Segurança como facilitador de negócios para bancos 14516

Confira artigo de Miguel Braojos, Vice Presidente de Vendas da HID Global

O próximo ano será um dos mais prósperos para o setor de serviços bancários e financeiros no mundo. Com o conceito de open banking e tecnologia financeira (Fintech) em evolução, os bancos buscarão novas formas não só de garantir sua posição competitiva, mas informações e contas de usuários em busca de uma significativa interrupção digital. Segurança adaptável, autenticação robusta do cliente e a detecção de fraudes serão os principais facilitadores do conceito open banking e seus benefícios para os consumidores, instituições financeiras e parceiros.
Um dos maiores desafios para o open banking será a diretiva do Serviço de Pagamento Revisado da União Europeia (PSD2), que vai exigir, a partir de janeiro de 2018, que os bancos liberem o acesso de terceiros as contas de clientes por meio de APIs. Esse desenvolvimento vai acelerar o processo de “plataformas digitais”, permitindo que startups financeiras e bancos ofereçam inúmeros serviços financeiros de consumo e comercial. A plataforma não apenas beneficiará as Fintechs, mas também ajudará os bancos a reter e atrair novos clientes mostrando que eles podem ser tão inovadores quanto seus concorrentes digitais.

Os futuros usuários provavelmente vão realizar pagamentos, gerenciar investimentos e se envolverão em outras atividades financeiras através de serviços disponíveis pelas Fintechs, plataformas digitais dos bancos e até mesmo aplicativos de redes sociais como o Facebook. Os clientes se beneficiarão com a gestão de patrimônio, finanças alternativas, iniciação de pagamento online e outras dezenas de serviços segmentados para usuários e necessidades que não eram atendidas pelo setor financeiro. Por exemplo, os gamers financeiros podem premiar com uma passagem de avião os jogadores que conseguirem depositar 100 Dólares em suas contas por mês. Os serviços bancários podem aproveitar as tecnologias de geolocalização para oferecer empréstimos de carro aos usuários enquanto fazem compras em concessionárias de automóveis.

O trabalho de parcerias para todos

Além das pressões regulatórias, os bancos mostraram recentemente que aceitaram a realidade da interrupção digital e estão encontrando maneiras de usá-la para criar fidelidade e confiança dos clientes. Nesse processo, tanto os principais bancos quanto as Fintechs, ágeis e com conhecimento tecnológico, perceberam que cada um tem algo que o outro pode se beneficiar.
O Relatório de Ecossistema Fintech 2016, da Business Insider, concluiu que, apesar do forte investimento em startups financeiras, muitos players financeiros enfrentam grandes obstáculos na aquisição e rentabilidade dos clientes, tornando-os mais dispostos a estabelecer parcerias com bancos e outros.

Os bancos têm o que a Fintech deseja: uma grande base de usuários confiantes e um conhecimento íntimo desses clientes, graças em parte aos requisitos regulatórios de lavagem de dinheiro e de conhecimento do seu cliente (KYC). A pesquisa global de Bens de Consumo da consultoria EY descobriu que 60% dos mais de 55 mil clientes bancários de todo o mundo acreditam que os bancos têm um papel importante para ajudar as pessoas a alcançar seus objetivos de vida através de seus conhecimentos. Quase 50% têm confiança total nos bancos para manter seu dinheiro seguro.

Ao mesmo tempo, os grandes bancos vêem as parcerias com as Fintechs como uma forma de impulsionar o desenvolvimento de serviços rentáveis que precisam competir e fidelizar os clientes. Um estudo sobre bancos do Reino Unido, realizado pela Mayer Brown, aponta que 87% dos bancos disseram que a parceria com os fornecedores das Fintechs reduzem seus custos, provavelmente com menos gastos com os novos serviços de atendimento ao cliente. Já para 54%, as parcerias permitiram o aumento da receita.

À medida que decolam as aberturas, as parcerias e toda essa inovação, os bancos serão forçados a aumentar a infraestrutura de segurança para garantir que as informações dos clientes sejam protegidas em um ambiente bancário aberto. Isso significará a implantação de capacidades fortes de identidade e autenticação de clientes e ferramentas de prevenção de fraudes. Com seu conhecimento íntimo de clientes, os bancos são excepcionalmente qualificados para implementar essas estratégias com sucesso para transações de clientes, incluindo aquelas que ocorrem por meio de canais Fintech, móveis, sociais e outros. Os bancos têm a oportunidade de fornecer isso para suas próprias interações com os clientes e também como um serviço para os provedores Fintech.

