Os planos de saúde não são o diabo 4184

Confira artigo de Antonio Penteado Mendonça

em gente que sataniza os planos de saúde privados colocando neles a culpa por todas as mazelas do sistema de saúde nacional. Das filas no SUS aos desempregados que perderam seus planos, as operadoras dos planos de saúde privados, para eles, são os vilões da história porque querem ganhar dinheiro com saúde, o que seria um crime.

Minha primeira reticência começa aí. Que profissional que trabalha com saúde não ganha dinheiro exercendo sua profissão? Indo além, será que o melhor dos mundos não seria as Santas Casas serem superavitárias? Se o fossem, não dependeriam do SUS para exercer a misericórdia e oferecer atendimento digno aos milhões de brasileiros que dependem delas.

Não tenho procuração para defender os planos de saúde privados e concordo que as diferenças entre eles são grandes e que uns operam melhor do que outros. O que não quer dizer que sejam todos bandidos ou responsáveis pelas mazelas que condenam milhões de pessoas a um atendimento chinfrim porque o governo não tem mais dinheiro para investir em saúde.

Os planos de saúde privados não são heróis. Não é essa sua função. O que eles prometem e na maioria das vezes entregam é o cumprimento de seus contratos, arcando direta ou indiretamente com os custos dos procedimentos médico-hospitalares de seus consumidores, desde que estejam cobertos.

Mas se os planos de saúde privados não são heróis, também não são demônios, nem estão aí para assombrar a vida de quem tem um problema de saúde e necessita deles. Na imensa maioria das vezes, os clientes são atendidos dentro de rotinas operacionais fáceis e sem nenhuma complicação, bastando a apresentação da carteira do plano para a realização de uma série de procedimentos.

Existem situações em que o segurado é obrigado a solicitar a autorização prévia para a realização dos procedimentos indicados, mas mesmo estas autorizações normalmente são dadas de forma rápida, sem maiores burocracias. O exemplo da judicialização crescente do tema não é argumento válido para mostrar a má-fé ou a intenção da operadora do plano em não atender o cliente. É evidente que as operadoras não são iguais e isso pode levar a diferenças importantes nos serviços prestados, variando bastante de plano para plano.

É verdade que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está buscando soluções viáveis para permitir que os segurados de operadoras sem escala ou condições mínimas para atendê-los dentro dos requisitos exigidos possam migrar para outras operadoras capazes de garantir-lhes o atendimento para o qual pagam. Um grande número de operadoras pequenas não tem condição de fazer frente ao quadro e a única solução é sua saída do mercado, seja pela interrupção das atividades, seja porque é absorvida por outra empresa maior e mais capitalizada.

Esta situação é consequência da Lei dos Planos de Saúde, que impede o surgimento de produtos mais afinados com a realidade.

Além disso, a crise por que o Brasil passa afastou milhões de pessoas dos planos de saúde privados. O impacto da perda de receita fragilizou mais de uma operadora, pela perda de escala, para fazer frente aos seus compromissos. Simplesmente suas despesas passaram a ser maiores do que suas receitas e ninguém consegue viver muito tempo gastando mais do que ganha.

A importância da contribuição das operadoras de planos de saúde pode ser aferida pelo número impressionante de 1,5 bilhão de procedimentos autorizados anualmente. Não só porque significam bilhões de reais pagos aos prestadores de serviços, mas porque praticamente desoneram o SUS do atendimento de 50 milhões de brasileiros que integram o sistema.

Com a retomada do crescimento, alguns milhões de pessoas devem voltar a ser clientes dos planos de saúde privados. É bom, mas é pouco para melhorar o atendimento médico-hospitalar. Os planos privados respondem por mais de 60% dos recursos investidos em saúde. Uma legislação com menos ideologia e mais pragmatismo poderia permitir que mais gente fosse atendida por eles.

*Antonio Penteado Mendonça é sócio de Penteado Mendonça e Char Advocacia e secretário Geral da Academia Paulista de Letras

Unimed vence “Marcas Mais” na categoria planos de saúde 954

Líder no ranking do jornal O Estado de São Paulo, a operadora foi a marca mais lembrada pelos brasileiros

A Unimed conquistou a liderança no ranking “Marcas Mais” do jornal O Estado de São Paulo. O levantamento, com cobertura nacional, tem como objetivo identificar as marcas com as quais os consumidores demonstram maior nível de envolvimento. Para chegar ao resultado, foram feitas 11.500 entrevistas por meio de questionários online, com representantes das classes sociais A, B e C (critérios brasileiros), com homens e mulheres de diferentes faixas etárias.

