Riscos em segurança: prevenir ou remediar? 10470

Confira artigo de Paulo Sergio, especialista em Gestão de Riscos e Segurança Patrimonial da ICTS Security

Surpresas boas ou ruins são inevitáveis. Situações adversas que causam danos físicos e materiais podem ocorrer em qualquer atividade. Por isso, é importante que os empresários ou os comerciantes considerem a possibilidade de danos a equipamentos, instalações, perdas no processo de produção e até mesmo a redução ou interrupção da capacidade produtiva do seu negócio. Conhecer os custos destes possíveis prejuízos também é importante.

Todos nós já vivenciamos ou conhecemos alguém que esteve em uma situação de perigo, trazendo danos financeiros ou fatalidades como a perda de um ente querido. A tendência do ser humano é pensar que nada acontecerá com ele, deixando-o na zona de conforto para enfrentar as adversidades.

Dominar o cenário no qual estamos inseridos e os riscos aos quais estamos expostos ajuda a escolher, entre as opções disponíveis, as que propiciam melhor controle das situações. Uma análise detalhada de sua rotina profissional ou de seus hábitos domésticos ajudam a fazer escolhas. O olhar de um profissional especializado é efetivo na tomada de decisões sobre nossa segurança.

Em função do fácil acesso à informação, temos como conhecer antecipadamente uma série de fatores, a exemplo menciono condições climáticas, locais de grande concentração de violência, frequência de furtos em um determinado bairro, entre outros. Estar informados nos mantém atentos aos riscos e faz a diferença no modo como nos preparamos para evitar ou desviar de situações desagradáveis.

Quando escolhemos um automóvel, de modo geral, os critérios de escolha são gosto pessoal, motorização, conforto e tecnologia embarcada. Para comportar-se preventivamente, é importante acrescentar nesta análise o quanto este modelo é visado para roubos e furtos e seus índices de sinistros. Custos com seguros também são importantes, pois ao assumir despesas muito altas, é provável que o proprietário passe a economizar em itens como estacionamento, o que o torna mais vulnerável.

O pior risco é aquele que não é assim considerado e, portanto, não tratado. Profissionais especializados em gestão de riscos identificam e categorizam vulnerabilidades, planejam e controlam processos, treinam e a capacitam pessoas, orientam sobre uso e investimentos em tecnologia, bem como atuam em monitoramento e reavaliação constantes para garantir a qualidade da gestão dos riscos.

Eliminar todos os riscos não é uma possibilidade real, entretanto, gerenciar de maneira inteligente, antecipar possibilidades e condições inseguras é a alternativa mais adequada. O comportamento preventivo tem por objetivo manter os riscos aos quais estamos sujeitos em níveis mínimos e aceitáveis para garantir o bem-estar e a tranquilidade em nossa vida e da nossa família.

Nível elevado do Rio Sena leva à retirada de 1.500 pessoas em Paris e arredores 1171

Nível permanece elevado na região

Reprodução

O Rio Sena, que atravessa Paris, continuou a subir no domingo (28) e levou à retirada de cerca de 1.500 pessoas na região da Ile-de-France, incluindo a capital francesa e as zonas ao redor, de acordo com a polícia de Paris. A informação é da Agência Xinhua.

O nível da água permaneceu em nível elevado na região, onde 240 comunidades receberam alertas sobre as inundações. Cerca de 1.500 cidadãos foram convocados a deixar suas casas, disse Michel Delpuech, chefe do órgão policial de Paris.

“As águas só vão embora devagar”, disse Delpuech a repórteres, salientando que “todos sabem o que devem fazer”.

Às 15h (hora local), o Sena subiu para 5,81 metros. Chegaria ao seu pico às 18h de domingo ou no início desta segunda-feira.

“É esperado que o rio alcance seu nível mais alto, ligeiramente inferior ao alcançado durante a enchente de junho de 2016”, informou a agência de notícias do governo.

Em 2016, as chuvas torrenciais desencadearam grandes inundações, mergulhando partes das regiões centrais da França e locais de Paris no caos, quando o Sena subiu para 6,1 metros. Seis pessoas morreram nas inundações.

Uma chuva sem interrupções causou as inundações, principalmente na região de Paris, onde o alto nível da água ultrapassou as passarelas do rio e obrigou o Museu Louvre a fechar para o público o Departamento de Arte Islâmica, até o dia 29 de janeiro.

O operador ferroviário SNCF também fechou a linha de trens RER C, que corre ao longo do rio e é usado por turistas para chegar à Torre Eiffel, à Catedral de Notre-Dame e Versalhes.

