FenaSaúde reúne especialistas para debater reajustes de planos de saúde individuais 1613

Workshop abordou a regulação dos planos individuais e a implementação do preço-teto para a formatação do reajuste

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) reuniu, hoje, 26 de janeiro, especialistas em Saúde Suplementar que debateram a política de reajuste de preços dos planos de saúde individuais no 2º Workshop de Análise de Impacto Regulatório. O evento foi dividido em dois painéis que apresentaram os ‘Fundamentos e efeitos do controle de reajustes dos planos individuais’ e as ‘Alternativas e propostas para um novo modelo de reajuste’. Após as palestras ministradas por acadêmicos e estudiosos do setor, aconteceu um debate entre representantes da ANS, do Ministério da Fazenda e das operadoras. O assunto sobre a elevação dos custos e dificuldades em manter os planos individuais permearam todas as apresentações.

O primeiro painel contou com a moderação do professor de economia e decano do Centro de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Luiz Roberto Cunha. A palestrante Ana Carolina Maia, professora doutora na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), afirmou que o reajuste único para todos os contratos, sem especificidade do plano, região ou faixa etária, é um equívoco. “Há uma deterioração das carteiras, o que inviabiliza a formação de novos grupos, fazendo que as taxas de cancelamento no Brasil cheguem a 28% de segurados de menor risco. Este percentual representa os mais jovens que normalmente deixam os planos em momentos de dificuldades financeiras”, explicou a acadêmica, que também abordou a anti-seleção nos planos individuais e as soluções regulatórias técnicas para dar equilíbrio ao produto.

O professor na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), João Vinícius de França Carvalho, complementou a apresentação sobre os planos de saúde individual, apresentando um estudo preliminar realizado sobre o subsídio entre planos das operadoras, ou seja, os planos coletivos acabam subsidiando parte dos planos individuais para dar solvência para algumas carteiras. O que foi confirmado pela superintendente Regulatório de Saúde da SulAmérica, Mônica Nigri, que reforçou que os custos são impactados também com o envelhecimento da população, a judicialização que acaba impondo o pagamento de serviços não previstos, além da incorporação de tecnologia. “É de se esperar que a ANS tenha dificuldade em ter uma base de dados consistente de variação dos custos das operadoras menores. Se fizermos cortes por tamanho da carteira de operadoras maiores e um modelo para as operadoras com menos vidas teriam casos analisados individualmente”, esclareceu a executiva, que registrou a dificuldade de precificar diante de tantas variáveis incontroláveis.

Na concepção de João Boaventura Branco de Matos, especialista em Regulação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o reajuste de preços é apenas uma parte das dificuldades dos planos individuais, que não pode estar desconectado do cenário geral da saúde no Brasil. “Temos problemas em contratos com poucas pessoas e a visão de curto prazo de adesão ao sistema. Há necessidade de combate às causas de reajustes elevados, como o modelo de pagamento utilizado, hoje é o pagamento por serviço (fee for service), além de controlar o aumento de valores de serviços e a incorporação da tecnologia. Mas são diversos outros fatores que impactam no reajuste. Hoje está havendo uma “despooltização” (redução para carteiras menores) no setor. Queremos reverter este quadro. O atual modelo para os aumentos dos planos de saúde individuais precisa de ser mais transparente para que todos os agentes do mercado participem. Temos que garantir a solvência dos planos, assim como os desempenhos das operadoras. Para isso, precisamos de uma participação maior tanto dos agentes como da sociedade. Este debate é um exemplo do que se deve acontecer para melhorar o setor”, afirmou Matos.

Carlos Ragazzo, professor na Fundação Getúlio Vargas (FGV), não acredita em uma solução de curto prazo para o crescimento dos planos de saúde individual e redução de custos. “O custo da saúde é baseado em três bases como custo regulatório, o custo judicial e o custo de produção. Há um movimento em todas as agências de criar as regras. O desafio da ANS é reduzir todos estes custos para diminuir o reajuste. Não há uma solução de curto prazo”, explicou.

O representante do Ministério da Fazenda, João Manoel Pinho Neto, chefe da assessoria Especial de Reformas Microeconômicas da entidade, acredita que setor precisa avaliar o desempenho da regulamentação de preços. “Se diminuiu a atratividade do mercado, devem ser analisadas as falhas e fazer uma comparação com outros mercados. É importante a intervenção nos preços, mas é necessário olhar o desempenho. Há necessidade também de controlar custo e promover a produtividade”, sugeriu.

Novo modelo de reajuste

Já o segundo painel sobre um novo modelo de reajuste, o debate ficou em torno da utilização do preço-teto (price cap) para os reajustes dos planos individuais, separando entre custos gerenciáveis e não gerenciáveis.

Segundo Edgard Pereira, professor do Departamento de Economia, do Instituto de Economia, da Universidade de Campinas (Unicamp), o modelo de reajuste atual desagrada a todos os envolvidos porque não cobre os custos das operadoras e afastam os segurados. “Há uma deterioração e desinteresse das operadoras em comercializar os planos de saúde individuais. Há necessidade em efetivar uma política de ganhos em escala e utilizar o price cap (preço-teto) para que se dê maior abrangência aos planos de saúde individuais”, afirmou o professor em sua palestra.

