2017: Um grande ano 11337

Confira uma seleção especial de reportagens da Revista JRS na edição 208

Chegamos ao fim de mais um ciclo. É chegada a hora de rever alguns dos principais momentos do mercado de seguros no ano de 2017. Um ano marcado por grandes eventos, como a 15ª edição do Troféu JRS.

A seleção de reportagens veiculadas nessa edição usou como critério a relevância de conteúdos mais acessados no site da Revista JRS na internet e também o período em que foram veiculados, sendo priorizados os conteúdos publicados em edições não tão recentes de nossa publicação, que, mais uma vez, esteve ao lado do mercado de seguros.

Analisando os caminhos do setor e de seus profissionais podemos ter a certeza de um 2018 com resultados ainda melhores. Que o otimismo tome conta de seu negócio no próximo ano e que possamos estar juntos novamente!

O corretor de seguros e o código de vestimenta 2593

Negócios

Será que o corretor de seguros deve se apresentar sempre de terno e gravata?

Renato Cunha Bueno é sócio-diretor da ARX Re Corretora de Resseguros e coordenador da Comissão Grandes Riscos e Resseguros do Sincor-SP
Renato Cunha Bueno é sócio-diretor da ARX Re Corretora de Resseguros e coordenador da Comissão Grandes Riscos e Resseguros do Sincor-SP

Quando iniciei na profissão, 40 anos atrás, era inadmissível um profissional ser visto sem terno e gravata. Uma ocasião encontrei um colega muito elegante que estava desempregado, enquanto eu caminhava com o diretor da seguradora para a qual trabalhava, pelo centro da cidade, região que à época abrigava praticamente todas as grandes empresas de São Paulo. Éramos amigos deste profissional e meu chefe ficou muito bravo com ele. “Como você tem coragem de vir ao Centro de roupa esporte? Assim você se desvaloriza e se alguém te vir ficará com uma má impressão. Volte para casa agora e só reapareça no Centro trajado adequadamente”. O amigo, totalmente envergonhado, saiu de fininho e foi embora com o rabo entre as pernas.

Muita coisa mudou de lá para cá. Mesmo o Lloyd’s de Londres, que frequento há mais de 20 anos como corretor de resseguros, mudou. Antigamente, mulheres não eram admitidas, os homens tinham cabelos curtos e ninguém tirava o paletó e a gravata nem dentro nem fora do Lloyd’s. Alguns hábitos ainda se mantêm, afinal de contas a Inglaterra é a terra da tradição. Ternos só pretos, cinzas ou azul marinho e o sapato sempre preto, jamais marrom, e nunca blazer! Em compensação eles hoje barbarizam nas meias, forros de paletós e gravatas, tudo super colorido, e nos escritórios dos corretores a grande maioria trabalha sem gravata e sem paletó, os jovens com a camisa fora da calça.

Aqui no Brasil as coisas também se transformaram, só que mais radicalmente. A princípio veio a sexta-feira casual e algumas seguradoras, ainda com muita preocupação com a aparência formal, chegaram a contratar consultorias de profissionais da moda como da Gloria Kalil, para “educar” e deixar os funcionários mais chiques. Depois, aos poucos, os funcionários de empresas do mercado segurador e financeiro foram se liberando das gravatas e passaram a se vestir à maneira de Mahmoud Ahmadinejad, ex presidente do Irã, de terno e sem gravata, e logo os blazers sem gravata passaram a dominar.

Nada contra o uso de ternos e gravatas ou qualquer tipo de roupa, cada um que se apresente como gosta, mas a verdade é que a grande maioria das pessoas se veste cada vez mais de forma casual e confortável usando inclusive jeans, camisas polo, sapatos mocassim e até tênis e camisetas.

Para minha surpresa, recebi uma notícia publicada no jornal O Estado de S. Paulo, que de tão surpreendente reproduzo integralmente:

Itaú Unibanco libera dress code ao gosto de cada colaborador

Depois de liberar o uso da bermuda na vestimenta diária, em resposta a uma demanda dos funcionários do seu Centro de Tecnologia, o Itaú Unibanco foi além. A partir deste mês, cada um dos seus mais de 85 mil colaboradores Brasil afora poderá escolher o traje de cada dia a seu bel-prazer. De camiseta, de tênis, de terno, de jeans e até de bermuda. O novo dress code do Itaú tem como mote “o nosso jeito tem seu estilo”.

Bom senso. A iniciativa, que começa a vigorar no banco a partir de amanhã, tem apenas duas regras: o bom senso e o cliente em primeiro lugar. As unidades externas do Itaú, que somam outros cerca de 14 mil funcionários, vão avaliar como aplicar a adoção do novo dress code.