Proteção em camadas

A autenticação de dois fatores é apenas o requisito mais básico neste ambiente organizado de cibercrime. Com a explosão da fraude bancária através de credenciais roubadas, que são obtidas através de phishing, redirecionamento de navegador, malwares, ameaças persistentes, loggers de chaves, registradores de tela, dispositivos móveis roubados ou perdidos, trojans de acesso remoto (RAT), entre outras explorações, a autenticação bancária e a prevenção de fraudes exigem uma estratégia de várias camadas. Ao mesmo tempo, eles devem garantir que essas estratégias de segurança não tenham impacto adverso na experiência do usuário.

Além da autenticação de dois fatores, as seguintes camadas de autenticação e antifraude tornarão críticas para os bancos garantir que a fraude não prejudique os esforços bancários abertos.
Impressão digital de dispositivos

Uma variedade de técnicas para identificar não só o usuário, mas também o dispositivo de cliente. Algumas dessas técnicas incluem identificar o endereço IP do dispositivo, fuso horário, sistema operacional, navegadores, fontes de navegador e versões e dimensões da tela. Com impressões digitais precisas, os serviços de prevenção de fraudes podem determinar se um dispositivo já foi usado em qualquer tentativa de hacking anterior conhecida e possivelmente lista negra.

Proteção de ponto final do navegador

Identifica software malicioso na transação de dispositivos de forma rápida e transparente, incluindo ataques ZETA (ou exploit de dia zero), além de evitar que hackers usem essas explorações para roubar informações ou se envolverem em transações fraudulentas. A proteção avançada do navegador usa técnicas sofisticadas para detectar e prevenir exploits de hackers, como manipulação de sessão da Web, sequestro de cookies e ataques MITM (Man in The Middle, em inglês), ataques do navegador que podem modificar o conteúdo do site ou inserir transações fraudulentas adicionais.

Proteção de aplicativos móveis

Garante que um dispositivo móvel não tenha sido encerrado, ou que as chaves de criptografia não foram clonadas, ou ainda que o software foi modificado. A RASP (Runtime Application Self Protection, em inglês) é um recurso tecnológico que protege o aplicativo durante sua execução e reage em tempo real se uma ameaça for detectada.
Assinatura de transações e análise de comportamento

Os bancos possuem informações extensas sobre os padrões de transação do cliente que eles podem aproveitar para análises comportamentais para determinar o risco de fraude para cada transação. O exemplo mais óbvio: se um cliente normalmente faz transações de algumas centenas de dólares localmente e de repente inicia transações envolvendo milhares de dólares de um local no exterior, a análise de transações detectaria o comportamento anormal e atribui uma pontuação de alto risco à transação. Pode bloqueá-lo até que possa ser verificado por outros meios. A assinatura de transação móvel pode ser validada ao exigir swipes de dedo para verificar transações, garantindo que elas se destinavam. A análise comportamental pode monitorar e analisar padrões de digitação e movimentos do mouse, ou a forma como um usuário preenche um formulário, para detectar se um usuário diferente assumiu o dispositivo.

Terceiros também aproveitarão o Oauth, OpenID Connect, SAML e outros protocolos de identidade baseados em token para acessar contas sem que os usuários tenham que compartilhar suas credenciais, tanto quanto esses padrões são usados pelo Google e o Facebook para permitir que os usuários façam login em vários outros serviços.

Essas estratégias de segurança em várias camadas não só protegem contra fraudes e roubos, mas representam um importante facilitador de negócios que permite que os bancos e outras organizações financeiras aproveitem a plataforma e as novas inovações do estilo Fintech, à medida que evoluem, sem assumir riscos indevidos. Os benefícios para os consumidores serão admiráveis, desde que suas informações e contas sejam protegidas.

ComparaOnline adquire ComparaMejor, da Colômbia 1050

O time da ComparaOnline

Entre todos os países com presença da ComparaOnline, Brasil é o que mais cresce no segmento

Uma aquisição no mercado de fintech da América Latina reforça a onda de bons negócios de seguros online, inclusive com extensões para o Brasil. O Grupo ComparaOnline, marketplace de seguros e créditos, acaba de adquirir a empresa ComparaMejor, empresa líder no segmento de seguro auto na Colômbia. Com presença consolidada no Chile, Brasil e na própria Colômbia, o anúncio chega para ampliar ainda mais os negócios no país e na América do Sul.