Porém a utilização do price cap foi questionada porque tem como base dois custos – os gerenciáveis pelas operadoras e os que não há gestão, como custo da assistência médica, judicialização e utilização dos serviços. Para Armando Castelar Pinheiro, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Rio), o price cap transfere parte da produtividade para o beneficiário porque este compõe a maior parte do custo não gerenciável. “Os reajustes dos planos estão acima da inflação e dos rendimentos, o que acontecerá é que as pessoas sairão dos planos. Reduzindo o setor. As causas dos custos elevados estão nos custos não gerenciáveis. Há necessidade de analisar melhor os impactos desta proposta”, sugeriu o professor.

Daniele Rodrigues Campos, gerente econômico-financeira e atuarial dos produtos da Diretoria de Produtos da ANS afirmou que a boa notícia é que a discussão das metodologias de reajuste individual está mais madura. “Temos estudos que comprovam que a ANS não cometeu, ao longo dos últimos anos, injustiças. A variação de custo médico hospitalar está sempre muito próxima ao reajuste anual, porém admito que não separamos os custos dos planos individuais dos coletivos, que foi um erro. Mas iniciamos uma discussão de proposta que envolve desde o reajuste individual, coletivo e precificação. Estamos em busca de evoluir para um modelo considerando a faixa etária e o fator de produtividade”, esclareceu a representante da ANS.

Para as operadoras não há mais interesse em oferecer o plano individual porque o ambiente econômico não incentiva este produto. “Há uma dificuldade em formatar preço. Não podemos negar entrada de beneficiários. Temos dificuldade em controlar os custos não gerenciáveis, como incorporação de tecnologias sem comprovação, além de uma incapacidade de cancelar contratos deficitários. Ainda não temos a capacidade de reajustar os valores diante dos custos. O que faz as operadoras perderem o interesse em oferecer este plano, apesar de ser um produto de desejo da sociedade”, afirmou Flávio Bitter, diretor técnico e de produtos da Bradesco Saúde.

O moderador do debate, José Cechin, diretor-executivo da FenaSaúde, lembrou que os custos gerenciáveis chegam a cerca de 15% do total. “Há uma necessidade de exigir dos operadores um gerenciamento de seus custos, mas a grande parte está no que não é gerenciável. Sem dúvidas, precisamos aperfeiçoar o modelo de reajuste, mas também temos que avaliar os fatores que impulsionam a elevação dos custos. Esta é uma discussão fundamental! O debate tem que continuar”, afirmou Cechin, que já anunciou o 3º workshop da FenaSaúde, que acontecerá em 28 de junho deste ano.

Congresso Sul Brasileiro reserva espaço para debates 1119

Arquivo JRS

Brasesul fortifica relacionamento entre profissionais do setor

A proximidade entre corretores de seguros e seguradores é um dos principais atrativos do Congresso Sul Brasileiro de Corretores de Seguros (Brasesul), que acontece a partir desta quinta, em Florianópolis (SC).

Saiba mais: Seguradoras participam em peso do Brasesul.

Para enfatizar esse relacionamento, os Sincor-SC, Sincor-PR e Sincor-RS, entidades idealizadoras do congresso, prepararam um painel especial para o segundo dia do evento. Intitulado “Painel das Seguradoras e Corretores de Seguros”, terá como mediador convidado o presidente em exercício da Fenacor, Robert Bittar, e contará com as apresentações dos dirigentes de grandes companhias, falando sobre os planos de suas empresas para aprimorar a parceria com os profissionais da corretagem nos próximos anos.

Confira a programação completa do Congresso Sul Brasileiro

Sob o tema “O que podemos esperar do futuro – caminhos, alternativas e soluções”, as apresentações serão focadas em como a relação com o corretor, peça-chave para o desenvolvimento do mercado, é vista pelas principais seguradoras. O painel terá espaço para perguntas do público, que serão feitas via WhatsApp.

Seguro auto e assistência 24 horas: entenda cada serviço 1133

Assistência carro

Saiba como proceder e a quem acionar

É comum que, com a correria do dia-a-dia, a manutenção periódica do veículo fique em segundo plano. E vamos combinar que a má qualidade dos asfaltos da cidade somada ao tempo gasto nos engarrafamentos desgastam cada vez mais os veículos, fazendo com que o risco de contratempos no trânsito seja maior.

Caso esses imprevistos ocorram, é necessário saber como proceder e a quem acionar. “Existem duas opções distintas: a proteção integral do veículo, garantida pelo seguro auto ou apenas a assistência 24h, para eventualidades. As duas possuem vantagens, mas é preciso estar ciente dessas diferenças para utilizar cada uma no momento apropriado”, afirma Fábio Lucato, diretor comercial da Allianz Partners Brasil. No segmento de assistência, a empresa atua no país com as marcas Mondial Assistance e Allianz Global Assistance.