Por isso, hoje aconselho: trabalhe bem, seja responsável e bom profissional, pois a aparência não resolve mais o problema de ninguém. Isso sem esquecer a boa regra do Itaú Unibanco: “bom senso e o cliente em primeiro lugar”.

*Por Renato Cunha Bueno, sócio-diretor da ARX Re Corretora de Resseguros e coordenador da Comissão Grandes Riscos e Resseguros do Sincor-SP.

Brasileiros contratam mais seguros para proteger renda 575

Seguro

Contratações crescem 8,55% no primeiro semestre de 2018 e movimentam R$ 19,94 bilhões

Edson Franco é presidente da FenaPrevi / Divulgação
Edson Franco é presidente da FenaPrevi / Divulgação

As contratações de seguros com coberturas para riscos pessoais (seguro de vida, seguro de acidentes pessoais, prestamista, entre outras modalidades) somaram R$ 19,94 bilhões no primeiro semestre deste ano, valor 8,55% superior aos R$ 18,37 bilhões registrados de janeiro a junho de 2017, segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), entidade que representa 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país.

Os indicadores da federação também mostram que os seguros coletivos, oferecidos em forma de benefício aos colaboradores de empresas e participantes de sindicatos e associações, segundo a federação, responderam por 77,00% dos contratos. Já os seguros individuais, contratados por pessoa física, representaram 23,00%.

Os dados do balanço da FenaPrevi também mostram que no primeiro semestre de 2018 as indenizações totalizaram R$ 4,35 bilhões, valor maior que os R$ 4,27 bilhões de janeiro a maior de 2017.

Na análise por modalidade de produto, o seguro de vida tem a maior carteira do mercado de seguros de pessoas e esteve entre as coberturas mais contratadas. No primeiro semestre, o volume de contratações cresceu 9,00% e os prêmios totalizaram R$ 7,20 bilhões.

Outros ramos também apresentaram alta expressiva no período com evolução acima de dois dígitos na comparação com o mesmo período do ano passado. Um dos destaques foi o seguro prestamista que cobre o pagamento de prestações do titular da apólice em caso de morte, invalidez ou perda involuntária do emprego. O seguro de proteção financeira obteve crescimento de 23,74% no volume de contratações de coberturas para proteção do crédito e o total de prêmios foi de R$ 5,49 bilhões.

O seguro auxilio funeral também esteve entre os seguros mais procurados pelos brasileiros no período. As contratações das coberturas foram 11,03% superiores e os prêmios foram de R$ 304,61 milhões. No mesmo período em 2017, os prêmios deste produto que proporciona uma renda para custear altas despesas decorrentes de algum problema grave de saúde, foram de R$ 274,35 milhões.

A preocupação dos brasileiros quanto às despesas inesperadas com saúde também refletiu no desempenho dos seguros com coberturas para custear gastos com doenças graves. As contratações foram 12,55% superior e os prêmios de R$ 417,84 milhões, contra os R$ 371,26 milhões do ano anterior.

Pedrinhas em Seguros (RS) promovem encontro no Acampamento Farroupilha 926

Chimarrão

Momento conta com apoio de Grupo Autosul e Sultec Vistorias

O piquete Portal do Rio Grande é palco do próximo encontro do Clube da Pedrinha em Seguros (RS). Com apoio do Grupo Autosul e Sultec Vistorias, os membros da entidade reúnem-se no dia 11 de setembro, terça-feira, a partir das 19h30min.

Confira também: Diversas novidades marcam encontro do Clube da Pedrinha em Seguros (RS).

Para participar é necessário realizar a confirmação até o dia 7 de setembro, através do e-mail marketingpedrinha@gmail.com.

Divulgação
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Berkley aposta nas assessorias para expandir negócios 746

Glaucio Costa é superintendente Região Sul da Berkley

Ideia é ampliar base de corretores ativos na operação

Com foco na expansão regional, a Berkley do Brasil reforça laços com as assessorias em seguros. Em algumas regiões, a totalidade da distribuição de seguros passa pelo canal de assessorias. Já onde a companhia possui filial, o índice é de 15%. Quem explica é Glaucio Costa, superintendente da Regional Sul da Berkley. “Queremos aumentar a nossa rede de distribuição e entendemos que a parceria com as assessorias é uma forma eficaz de atingirmos os objetivos traçados. Escolher parceiros capacitados em regiões específicas amplia o atendimento da companhia em locais que a equipe comercial da companhia não consegue atender com a mesma agilidade da cidade onde a companhia possui filiais”, diz.

O executivo ainda reforça a relevância deste canal para distribuição de seguros no mercado. “É muito importante a atuação da assessoria para auxiliar o corretor no retorno das demandas com rapidez”, afirma.

