Falta de cultura digital torna empresas mais vulneráveis a riscos cibernéticos 244

Especialista alerta sobre a necessidade de proteger a privacidade e os dados das empresas

Patrícia Peck, especialista em Direito Digital.
Patrícia Peck, especialista em Direito Digital.

Segundo a especialista em Direito Digital, Patrícia Peck, além do atraso tecnológico, inclusive em matéria de conectividade, falta aos brasileiros a cultura digital. “Precisamos aprender a fechar a porta digital”, alertou ela durante o “Seminário Riscos Digitais – Segurança da Informação na Área de Seguros”, realizado pela APTS, sob a coordenação da diretora Maria Amélia Saraiva, no dia 30 de março, no auditório do Sindicato das Seguradoras, o SindSeg-SP, em São Paulo.

Na visão da especialista, a internet derrubou muros e decretou o fim da privacidade. “Hoje, com toda a mobilidade, a informação é mais fluída, em celulares, tablets, com pessoas trabalhando mobile em casa ou na praia, e estamos mais facilmente suscetíveis a vazamento de informações e quebra de sigilo profissional”, disse. Em sua opinião, a transição do papel para o digital deveria vir acompanhada de uma política de segurança clara, com normas de uso de recursos de mobilidade e política de classificação da informação nas empresas. “Mas não fizemos essas muralhas”, admite.

 Um dos principais erros dos brasileiros no mundo digital, segundo ela, é “dar OK sem ler” os termos de uso de aplicativos. “Em tecnologia não existe almoço grátis. A moeda da sociedade digital é a informação”, disse. No caso WhatsApp, por exemplo, ao clicar em OK, a pessoa transferirá a propriedade de seus dados, além de se sujeitar às leis brasileiras, ao Direito Internacional Privado e ao MLAT. Esta sigla representa o Tratado de Assistência Jurídica Mútua investigação em jurisdição internacional e multi ordenamentos, que autoriza o FBI ou o Judiciário brasileiro a ter acesso às conversas no aplicativo.

“Empresas de seguros que quiserem armazenar dados de clientes na nuvem não devem contratar o Google Drive, sob o risco de descumprir a cláusula de confidencialidade contratual com o cliente”, disse Patrícia Peck.  Ela explica que o simples upload de dados nesse serviço confere ao Google uma licença mundial para usar, hospedar, armazenar, reproduzir, modificar, criar obras derivadas (como aquelas resultantes de traduções), comunicar, publicar, executar e exibir publicamente e distribuir tal conteúdo. “E a licença perdura mesmo que se deixe de usar o serviço”, acrescentou.

 Os riscos digitais também estão presentes nos lares brasileiros. Embora celular não seja brinquedo – e muito menos as redes sociais, tanto que a idade mínima para ter perfil no Facebook é 13 anos e para usar o WhatsApp é 16 anos -, quase toda criança tem um aparelho. Para Patrícia Peck, o erro começa pela mentira. Além de péssimo exemplo para as crianças, mentir a idade é crime de falsa identidade, previsto no artigo 307 do Código Penal. “Se mentiu para estar no Facebook, mentirá no currículo, no Linkedin e também para o chefe, quando não for trabalhar. Mentir é falta de ética e de caráter”, disse.

Promissor para o seguro

Carlos Manino, Danielle Djouki, Gloria Faria e Patrícia Godoy Oliveira.
Carlos Manino, Danielle Djouki, Gloria Faria e Patrícia Godoy Oliveira.

No cuidado com a segurança da informação estão em jogo, principalmente, os dados e a imagem da empresa. Durante o debate com a participação de especialistas, a coordenadora Maria Amélia Saraiva citou um estudo da consultoria americana EY, segundo o qual 63% das empresas brasileiras não possuem programas antiameaças e investem muito pouco em proteção. Patrícia Peck lembrou que entre as empresas de países desenvolvidos o cyber security costuma vir em destaque no annual report para evidenciar a preocupação com a proteção de ativos intangíveis, como reputação, patrimônio e informações.

