Reforma Tributária: qual o melhor modelo para o Brasil? 4952

Impostos

Confira artigo de gerente tributário

O Estado brasileiro precisa de reformas estruturais para alavancar o crescimento econômico do país. E a reforma tributária é a principal delas. Por quê? Primeiramente, nosso sistema de arrecadação e gestão de tributos é uma trava para o desenvolvimento, principalmente pela sua complexidade legislativa, regimes de exceções, multiplicidade de regras, em muitos casos, decorrente de incentivos e isenções, guerras fiscais, resultando em muita burocracia e insegurança jurídica. Outro ponto negativo é que a arrecadação tributária no Brasil não cumpre com a finalidade primordial que é dar ao Governo as condições ideais para atender as necessidades financeiras no âmbito social, da saúde, segurança e bem-estar da população.

Uma amostra desse problema está na comparação com outros países. Na União Europeia, sobre os produtos e serviços incide um único imposto, conhecido por IVA, ou Imposto sobre Valor Agregado. Vamos para um exemplo prático: numa xícara de café em Madri, capital da Espanha, o valor incidido é 7% de imposto, ou seja, se o café custar € 2,00, seria pago € 0,14 de tributo, considerando toda a cadeia, desde o cafeicultor até o estabelecimento comercial. Mas e no Brasil?

Sobre o nosso cafezinho, poderão incidir diretamente quatro tributos diferentes: ICMS, IPI, PIS/PASEP e Confins. A nossa complexidade não se resume apenas no número de tributos. A fórmula de cálculo de cada um deles é outro desafio. A cada operação, o tributo recai sobre o montante do produto, com a possibilidade de apropriação de crédito referente ao tributo pago na operação anterior, todavia, não em todos os casos. Por isso. Por isso, o Brasil tem a maior carga tributária da América Latina e uma das maiores do mundo, com 33% do PIB.

A comparação com outros modelos de tributação é necessária para entendermos o custo do setor privado para atender as exigências do Fisco. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), para atender o Fisco, cada empresa gasta em média 1958 horas por ano. Por pessoa, no Brasil, 1 a cada 200 colaboradores trabalham na área fiscal. Na Europa, 1 a cada 500 e nos Estados Unidos, 1 a cada mil funcionários dedicados à gestão dos tributos. E diante da complexidade e da urgência por reformas que possam nos tirar desse patamar de paralisia econômica, é inevitável a pergunta: o que fazer?

O primeiro passo é buscar medidas de simplificação do sistema e, com isso, facilitar a vida das empresas em relação às obrigações tributárias. É preciso simplificar os processos de declaração e pagamentos de tributos, principalmente para as empresas de menor porte. O Fisco tem alguns projetos de simplificação de obrigações acessórias, mas precisamos avançar ainda mais. A segunda iniciativa é buscar a unificação de tributos. A proposta de extinção de alguns tributos, ou unificar a forma de arrecadação, que está em discussão no Congresso Nacional, agrada parte do setor produtivo do país que tem enfrentado o fardo de lidar com as excessivas atualizações das regras normativas. Hoje, temos mais de 200 mil normas fiscais em vigência no país, sendo 30 novas regras ou atualizações por dia que, na média, segundo o IBTP. A unificação vai atender uma demanda por menos burocracia do sistema.

Mas há um grande risco se a reforma tributária entrar em vigor de uma vez. O melhor modelo seria uma adoção fragmentada. A primeira etapa, ou facultativa, serviria para dar fôlego para as empresas entenderem o cenário e realizarem as mudanças necessárias para uma adaptação mais eficiente. A segunda fase é a transitória, especifica para maiores tributações ou tributos de maior complexidade como os tributos indiretos.

Passadas as duas primeiras fases, com um intervalo de 6 a 9 meses entre elas, as empresas estariam prontas para fazer parte de um novo sistema tributário, mais justo e equilibrado, além de permitir um ingresso na terceira etapa, a obrigatória, com segurança e sem nenhum risco de sofrer possíveis penalidades.

Uma simplificação na forma de arrecadação dos tributos vai possibilitar uma redução de todo esforço necessário das empresas para gestão e pagamento de impostos, além de promover, de forma imediata, um aumento de produtividade das companhias e elevaria a competitividade do Brasil no cenário internacional e atrairia o investidor estrangeiro.

*Por Leonel Siqueira, Gerente Tributário da Synchro.