Recentemente, a Berkley Brasil estabeleceu uma parceria comercial com a TL Consultoria e Assessoria de Seguros para atendimento dos corretores que atuam na região da Serra e Norte do Estado do Rio Grande do Sul. A proposta é desenvolver mais negócios junto aos corretores locais, aumentando a distribuição de todos os produtos do portfólio da companhia. “Com esse apoio temos a certeza de que até o final de 2018 os números terão uma representatividade mais expressiva para a Filial de Porto Alegre. A TL, nossa parceira na região, é uma empresa que investe continuamente em treinamento e na diversificação da linha de produtos que possui um amplo portfólio com coberturas completas nas linhas de negócios e serviços personalizados como alternativa para ampliar as oportunidades, além disso, fazem investimentos em sistema de gestão de produção e ganham qualidade e agilidade nos serviços que prestam”, conta o executivo.

Em função de suas ações estratégicas de atendimento aos parceiros, a Berkley torna-se um canal muito atrativo devido ao mix de produtos disponibilizados. “Desta forma é possível potencializarmos as vendas, ampliando nossa atuação com a linha de produtos para os setores de Garantia, RC, RD, D&O, E&O e Entretenimento, com soluções otimizadas e condições ajustadas aos negócios no momento”, informa Glaucio Costa.

A expectativa do superintendente da Regional Sul é que as assessorias possam ampliar a base de corretores ativos na operação. As metas do segundo semestre são mais expressivas e precisamos que coloquem energia e foco na conquista de novos corretores e negócios. Esperamos que as equipes sejam catalisadoras e que desenvolvam mercados que ainda não exploramos. Esta operação tem um papel fundamental em apoiar o corretor na identificação de novos nichos e na ampliação do mix de carteira”, finaliza.

Escola Nacional de Seguros promove painéis sobre blockchain 809

Evento faz parte da série “Tecnologias disruptivas e seus impactos no seguro”

A Associação Paulista dos Técnicos de Seguro (APTS) e a Escola Nacional de Seguros (ENS) promoveram, nesta quarta-feira (29), dois painéis sobre os impactos que a introdução do blockchain e novas tecnologias trarão ao setor de seguros. Em resumo, podemos esperar por processos mais ágeis, transparentes e seguros.

O fundador e CEO da 88Insurtech, Rodrigo Ventura, abordou os principais conceitos e valores dessa tecnologia, bem como o cenário internacional e brasileiro ao lado de Wellington Lordelo, líder da área de Marketing de Soluções e Desenvolvimento de Negócios na Equinix. “Estamos vivendo um momento em que o consumidor tem exigido as mudanças. Por exemplo, o mercado de saúde tem se transformado, com foco em uma vida mais saudável e onde não se dependa de hospital. São novas fontes de receitas que precisam ser geradas a partir da experiência do usuário”, explica Lordelo.

Wellington Lordelo é líder da área de Marketing de Soluções e Desenvolvimento de Negócios na Equinix
Wellington Lordelo é líder da área de Marketing de Soluções e Desenvolvimento de Negócios na Equinix

Para o especialista, os impactos do blockchain no mercado de seguros trarão “mais agilidade nos processos em toda cadeia de seguros. Um contrato, uma transação ou um pagamento de sinistro devem acontecer, cada vez mais, em tempo real. A transformação digital vai impactar na forma como nós trabalhamos hoje em dia e no futuro da empregabilidade. A relação humana tende a melhorar cada vez mais, vão se destacar as pessoas que tenham uma boa comunicação, desenvolvam bom relacionamento, passam credibilidade. Isso a máquina não consegue substituir, para ela, fica o trabalho braçal”, completa Wellington Lordelo.

Fernando Steler é CEO da Direct One
Fernando Steler é CEO da Direct One

Já na segunda parte do evento, os especialistas debateram os resultados e as tendências do blockchain no seguro. Fernando Steler, CEO da Direct One, também assinala as grandes transformações que serão introduzidas no mercado. “As grandes mudanças do setor virão dessa tecnologia. O profissional do seguro conseguirá levar seus produtos a cada vez mais pessoas”, afirma Steler, também Empreendedor Endeavor.

Eduardo Guedes é vice-presidente de Tecnologia e Operações da Seguros Sura
Eduardo Guedes é vice-presidente de Tecnologia e Operações da Seguros Sura

Por fim, o vice-presidente de Tecnologia e Operações da Seguros Sura, Eduardo Guedes, ressaltou a troca de experiências entre profissionais e agentes de mercado. “Pude trazer um pouco das minhas ideias e também da Sura. Discutimos aqui a realidade, ou seja, as mudanças que realmente impactam em nosso negócio e como podemos utilizar já essa tecnologia”, finaliza.

Participantes do evento ao lado de Eduardo Guedes, vice-presidente de Tecnologia e Operações da Seguros Sura
Participantes do evento ao lado de Eduardo Guedes, vice-presidente de Tecnologia e Operações da Seguros Sura