Carlos Manino, sócio-diretor da TOTVS JuriTis, destacou que mais 70% dos ataques cibernéticos  ocorrem de dentro para fora e não de fora para dentro. “Basta clicar num e-mail contaminado e o vírus se espalha”, afirmou.  Danielle Djouki, superintendente Jurídica de Compliance e Sinistros da Fairfax Brasil Seguros Corporativos, relatou o caso de um banco que foi condenado na esfera cível porque um funcionário utilizava o computador da empresa para enviar ofensas a uma estudante de direito.

Para Patrícia Godoy Oliveira, diretora Jurídica e Compliance da AON Corretora de Seguros, a política de segurança nas empresas deve ser seguida por todos, inclusive o alto escalão. Glória Faria, assessora Jurídica da CNseg, mencionou que o mercado de seguros convive com realidades diversas. Um exemplo é a microfilmagem de documentos que devem ser guardados por 20 anos, conforme determinação da Susep. “Além de ser uma tecnologia bastante ultrapassada é caríssima”, disse. Segundo ela, a CNseg e suas federação estão promovendo um movimento para que a guarda de documentos deixe de ser feita por microfilmagem.

A “versão física” da apólice, que deve ser entregue ao segurado, caso este solicite, conforme determina a Circular Susep 294/2013, não necessariamente precisa ser impressa. No entendimento de Patrícia Peck, o papel é apenas uma das formas físicas. “Digital é físico, vem da física. Tudo que tem átomos é físico. Logo, se está na tela do computador é físico e se estiver disponível para download ou geração de PDF também”, disse. Segundo ela, as dúvidas surgem porque “lemos algo que trata de uma inovação com o filtro da tradição no cérebro”, disse.

 A especialista concluiu sua participação afirmando que ainda é preciso construir uma cultura de proteção contra riscos cibernéticos e que este é um mercado promissor para o seguro. “O seguro pode funcionar como um gerenciamento. Porém, será preciso trabalhar para criar a cultura digital, para que se compreenda o risco”, disse. No encerramento do evento, o presidente da APTS, Osmar Bertacini, elogiou o conteúdo apresentado e convocou o mercado a se empenhar para aumentar a oferta de seguros. “É o momento de as seguradoras despertarem para esse mercado, porque existe demanda”, disse.

*Com informações de Associação Paulista dos Técnicos de Seguro.

Pedrinhas destacam Outubro Rosa e a importância dos Securitários 9934

Encontro foi realizado na noite desta segunda-feira (08), em Porto Alegre (RS)

O Clube da Pedrinha em Seguros (RS) realizou o tradicional encontro mensal da entidade na noite desta segunda-feira (08), na Capital Gaúcha. O Restaurante Casa do Marquês foi palco de uma apresentação de Valdir Brusch, presidente do Sindicato dos Securitários do Rio Grande do Sul. Brusch destacou a importância social da entidade sindical para a categoria, além da série de desafios que surgiram com a reforma trabalhista.

A entidade ainda endossou apoio à campanha “Outubro Rosa”, que visa combater o câncer nas mulheres. Lenços foram arrecadados em parceria com a Escola Nacional de Seguros e Daniela Zimmer, executiva da Bradesco Seguros, lembrou da fundamental relevância da doação de cabelos para confecção de perucas às vítimas de uma doença silenciosa.

Outro destaque do encontro foi o sorteio de um par de ingressos para o Troféu JRS aos membros do Clube. Niris Cunha e Maria Izabel Indrusiak garantiram a participação na grande festa do seguro, que acontece no dia 19 de outubro, no Centro de Eventos Casa do Gaúcho.

Todas as imagens – Encontro mensal do Clube da Pedrinha:

Evento da Zurich reúne executivos para atualização de estratégia 3769

Gláucia Smithson, Edson Franco, Claudia Dill, Sierra Signorelli e Carola Fratini / Divulgação

Broker Advisory Board discutiu estratégia na subscrição de riscos empresariais, inovação e soluções

No dia 4 de outubro a Zurich realizou o evento Zurich Broker Advisory Board – reunião de um grupo seleto de executivos do mercado para uma atualização sobre a estratégia na subscrição de riscos empresariais, inovação e soluções.