Umas das principais diferenças está na forma de contratação do serviço: a apólice de seguro é contratada por meio de um corretor e, além dos serviços de socorro emergencial/assistência 24 horas, traz coberturas securitárias e indenização em caso de sinistro, enquanto os serviços de assistência 24h podem ser contratados sob demanda, pela internet, com contratação anual, ou apenas para o momento da ocorrência, sempre utilizando a rede de prestadores de serviços da empresa de assistência 24 horas.

Embora haja distinções entre seguro automóvel com assistência 24 horas e os serviços de assistência 24 horas pontuais, o executivo assegura que, na Allianz Partners Brasil, a assistência 24 horas visa prestar o serviço com “Agilidade nas análises e tratativas, além da empatia no atendimento e proteção para todos que estejam no local da emergência”, enfatiza. “Independentemente da ocorrência, a prioridade é garantir o bem-estar do cliente, além de serviços de alto nível e excelência”, finaliza Fábio.

O seguro auto na prática

O seguro auto é uma apólice contratada com diversas coberturas, além dos serviços emergenciais da assistência 24 horas, que também são cobertos. Lucato explica que “o seguro se responsabiliza também por grande variedade de riscos a que o auto está sujeito, o que pode incluir a substituição do bem em casos de roubo ou furto, incêndio, perda total ou reparos quando houver sinistro, quando contratados”. Além disso, existem ainda outros seguros disponíveis, como, por exemplo, o seguro de terceiros, que cobre lesões a outras pessoas envolvidas em um acidente.

Já os serviços de assistência 24 horas se faz presente quando o cliente solicita o guincho, mecânico para realizar serviços paliativos no local, táxi, chaveiro, troca de pneu, retrovisor, entre outros, de acordo com a rede de prestadores de serviços disponibilizada pela empresa prestadora de serviços, sem possibilidade de reembolso em caso de escolha de outro prestador não cadastrado. A assistência 24 horas oferece comodidade e segurança com atendimentos em uma série de ocasiões repentinas. “É uma opção para não deixar o carro e a si próprio desprotegidos em situações emergenciais para quem prefere não optar pelo seguro, porém, sem coberturas indenitárias, que exige um investimento maior”, conclui o executivo.

Chubb Brasil nomeia novo Vice Presidente de P&C 1171

Chubb

Companhia foca em serviços superiores aos clientes

Leandro Martinez é o novo vice-presidente de Subscrição de P&C da Chubb Brasil
Leandro Martinez é o novo vice-presidente de Subscrição de P&C da Chubb Brasil

A partir de julho, Leandro Martinez assume a Vice-Presidência de Subscrição de P&C da Chubb Brasil, reportando-se diretamente ao Presidente Executivo da Chubb Brasil, Antonio Trindade e funcionalmente a Pablo Korze, Vice Presidente Sênior de P&C Commercial.

Leandro será responsável pelo P&L de Global, Middle Market/SME e Resseguros. O executivo está na companhia desde janeiro de 2011, e em agosto de 2014, passou a desempenhar o papel de Vice Presidente Regional de Linhas Financeiras, onde contribuiu com desenvolvimento das carteiras de D&O, PI, FI e Cyber na América Latina.

Leandro é advogado, pós-graduado em Direito Civil e de Empresas, com MBA pela FGV e extensões em mercado de capitais pela Escola Superior de Advocacia da OAB de São Paulo.

Toda mudança realizada na Chubb tem como objetivo garantir uma subscrição e execução superiores, bem como a entrega de um serviço superior para os seus clientes.

Dicas para investir e ir às Olimpíadas no Japão, em 2020 1810

Tokyo

Quem não foi à Rússia, pode aportar em fundos cambiais para realizar sonho de fazer parte da torcida brasileira

Quem gosta de grandes eventos esportivos, mas não conseguiu ir para a Rússia, pode se preparar para as Olimpíadas do Japão, em 2020. De acordo com a Mapfre Investimentos, existem boas alternativas para fazer o dinheiro render e fazer parte da torcida brasileira do outro lado do mundo.

Antes de realizar uma aplicação, é necessário definir o montante necessário para o passeio, considerando o valor em moeda estrangeria – já que a viagem é para o exterior– e o tempo disponível até o embarque, neste caso, dois anos. “O fundo deve ter pouco risco para não comprometer o volume de dinheiro essencial para viajar. A recomendação é seguir o planejamento de investir parte em fundo cambial e parte em fundos de renda fixa”, explica Carlos Eduardo Eichhorn, diretor de gestão de recursos da Mapfre Investimentos.

“Os fundos cambiais são uma opção segura e rentável, porque garantem o poder de compra em dólares e liquidez para a data estimada da viagem. Além disso, também não há a cobrança do spread exigido pelas casas de câmbio”, completa.

Já os fundos de renda fixa são os mais populares entre os brasileiros. São veículos de investimento com menos risco e que podem ser compostos por títulos públicos e de crédito, com o objetivo de rentabilidade associado ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI).