Um projeto com tudo para dar certo 3939

Confira a coluna de Antônio Penteado Mendonça, para o Estadão

Um dos maiores problemas do setor de seguros é sua baixa penetração, o que compromete a possibilidade da criação de uma rede de distribuição com a capilaridade necessária para atingir todas as camadas da sociedade brasileira.

A questão não é se esta ou aquela seguradora consegue atingir o público com poder aquisitivo mais baixo, a verdade é que ninguém consegue chegar lá. As razões para isso são complexas e passam por barreiras que vão muito além do preço.

O que tem que ser explorado e descoberto é como vive o brasileiro das classes D e E. Não a vida alegre, o glamour que as novelas nos mostram, mas a realidade do cotidiano dessas pessoas, com certeza, a imensa maioria composta de gente honesta, trabalhadora, com sonhos e esperanças como todos os seres humanos, independentemente de classe social, raça, religião ou time de futebol.

Quem é o brasileiro das periferias das grandes cidades? Quem é o morador das comunidades mais estruturadas? Quem é morador da favela da beira das linhas de trem? Pode parecer incrível, mas a pobreza se subdivide em escalas com diferenças gritantes, que necessitam ser conhecidas para o embasamento e o desenvolvimento de qualquer ação.

Não adianta imaginar que os números consolidados das excelentes estatísticas apresentadas pelo IBGE são suficientes para criar o alicerce necessário ao implemento de planos destinados a este público. A classe E do Rio de Janeiro é diferente da classe E do Recife, que é diferente da classe E do interior de Minas Gerais, que é diferente da classe E de São Paulo. E a afirmação vale para todo o imenso território nacional, com uma agravante séria: qual a linha que separa a pobreza da miséria?

A resposta simples seria: na miséria não há dignidade. Mas isso não faz do miserável um não cidadão. Ao contrário, ele é um cidadão e é ele que deve ser a prioridade absoluta no enfrentamento dos nossos graves problemas sociais.

Infelizmente, não é isso que se vê. Aliás o que se vê é lamentável. Se uma pequena parte das perdas com políticas completamente equivocadas, baseadas no autoritarismo e na incompetência de nossos administradores recentes, não tivesse sido perdida, ou roubada, mas investida em saúde pública, o dramático quadro do SUS poderia ser completamente diferente.

E a mesma regra vale para a educação. Um país como o Brasil não tem o direito de formar analfabetos funcionais, mas é isso que estamos fazendo. Nossas escolas caem de nível ano depois de ano. Parte está dominada pelo crime organizado, parte está aparelhada ideologicamente e a parte mais importante tem professores interessados que não recebem qualquer apoio das autoridades. Não há meritocracia, plano de carreira para valer, investimento em treinamento e muito menos a valorização dos professores.

Neste quadro complicado, o ano de 2017 assistiu o surgimento de uma parceria com chances concretas de dar certo. Os sindicatos das seguradoras e dos corretores de seguros do Estado de São Paulo, atuando em conjunto, firmaram um convênio com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo para a implantação de um programa para a divulgação dos parâmetros básicos que norteiam o seguro, dentro das escolas estaduais.

Importante salientar que estes parâmetros são os pontos fundamentais de qualquer sociedade: ética, boa-fé, solidariedade, proteção mútua, poupança e divisão das perdas e dos ganhos. São os diferenciais positivos que levaram o homem a sair das árvores e a desenvolver a complexa estrutura social atual.

O mais interessante é que o projeto se apoia num jogo que o aluno baixa no seu celular. Ele joga e vai vendo, através do resultado de seus movimentos, o que acontece em função de suas opções. Ele ganha ou perde, como se estivesse na vida real, onde cada decisão gera frutos ou perdas, em função de cada opção.

Este foi o primeiro passo para a inclusão destes conceitos na rede estadual de ensino. Muita coisa é nova, já em outras os alunos conseguem fazer paralelos com suas realidades. O importante é a parceria prosseguir e ajudar a melhorar o nível de nossas escolas.

Publicado originalmente aqui.

Unimed vence “Marcas Mais” na categoria planos de saúde 954

Líder no ranking do jornal O Estado de São Paulo, a operadora foi a marca mais lembrada pelos brasileiros

A Unimed conquistou a liderança no ranking “Marcas Mais” do jornal O Estado de São Paulo. O levantamento, com cobertura nacional, tem como objetivo identificar as marcas com as quais os consumidores demonstram maior nível de envolvimento. Para chegar ao resultado, foram feitas 11.500 entrevistas por meio de questionários online, com representantes das classes sociais A, B e C (critérios brasileiros), com homens e mulheres de diferentes faixas etárias.