A aquisição da colombina ComparaMejor reforça um panorama com alto potencial de expansão das fintechs na América Latina e, consequentemente, no Brasil. “Quando falamos de seguros e serviços financeiros, percebemos que ele possui uma grande expansão no segmento online, pois os brasileiros estão mudando a forma como contratam esses serviços. Cada vez mais, a ideia de empoderar os consumidores está sendo disseminada na nossa cultura com os modelos de ofertas de produtos e serviços. A expansão da ComparaOnline na América Latina vem para reafirmar isso e mostrar que este é um movimento com grande potencial também no mercado nacional”, afirma Paulo Marchetti.

Atualmente, a ComparaOnline no Brasil é a filial com maior expectativa de crescimento em 2018. Enquanto no Chile, a meta é fechar o ano com crescimento de 30% no número de visitas, no Brasil esse valor sobre para 40%. Com um mercado muito propício, a empresa possui 2 milhões de visitas mensais em seu comparador, sendo que deste número, 55% estão localizadas no Brasil, 25% no Chile e 20% na Colômbia. “O Brasil é um dos principais mercados para a ComparaOnline, e com certeza temos como meta ampliar ainda mais nossa atuação no país, oferecendo para os brasileiros as melhores opções para seguros e créditos”, finaliza Marchetti.

O corretor de seguros e o código de vestimenta 2597

Negócios

Será que o corretor de seguros deve se apresentar sempre de terno e gravata?

Renato Cunha Bueno é sócio-diretor da ARX Re Corretora de Resseguros e coordenador da Comissão Grandes Riscos e Resseguros do Sincor-SP
Renato Cunha Bueno é sócio-diretor da ARX Re Corretora de Resseguros e coordenador da Comissão Grandes Riscos e Resseguros do Sincor-SP

Quando iniciei na profissão, 40 anos atrás, era inadmissível um profissional ser visto sem terno e gravata. Uma ocasião encontrei um colega muito elegante que estava desempregado, enquanto eu caminhava com o diretor da seguradora para a qual trabalhava, pelo centro da cidade, região que à época abrigava praticamente todas as grandes empresas de São Paulo. Éramos amigos deste profissional e meu chefe ficou muito bravo com ele. “Como você tem coragem de vir ao Centro de roupa esporte? Assim você se desvaloriza e se alguém te vir ficará com uma má impressão. Volte para casa agora e só reapareça no Centro trajado adequadamente”. O amigo, totalmente envergonhado, saiu de fininho e foi embora com o rabo entre as pernas.

Muita coisa mudou de lá para cá. Mesmo o Lloyd’s de Londres, que frequento há mais de 20 anos como corretor de resseguros, mudou. Antigamente, mulheres não eram admitidas, os homens tinham cabelos curtos e ninguém tirava o paletó e a gravata nem dentro nem fora do Lloyd’s. Alguns hábitos ainda se mantêm, afinal de contas a Inglaterra é a terra da tradição. Ternos só pretos, cinzas ou azul marinho e o sapato sempre preto, jamais marrom, e nunca blazer! Em compensação eles hoje barbarizam nas meias, forros de paletós e gravatas, tudo super colorido, e nos escritórios dos corretores a grande maioria trabalha sem gravata e sem paletó, os jovens com a camisa fora da calça.

Aqui no Brasil as coisas também se transformaram, só que mais radicalmente. A princípio veio a sexta-feira casual e algumas seguradoras, ainda com muita preocupação com a aparência formal, chegaram a contratar consultorias de profissionais da moda como da Gloria Kalil, para “educar” e deixar os funcionários mais chiques. Depois, aos poucos, os funcionários de empresas do mercado segurador e financeiro foram se liberando das gravatas e passaram a se vestir à maneira de Mahmoud Ahmadinejad, ex presidente do Irã, de terno e sem gravata, e logo os blazers sem gravata passaram a dominar.

Nada contra o uso de ternos e gravatas ou qualquer tipo de roupa, cada um que se apresente como gosta, mas a verdade é que a grande maioria das pessoas se veste cada vez mais de forma casual e confortável usando inclusive jeans, camisas polo, sapatos mocassim e até tênis e camisetas.

