro. O primeiro está agendado para São Paulo, Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), Santo André (SP) e Santos (SP). O segundo em São Paulo e no Rio de Janeiro (RJ). Na capital fluminense, o início será em 9 de abril.

No Rio, serão oferecidos outros dois cursos: Matemática Financeira e a Utilização da Calculadora HP 12C (12 de março) e Conceitos Básicos de Seguros (9 de abril). Este último também será ministrado em Blumenau (SC), a partir de 20 de março.

Ainda em março, no dia 26, terão início as aulas do curso Seguro de Responsabilidade Civil Geral, em São Paulo e Santo André.

Para finalizar, serão ministrados, em abril, Comunicação como Ferramenta de Vendas – A Arte de Falara em Público, em Maceió (AL), e Como Administrar uma Corretora de Seguros, em Fortaleza (CE). As aulas começarão, respectivamente, nos dias 16 e 23.

Ensino médio é o único pré-requisito para todos os cursos. Inscrições e mais informações estão disponíveis no site da Escola Nacional de Seguros.

Enxugamento de subsídio ao seguro rural muda estratégia do setor 2191

Mudança impulsiona oferta de outras linhas

As seguradoras que oferecem cobertura a agricultores têm alterado suas estratégias para compensar a redução de subsídios do governo. O valor originalmente destinado subvenção ao prêmio do seguro rural em 2018 caiu de R$ 550 milhões para R$ 395 milhões.

Essa mudança leva a uma maior oferta de linhas que não dependem do orçamento federal, como a que segura as receitas do agricultor, diz Wady Cury, presidente da comissão do segmento na FenSeg (Federação Nacional de Seguros).

“Para quem planta café, milho e soja, principalmente, o ideal que seguremos mais o faturamento do que o risco climático. algo que dever ganhar fora em 2018”, diz Fernando Barbosa, presidente da área no Grupo Segurador BB e Mapfre.

Cerca de 25% dos prêmios emitidos pelo grupo no ramo agrícola são desse tipo.

“Como nunca há certeza do orçamento do programa de subvenção, fizemos um modelo de negócio que anda sozinho”, afirma Barbosa. “A maior preocupação a Selic (taxa básica de juros). Estamos estudando como a queda afeta a contratação”, completa.

A redução dos juros pode levar a uma alta de preços para compensar a perda de receita das seguradoras, já que parte significativa de seus ganhos financeiros são atrelados a títulos públicos.

A Swiss Re Corporate Solutions diz no acreditar em um corte drástico dos subsídios, mas afirma que também tem trabalhado modalidades que independem do governo.

Resseguro cedido por seguradoras brasileiras cresce 15% em 2017 2110

73% deste total foi colocado em resseguradoras locais, aponta relatório da Terra Brasis

Relatório da Resseguradora Terra Brasis aponta que, no período de janeiro a setembro de 2017, o volume de resseguro cedido pelas seguradoras brasileiras (bruto de comissão) foi de R$ 8,46 bilhões, 15% superior ao do mesmo período de 2016.

Perto de 73% deste total (R$ 6,19 bilhões) foi colocado em resseguradoras locais, um crescimento de 16%. Adicionalmente, no mesmo período, as resseguradoras locais aceitaram do exterior um volume de resseguros (bruto de comissão) estimado em R$ 1,70 bilhão, um crescimento de 55% em relação ao mesmo período de
2016.

No conjunto, o resseguro emitido pelas resseguradoras locais no período de janeiro a setembro de 2017 (bruto de comissão) foi de R$ 7,89 bilhões, um crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Durante este período, a sinistralidade bruta das resseguradoras locais ficou em 63% contra 76% do mesmo período do ano anterior. O Combined Ratio ficou em 95%, uma melhora em comparação aos 101% apresentados no mesmo período de 2016.

No ano de 2017, até setembro, as resseguradoras locais apresentaram, ainda, um lucro de R$ 918 milhões (IRB com R$ 676 milhões e demais locais com R$ 242 milhões), superior em 38% aos R$ 663 milhões apresentados no mesmo período do ano anterior.