Destaque no mercado brasileiro por ter em seu DNA o sistema cooperativista, a Unimed, mais uma vez, está orgulhosa com o fato de ser a primeira colocada no Marcas Mais. “É mais uma conquista para os nossos 50 anos de história, gostaríamos de agradecer todos os envolvidos na pesquisa e informar que o nosso foco é oferecer serviços de primeira linha para nossos beneficiários, tratando cada um deles com o devido respeito e carinho”, ressalta o diretor de desenvolvimento de mercado da Unimed do Brasil, Darival Bringel de Olinda.

Com cinco décadas de vida, o Sistema Unimed conta com 38% de participação no mercado nacional de planos de saúde em número de beneficiários, atendendo hoje cerca de 18 milhões de clientes. Quase metade dos beneficiários da saúde suplementar brasileira são clientes da marca: dos 22,8% da população que possuem planos de saúde, 8,6% são atendidos por operadoras Unimed.

Além de marcas relacionadas à saúde, o “Marca Mais” revelou aquelas mais lembradas pelos consumidores nos segmentos de alimentação, artigos esportivos, comércio online, empresas de viagem, entre outros. Na categoria planos de saúde, a Unimed ficou em primeiro lugar, seguida pela Amil e pelo Bradesco e a Sulamérica Seguros (ambos em terceiro lugar). A Unimed divide a posição com outras marcas de renome de diferentes nichos, como Brastemp, Johnson & Johnson, Apple, Samsung, entre outras.

O sistema político, a greve e a dependência do transporte rodoviário 4038

Caminhão

75% de tudo que é produzido no Brasil é transportado em rodovias

As heranças da paralisação dos caminhoneiros são muitas. Aos empresários ficou a necessidade de se olhar com mais atenção para direitos trabalhistas da categoria e na realização de investimentos mais robustos para assegurar a vida do motorista, da carga e da empresa. Para os políticos, a parada geral afirmou que daqui para frente, se quiser, o caminheiro poderá ditar as regras da política socioeconômica brasileira à sua maneira. Concordando ou não, houve um despertar da primavera dos caminhoneiros, comprovando literalmente a designação de locomotiva do Brasil.

No empoderamento do caminheiro, há outro fato silencioso herdado da greve, que é a dependência de caminhões para o transporte de produtos. Um alerta pouco disseminado na imprensa dentre as repetidas profusões de assuntos sobre o desabastecimento e a falta de combustível.

Segundo dados da Fundação Dom Cabral, 75% de tudo que é produzido no Brasil é transportado em rodovias. Apenas 9,4% passa pelo modal marítimo; 5,8% pelo aéreo; 5,4 % pelo ferroviário; 3% via cabotagem e só 0,7% no sistema hidroviário. Diante do irrisório dado de 0,7%, eu te convido a refletir sobre o porquê da prática de transporte aquaviário ser pouca disseminado no Brasil?

Somos um país privilegiado em relação à hidrografia, que é extremamente ampla e conta com 42 mil quilômetros de rios a serem navegados, o que nos permite diversas oportunidades de aproveitar este modal como um meio de transporte de bens de consumo, de alimentos e de passageiros. Ademais, a logística hidroviária é uma das formas mais baratas de escoar a produção. Então, porque as bacias hidrográficas são poucos exploradas?

Para se ter uma ideia, se transportássemos uma tonelada de mercadoria por mil quilômetros usando navio seriam usados apenas 4,1 litros de combustíveis, enquanto que utilizando um caminhão este mesmo gasto sobe para 15,4 litros de combustível. Ou seja, um custo três vezes maior às empresas.

Tal realidade demonstra a total falta de interesse dos Governos Federal e Estadual em investirem no setor de navegação interna. Na verdade, o único interesse do poder público é deixar as empresas cada vez mais dependentes da rodovia, ou seja do uso do combustível. Esta é a abusiva equação de quanto MAIS se gasta com combustível MAIOR é a arrecadação de impostos. Isso sem contar sob o viés de resultados políticos: o que é mais fácil mostrar para a população, uma estrada bem construída ou uma malha hidroviária mais fluente? Você responde ou eu respondo?