Participou do evento a Global Chief Underwriting Officer da Zurich, Sierra Signorelli, que apresentou as tendências do mercado global e estratégia da Zurich, que inclui a expansão em áreas táticas, melhor posicionamento no mercado; investimento em serviços ao cliente, corretor e talentos internos, incluindo o empoderamento local dos seus subscritores; o aumento das capacidades tecnológicas de modo que estas possibilitem maior conhecimento sobre o mercado de atuação da empresa; e o investimento na solução de necessidades de clientes para criar operações mais eficientes para mercados futuros.

Além de Signorelli, participaram do encontro no restaurante Fleming’s Prime Steak House & Wine Bar, em São Paulo, Claudia Dill (CEO Latam), Edson Franco (CEO Brasil) e Carola Fratini (Head of Commercial Insurance Latam), Glaucia Smithson (Head of Commercial Insurance Brasil) e demais executivos da companhia.

BB e Mapfre apoia maior hospital pediátrico do Brasil 3258

Localizado no Paraná, o Hospital Pequeno Príncipe realiza mais de 300 mil atendimentos por ano

Pelo oitavo ano consecutivo, o Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre apoia o Pequeno Príncipe, o maior hospital pediátrico do Brasil. Situado na cidade de Curitiba (PR), a instituição realiza mais de 300 mil atendimentos ao ano, com 70% da capacidade destinada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Neste ano, o Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre está contribuindo com dois projetos desenvolvidos pela entidade. O primeiro, denominado Inovação do Centro Cirúrgico, tem como objetivo promover maior qualidade e segurança nos procedimentos pré e pós-cirúrgicos em crianças e adolescentes com câncer atendidas pelo Hospital por meio da aquisição de equipamentos hospitalares e mobiliários para salas cirúrgicas e áreas de apoio.

Já o segundo projeto apoiado pelo Grupo, o Saúde Integral, contribui para a efetivação dos direitos fundamentais dos pacientes e garante o acolhimento integral de seus familiares, além de viabilizar diversos serviços complementares e de apoio, importantes para o fortalecimento do vínculo familiar e para a assistência à saúde com qualidade e humanização.

O projeto ainda contribui para a oferta de uma estrutura completa aos pacientes e suas famílias no Pequeno Príncipe, englobando o acompanhamento escolar de crianças e adolescentes em tratamento, atendimentos de psicologia e odontologia e até mesmo uma casa de apoio, espaço de acolhimento de familiares acompanhantes vindos de todas as regiões do Brasil.

A diretora de Marketing e Sustentabilidade do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, Fátima Lima, explica que o apoio a iniciativas que transformam a sociedade e oferecem assistência à população de forma gratuita é um dos pilares da empresa. “Estamos muito felizes em poder dar continuidade à parceria com o Hospital Pequeno Príncipe e, dessa forma, ajudar crianças e adolescentes que – em muitos casos – não poderiam pagar por um tratamento tão complexo”, afirma.

Para a diretora executiva do Hospital Pequeno Príncipe, Ety Cristina Forte Carneiro, as parcerias duradouras são fundamentais para assegurar o trabalho realizado há 99 anos pela instituição em favor das crianças e adolescentes de todo o país. “A mobilização social tem um papel essencial na história do Pequeno Príncipe. Desde o início do atendimento em saúde, em 1919, as parcerias são significativas para a nossa atuação. A participação de diferentes instituições e pessoas nos permite oferecer tratamento de ponta e transformar a vida de crianças e adolescentes de diferentes regiões do Brasil, que têm a oportunidade de ter acesso a um centro de saúde de excelência”, conclui.

Grupo MBM participa da 42ª edição do Oscar de Seguros 3219

Evento é promovido pelo CVG-RJ

Na última quinta-feira, dia 4 de outubro, aconteceu a cerimônia Destaques do Ano 2017/2018 promovido pelo Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ). O evento, tradicionalmente conhecido como “Oscar de Seguros”, aconteceu no Museu do Amanhã, na cidade do Rio de Janeiro, e contou com a participação de grandes personalidades do mercado segurador carioca.

