Agenda da ANS debate programas de indução à qualidade 3803

ANS

Agência reguladora lançou o Projeto de Atenção Primária à Saúde e discutiu melhorias em programas que estimulam a qualificação do setor

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no último dia 26 de abril, realizou a ‘Agenda para o Desenvolvimento Setorial: eixo de estímulo e indução à qualidade’, evento voltado à indução de boas práticas no mercado de saúde suplementar. No encontro, que agregou temas voltados ao desenvolvimento setorial, a Agência lançou o Projeto de Atenção Primária à Saúde (APS). A iniciativa vai estimular a qualificação, fortalecimento e reorganização da atenção básica no setor, por meio da instituição de selo de qualidade e a implementação de modelos adequados de remuneração.

O diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Rodrigo Aguiar, iniciou a agenda explicando que a proposta do evento é aprimorar as ações que já vem sendo debatidas na Agência para cumprir a missão institucional de desenvolver a saúde suplementar. “É importante levar para o setor e toda a sociedade propostas efetivamente aplicáveis, que possam gerar resultados positivos. O Projeto APS vai ao encontro dessa expectativa”, afirmou Rodrigo Aguiar, lembrando que a ANS reuniu na mesma agenda os temas de acreditação das operadoras, Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) e modelos de remuneração diante da relevância singular deles para o setor.

O projeto da ANS voltado à atenção primária foi apresentado pela coordenadora de Indução à Melhoria da Qualidade Setorial, Daniele Silveira, que apontou que o programa pretende envolver a integração do cuidado em saúde centrado no paciente. “O Projeto APS funciona como um grande ordenador de todo o sistema de saúde e pode ser altamente resolutivo”, afirmou. A atenção primária resolve até 85% dos problemas de saúde da população, por isso é fundamental incentivar e aprimorar esse tipo de ação. Além da melhoria do cuidado, a implementação de estratégias de atenção primária contribui para a sustentabilidade do setor.

O evento contou ainda com participação do representante do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), João Paulo Pieroni, que informou que o banco deve firmar parceria com a ANS para incentivar projetos em atenção primária na saúde suplementar, por meio de recursos destinados à implementação de estruturas. “Saúde é uma prioridade dentro do planejamento do BNDES. Acreditamos que o modelo de saúde precisa ser revisto. Por isso, apoiamos o projeto e temos interesse em fortalecer a parceria com a ANS”, informou Pieroni.

Acreditação de operadoras

Na sequência da reunião, a Gerente de Estímulo à Inovação e Avaliação da Qualidade Setorial, Ana Paula Cavalcante, apresentou as mudanças que estão sendo discutidas pela ANS para promover melhorias no Programa de Acreditação de Operadoras. Atualmente, cerca de 20% dos beneficiários de planos de saúde estão em operadoras acreditadas. “É o momento de avançar. Temos um número importante de operadoras acreditadas, já amadurecemos bastante o assunto e realizamos várias oficinas com participação expressiva do setor”, disse a gerente.

Entre as mudanças previstas, estão melhorias nas dimensões dos indicadores, nos critérios para pontuação dos itens, na forma de avaliação das entidades acreditadoras e na qualificação de auditores. Também está sendo discutida a inclusão de acreditação para operadoras exclusivamente odontológicas.

As mudanças, que devem ensejar a publicação de uma nova Resolução Normativa, atualizando a que está em vigor (RN nº 277) que regulamenta o tema, serão submetidas à participação social, para que a sociedade possa se envolver e opinar. A publicação da nova RN, contendo regras de transição, deve ocorrer ainda em 2018.

IDSS 2018

À tarde, a coordenadora da Qualificação de Operadoras da agência reguladora, Rosana Neves, explicou às operadoras presentes a proposta da Agência de ajustes no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) para 2018. A ferramenta avalia o desempenho das operadoras de planos de saúde e embasa as faixas de classificação da ANS de acordo com a qualidade do serviço prestado. A coordenadora esclareceu que 90% dos indicadores se mantêm, mas que a Agência propôs modificações pontuais que devem ser observadas pelas empresas.

“É importante qualificarmos cada vez mais o IDSS para avaliar a performance real das operadoras e a assistência prestada aos beneficiários. Essa mudança vai orientar o preenchimento de ferramentas fundamentais para a reguladora, como o TISS e o SIB”, explicou Rosana Neves. O diretor Rodrigo Aguiar complementou que as novidades são importantes para conduzir o mercado às melhores práticas regulatórias. “Vamos avaliar as considerações feitas pelo setor, por isso trouxemos o tema para apresentação na agenda, mas devemos entender que é preciso avançar para reduzir a assimetria de informações no setor. Esse é o principal objetivo”, avisou o diretor.

10ª reunião do GT de Remuneração

O evento foi concluído com a realização da 10ª reunião do Grupo Técnico (GT) de Remuneração, iniciativa da ANS que reúne representantes do setor para debater novos modelos de remuneração. O diretor adjunto de Desenvolvimento Setorial, Daniel Pereira, apresentou os principais encaminhamentos do GT e informou aos presentes que as discussões sobre remuneração passam a acontecer de forma fixa no Comitê Técnico de Avaliação da Qualidade Setorial (COTAQ) e no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPISS), grupos permanentes de trabalho.

“A discussão dos modelos de remuneração é uma iniciativa inovadora da ANS. É importante agora consolidarmos esse trabalho e darmos um novo passo, avançarmos no debate. Nesse sentido, a ANS vai formalizar a reformulação do COTAQ, para abarcar as propostas e fundamentar uma nova frente de trabalho”, anunciou o diretor adjunto. O GT de Remuneração atualmente está em sua segunda fase e deve entrar em nova etapa em setembro de 2018. A coordenadora Daniele Silveira orientou sobre as propostas para a próxima fase e o cronograma inicial das próximas reuniões do GT.