Para minha surpresa, recebi uma notícia publicada no jornal O Estado de S. Paulo, que de tão surpreendente reproduzo integralmente:

Itaú Unibanco libera dress code ao gosto de cada colaborador

Depois de liberar o uso da bermuda na vestimenta diária, em resposta a uma demanda dos funcionários do seu Centro de Tecnologia, o Itaú Unibanco foi além. A partir deste mês, cada um dos seus mais de 85 mil colaboradores Brasil afora poderá escolher o traje de cada dia a seu bel-prazer. De camiseta, de tênis, de terno, de jeans e até de bermuda. O novo dress code do Itaú tem como mote “o nosso jeito tem seu estilo”.

Bom senso. A iniciativa, que começa a vigorar no banco a partir de amanhã, tem apenas duas regras: o bom senso e o cliente em primeiro lugar. As unidades externas do Itaú, que somam outros cerca de 14 mil funcionários, vão avaliar como aplicar a adoção do novo dress code.

Por isso, hoje aconselho: trabalhe bem, seja responsável e bom profissional, pois a aparência não resolve mais o problema de ninguém. Isso sem esquecer a boa regra do Itaú Unibanco: “bom senso e o cliente em primeiro lugar”.

*Por Renato Cunha Bueno, sócio-diretor da ARX Re Corretora de Resseguros e coordenador da Comissão Grandes Riscos e Resseguros do Sincor-SP.

Mondial Assistance garante assistência 24h na palma da mão 483

Investimentos tecnológicos garantem serviços mais rápidos e precisos para seguradoras

Divulgação
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Agilidade é ponto decisivo em muitos momentos, ainda mais durante uma emergência no meio da estrada. Nesses casos, é necessário ter uma solução rápida e tranquila, preferencialmente na palma das mãos.

Para garantir a tranquilidade e segurança, a Mondial Assistance, líder em assistência 24 horas, oferece diversas opções de atendimento para utilizar em dispositivos móveis. “O mundo atual está cada vez mais conectado e a tecnologia está presente no dia a dia de toda sociedade. Os investimentos melhoraram a experiência dos usuários garantindo rapidez e praticidade desde o acionamento do socorro até o atendimento final”, ressalta Fábio Lucato, diretor comercial da Mondial Assistance.

Conheça as soluções da Mondial Assistance para facilitar e agilizar os serviços de assistência 24 horas prestados para seguradoras:

Aplicativo para solicitar socorro

Sem a necessidade de ligação telefônica, o usuário pode solicitar o envio de socorro para seu automóvel via Direct Assist, um aplicativo que agiliza a abertura da assistência e fornece informações sobre a concessionária ou oficina mais próxima. “As ferramentas facilitam a agilidade no atendimento. Isso ajuda a reduzir o tempo de espera pelo retorno às solicitações”, ressalta Lucato.

Geolocalização

Outra tecnologia utilizada no serviço de assistência 24h é a geolocalização. A função “FindMe” funciona em conjunto com o aplicativo Direct Assist e é responsável por garantir agilidade e precisão no serviço. Lucato explica o funcionamento: “Após o acionamento do serviço, o cliente recebe um SMS com um link que o direciona a um mapa com informações a serem confirmadas sobre sua localização atual. Com base nisso, o acionamento é realizado, garantindo que o socorro chegue ao cliente com maior eficiência”.

Monitoramento em tempo real

Já o Acompanha.net é um site responsivo que traz informações sobre a prestação da assistência em tempo real, permitindo que o usuário acompanhe o andamento do serviço solicitado, até que esteja resolvido. “Com o Acompanha.net, o cliente não precisa baixar um aplicativo e ocupar espaço em seu celular. É possível acompanhar o atendimento acessando apenas um link enviado por nossos analistas via SMS. Desde seu lançamento, já foram cerca de 1.260 milhões links enviados aos usuários”, ressalta Ricardo.

Atendimento via Facebook Messenger

“O atendimento via assistente virtual já é uma realidade. Recém lançado, a mais nova opção de acionamento é feita por meio do Facebook Messenger”, afirma Fábio Lucato. O ChatBot é baseado em tecnologia cognitiva e capaz de entender a necessidade do usuário, ajudando de maneira simples e rápida a encontrar a melhor solução.