O diretor comercial do MBM, Luiz Eduardo Dilli Gonçalves, o superintendente comercial, Alexsander Kaufmann, juntamente com a gerente da filial MBM RJ, Tatiana Antoniazzi e sua equipe estiveram presentes no evento. Para Tatiana o evento colocou, mais uma vez, o MBM em evidência “Foi um enorme prazer compartilharmos este momento com amigos tão queridos e competentes. Fazer parte deste seleto grupo certamente nos engrandece”, comenta. “A nossa participação em eventos como este é essencial, uma vez que nele se reúnem profissionais do mercado de seguros de todo o Estado do Rio de Janeiro”, complementa Luiz Eduardo.

A filial MBM Rio de Janeiro está localizada na Rua Álvaro Alvim, 21 – 3º andar, no centro do Rio de Janeiro. Os telefones para contato são (21) 2533.3589 e (21) 2240.4328.

O que esperar da reforma da previdência? 2690

Previdência

Mudanças são necessárias para a resolução de outros pontos críticos do Brasil como educação, saúde e segurança pública

Creio que muitos estejam atentos ao cenário político, e quando possível, tentamos entender o que cada candidato está propondo para os principais temas do Brasil. Tenho visto, rotineiramente, as pessoas debatendo em rodas de conversa sobre temas como saúde, educação e segurança pública. Previdência entra nas discussões, mas em uma menor relevância na maioria das vezes. Nos debates, a reforma da previdência vem sendo tratada com a mesma intensidade que os demais temas – que realmente são críticos no Brasil. Mas dada a consequência do déficit da previdência, o tema deveria ter muito mais relevância nestas discussões.

A dúvida é a seguinte, as pessoas sabem o real impacto do problema da previdência no país e que isso inviabiliza investimentos em qualquer outra área? Ou seja, caso o problema não seja resolvido, fica muito difícil resolver os demais.

Abaixo, seguem alguns dados que comprovam essas conclusões:

  • 1° – O governo projeta para 2019 que os gastos com a previdência consumirão 53,4% do orçamento total;
  • 2° – Somente o déficit da previdência estimado para 2019 será maior do que os orçamentos das áreas de saúde, segurança pública e educação somadas;
  • 3° – Em 2017, somente 13% da população se enquadra como idosa, e em 2026 serão 32% de idosos no Brasil usufruindo dos benefícios da previdência;
  • 4° – Atualmente, temos cerca de 8 pessoas contribuindo para a previdência para cada pessoa que se beneficia do sistema. Em 2060 a projeção é termos 2 contribuintes para cada beneficiário. Teríamos que arrecadar 4 vezes mais de cada contribuinte para manter o sistema como está hoje;
  • 5° – O Brasil gasta cerca de 12% do PIB com previdência, enquanto países com a mesma proporção de idosos na população gasta, em média, menos de 4% do PIB;
  • 6° – A expectativa de vida do brasileiro vai subir cerca de 15% até 2060 (o que significa que o sistema previdenciário vai ter que pagar o benefício, em média, por um período 15% maior do que é hoje);
  • 7° – Servidores públicos recebem uma aposentadoria maior que os funcionários da iniciativa privada. Caso essa diferença seja ajustada, 30% do déficit seria resolvido (ou seja, apesar de importante, só isso não resolve a questão).

Em resumo, o problema é muito grave e o cenário futuro é bastante complexo. A relação contribuinte versus beneficiário caindo drasticamente, expectativa de vida subindo, envelhecimento da população e gasto extremamente elevado já no cenário atual e o fato de 76% da população depender muito da previdência social já nos dias de hoje.

É preciso que a população fique atenta a este tema, pois se não for resolvido, não só o sistema previdenciário vai ter problemas, mas como o Brasil não conseguirá investir em outras questões fundamentais como educação, saúde e segurança.

*Raphael Swierczynski é CEO da Ciclic, primeira fintech do mercado de previdência complementar.