Seguro de faturamento ainda engatinha no Brasil 230

Política de regulação proposta pelo Ministério é necessária, mas junto dela outras demandas precisam avançar

Na última quinta-feira (31/03), a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimeto, Kátia Abreu, afirmou que a Lei Plurianual Agrícola (LPA) contemplará o seguro de faturamento. Com cobertura para variação de produtividade e oscilação de preço, o produto é oferecido por algumas seguradoras, mas não tem hoje regulação do Mapa.

Pedro Loyola, economista da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), diz que o Ministério está no caminho certo defendendo como política prioritária o seguro, que já é recorrente nos Estados Unidos e será o futuro no Brasil.

“Ele não cobre o que o produtor teria de lucro, isso não existe em nenhum lugar do mundo. É mais uma confusão que se faz com o nome ‘seguro de renda’. Ressarce sim prejuízos com base numa perda de produção ou queda no preço da saca previamente fixado na bolsa”, diz. Os níveis de cobertura variam, em média, de 60% a 80% sobre o faturamento total estimado, a depender da seguradora e do município.

Ele explica que a modalidade é mais custosa do que o seguro climático por envolver risco maior para as seguradoras. Para alavancar no Brasil, Pedro acredita que adaptações precisem ser feitas conforme a demanda das principais regiões produtoras. Outra questão é a necessidade de apoio do governo para fomentar a adesão dos produtores e a criação de uma base de dados sólida para equilibrar os preços.

“Hoje, no Paraná, o seguro tradicional tem custo de 7%, em média, dos quais 40% o governo federal subvenciona”, afirma. Diante disso, o prêmio líquido para o agricultor fica na casa de 2 a 4% do faturamento. No caso do seguro de faturamento, o custo gira em torno de 9%, cabendo a mesma subvenção. “Se o preço da soja cai, cobrir isso já é apertado”, diz Pedro. O orçamento para o seguro agrícola da safra 2016/2017 será de R$ 400 milhões. Em 2014/2015, o valor foi de R$ 700 milhões, assim como na safra 2013/2014.

Para desenvolver um produto melhor, Pedro acredita ser necessário um trabalho conjunto das instituições financeiras, associações e cooperativas. “Uma vez estando a venda atrelada à concessão de crédito, cabe aos bancos levantar em campo estatísticas sobre a produtividade de seus clientes. Às cooperativas colaborar também, porque têm dados sobre venda da produção dos cooperados, compra de insumos, tamanho da área”, justifica. Deixar isso a cargo do produtor, segundo Pedro, não é uma alternativa, justamente por ele ser parte interessada em receber o prêmio em caso de sinistro.

Hoje, os cálculos para o seguro são feitos com base em médias de risco dos municípios, um parâmetro abrangente demais considerando a diversidade da produção brasileira, argumenta o economista.

Cristiano Palavro, assessor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), afirma que nos Estados Unidos de 90% a 95% da área destinada à produção de grãos está segurada. “No Brasil, esse valor não passa de 9 a 10%”, diz, somados aí o seguro climático e de faturamento. Goiás, que tem uma média superior, alcançou 20% na safra 2014/2015, melhor resultado dos últimos anos. “Precisamos avançar nessa questão, dar condições para o produtor ter o seguro. Isso traz maiores garantias para a produção de alimentos e minimiza os reflexos negativos que uma quebra de safra pode trazer”, afirma o assessor técnico.

A Lei Plurianual

A Lei Plurianual Agrícola deverá ser submetida ao Congresso Nacional em agosto deste ano. Se aprovada, irá substituir os Planos Safra, como ficaram conhecidos os Planos Agrícolas e Pecuários (PAPs) publicados anualmente. “A vantagem da Lei Plurianual é a possibilidade de o produtor ter definições por um período maior de tempo. Se planejar conhecendo a política de juros a longo prazo e, assim, acessar com mais segurança linhas de crédito para custeio e financiamento”, afirma Cristiano Palavro. A proposta é que os planos plurianuais tenham duração de cinco anos.

*Informações de Portal DBO.

Pedrinhas destacam Outubro Rosa e a importância dos Securitários 10011

Encontro foi realizado na noite desta segunda-feira (08), em Porto Alegre (RS)

O Clube da Pedrinha em Seguros (RS) realizou o tradicional encontro mensal da entidade na noite desta segunda-feira (08), na Capital Gaúcha. O Restaurante Casa do Marquês foi palco de uma apresentação de Valdir Brusch, presidente do Sindicato dos Securitários do Rio Grande do Sul. Brusch destacou a importância social da entidade sindical para a categoria, além da série de desafios que surgiram com a reforma trabalhista.