A agência meteorológica francesa, Meteo France, colocou oito distritos em alerta laranja até hoje à tarde, devido a riscos persistentes de forte inundação.

Vacina contra febre amarela deve ser aplicada dez dias antes da viagem 928

Ministério da Saúde intensifica alerta com proximidade do carnaval

A poucos dias do início do carnaval, o Ministério da Saúde reforçou hoje (29) que a vacina contra a febre amarela deve ser aplicada pelo menos dez dias antes de qualquer viagem para locais do país onde há recomendação de imunização. A pasta destacou que a orientação só é válida para pessoas que nunca se vacinaram: quem já tiver recebido uma dose ao longo da vida não precisa procurar novamente os postos de saúde.

“Para garantir a proteção, a dose deve ser aplicada com, pelo menos, dez dias de antecedência à viagem, tempo necessário para o organismo produzir os anticorpos contra a doença”, informou o ministério por meio de nota. Ao todo, 20 estados e o Distrito Federal fazem parte da chamada Área com Recomendação de Vacinação. “Para quem vai se deslocar no período do carnaval para uma dessas áreas, a recomendação é buscar a imunização até o fim de janeiro”.

Os casos de febre amarela registrados no país, segundo o comunicado, permanecem no ciclo silvestre da doença – quando a enfermidade é transmitida apenas por mosquitos encontrados em regiões de mata, dos gêneros Haemagogus e Sabethes. O último caso de febre amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942. “Portanto, os cuidados devem ser redobrados para os viajantes que se deslocarem para zonas rurais e áreas de mata”, informou o ministério.

Ainda de acordo com o governo federal, desde 2017 até o momento, foram encaminhadas cerca de 57,4 milhões de doses da vacina para todo o país, sendo 48,4 milhões de doses apenas para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia, onde a estratégia de vacinação está sendo intensificada.

Dose única

Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema de dose única contra a febre amarela, recomendado a partir de 2014 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo o ministério, estudos comprovaram que uma dose é suficiente para proteger a pessoa durante toda a vida.

“A vacina para a febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença, e confere proteção entre 90 e 98%, além de ser reconhecidamente eficaz e segura. Entretanto, assim como qualquer vacina ou medicamento, pode causar eventos adversos”, destacou a nota.

Para algumas populações, a vacina é contraindicada. São elas: pessoas com alergia grave ao ovo; portadores de doença autoimune; pacientes em tratamento com quimioterapia/radioterapia; crianças menores de 6 meses e pessoas que vivem com HIV/aids (com contagem de células CD4 menor que 350 células/mm3).

“Para essas pessoas, a prevenção pode ser feita com uso de repelentes e roupas de manga comprida, além de evitar locais com evidência de circulação do vírus”, orientou a pasta.

Outros grupos devem ser vacinados somente se estiverem em áreas de risco e, antes, devem ser avaliados por um serviço de saúde para definir se há necessidade de vacinação. É o caso de gestantes; mulheres que estão amamentando; idosos; pessoas que vivem com HIV; pacientes que já terminaram o tratamento com quimioterapia/radioterapia; e pessoas que fizeram transplante.

Gerenciamento de Riscos é tema de treinamento inédito no exterior 2199

Para participar é necessário conhecimento básico ou experiência prévia em gerenciamento de riscos e domínio do inglês

A Escola Nacional de Seguros irá promover, em 2018, um Programa de Treinamento no Exterior inédito, sobre o tema “Gerenciamento de Riscos e Seguros”. O curso será ministrado em Londres, na Inglaterra, em parceria com o The Chartered Insurance Institute (CII), instituição que mantém convênio com a Escola há mais de 15 anos.

O programa acontecerá entre 3 e 7 de setembro, nas instalações do CII. Alguns dos temas abordados serão a norma ISO 31000, métodos de mensuração e monitoramento dos riscos, análise de riscos e opções de tratamento, entre outros.

Para participar é necessário conhecimento básico ou experiência prévia em gerenciamento de riscos e domínio do idioma inglês.

O processo seletivo será por análise de currículos e os interessados deverão enviá-los para o e-mail parcerias@funenseg.org.br, até 2 de abril. A divulgação dos selecionados será no dia 4 de abril.

Mais informações sobre o conteúdo didático estão disponíveis neste site, que também é o canal para inscrições.

Resseguro

Também estão abertas as inscrições para outro Programa de Treinamento no Exterior que a Escola realizará em parceria com o CII: Os Processos Técnicos do Resseguro. Os currículos devem ser enviados para análise até 28 de março, também para o e-mail parcerias@funenseg.org.br.

Este programa já está em sua sétima edição e tem grande aceitação pelos profissionais do mercado.

O curso acontecerá na capital londrina, de 10 a 14 de setembro e incluirá uma visita ao Lloyd’s. O conteúdo e outras informações também estão disponíveis no site da Escola.

Ocorrências de roubo de carga caem após primeiro dia de operação no Rio 1349

Iniciativa terá caráter permanente

A operação conjunta entre as Forças Armadas, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional, iniciada ontem (25), reduziu o número de ocorrências de roubo de carga no primeiro dia de patrulhamento nas estradas federais do Rio de Janeiro, divulgou hoje (26) o Comando Conjunto das Operações em Apoio ao Plano Nacional de Segurança Pública.

Segundo balanço, divulgado no fim da manhã, o registro diário de roubo de carga nas regiões patrulhadas caiu de uma média de 29 ocorrências por dia para cinco.

A operação terá caráter permanente, com ações surpresas nos acessos às rodovias federais que cortam o estado do Rio.

Além de BRs, como as rodovias Presidente Dutra (BR-116) e a Washington Luiz (BR-040), as ações ocorrem em trechos da Avenida Brasil e do Arco Metropolitano.

O patrulhamento, iniciado ontem, ocorreu de forma alternada em 109 pontos de acesso. Foram revistados 3549 caminhões, 4172 carros, 1851 motocicletas e 443 vans.

Febre amarela: 150 casos e 53 mortes em três estados e no DF confirmados 1366

Balanço foi divulgado pelo Ministério da Saúde

Balanço divulgado ontem (24) pelo Ministério da Saúde informa que foram confirmados 130 casos de febre amarela no país entre julho de 2017 e janeiro deste ano, sendo 61 em São Paulo, 50 em Minas Gerais, 18 no Rio de Janeiro e um no Distrito Federal. A pasta confirmou ainda 53 óbitos pela doença, sendo 24 em Minas Gerais, 21 em São Paulo, sete no Rio de Janeiro e um no Distrito Federal.

Os números foram apresentados durante videoconferência entre o ministério e representantes estaduais e municipais de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia, onde serão realizadas campanhas de vacinação contra a febre amarela com uso de doses fracionadas. Entre julho de 2016 e janeiro do ano passado, mesmo período analisado pelo balanço atual, foram registrados 397 casos e 131 óbitos pela doença.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou que os dados apontam aumento da área de circulação do vírus. “Embora a área exposta este ano seja muito maior e abarque grandes cidades com maior concentração populacional do que no ano passado, esses números demonstram que a situação deste ano é muito mais controlada, se comparada ao ano passado”, explicou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Durante a videoconferência, o ministro pediu empenho dos governos estaduais onde haverá campanha. “Solicito o empenho de todos nesse processo”, reforçou Barros. “Fica o nosso pedido para que vocês façam o melhor esforço possível”, completou.

O ministro reforçou à imprensa que a vacina contra a febre amarela, apesar de fracionada, tem “excelente efetividade, ótima qualidade e está produzindo a imunização de forma adequada”.

Ele lembrou ainda que a boa cobertura vacinal contra a febre amarela alcançada no ano passado no Espírito Santo demonstra a eficácia de se apostar em campanhas de imunização, já que o estado não registra problemas com a doença em meio ao surto deste ano.

“Precisamos da população mobilizada porque o modelo de vacinação requer campanha”, disse, ao explicar que a ampola da vacina contra a febre amarela perde a validade depois de apenas seis horas aberta. “Temos vacina para vacinar todos os brasileiros. Basta que haja necessidade”, concluiu.

Campanhas

Os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro iniciam hoje a imunização contra a febre amarela em municípios pré-selecionados.

Em São Paulo, 54 municípios participam da campanha, com previsão de vacinar 8,3 milhões de pessoas, sendo 6,3 milhões com a dose fracionada e 2 milhões com a dose padrão. Já no Rio de Janeiro, 7,7 milhões de pessoas deverão receber a dose fracionada e 2,4 milhões, a integral, em 15 municípios.

O início da campanha de vacinação no estado da Bahia está previsto para 19 de fevereiro. Na Bahia, 2,5 milhões de pessoas serão vacinadas com a dose fracionada e 813 mil com a dose padrão, em oito municípios, até 9 de março.

O objetivo da campanha, segundo o ministério, é evitar a expansão do vírus para áreas próximas de onde há circulação do vírus atualmente. No total, 21,7 milhões de pessoas destes municípios deverão ser vacinadas durante a campanha, sendo 16,5 milhões com a dose fracionada e outras 5,2 milhões com a dose padrão.

“A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva e recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional”, informou a pasta.