A ‘Agenda para o Desenvolvimento Setorial: eixo de estímulo e indução à qualidade’ reuniu cerca de 150 pessoas, entre representantes de entidades do setor, operadoras de planos de saúde, prestadores de serviços, imprensa e órgãos de defesa do consumidor.

Chubb Brasil nomeia novo Vice Presidente de P&C 780

Chubb

Companhia foca em serviços superiores aos clientes

Leandro Martinez é o novo vice-presidente de Subscrição de P&C da Chubb Brasil
Leandro Martinez é o novo vice-presidente de Subscrição de P&C da Chubb Brasil

A partir de julho, Leandro Martinez assume a Vice-Presidência de Subscrição de P&C da Chubb Brasil, reportando-se diretamente ao Presidente Executivo da Chubb Brasil, Antonio Trindade e funcionalmente a Pablo Korze, Vice Presidente Sênior de P&C Commercial.

Leandro será responsável pelo P&L de Global, Middle Market/SME e Resseguros. O executivo está na companhia desde janeiro de 2011, e em agosto de 2014, passou a desempenhar o papel de Vice Presidente Regional de Linhas Financeiras, onde contribuiu com desenvolvimento das carteiras de D&O, PI, FI e Cyber na América Latina.

Leandro é advogado, pós-graduado em Direito Civil e de Empresas, com MBA pela FGV e extensões em mercado de capitais pela Escola Superior de Advocacia da OAB de São Paulo.

Toda mudança realizada na Chubb tem como objetivo garantir uma subscrição e execução superiores, bem como a entrega de um serviço superior para os seus clientes.

Dicas para investir e ir às Olimpíadas no Japão, em 2020 1367

Tokyo

Quem não foi à Rússia, pode aportar em fundos cambiais para realizar sonho de fazer parte da torcida brasileira

Quem gosta de grandes eventos esportivos, mas não conseguiu ir para a Rússia, pode se preparar para as Olimpíadas do Japão, em 2020. De acordo com a Mapfre Investimentos, existem boas alternativas para fazer o dinheiro render e fazer parte da torcida brasileira do outro lado do mundo.

Antes de realizar uma aplicação, é necessário definir o montante necessário para o passeio, considerando o valor em moeda estrangeria – já que a viagem é para o exterior– e o tempo disponível até o embarque, neste caso, dois anos. “O fundo deve ter pouco risco para não comprometer o volume de dinheiro essencial para viajar. A recomendação é seguir o planejamento de investir parte em fundo cambial e parte em fundos de renda fixa”, explica Carlos Eduardo Eichhorn, diretor de gestão de recursos da Mapfre Investimentos.

“Os fundos cambiais são uma opção segura e rentável, porque garantem o poder de compra em dólares e liquidez para a data estimada da viagem. Além disso, também não há a cobrança do spread exigido pelas casas de câmbio”, completa.

Já os fundos de renda fixa são os mais populares entre os brasileiros. São veículos de investimento com menos risco e que podem ser compostos por títulos públicos e de crédito, com o objetivo de rentabilidade associado ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

Sustentare alcança marca de 100 Unidades de Negócios 1508

Empresa expandiu também em Santa Catarina

Marcos Stock Trevisan é CEO da Sustentare Seguros
Marcos Stock Trevisan é CEO da Sustentare Seguros.

A Sustentare Seguros atingiu a marca de 100 Unidades de Negócios no fechamento do primeiro semestre do ano. Os escritórios estão concentrados no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. “Batalhamos bastante para chegar a esta marca porque entendemos que ainda há muito potencial para crescer. Estas Unidades estão somando forças junto conosco e nos ajudando a cada vez mais entregar um serviço de qualidade”, destaca o CEO da Sustentare Seguros, Marcos Stock Trevisan.

Alcançar este número foi possível graças à meta traçada pela empresa no final do ano passado, com uma operação de expansão planejada no estado vizinho, que hoje já conta com vinte corretores. “Tudo isso aconteceu depois termos ficado 2016 sem colocar nenhum parceiro, modificando nosso regime fiscal e contratos. Já em 2017 houve um aumento considerável do número de Unidades e agora em 2018 foi momento de colocar cada vez mais parceiros, com frentes de expansão nos dois estados da região Sul”, comenta.

AIG conclui a aquisição da Validus 729

Aquisição

Transação foi anunciada em janeiro

A AIG anunciou na quarta-feira a finalização do processo de aquisição da Validus Holdings Ltd. (“Validus”), após aprovações regulatórias e dos acionistas da Validus. A transação foi anunciada pela primeira vez em 22 de janeiro de 2018.

Como parte da AIG, a Validus acrescenta franquias atraentes e diversificadas ao portfólio da companhia, incluindo a Validus Re, plataforma líder de resseguro; AlphaCat, gestor de ativos de títulos ligados a seguros; Talbot, consórcio do banco Lloyd; Western World, especialista nos Estados Unidos em riscos comerciais para pequenas e médias empresas; e Serviços de Riscos Agrícolas, que fornecem acesso ao mercado norte-americano de seguros agrícolas.

“Estamos muito felizes em receber a Validus. A experiente equipe e seus negócios complementares nos ajudarão a gerar um crescimento sustentável e lucrativo, à medida que continuamos a gerar valor aos nossos acionistas”, disse Brian Duperreault, CEO e Presidente da AIG.

De acordo com Peter Zaffino, CEO da área de Seguros Gerais da AIG, “o trabalho com o time da Validus deve expandir as capacidades e valores entregues aos clientes e corretores parceiros. Os negócios da Validus serão imediatamente acrescentados à atuação de Seguros Gerais da AIG, já que eles já fazem parte da AIG oficialmente.”