Riscos em segurança: prevenir ou remediar? 11822

Confira artigo de Paulo Sergio, especialista em Gestão de Riscos e Segurança Patrimonial da ICTS Security

Surpresas boas ou ruins são inevitáveis. Situações adversas que causam danos físicos e materiais podem ocorrer em qualquer atividade. Por isso, é importante que os empresários ou os comerciantes considerem a possibilidade de danos a equipamentos, instalações, perdas no processo de produção e até mesmo a redução ou interrupção da capacidade produtiva do seu negócio. Conhecer os custos destes possíveis prejuízos também é importante.

Todos nós já vivenciamos ou conhecemos alguém que esteve em uma situação de perigo, trazendo danos financeiros ou fatalidades como a perda de um ente querido. A tendência do ser humano é pensar que nada acontecerá com ele, deixando-o na zona de conforto para enfrentar as adversidades.

Dominar o cenário no qual estamos inseridos e os riscos aos quais estamos expostos ajuda a escolher, entre as opções disponíveis, as que propiciam melhor controle das situações. Uma análise detalhada de sua rotina profissional ou de seus hábitos domésticos ajudam a fazer escolhas. O olhar de um profissional especializado é efetivo na tomada de decisões sobre nossa segurança.

Em função do fácil acesso à informação, temos como conhecer antecipadamente uma série de fatores, a exemplo menciono condições climáticas, locais de grande concentração de violência, frequência de furtos em um determinado bairro, entre outros. Estar informados nos mantém atentos aos riscos e faz a diferença no modo como nos preparamos para evitar ou desviar de situações desagradáveis.

Quando escolhemos um automóvel, de modo geral, os critérios de escolha são gosto pessoal, motorização, conforto e tecnologia embarcada. Para comportar-se preventivamente, é importante acrescentar nesta análise o quanto este modelo é visado para roubos e furtos e seus índices de sinistros. Custos com seguros também são importantes, pois ao assumir despesas muito altas, é provável que o proprietário passe a economizar em itens como estacionamento, o que o torna mais vulnerável.

O pior risco é aquele que não é assim considerado e, portanto, não tratado. Profissionais especializados em gestão de riscos identificam e categorizam vulnerabilidades, planejam e controlam processos, treinam e a capacitam pessoas, orientam sobre uso e investimentos em tecnologia, bem como atuam em monitoramento e reavaliação constantes para garantir a qualidade da gestão dos riscos.

Eliminar todos os riscos não é uma possibilidade real, entretanto, gerenciar de maneira inteligente, antecipar possibilidades e condições inseguras é a alternativa mais adequada. O comportamento preventivo tem por objetivo manter os riscos aos quais estamos sujeitos em níveis mínimos e aceitáveis para garantir o bem-estar e a tranquilidade em nossa vida e da nossa família.

Conhecimento e entusiasmo atingem objetivos 6909

Confiança

Confira o artigo de Adelino Cruz para a edição 211 da Revista JRS

O Brasil vive momentos de grandes dificuldades. A população sofre as consequências de uma crise que traz sofrimento para a população. Os noticiários provocam tristeza noticiando, a cada dia, a morte de inocentes que infelicitam toda a Nação.

Um povo que tem muito amor pelo Brasil pode acreditar que vai melhorar. Isto tem um grande significado, pois quem possui esperança cultivada dentro de seu ser, sempre encontra forças para ir adiante, apostando no futuro e na sua capacidade pessoal de vencer dificuldades.

Este mesmo povo mantém o entusiasmo, que nada mais é do que o prazer de desenvolver alguma atividade com paixão e dedicação, mantendo o espírito ativo, no sentido de atingir metas e objetivos vencendo qualquer dificuldade. Pode se ter entusiasmo por muitas coisas, desde as mais simples que nos desafiam no dia a dia até mesmo as grandes conquistas que todos desejam. Ter entusiasmo é sentir que tudo é possível, porque é um estado de espírito que muitos tem e cultivam pois entendem que é um instrumento eficaz para atingir objetivos.

Trabalhar, estudar, praticar esportes ou qualquer outra atividade que se faz com entusiasmo e dedicação sempre leva ao sucesso pessoal e profissional. Ao abordar este tema queremos alertar aos profissionais de todas as áreas, que busquem dentro de si o entusiasmo que gera motivação para enfrentar os desafios da vida. Não há crise que vença um profissional motivado, pois ele sabe que cultivar momentos de dificuldade só serve para impedir que se atinja os objetivos fixados.