Vida Individual da Tokio Marine movimenta R$ 10 mi no primeiro ano de comercialização 1182

Dinheiro

Produto completa um ano com novidades que prometem facilitar ainda mais o processo de venda para o corretor

Lançado há um ano pela Tokio Marine, o Seguro de Vida individual registrou um crescimento acima das expectativas, atingido 75% a mais em prêmios emitidos que os R$ 4 milhões projetados na ocasião do lançamento – o produto fechou o primeiro ano tendo movimentado R$ 7 milhões em 2017. Para 2018, a companhia estima que o produto alcance a marca de R$ 15 milhões em vendas e que, em três anos, a carteira alcance por volta de R$ 50 milhões em prêmios.

O Tokio Marine Vida Individual se diferencia pelas coberturas específicas para homens, mulheres e público sênior, e também pela ampla gama de coberturas oferecidas aos segurados, como Doenças Graves, Diagnósticos de Câncer, Indenizações para Diárias de Internação, além das coberturas tradicionais de Morte e Invalidez. Estão divididos em cinco produtos: Vida Mulher, Vida Homem, Vida Sênior, Acidentes Pessoais e Acidentes Pessoais Estagiário.

Esses números positivos refletem o apetite do mercado por esse tipo de seguro e levaram a Tokio Marine a preparar algumas novidades para o produto, com foco em facilitar o processo de venda para o corretor. “A tele-entrevista, que avalia a condição de saúde do segurado, foi eliminada para a aquisição de Seguro para Acidentes Pessoais, tornando o fluxo de vendas mais leve para o corretor. Para permitir esta facilidade e minimizar os riscos de fraude, a Assistência Funeral por Morte Natural passou a ter carência de 6 meses”, explica Marcos Kobayashi, superintendente comercial da Tokio Marine. É importante frisar que para eventos decorrentes de acidente não há carência.

A outra novidade é em relação a possibilidade de se contratar capitais maiores para as coberturas de Diagnóstico de Câncer e Doenças Graves, que pode ser de até 50% da cobertura básica limitado à R$ 200 mil.

Ampliamos também as profissões aceitas no produto, visando gerar mais oportunidades de negócios para corretores e assessorias.

A Tokio Marine também inovou na maneira de oferecer aos seus corretores a possibilidade de vender e contratar produtos de Vida Individual de forma 100% móvel, por meio de uma nova funcionalidade no aplicativo da companhia. O aplicativo do corretor permite a realização de cotação, transmissão e efetivação de proposta usando somente um aparelho celular.

Diferenciais do Seguro Vida Individual

  • A Tokio Marine desenvolveu um seguro que visa a utilização em vida, oferecendo opções de cuidados com a saúde e manutenção do bem-estar.
  • Aplicativo Vida Saudável: fornece o suporte de profissionais especializados para o cuidado com o corpo e a alimentação.
  • Farma Assist: serviço de conveniência, praticidade e economia, por meio do uso de farmácias conveniadas (e-Pharma).
  • Rede de Descontos: parcerias que garantem vantagens exclusivas para o segurado Tokio Marine.
  • Assistência Funeral: serviços de assistência acionados por meio da Central de Atendimento. Apoio em um dos momentos mais delicados para o segurado.

AXA no Brasil anuncia novo vice-presidente de Vida e Afinidades 1069

Executivo

Profissional conta com mais de 30 anos de experiência no mercado

Paulo Kudler é vice-presidente de Vida e Afinidades da AXA no Brasil
Paulo Kudler é vice-presidente de Vida e Afinidades da AXA no Brasil

A AXA no Brasil anunciou seu novo vice-presidente, Paulo Kudler, que conta com mais de 30 anos de experiência no mercado de seguros brasileiro. O executivo chega para ampliar o desenvolvimento das áreas de Vida e Afinidades e tem como reportes diretos o Diretor Comercial de Vida e Afinidades, Guilherme Menezes, e o Diretor Técnico de Vida e Afinidades, Eduardo Santos.

“Estou muito feliz em poder contribuir e orgulhoso por integrar o time da AXA no Brasil, sobretudo nessas duas áreas com imenso potencial de crescimento para a companhia no país”, comenta Paulo Kudler.

A contratação do executivo integra um conjunto de ações estratégicas que visam dar continuidade ao plano de expansão da AXA no Brasil.

Paulo Kudler é engenheiro formado pela USP com extensão em Administração e Marketing pela FGV e Thunderbird USA. Com um background de mais de três décadas em seguros de Pessoas, tem sólido conhecimento nas operações de Saúde, Vida e Afinidades, com trajetória de liderança em organizações nacionais e multinacionais como SulAmérica, Marsh e Aon e com passagem recente pela Fairfax. Kudler acumula experiência em todo o ciclo da cadeia de seguros – implantação de negócios e stratups, operações, administração geral, além da gestão de vendas e distribuição multicanal.

Plano de recuperação da Aplub ganha força 1450

Negociação

Grupo empresarial está interessado em adquirir negócios

Reunião entre equipe interventora com um grupo empresarial interessado na Aplub e Aplubcap dá força a aprovação do plano de recuperação na Superintendência de Seguros Privados (Susep). A negociação ainda será apresentada ao Conselho Diretor da Susep.

Veja também: Associação de Defesa da Aplub apresenta plano de recuperação à Susep.

O interesse entre as partes é antigo, e agora avança para ampliação dos negócios de previdência, seguros e capitalização. O plano de recuperação proposto pela Associação em Defesa da Aplub (ADA) visa o encerramento do regime especial e viabiliza acordo entre Susep e interessados, além de priorizar a cobrança dos débitos da gestora da entidade na data de intervenção.

Veja ainda: Novo desfecho pode solucionar impasse em intervenção na Aplub.

5 dicas para tirar uma empresa do vermelho 1340

Executivo

Especialista explica detalhes que podem fazer toda diferença

A crise financeira trouxe grandes desafios para os empreendedores brasileiros. Com isso, a redução de custos exige o corte de itens considerados supérfluos e outras medidas são tomadas pelas empresas para melhorar a rentabilidade dos negócios.

“Aqueles gastos que parecem pequenos podem comprometer os recursos da empresa e significar a diferença entre sobreviver ou fechar o seu negócio”, destaca Samuel Lopes, sócio da Tiex, empresa de consultoria e gestão financeira corporativa.

Conforme Lopes, além de reduções de custos, controle pode gerar receita extra, que deve ser reinvestida no negócio, como novos produtos, serviços, bonificações e incentivos para colaboradores, no crescimento da empresa em geral, e até no lucro dos acionistas.

O especialista elenca cinco iniciativas que as empresas precisam ter para conseguirem se recuperar e crescer.

Plano efetivo: Antes de fazer qualquer corte, é necessário elaborar um planejamento financeiro/estratégico que tenha uma análise do passado e do presente, assim como uma projeção do futuro. “É importante lembrar que esta projeção tem que ser muito bem desenhada, considerando, por exemplo, as dificuldades atuais do mercado”, diz o sócio da Tiex.

Acompanhamento mensal: A viabilização de um acompanhamento mensal é imprescindível para que a empresa consiga obter resultados mais eficazes. Só assim os gestores poderão ter percepção de suas necessidades para a tomada das melhores decisões possíveis. “Qualquer desvio deve ser apontado e discutido. O redesenho dos processos internos e otimizações tecnológicas pode ser muito efetivo”, explica.

Cortes menos impactantes: Deve-se saber onde é possível cortar sem interferir nos negócios. Vender ativos que fogem ao “core business” é desnecessário. “Ás vezes, as empresas entram em um mercado que possuem pouco conhecimento e acabam gastando recursos onde não tem experiência. Já uma renegociação de contratos com fornecedores, seguradoras e bancos é primordial”, afirma Samuel.

Planejamento Tributário: O planejamento fiscal é uma forma de minimizar os custos fiscais. Sucintamente, o planejamento fiscal terá de respeitar a lei de forma integral, procurando negócios jurídicos com menor ou nula tributação. Com isso, é possível se ter um maior controle dos gastos administrativos.

Aprender: Épocas de crise são ocasiões para aprender, pensar muito e ter resiliência. “Se, com a crise, conseguimos renegociar contratos, minimizar custos administrativos, redesenhar processos para que se tornem mais efetivos, pagar menos impostos com um planejamento adequado, por que não fazíamos antes?”, questiona.

Normas de contabilidade trazem grande desafio para o setor de seguros 3023

Contábeis

Assunto é tema de workshop em Porto Alegre (RS)

O novo conjunto de normas internacionais de contabilidade impacta diretamente nos contratos das companhias seguradoras. O IFRS 17 apresenta um grande desafio para o setor e entra em vigor a partir de 2021, com alterações significativas, segundo a palestrante Flavia Vieira Pereira.

Flavia conta com mais de 21 anos de experiências em demonstrações contábeis de companhias de grande porte em diversos segmentos de negócio. A especialista apresenta essas novidades no dia 28 de junho, a partir das 14h30min, no auditório do Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (Sindseg/RS). A entidade está localizada na Avenida Otávio Rocha, 115 – 7º andar, em Porto Alegre (RS).

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através do e-mail margareth.souza@sindsegrs.org.br.

Workshop do Sindseg/RS
Workshop do Sindseg/RS