Programas de saúde ganham peso na hora da renegociação 249

Resolução normativa da ANS prevê o direito de premiação ou negociação aos beneficiários ou contratantes que ofereçam programas de saúde

Incentivo à alimentação saudável, campanhas antitabagismo, exercícios laborais e até custeio em academias. Tudo isso tem feito a diferença na hora de combater o aumento dos preços dos planos empresariais no momento da renegociação, além de diminuir a taxa de sinistralidade entre os planos médicos.

Uma resolução normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) prevê o direito de premiação ou negociação aos beneficiários ou contratantes que ofereçam programas de saúde – como incentivo aos colaboradores, de acordo com a CEO da Aliança para Saúde Populacional (Asap), Milva Gois. No entanto, a adesão ao benefício ainda é pequena. Poucas empresas já usufruem da medida para conseguir melhor reajuste na renovação anual dos contratos.

Para Milva, felizmente este cenário está mudando. “O contratante tem de se tornar agente participativo”, afirma. O executivo acredita que a falta de conhecimento e engajamento das empresas faz com que percam a oportunidade de reduzir o gasto com plano de saúde. Outros equívocos comuns nas empresas, segundo ele, é não utilizarem informações de exames periódicos e obrigatórios, além de dados das operadoras de saúde para a negociação. “Muitas vezes a sinistralidade deve-se a um caso específico e a empresa pode solicitar as informações”, diz. Milva aponta que a solução não é mudar a operadora de saúde, mas mapear a população e negociar de forma mais transparente e assertiva com a operadora do plano.

“A renegociação não é boa para ninguém”, afirma o vice-presidente de Saúde e Odonto da SulAmérica Seguros, Maurício Lopes. De acordo com ele, se por um lado na renegociação anual a operadora consegue readequar o aumento dos custos, por outro é uma oportunidade de pedir ao cliente que vá embora. “Claro que não queremos isso. Acreditamos que seja necessária a sinergia. Se ambas as partes querem o mesmo é um ganho a ganho”, comenta.

Incentivos

Segundo o executivo, a operadora não apenas aceita a apresentação de programas de saúde, como também incentiva. Um de seus clientes, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, por exemplo, conseguiu ficar três anos sem reajuste após a implementação do Programa Bem-Estar, mencionado anteriormente pelo DCI. Na época, o gerente de qualidade de vida e saúde, Rodrigo Bornhausen Demarch, disse que o hospital conseguiu economizar mais de R$ 5 milhões com plano de saúde, que hoje é considerado o maior gasto das empresas brasileiras, perdendo apenas para a folha de pagamento.

Desafios

Ainda segundo Lopes, da SulAmérica, com a instabilidade econômica aumentou o número de empresas que querem implantar programas de saúde para uma renegociação mais vantajosa e até para diminuir a taxa de sinistralidade. No entanto, tem sido um desafio. Para Lopes, isso ocorre porque gerir programas de bem-estar na empresa em um momento que já sofre outras pressões financeiras é mais difícil.

De acordo com ele, o desafio independe do porte. Na hora de implementar um programa de saúde para beneficiários, Lopes aponta que a relação com funcionários de pequenas empresas é menos restrita, porque não existe uma área intermediária, o que dá maior flexibilidade e agilidade para as ações. “Mas também temos menos apoio entre as pequenas empresas. Nas grandes há uma interface entre o plano e o funcionário.”

Cadeia setorial

Para o sócio do escritório Dagoberto Advogados, Ricardo Ramires Filho, a sinergia pode ser utilizada não apenas entre operadoras e contratantes, mas também com outras empresas da cadeia, como a indústria farmacêutica. Segundo ele, já existem casos em que a operadora consegue um desconto maior no medicamento e aproveita o programa da fabricante para que o paciente se cuide corretamente. Um exemplo citado por Ramires é o de pacientes com doenças mais graves, como o câncer. “Em vez de a operadora prover só o exame, ela pode tentar parceria com a fabricante do remédio para ter desconto e buscar a cura mais rápida.”

Segundo ele, o interesse das operadoras em ajudar a reduzir o reajuste nos contratos não é em vão. Com a instabilidade econômica e o fluxo de caixa menor nas contratantes, os planos de saúde têm sofrido com o downgrade das carteiras (migração para planos mais baratos) e a perda de beneficiários do mercado privado, provocada principalmente, pelo desemprego. “Assim como o pessoal que aluga tem deixado de aplicar reajuste para manter o imóvel alugado, as contratantes estão com maior poder de barganha com as operadoras.”

Ele acredita que encontrar um reajuste consensual deixou de ser uma forma de decidir quem sairá ganhando e passou a ser uma forma de sobreviver. “Muitas operadoras estão quase no vermelho”, ressalta. Com a sinistralidade em torno de 82,4%, o executivo aponta que a margem acaba sendo extremamente baixa, sendo pior em operadoras menores. “Em média, as operadoras estão com uma margem de lucro entre 1,8% e 2%”, destaca.

Como o resultado, o setor tem cada vez menos fôlego para investimentos e sobrevivência, o que tem deixado o mercado mais concentrado. Depois de alcançar 2.400 operadoras médico-hospitalares no ano 2000, em setembro de 2015 o total foi de 999, das quais 843 com beneficiários. Sendo que 80% das vidas estão em 155 operadoras.

Outras estratégias apontadas por ele para diminuir a sinistralidade nas empresas é incentivando o funcionário a fazer um uso mais consciente do plano. “Além de diminuir o uso do Sistema Único de Saúde [SUS]”, afirma o executivo. De acordo com Ramires, 67% do ressarcimento das operadoras ao SUS se deve ao uso em atendimento ambulatorial, que já faz parte da cobertura dos planos.

*Informações de DCI.

Pedrinhas destacam Outubro Rosa e a importância dos Securitários 10054

Encontro foi realizado na noite desta segunda-feira (08), em Porto Alegre (RS)

O Clube da Pedrinha em Seguros (RS) realizou o tradicional encontro mensal da entidade na noite desta segunda-feira (08), na Capital Gaúcha. O Restaurante Casa do Marquês foi palco de uma apresentação de Valdir Brusch, presidente do Sindicato dos Securitários do Rio Grande do Sul. Brusch destacou a importância social da entidade sindical para a categoria, além da série de desafios que surgiram com a reforma trabalhista.

A entidade ainda endossou apoio à campanha “Outubro Rosa”, que visa combater o câncer nas mulheres. Lenços foram arrecadados em parceria com a Escola Nacional de Seguros e Daniela Zimmer, executiva da Bradesco Seguros, lembrou da fundamental relevância da doação de cabelos para confecção de perucas às vítimas de uma doença silenciosa.

Outro destaque do encontro foi o sorteio de um par de ingressos para o Troféu JRS aos membros do Clube. Niris Cunha e Maria Izabel Indrusiak garantiram a participação na grande festa do seguro, que acontece no dia 19 de outubro, no Centro de Eventos Casa do Gaúcho.

Todas as imagens – Encontro mensal do Clube da Pedrinha:

Evento da Zurich reúne executivos para atualização de estratégia 3808

Gláucia Smithson, Edson Franco, Claudia Dill, Sierra Signorelli e Carola Fratini / Divulgação

Broker Advisory Board discutiu estratégia na subscrição de riscos empresariais, inovação e soluções

No dia 4 de outubro a Zurich realizou o evento Zurich Broker Advisory Board – reunião de um grupo seleto de executivos do mercado para uma atualização sobre a estratégia na subscrição de riscos empresariais, inovação e soluções.

Participou do evento a Global Chief Underwriting Officer da Zurich, Sierra Signorelli, que apresentou as tendências do mercado global e estratégia da Zurich, que inclui a expansão em áreas táticas, melhor posicionamento no mercado; investimento em serviços ao cliente, corretor e talentos internos, incluindo o empoderamento local dos seus subscritores; o aumento das capacidades tecnológicas de modo que estas possibilitem maior conhecimento sobre o mercado de atuação da empresa; e o investimento na solução de necessidades de clientes para criar operações mais eficientes para mercados futuros.

Além de Signorelli, participaram do encontro no restaurante Fleming’s Prime Steak House & Wine Bar, em São Paulo, Claudia Dill (CEO Latam), Edson Franco (CEO Brasil) e Carola Fratini (Head of Commercial Insurance Latam), Glaucia Smithson (Head of Commercial Insurance Brasil) e demais executivos da companhia.

BB e Mapfre apoia maior hospital pediátrico do Brasil 3297

Localizado no Paraná, o Hospital Pequeno Príncipe realiza mais de 300 mil atendimentos por ano

Pelo oitavo ano consecutivo, o Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre apoia o Pequeno Príncipe, o maior hospital pediátrico do Brasil. Situado na cidade de Curitiba (PR), a instituição realiza mais de 300 mil atendimentos ao ano, com 70% da capacidade destinada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Neste ano, o Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre está contribuindo com dois projetos desenvolvidos pela entidade. O primeiro, denominado Inovação do Centro Cirúrgico, tem como objetivo promover maior qualidade e segurança nos procedimentos pré e pós-cirúrgicos em crianças e adolescentes com câncer atendidas pelo Hospital por meio da aquisição de equipamentos hospitalares e mobiliários para salas cirúrgicas e áreas de apoio.

Já o segundo projeto apoiado pelo Grupo, o Saúde Integral, contribui para a efetivação dos direitos fundamentais dos pacientes e garante o acolhimento integral de seus familiares, além de viabilizar diversos serviços complementares e de apoio, importantes para o fortalecimento do vínculo familiar e para a assistência à saúde com qualidade e humanização.

O projeto ainda contribui para a oferta de uma estrutura completa aos pacientes e suas famílias no Pequeno Príncipe, englobando o acompanhamento escolar de crianças e adolescentes em tratamento, atendimentos de psicologia e odontologia e até mesmo uma casa de apoio, espaço de acolhimento de familiares acompanhantes vindos de todas as regiões do Brasil.

A diretora de Marketing e Sustentabilidade do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, Fátima Lima, explica que o apoio a iniciativas que transformam a sociedade e oferecem assistência à população de forma gratuita é um dos pilares da empresa. “Estamos muito felizes em poder dar continuidade à parceria com o Hospital Pequeno Príncipe e, dessa forma, ajudar crianças e adolescentes que – em muitos casos – não poderiam pagar por um tratamento tão complexo”, afirma.

Para a diretora executiva do Hospital Pequeno Príncipe, Ety Cristina Forte Carneiro, as parcerias duradouras são fundamentais para assegurar o trabalho realizado há 99 anos pela instituição em favor das crianças e adolescentes de todo o país. “A mobilização social tem um papel essencial na história do Pequeno Príncipe. Desde o início do atendimento em saúde, em 1919, as parcerias são significativas para a nossa atuação. A participação de diferentes instituições e pessoas nos permite oferecer tratamento de ponta e transformar a vida de crianças e adolescentes de diferentes regiões do Brasil, que têm a oportunidade de ter acesso a um centro de saúde de excelência”, conclui.

Grupo MBM participa da 42ª edição do Oscar de Seguros 3258

Evento é promovido pelo CVG-RJ

Na última quinta-feira, dia 4 de outubro, aconteceu a cerimônia Destaques do Ano 2017/2018 promovido pelo Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ). O evento, tradicionalmente conhecido como “Oscar de Seguros”, aconteceu no Museu do Amanhã, na cidade do Rio de Janeiro, e contou com a participação de grandes personalidades do mercado segurador carioca.

O diretor comercial do MBM, Luiz Eduardo Dilli Gonçalves, o superintendente comercial, Alexsander Kaufmann, juntamente com a gerente da filial MBM RJ, Tatiana Antoniazzi e sua equipe estiveram presentes no evento. Para Tatiana o evento colocou, mais uma vez, o MBM em evidência “Foi um enorme prazer compartilharmos este momento com amigos tão queridos e competentes. Fazer parte deste seleto grupo certamente nos engrandece”, comenta. “A nossa participação em eventos como este é essencial, uma vez que nele se reúnem profissionais do mercado de seguros de todo o Estado do Rio de Janeiro”, complementa Luiz Eduardo.

A filial MBM Rio de Janeiro está localizada na Rua Álvaro Alvim, 21 – 3º andar, no centro do Rio de Janeiro. Os telefones para contato são (21) 2533.3589 e (21) 2240.4328.

O que esperar da reforma da previdência? 2731

Previdência

Mudanças são necessárias para a resolução de outros pontos críticos do Brasil como educação, saúde e segurança pública

Creio que muitos estejam atentos ao cenário político, e quando possível, tentamos entender o que cada candidato está propondo para os principais temas do Brasil. Tenho visto, rotineiramente, as pessoas debatendo em rodas de conversa sobre temas como saúde, educação e segurança pública. Previdência entra nas discussões, mas em uma menor relevância na maioria das vezes. Nos debates, a reforma da previdência vem sendo tratada com a mesma intensidade que os demais temas – que realmente são críticos no Brasil. Mas dada a consequência do déficit da previdência, o tema deveria ter muito mais relevância nestas discussões.

A dúvida é a seguinte, as pessoas sabem o real impacto do problema da previdência no país e que isso inviabiliza investimentos em qualquer outra área? Ou seja, caso o problema não seja resolvido, fica muito difícil resolver os demais.

Abaixo, seguem alguns dados que comprovam essas conclusões:

  • 1° – O governo projeta para 2019 que os gastos com a previdência consumirão 53,4% do orçamento total;
  • 2° – Somente o déficit da previdência estimado para 2019 será maior do que os orçamentos das áreas de saúde, segurança pública e educação somadas;
  • 3° – Em 2017, somente 13% da população se enquadra como idosa, e em 2026 serão 32% de idosos no Brasil usufruindo dos benefícios da previdência;
  • 4° – Atualmente, temos cerca de 8 pessoas contribuindo para a previdência para cada pessoa que se beneficia do sistema. Em 2060 a projeção é termos 2 contribuintes para cada beneficiário. Teríamos que arrecadar 4 vezes mais de cada contribuinte para manter o sistema como está hoje;
  • 5° – O Brasil gasta cerca de 12% do PIB com previdência, enquanto países com a mesma proporção de idosos na população gasta, em média, menos de 4% do PIB;
  • 6° – A expectativa de vida do brasileiro vai subir cerca de 15% até 2060 (o que significa que o sistema previdenciário vai ter que pagar o benefício, em média, por um período 15% maior do que é hoje);
  • 7° – Servidores públicos recebem uma aposentadoria maior que os funcionários da iniciativa privada. Caso essa diferença seja ajustada, 30% do déficit seria resolvido (ou seja, apesar de importante, só isso não resolve a questão).

Em resumo, o problema é muito grave e o cenário futuro é bastante complexo. A relação contribuinte versus beneficiário caindo drasticamente, expectativa de vida subindo, envelhecimento da população e gasto extremamente elevado já no cenário atual e o fato de 76% da população depender muito da previdência social já nos dias de hoje.

É preciso que a população fique atenta a este tema, pois se não for resolvido, não só o sistema previdenciário vai ter problemas, mas como o Brasil não conseguirá investir em outras questões fundamentais como educação, saúde e segurança.

*Raphael Swierczynski é CEO da Ciclic, primeira fintech do mercado de previdência complementar.