Reticências a parte, a dependência de caminhões para o transporte de produtos ainda vai vigorar por muitos anos. Integrar ou investir em sistemas ferroviário, hidroviário e dutoviário é a solução mais cabível, mas não depende de nós e se avaliarmos os programas de governo às vésperas das eleições, nada está programado.

Em situações como a da paralisação, vem à luz reflexões e questionamentos que precisam fazer parte do dia a dia das empresas, em especial das companhias atacadistas distribuidoras, que lidam diretamente com o escoamento de mercadorias.

Como medida prática, uma boa saída é o uso de tecnologias móveis para uma otimização logística de sucesso. Saber, exatamente, quando a mercadoria saiu, em que ponto da entrega ela está e quando ela foi entregue será uma vantagem competitiva que ajudará a empresa recuperar o fôlego perdido durante os dias de paralisação.

Afinal, nunca se sabe quando haverá a próxima greve. Prevenir ainda continua sendo o melhor remédio.

*Fabrício Santos é gestor de oferta logística na Máxima Sistemas, companhia de soluções móveis para força de vendas, e-commerce, trade e logística para o setor atacado distribuidor.

Expectativas podem gerar frustrações 3159

Sapinhos

Confira artigo de Adelino Cruz na Revista JRS

O ser humano alimenta expectativas diárias com relação a todas as etapas de sua vida. Cria expectativas, muitas exageradas que lhe fazem mal, por entender que precisa atingir o sucesso para ser reconhecido e admirado.

Muitos esquecem que este objetivo só será conseguido com boa saúde, um bom trabalho, uma vida familiar tranquila e recursos financeiros que lhe proporcione viver sem preocupações.

Para alguns isso acontece naturalmente a partir de uma boa formação acadêmica ou técnica que lhes capacite para ocupar cargos importantes ou empreender, utilizando seu talento nato ou conhecimentos adquiridos. Para outros, desprovidos destas características, nem sempre a sorte lhes sorri aceitando o que o mercado oferece, pois precisam se manter a qualquer custo.

A desigualdade entre a população do Brasil é assustadora, fazendo com que milhões de brasileiros estejam desempregados, gerando grande sofrimento e frustrações pessoais e familiares.

Para todas as etapas a desilusão, fruto de expectativas, gera adoecimento, que pode ser físico ou emocional, precisando de cuidados médicos e hospitalares, que por sua vez acarretam soluções mas também novas preocupações.

Como viver sem expectativas?

É praticamente impossível, pois quando o ser humano deixa de sonhar perde o encanto pela vida, passando a viver sem entusiasmo, cumprindo rotinas que geram frustrações e incapacidade de serem produtivos como deveriam. É do conhecimento de todos o desespero das famílias quando vêem seus membros abatidos, fragilizados, vivendo apenas para vencer mais um dia. Todos adoecem emocionalmente gerando infelicidade.

Para evitar que isso tudo ocorra é necessário reprogramar a vida. Fazer novas escolhas, buscando alternativas que tragam alegria e felicidade, pois só assim o ser humano pode afastar os perigos que o adoecimento emocional causa para as famílias.

Viver num mundo competitivo, onde a luta é pelo poder e pelo dinheiro, entrar de corpo e alma esquecendo o que é mais importante que é a saúde, pode ter algumas vitórias mas com sabor de fracasso, porque sem saúde nenhum profissional consegue atingir suas metas e objetivos. Ter expectativas possíveis é o caminho.

É preciso que as empresas entendam o quanto é benéfico cobrar resultados e exigir dedicação, sem esquecer que o ser humano precisa de atenção e de apoio, para se sentir valorizado, atingindo seus objetivos. Exigir além do que cada um pode dar gera frustração, ansiedade e despesas com a saúde que poderiam ser evitadas. Respeitar o tempo de cada um e o limite que o
colaborador pode alcançar, de acordo com sua capacidade favorece as expectativas, garantindo saúde e ótimos resultados.

Cooperativas de proteção veicular caminham para regularização 7992

Comissão especial de Seguros e Previdência

Corretores de seguros poderão comercializar produtos do nicho que deverá ser fiscalizado pela Susep

Inicialmente proposto pelo deputado Lucas Vergílio (SD-GO) para criminalizar as cooperativas de proteção veicular, o Projeto de Lei 3139/15 agora abre espaço para a legalização do seguro mútuo no Brasil. A Comissão Especial de Seguros e Previdência, da Câmara dos Deputados, aprovou o parecer do deputado Vinicius Carvalho (PRB-SP), relator do projeto.