A entidade ainda endossou apoio à campanha “Outubro Rosa”, que visa combater o câncer nas mulheres. Lenços foram arrecadados em parceria com a Escola Nacional de Seguros e Daniela Zimmer, executiva da Bradesco Seguros, lembrou da fundamental relevância da doação de cabelos para confecção de perucas às vítimas de uma doença silenciosa.

Outro destaque do encontro foi o sorteio de um par de ingressos para o Troféu JRS aos membros do Clube. Niris Cunha e Maria Izabel Indrusiak garantiram a participação na grande festa do seguro, que acontece no dia 19 de outubro, no Centro de Eventos Casa do Gaúcho.

Todas as imagens – Encontro mensal do Clube da Pedrinha:

Evento da Zurich reúne executivos para atualização de estratégia 3796

Gláucia Smithson, Edson Franco, Claudia Dill, Sierra Signorelli e Carola Fratini / Divulgação

Broker Advisory Board discutiu estratégia na subscrição de riscos empresariais, inovação e soluções

No dia 4 de outubro a Zurich realizou o evento Zurich Broker Advisory Board – reunião de um grupo seleto de executivos do mercado para uma atualização sobre a estratégia na subscrição de riscos empresariais, inovação e soluções.

Participou do evento a Global Chief Underwriting Officer da Zurich, Sierra Signorelli, que apresentou as tendências do mercado global e estratégia da Zurich, que inclui a expansão em áreas táticas, melhor posicionamento no mercado; investimento em serviços ao cliente, corretor e talentos internos, incluindo o empoderamento local dos seus subscritores; o aumento das capacidades tecnológicas de modo que estas possibilitem maior conhecimento sobre o mercado de atuação da empresa; e o investimento na solução de necessidades de clientes para criar operações mais eficientes para mercados futuros.

Além de Signorelli, participaram do encontro no restaurante Fleming’s Prime Steak House & Wine Bar, em São Paulo, Claudia Dill (CEO Latam), Edson Franco (CEO Brasil) e Carola Fratini (Head of Commercial Insurance Latam), Glaucia Smithson (Head of Commercial Insurance Brasil) e demais executivos da companhia.

BB e Mapfre apoia maior hospital pediátrico do Brasil 3285

Localizado no Paraná, o Hospital Pequeno Príncipe realiza mais de 300 mil atendimentos por ano

Pelo oitavo ano consecutivo, o Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre apoia o Pequeno Príncipe, o maior hospital pediátrico do Brasil. Situado na cidade de Curitiba (PR), a instituição realiza mais de 300 mil atendimentos ao ano, com 70% da capacidade destinada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Neste ano, o Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre está contribuindo com dois projetos desenvolvidos pela entidade. O primeiro, denominado Inovação do Centro Cirúrgico, tem como objetivo promover maior qualidade e segurança nos procedimentos pré e pós-cirúrgicos em crianças e adolescentes com câncer atendidas pelo Hospital por meio da aquisição de equipamentos hospitalares e mobiliários para salas cirúrgicas e áreas de apoio.

Já o segundo projeto apoiado pelo Grupo, o Saúde Integral, contribui para a efetivação dos direitos fundamentais dos pacientes e garante o acolhimento integral de seus familiares, além de viabilizar diversos serviços complementares e de apoio, importantes para o fortalecimento do vínculo familiar e para a assistência à saúde com qualidade e humanização.

O projeto ainda contribui para a oferta de uma estrutura completa aos pacientes e suas famílias no Pequeno Príncipe, englobando o acompanhamento escolar de crianças e adolescentes em tratamento, atendimentos de psicologia e odontologia e até mesmo uma casa de apoio, espaço de acolhimento de familiares acompanhantes vindos de todas as regiões do Brasil.

A diretora de Marketing e Sustentabilidade do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, Fátima Lima, explica que o apoio a iniciativas que transformam a sociedade e oferecem assistência à população de forma gratuita é um dos pilares da empresa. “Estamos muito felizes em poder dar continuidade à parceria com o Hospital Pequeno Príncipe e, dessa forma, ajudar crianças e adolescentes que – em muitos casos – não poderiam pagar por um tratamento tão complexo”, afirma.

Para a diretora executiva do Hospital Pequeno Príncipe, Ety Cristina Forte Carneiro, as parcerias duradouras são fundamentais para assegurar o trabalho realizado há 99 anos pela instituição em favor das crianças e adolescentes de todo o país. “A mobilização social tem um papel essencial na história do Pequeno Príncipe. Desde o início do atendimento em saúde, em 1919, as parcerias são significativas para a nossa atuação. A participação de diferentes instituições e pessoas nos permite oferecer tratamento de ponta e transformar a vida de crianças e adolescentes de diferentes regiões do Brasil, que têm a oportunidade de ter acesso a um centro de saúde de excelência”, conclui.

Grupo MBM participa da 42ª edição do Oscar de Seguros 3245

Evento é promovido pelo CVG-RJ

Na última quinta-feira, dia 4 de outubro, aconteceu a cerimônia Destaques do Ano 2017/2018 promovido pelo Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ). O evento, tradicionalmente conhecido como “Oscar de Seguros”, aconteceu no Museu do Amanhã, na cidade do Rio de Janeiro, e contou com a participação de grandes personalidades do mercado segurador carioca.

O diretor comercial do MBM, Luiz Eduardo Dilli Gonçalves, o superintendente comercial, Alexsander Kaufmann, juntamente com a gerente da filial MBM RJ, Tatiana Antoniazzi e sua equipe estiveram presentes no evento. Para Tatiana o evento colocou, mais uma vez, o MBM em evidência “Foi um enorme prazer compartilharmos este momento com amigos tão queridos e competentes. Fazer parte deste seleto grupo certamente nos engrandece”, comenta. “A nossa participação em eventos como este é essencial, uma vez que nele se reúnem profissionais do mercado de seguros de todo o Estado do Rio de Janeiro”, complementa Luiz Eduardo.

A filial MBM Rio de Janeiro está localizada na Rua Álvaro Alvim, 21 – 3º andar, no centro do Rio de Janeiro. Os telefones para contato são (21) 2533.3589 e (21) 2240.4328.

O que esperar da reforma da previdência? 2717

Previdência

Mudanças são necessárias para a resolução de outros pontos críticos do Brasil como educação, saúde e segurança pública

Creio que muitos estejam atentos ao cenário político, e quando possível, tentamos entender o que cada candidato está propondo para os principais temas do Brasil. Tenho visto, rotineiramente, as pessoas debatendo em rodas de conversa sobre temas como saúde, educação e segurança pública. Previdência entra nas discussões, mas em uma menor relevância na maioria das vezes. Nos debates, a reforma da previdência vem sendo tratada com a mesma intensidade que os demais temas – que realmente são críticos no Brasil. Mas dada a consequência do déficit da previdência, o tema deveria ter muito mais relevância nestas discussões.

A dúvida é a seguinte, as pessoas sabem o real impacto do problema da previdência no país e que isso inviabiliza investimentos em qualquer outra área? Ou seja, caso o problema não seja resolvido, fica muito difícil resolver os demais.

Abaixo, seguem alguns dados que comprovam essas conclusões:

  • 1° – O governo projeta para 2019 que os gastos com a previdência consumirão 53,4% do orçamento total;
  • 2° – Somente o déficit da previdência estimado para 2019 será maior do que os orçamentos das áreas de saúde, segurança pública e educação somadas;
  • 3° – Em 2017, somente 13% da população se enquadra como idosa, e em 2026 serão 32% de idosos no Brasil usufruindo dos benefícios da previdência;
  • 4° – Atualmente, temos cerca de 8 pessoas contribuindo para a previdência para cada pessoa que se beneficia do sistema. Em 2060 a projeção é termos 2 contribuintes para cada beneficiário. Teríamos que arrecadar 4 vezes mais de cada contribuinte para manter o sistema como está hoje;
  • 5° – O Brasil gasta cerca de 12% do PIB com previdência, enquanto países com a mesma proporção de idosos na população gasta, em média, menos de 4% do PIB;
  • 6° – A expectativa de vida do brasileiro vai subir cerca de 15% até 2060 (o que significa que o sistema previdenciário vai ter que pagar o benefício, em média, por um período 15% maior do que é hoje);
  • 7° – Servidores públicos recebem uma aposentadoria maior que os funcionários da iniciativa privada. Caso essa diferença seja ajustada, 30% do déficit seria resolvido (ou seja, apesar de importante, só isso não resolve a questão).

Em resumo, o problema é muito grave e o cenário futuro é bastante complexo. A relação contribuinte versus beneficiário caindo drasticamente, expectativa de vida subindo, envelhecimento da população e gasto extremamente elevado já no cenário atual e o fato de 76% da população depender muito da previdência social já nos dias de hoje.

É preciso que a população fique atenta a este tema, pois se não for resolvido, não só o sistema previdenciário vai ter problemas, mas como o Brasil não conseguirá investir em outras questões fundamentais como educação, saúde e segurança.

*Raphael Swierczynski é CEO da Ciclic, primeira fintech do mercado de previdência complementar.