Destaque no mercado brasileiro por ter em seu DNA o sistema cooperativista, a Unimed, mais uma vez, está orgulhosa com o fato de ser a primeira colocada no Marcas Mais. “É mais uma conquista para os nossos 50 anos de história, gostaríamos de agradecer todos os envolvidos na pesquisa e informar que o nosso foco é oferecer serviços de primeira linha para nossos beneficiários, tratando cada um deles com o devido respeito e carinho”, ressalta o diretor de desenvolvimento de mercado da Unimed do Brasil, Darival Bringel de Olinda.

Com cinco décadas de vida, o Sistema Unimed conta com 38% de participação no mercado nacional de planos de saúde em número de beneficiários, atendendo hoje cerca de 18 milhões de clientes. Quase metade dos beneficiários da saúde suplementar brasileira são clientes da marca: dos 22,8% da população que possuem planos de saúde, 8,6% são atendidos por operadoras Unimed.

Além de marcas relacionadas à saúde, o “Marca Mais” revelou aquelas mais lembradas pelos consumidores nos segmentos de alimentação, artigos esportivos, comércio online, empresas de viagem, entre outros. Na categoria planos de saúde, a Unimed ficou em primeiro lugar, seguida pela Amil e pelo Bradesco e a Sulamérica Seguros (ambos em terceiro lugar). A Unimed divide a posição com outras marcas de renome de diferentes nichos, como Brastemp, Johnson & Johnson, Apple, Samsung, entre outras.

O sistema político, a greve e a dependência do transporte rodoviário 4037

Caminhão

75% de tudo que é produzido no Brasil é transportado em rodovias

As heranças da paralisação dos caminhoneiros são muitas. Aos empresários ficou a necessidade de se olhar com mais atenção para direitos trabalhistas da categoria e na realização de investimentos mais robustos para assegurar a vida do motorista, da carga e da empresa. Para os políticos, a parada geral afirmou que daqui para frente, se quiser, o caminheiro poderá ditar as regras da política socioeconômica brasileira à sua maneira. Concordando ou não, houve um despertar da primavera dos caminhoneiros, comprovando literalmente a designação de locomotiva do Brasil.

No empoderamento do caminheiro, há outro fato silencioso herdado da greve, que é a dependência de caminhões para o transporte de produtos. Um alerta pouco disseminado na imprensa dentre as repetidas profusões de assuntos sobre o desabastecimento e a falta de combustível.

Segundo dados da Fundação Dom Cabral, 75% de tudo que é produzido no Brasil é transportado em rodovias. Apenas 9,4% passa pelo modal marítimo; 5,8% pelo aéreo; 5,4 % pelo ferroviário; 3% via cabotagem e só 0,7% no sistema hidroviário. Diante do irrisório dado de 0,7%, eu te convido a refletir sobre o porquê da prática de transporte aquaviário ser pouca disseminado no Brasil?

Somos um país privilegiado em relação à hidrografia, que é extremamente ampla e conta com 42 mil quilômetros de rios a serem navegados, o que nos permite diversas oportunidades de aproveitar este modal como um meio de transporte de bens de consumo, de alimentos e de passageiros. Ademais, a logística hidroviária é uma das formas mais baratas de escoar a produção. Então, porque as bacias hidrográficas são poucos exploradas?

Para se ter uma ideia, se transportássemos uma tonelada de mercadoria por mil quilômetros usando navio seriam usados apenas 4,1 litros de combustíveis, enquanto que utilizando um caminhão este mesmo gasto sobe para 15,4 litros de combustível. Ou seja, um custo três vezes maior às empresas.

Tal realidade demonstra a total falta de interesse dos Governos Federal e Estadual em investirem no setor de navegação interna. Na verdade, o único interesse do poder público é deixar as empresas cada vez mais dependentes da rodovia, ou seja do uso do combustível. Esta é a abusiva equação de quanto MAIS se gasta com combustível MAIOR é a arrecadação de impostos. Isso sem contar sob o viés de resultados políticos: o que é mais fácil mostrar para a população, uma estrada bem construída ou uma malha hidroviária mais fluente? Você responde ou eu respondo?

Reticências a parte, a dependência de caminhões para o transporte de produtos ainda vai vigorar por muitos anos. Integrar ou investir em sistemas ferroviário, hidroviário e dutoviário é a solução mais cabível, mas não depende de nós e se avaliarmos os programas de governo às vésperas das eleições, nada está programado.

Em situações como a da paralisação, vem à luz reflexões e questionamentos que precisam fazer parte do dia a dia das empresas, em especial das companhias atacadistas distribuidoras, que lidam diretamente com o escoamento de mercadorias.

Como medida prática, uma boa saída é o uso de tecnologias móveis para uma otimização logística de sucesso. Saber, exatamente, quando a mercadoria saiu, em que ponto da entrega ela está e quando ela foi entregue será uma vantagem competitiva que ajudará a empresa recuperar o fôlego perdido durante os dias de paralisação.

Afinal, nunca se sabe quando haverá a próxima greve. Prevenir ainda continua sendo o melhor remédio.

*Fabrício Santos é gestor de oferta logística na Máxima Sistemas, companhia de soluções móveis para força de vendas, e-commerce, trade e logística para o setor atacado distribuidor.

Expectativas podem gerar frustrações 3157

Sapinhos

Confira artigo de Adelino Cruz na Revista JRS

O ser humano alimenta expectativas diárias com relação a todas as etapas de sua vida. Cria expectativas, muitas exageradas que lhe fazem mal, por entender que precisa atingir o sucesso para ser reconhecido e admirado.

Muitos esquecem que este objetivo só será conseguido com boa saúde, um bom trabalho, uma vida familiar tranquila e recursos financeiros que lhe proporcione viver sem preocupações.

Para alguns isso acontece naturalmente a partir de uma boa formação acadêmica ou técnica que lhes capacite para ocupar cargos importantes ou empreender, utilizando seu talento nato ou conhecimentos adquiridos. Para outros, desprovidos destas características, nem sempre a sorte lhes sorri aceitando o que o mercado oferece, pois precisam se manter a qualquer custo.

A desigualdade entre a população do Brasil é assustadora, fazendo com que milhões de brasileiros estejam desempregados, gerando grande sofrimento e frustrações pessoais e familiares.

Para todas as etapas a desilusão, fruto de expectativas, gera adoecimento, que pode ser físico ou emocional, precisando de cuidados médicos e hospitalares, que por sua vez acarretam soluções mas também novas preocupações.

Como viver sem expectativas?

É praticamente impossível, pois quando o ser humano deixa de sonhar perde o encanto pela vida, passando a viver sem entusiasmo, cumprindo rotinas que geram frustrações e incapacidade de serem produtivos como deveriam. É do conhecimento de todos o desespero das famílias quando vêem seus membros abatidos, fragilizados, vivendo apenas para vencer mais um dia. Todos adoecem emocionalmente gerando infelicidade.

Para evitar que isso tudo ocorra é necessário reprogramar a vida. Fazer novas escolhas, buscando alternativas que tragam alegria e felicidade, pois só assim o ser humano pode afastar os perigos que o adoecimento emocional causa para as famílias.

Viver num mundo competitivo, onde a luta é pelo poder e pelo dinheiro, entrar de corpo e alma esquecendo o que é mais importante que é a saúde, pode ter algumas vitórias mas com sabor de fracasso, porque sem saúde nenhum profissional consegue atingir suas metas e objetivos. Ter expectativas possíveis é o caminho.

É preciso que as empresas entendam o quanto é benéfico cobrar resultados e exigir dedicação, sem esquecer que o ser humano precisa de atenção e de apoio, para se sentir valorizado, atingindo seus objetivos. Exigir além do que cada um pode dar gera frustração, ansiedade e despesas com a saúde que poderiam ser evitadas. Respeitar o tempo de cada um e o limite que o
colaborador pode alcançar, de acordo com sua capacidade favorece as expectativas, garantindo saúde e ótimos resultados.

SulAmérica é destaque como a melhor operadora de planos de saúde 8723

SulAmérica premiação

Título foi concedido pelo 19º Prêmio Consumidor Moderno

A SulAmérica foi a vencedora da categoria Planos de Saúde, na 19ª edição do Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente. O vice-presidente de Operações e Tecnologia da SulAmérica, Marco Antunes, o superintendente de Estratégia, Relacionamento e Melhoria da Experiência dos Clientes, Alessandro Cogliatti e o superintendente de Relacionamento com Clientes de Saúde e Odonto, Juliano Tomazela, representaram a companhia no evento realizado semana passada, no Tom Brasil, na capital paulista.