O entusiasmo gera alegria de viver, de sonhar, de conquistar, de vencer. É uma característica essencial para todos os profissionais mas em especial para quem atua em atendimento e vendas, pois ninguém consegue vender nada com desanimo ou pessimismo. Vender ou atender bem, com qualidade, significa passar ao cliente entusiasmo que contagia e torna o cliente um aliado feliz.

O conhecimento está ao alcance de todos que possuem a chama do vencedor, mesmo nas classes menos favorecidas onde existem belos exemplos de vencedores. O entusiasmo é uma manifestação íntima que revela uma saúde emocional capaz de vencer qualquer dificuldade.

A união dessas duas características leva o profissional a trabalhar motivado sabendo que atingirá qualquer objetivo na vida.

Revista 211
Este e muitos outros conteúdos relevantes estão na edição 211 da Revista JRS, agora com nova linha editorial e nova identidade visual

Outra visão sobre a Youse e demais players 10071

“Quem ficar preso ao passado vai desaparecer”, afirma especialista

Conforme antecipado por JRS na última sexta-feira, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) autorizou a operação da Youse como seguradora digital. A plataforma permite a contratação de seguros sem o intermédio do corretor de seguros, através de plataforma online, o que gerou bastante polêmica nos últimos meses.

Segundo a publicação da autarquia que regula o mercado brasileiro de seguros, a decisão em relação a Youse é baseada no disposto na alínea a do artigo 36 do Decreto-Lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, além do que consta no processo Susep 15414.630784/2017-67. A seguradora digital agora será uma sociedade anônima e deverá alterar o objeto social, para contemplar a exploração das operações de seguros de danos e pessoas.

O estatuto social da Youse deverá sofrer alterações, após assembleia geral, para adaptação ao que está disposto no artigo 94 do Decreto-Lei nº 73, de 1966, que regula as operações de seguros e resseguros no Brasil. O capital social foi elevado para R$ 40 milhões, divididos em 40 milhões de ações ordinárias nominativas, sem valor nominal.

Para o professor da Escola Nacional de Seguros e diretor de ensino do Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro, Arley Boullosa, “o cliente não é de ninguém”. “Não adianta acharmos que o mercado será apenas dos corretores tradicionais, cada vez mais teremos outros agentes entrando, e isso é ótimo”, explica.

Segundo Boullosa, a penetração do ramo segurador ainda é muito pequena. “Demos e damos muito espaço para a concorrência pela ineficiência. Se não abordamos, não vendemos. Se não fazemos, alguém vai fazer, e não adianta ficarmos reclamando”, conta. Para o professor, os corretores precisam investir em qualificação, profissionalismo e “partirem para o ataque e fazer diferente”.

“Quem ficar preso ao passado vai desaparecer. Precisamos ser menos amadores porque não vai parar apenas na Youse. O Brasil tem um potencial enorme, todos querem dinheiro novo e o setor de seguros tem muito”, diz Arley Boullosa.

Para o diretor de ensino do Sincor-RJ é a hora de utilizar a tecnologia a favor dos profissionais da corretagem. “Quem não tiver planejamento, estratégia, metas, gestão de pessoas e foco, vai ficar para trás. Não é hora de reclamarmos, é hora de mudar, reinventar e trabalhar muito mais”, completa.

Para finalizar, o especialista lembra que a operação da Youse não incomoda o corretor que se qualifica. “Podemos aprender muito com a Youse, com seus erros e acertos. Ficar se lamentando é perda de tempo. Sempre vai ter espaço para quem é bom no que faz. Quem não se garante precisa de ‘proteção’. Vamos enfrentar que o mercado mudou e somente os melhores irão seguir em frente”, finaliza.

Procurada, a Susep limitou-se a comentar que a companhia seguiu o mesmo processo de exigências de operação que qualquer outra seguradora.

HID Approve passa a suportar o Face ID do iPhone X 1241

Nova oferta de reconhecimento facial visa aumentar a capacidade das instituições financeiras de detectar ameaças cibernéticas e transações fraudulentas

A HID Global, líder mundial em soluções de identidade confiável, anuncia que a plataforma de autenticação HID Approve passa a suportar o sistema de reconhecimento facial do iPhone X da Apple. O objetivo da empresa é expandir sua oferta de detecção de ameaças e fraudes, combinando a sua solução de verificação multifator com a tecnologia de reconhecimento facial. A nova oferta vai permitir que as companhias reconheçam mais rapidamente possíveis fraudes, ao mesmo tempo em que melhoram a experiência do usuário.

De acordo com o Martin Ladstaetter, Vice Presidente da Unidade de Negócios IAM Solutions da HID Global, a nova oferta da empresa atende demandas tanto dos usuários como das empresas. “Além de oferecer uma experiência mais satisfatória para os usuários, o reconhecimento facial é uma ótima solução para bancos e empresas que buscam por um alto nível de segurança”, afirma o executivo. “Vamos oferecer uma maneira fácil para as organizações aproveitarem a capacidade de reconhecimento facial da Apple, combinada com a nossa solução de autenticação, o HID Approve”, acrescentou.

O aplicativo HID Approve combina criptografia baseada em chave pública e tecnologia push para criar uma nova experiência para funcionários, clientes de bancos, varejistas, provedores de serviços de saúde e grandes organizações. O App transforma um dispositivo móvel em um autenticador de acesso remoto à rede das empresas ou transações bancárias digitais. A plataforma acrescenta um novo nível de confiança para que usuários façam transações seguras.

Combinado com o sistema de reconhecimento facial do novo iPhone X da Apple, o HID Approve garante o acesso às instituições bancárias e assinaturas digitais ou móveis usados em transações financeiras. O recurso Face ID da Apple também pode ser usado para proteger o acesso remoto aos dados e aplicativos dos funcionários. Os clientes da HID passam a contar agora com uma maneira fácil de implementar o Face ID usando a plataforma de autenticação móvel da empresa, seja como um aplicativo turnkey ou diretamente integrado em aplicativos corporativos existentes usando o kit de desenvolvimento de software HID Approve (SDK).

Este anúncio faz parte do plano da HID Global de expandir as soluções de reconhecimento facial, projetadas especificamente para instituições financeiras para detectar ameaças cibernéticas, como malware, ransomware, hacking de aplicativos, phishing e transações fraudulentas.

Substituir as senhas tradicionais

Segundo uma pesquisa da consultoria Accenture, 78% dos brasileiros buscam por novas maneiras para manter a segurança de seus dados na internet e 60% acham complicado ter que digitar nomes e sequencia de números para manter seus dados protegidos.

O estudo entrevistou 24 mil consumidores de seis continentes e aponta que mais da metade dos entrevistados não confiam nas tradicionais senhas para acessar um determinado serviço. De acordo com o relatório, os consumidores brasileiros estão cada vez mais frustrados com os métodos tradicionais de senhas, que se tornaram obsoletas para assegurar suas informações bancárias, endereços de e-mail, números de telefone celular e histórico de compras. A nova oferta de autenticação multifator da HID não atende apenas as necessidades das instituições financeiras de manter as informações dos clientes protegidas, mas, sobretudo uma demanda de novos usuários que desejam formas mais avançadas de autenticação.

90 mil novos casos de câncer este ano exigem prevenção 4298

Conheça soluções em seguros para as mulheres

Câncer de mama e útero estão entre os responsáveis por mais de 90 mil casos da doença em 2018, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer. Atento a isso, o mercado de seguros tem soluções visando o bem-estar e a saúde da mulher. Você conhece?

Veja também: Grupo Autosul oferece desconto de 50% às mulheres em serviços e locação de veículos

Os depoimentos fazem parte de reportagem exibida no programa Seguro Sem Mistério. A atração é apresentada de forma inédita sempre aos domingos, a partir das 11h30min, no Canal BAH! A emissora é sintonizada nos canais 520 e 20, na NET Porto Alegre, e nos canais 526 e 26, nas demais regiões do Rio Grande do Sul. Consulte o guia de programação e acompanhe as reprises, de terça a domingo.

Inflação da saúde: natural ou artificial? 13175

Leia o artigo do médico Edmond Barras

O professor Raymond Roy-Camille, um dos maiores expoentes da cirurgia de coluna vertebral na 2ª metade do século XX, com frequência citava uma frase que até hoje ficou gravada em meu espírito: “é importante ver o que se olha e acreditar naquilo que se vê”. (il faut voir ce qu’on regarde et il faut croire ce qu’on voie). É um princípio básico de objetividade na vida antes de tomar qualquer decisão. Ao me deparar com a entrevista dada pelo diretor-presidente em exercício da ANS à jornalista Claudia Colucci da Folha de São Paulo tenho a impressão que é exatamente a antítese das sábias palavras do meu antigo mestre. Se trata do problema de sempre: o embate entre a ANS, as operadoras de planos de saúde, os prestadores de serviços e os seus clientes. Parece um velho disco de vinil que toca repetidamente a mesma faixa…

Discussões sem fim sobre o aumento de mensalidades, doentes insatisfeitos com demoras e negativas de operadoras para certos procedimentos, principalmente os de alto custo, queda do número de usuários como consequência do alto índice de desemprego e a inflação do custo da assistência médica muito acima dos índices da inflação geral. A afirmativa que mais me surpreendeu foi que pela lei do mercado, com a redução do número de clientes, os preços de mensalidades deveriam baixar. Mas como dizia um famoso treinador de futebol “esqueceram-se de combinar com os russos”. Nenhum mortal escolhe o momento de ficar doente em função da situação econômica do país; até pelo contrário, o “stress” provocado pelas incertezas econômicas podem até ser geradoras de doenças. O custo do tratamento de uma doença ou de uma cirurgia não depende do índice de inflação do IBGE nem do PIB nacional. Seria muito fácil reduzir custos por decreto, mas já vimos que em passado não tão distante essa política foi um fracasso estrondoso.

Por que não se enxergam (ou não se quer enxergar) as reais causas da inflação médica? A desculpa de praxe é o envelhecimento da população (já que o ser humano não tem prazo de validade) e o progresso da tecnologia médica. É verdade que hoje, nós médicos dispomos de exames e tecnologias tanto para diagnóstico quanto para tratamento que não tínhamos há pouco mais de duas décadas. Como médico e cirurgião de coluna há mais de 40 anos, estou habituado a enxergar essa problemática sob um outro ângulo. O mais preocupante é que em função das novas tecnologias e por causa da queda da qualidade de formação do médico (veja artigo do Drauzio Varella, Folha de São Paulo 06.01.18) a rotina do exame médico praticamente aboliu a anamnese, o bom e velho exame físico, a consulta demorada na qual se chegava ao diagnóstico na grande maioria dos casos, e que acabou sendo substituída por papel e caneta (ou programas de computador) através dos quais se pedem uma enormidade de exames biológicos, radiografias, tomografias, ressonâncias magnéticas, ultrassonografias, exames de medicina nuclear ou outros mais sofisticados, na esperança que o diagnóstico venha sobre uma bandeja. Até o estetoscópio e o martelo de reflexos estão quase aposentados. Isso sem falar no alto índice de exames (mais de 30%) que os pacientes nem se dão ao trabalho de retirar nos laboratórios. Canso de ver no meu consultório pacientes com pilhas de exames, todos eles normais, quando um simples exame de palpação fecharia o diagnóstico. E o “dedoscópio” é de graça. Da mesma forma pacientes com quatro ou cinco ressonâncias magnéticas em um período de 2 ou 3 meses, obviamente todas elas com o mesmo resultado. Se nos aprofundarmos um pouco mais vamos nos deparar com um problema muito mais grave. O alto número de cirurgias de coluna desnecessárias que chegam a 60%. É um crime! Não vamos esquecer que esta hiperindicação em parte é motivada pelos incentivos fraudulentos proporcionados pela Máfia das Próteses.

Portanto senhores administradores e economistas, vamos enxergar o problema na sua origem: os médicos, os hospitais, os laboratórios, etc. Se não houver o incentivo da caneta do médico, do sistema de remuneração fee-for-service que estimula os prestadores de serviços de saúde a complicar e tornar cada vez mais complexos os procedimentos ou evitar que laboratórios dêem participação aos médicos que solicitam mais exames, sem dúvida o custo de assistência terá uma redução significante e rápida. Porém o mais importante é que protegeremos os nossos pacientes de agressões terapêuticas desnecessárias, que levam milhares de pacientes a óbitos, que poderiam ser evitados. Devemos mudar o conceito de que ao não autorizar um procedimento a operadora pensa apenas na economia que irá fazer mas talvez esse fato possa ser encarado como um ato protetor.

Penso que a ANS, as operadoras de planos de saúde, prestadores de serviços, médicos e hospitais deveriam se unir em torno desse conceito.

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