O projeto de lei complementar será apreciado em três comissões permanentes antes de ser enviado ao plenário para votação definitiva. O texto equipara as cooperativas às seguradoras veiculares, mas a regulamentação será específica para o nicho. Itens como região de atuação e tamanho da operadora serão levados em conta. O seguro mútuo, também será fiscalizado pela Superintendência de Seguros Privados, a Susep.

Outras normas como apresentação de contratos claros, com descrição detalhada dos planos e serviços oferecidos, especificação de áreas geográficas de atuação e cobertura, além de comprovação de viabilidade econômico-financeira serão exigidas das cooperativas, que terão 180 dias, após tramitação e sanção presidencial, para adaptar suas operações às novas regras.

São mais de 5 milhões de motoristas que confiam em mais de 2 mil associações, segundo dados da Federação Nacional de Associações de Benefícios (Fenaben). As medidas aprovadas por unanimidade pelos deputados da Comissão Especial ainda impedem que as cooperativas possam atuar em outros segmentos além do ramo automotivo. As empresas serão enquadradas no sistema financeiro nacional e também devem pagar impostos, assim como as companhias de seguros, e também poderão contratar resseguros a fim de garantir a prestação de serviços.

O relatório prevê a atuação de corretores de seguros na comercialização de planos de seguro mútuo. Esses profissionais não poderão ser acionistas ou sócios de instituições que atuem no Sistema Nacional de Seguros e Previdência (SNSP).

Confira a íntegra da proposta original.

Confira a íntegra do parecer do relator Vinicius Carvalho (PRB-SP).

E você, o que pensa sobre o assunto?

Desenvolvimento social e qualificação para jovens carentes no Rio de Janeiro 5235

Projeto vai oferece aulas sobre seguros e encaminha jovens aprendizes ao mercado

Projeto oferece aulas sobre seguros e encaminha jovens aprendizes ao mercado

Um caminho diferente às drogas e ao crime. A educação sempre é o melhor caminho e, com base nisso, a Kuantta Consultoria desenvolveu um projeto voluntário que vai ensinar uma profissão para jovens carentes do Rio de Janeiro. Os alunos, principalmente da comunidade da Rocinha, serão encaminhados ao mercado de trabalho através do Sindicato dos Corretores do Rio de Janeiro (Sincor-RJ). “Chegou a vez de devolver parte de tudo que o mercado de seguros me deu”, disse Arley Boullosa, um dos idealizadores. A iniciativa também conta com a participação de Gustavo Mello, da Correcta Corretora de Seguros, e de Rodrigo Crespo, da CVC Advogados.

A ideia é mostrar que é possível ter uma profissão e uma carreira no mercado de seguros, depois, serão ministradas aulas com noções básicas sobre seguros que serão sucedidas de conteúdos mais específicos, como automóvel, vida, saúde, previdência e patrimonial, por exemplo. Os primeiros participantes fazem parte do Núcleo de Estudo e Ação sobre o Menor (NEAM), da PUC Rio. O programa social voltado para educação de menores carentes há 37 anos ensina português, matemática, Excel, inglês básico, além de outros conteúdos, e hoje possui ex-alunos graduados, com mestrado e doutorado trabalhando no Brasil e no exterior.

“A primeira turma será em julho com 10 dias de aulas de seguros e 30 alunos dos 110, que hoje fazem parte do NEAM. Depois disso, podemos entrar para a grade dos cursos regulares”, explica Boullosa. No entanto, o projeto voluntário está em busca de apoio para oferecer passagens, lanches e camisas aos estudantes.

A ideia surgiu da dificuldade do mercado em conseguir pessoas qualificadas, além de reforçar a importância dos programas de jovens aprendizes. “Temos o selo de uma grande Universidade e profissionais muito experientes que estou selecionando para ministrar as aulas aos adolescentes”, reforça o também diretor de ensino e tecnologia do Sincor-RJ.

O balanço social da entidade pode ser acessado através deste link, para maiores informações. Os interessados em ajudar na iniciativa podem entrar em contato no e-mail arley@kuantta.com.br.