Esta é a terceira vez consecutiva que a companhia recebe o reconhecimento nessa categoria do Prêmio Consumidor Moderno, que homenageia as empresas que assumem o compromisso com a excelência na prestação de serviço e qualidade no relacionamento com o cliente de planos de saúde.

“Estamos muito felizes em receber mais uma vez o Prêmio Consumidor Moderno. Esse reconhecimento reflete a efetividade e a transparência de nossos investimentos na otimização de processos no segmento Saúde e Odonto. A SulAmérica preza pela satisfação dos seus clientes e segue com o compromisso de inovar sempre e atender as necessidades do consumidor”, pontua Antunes.

O prêmio destaca os esforços da seguradora no desenvolvimento de iniciativas que tem os clientes no centro de estratégias da companhia. Uma delas é a celeridade no processo de prévia de reembolso que, desde outubro de 2017, permite o acesso dos segurados ao valor a ser reembolsado de consultas, exames, terapias e procedimentos cirúrgicos em até três dias úteis via aplicativo SulAmérica Saúde. A funcionalidade inédita é mais uma incorporada à ferramenta, que já registra 1,5 milhão de downloads e está disponível na Google Play (Android) e na Apple Store (iOS).

Os investimentos em tecnologia da SulAmérica se estendem também para os parceiros de negócios. Depois de tornar 100% digital o fluxo de análise e pagamento de contas médicas e hospitalares, uma iniciativa pioneira no mercado de saúde suplementar, a companhia desenvolveu em maio deste ano uma nova funcionalidade para facilitar a visão gerencial de pagamentos para a rede referenciada. Por meio do Portal do Prestador, é possível acompanhar, com transparência e segurança, o processo de faturamento por parte de parceiros da companhia.

Conduzido pelo Centro de Inteligência Padrão – CIP e, pela segunda vez consecutiva, com a parceria da OnYou, empresa especializada em auditoria de qualidade de atendimento do País, o Prêmio Consumidor Moderno tem colaborado para a evolução das relações empresa-cliente do país, fomentando as melhores práticas no atendimento ao consumidor.

ANS suspende venda de 31 planos de saúde de 12 operadoras 2495

Saúde Suplementar

Medida começa a valer na sexta e protege cerca de 115,9 mil beneficiários

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou a suspensão temporária da comercialização de 31 planos de saúde de 12 operadoras em função de reclamações relacionadas a cobertura assistencial. A medida é resultado do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, realizado a cada três meses, e começa a valer na sexta-feira (08/06). Cerca de 115,9 mil beneficiários ficam protegidos – eles continuam a ter assistência regular a que têm direito, mas as operadoras só poderão voltar a vender esses planos para novos contratantes se comprovarem melhoria no atendimento.

O Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento avalia as operadoras a partir das reclamações registradas pelos beneficiários nos canais da ANS. Nesse ciclo, foram consideradas as demandas (como negativas de cobertura e demora no atendimento) recebidas no 1º trimestre de 2018.

A diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Karla Coelho, explica que o objetivo do monitoramento é estimular as operadoras a qualificarem o atendimento prestado aos consumidores. “Apesar de alguns casos reiterados, percebemos que, em geral, as operadoras têm se esforçado para se manter nas melhores faixas de classificação. Isso mostra que o programa tem atingido seu objetivo, já que o monitoramento da garantia de atendimento é um mecanismo que visa dar uma oportunidade para que as empresas revejam seus fluxos de atendimento e o próprio fluxo operacional”, avalia a diretora.

Paralelamente à suspensão, neste ciclo, houve a reativação de 33 planos de 16 operadoras. A partir da sexta-feira (08), portanto, esses produtos poderão ser comercializados novamente.

Reclamações

No trimestre compreendido entre janeiro e março de 2018, a ANS recebeu 15.655 reclamações de natureza assistencial através de seus canais de atendimento. Dessas, 13.999 foram consideradas para análise pelo Programa de Monitoramento.

No período, 97% das queixas foram resolvidas pela mediação feita pela ANS via Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), garantindo resposta ao problema desses consumidores com agilidade.

Resumo dos resultados do Programa de Monitoramento – 1º trimestre/2018

• 31 planos com comercialização suspensa
• 12 operadoras com planos suspensos
• 115.951 consumidores protegidos
• 33 planos reativados
• 9 operadoras com reativação total de planos (24 produtos)
• 7 operadoras com reativação parcial de planos (9 produtos)

Perfil das reclamações assistenciais no período analisado

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