Reforma coloca o benefício da previdência em pauta 2500

Previdência

Tema afeta o futuro de todos os brasileiros

O debate político sobre a reforma da previdência social vem sendo importante para chamar a atenção da opinião pública para este tema complexo e urgente, que afeta o futuro de todos os brasileiros. Apesar de a PEC 287/16 não ter progredido muito no Congresso Nacional, a discussão é fundamental para conscientizar o empresariado sobre a necessidade de mudança, já que cada vez mais os trabalhadores estão atentos às questões relacionadas com aposentadoria.

Anteriormente, as pessoas só começavam a pensar na aposentadoria quando já possuíam uma idade mais avançada. No entanto, nos dias de hoje, com a conscientização das empresas e funcionários, a ideia de fazer um planejamento desde a juventude vem ganhando visibilidade.

Além de garantir uma importante proteção adicional aos trabalhadores, a previdência privada pode contribuir para a atração e retenção de talentos. Por essa razão, de acordo com a Pesquisa de Benefícios da Aon, 56% das empresas já oferecem aos funcionários opções de planos de previdência complementar.

Os planos oferecidos podem possuir formatos distintos. No modelo de contribuição definida, o valor da contribuição é acertado no ato da contratação e o montante que será recebido varia em função desta quantia, do tempo de contribuição e da rentabilidade. Já no modelo de benefício definido, o valor da contribuição é que varia para que o valor pré-determinado do benefício possa ser atingido. Há também o modelo de contribuição variável, que ocorre quando as duas modalidades anteriores são combinadas.

De acordo com a Pesquisa de Benefícios, 46% das empresas optam por oferecer um plano de contribuição variável, 45% preferem o modelo de contribuição definida e apenas 9% o benefício definido, modalidade que vem diminuindo ao longo dos anos por conta dos riscos.

Além disso, a maior parte das companhias (61%) prefere investir na previdência privada aberta, onde os planos (PGBL, VGBL e FGB) são comercializados por bancos e seguradoras. Por outro lado, 20% das empresas escolhem a previdência fechada viabilizada por um fundo multipatrocinado, que também é comercializado pelas seguradoras, e 19% escolhem a previdência fechada por meio de um fundo próprio.

Desde 2012, quando 53% das empresas optavam por planos de previdência aberta, houve um expressivo aumento desta modalidade. Isso demonstra que as companhias não querem mais ter tanto trabalho para administrar seus planos de previdência. Por isso, a previdência aberta e os fundos multipatrocinados estão crescendo e vão continuar em progresso nos próximos anos.

Em relação às contribuições previdenciárias, cerca de 70% das empresas escolhem cobrar um percentual fixo do salário dos colaboradores. Na média, esse valor representa 5,7% da remuneração.

Um número menor de empresas (30%) opta por uma distribuição mais equilibrada, ou fixando a contribuição sobre uma parte do salário que excede um determinado valor, ou adotando tabelas de contribuição escalonada, dividindo o recurso e direcionando as maiores fatias a quem precisa mais do complemento na aposentadoria.

Essas fórmulas de contribuição são mais adequadas ao conceito da previdência privada, já que se levarmos em conta o processo de ascensão profissional, o trabalhador que hoje recebe menos terá mais ajuda da empresa para compor o valor do benefício quanto mais próximo estiver da sua aposentadoria. Na medida em que os profissionais crescem na carreira, suas contribuições aumentam, de forma a amplificar seu potencial de capitalização para o futuro. O objetivo é direcionar os recursos para quem efetivamente precisa da previdência complementar.

Seja qual for o modelo de viabilização, o papel da empresa não é apenas retirar uma parte do salário do funcionário e aplicar por ele, mesmo que isso por si só traga vantagens de taxas mais competitivas pelo ganho de escala. Das empresas que oferecem o benefício, 96% contribuem junto com os trabalhadores – 80% equiparando 100% do valor da contribuição, 6% contribuindo com menos de 100% e 14% contribuindo com mais de 100%.

No entanto, mesmo com o aumento da compreensão provocado pelo debate da reforma da previdência, o Brasil ainda precisa amadurecer sua cultura de aposentadoria. A previdência privada terá um papel cada vez mais importante na solução dos problemas das formas de custeio da terceira idade, e, por outro lado, as empresas terão um papel fundamental na educação previdenciária de seus funcionários.

*Por Roberta Porcel, Líder de Consultoria em Previdência e Serviços Atuariais da Aon Brasil.

Transformação digital impõe desafios para lideranças do setor de tecnologia das seguradoras 418

TI

Profissionais devem adaptar-se para corresponder ao novo cenário

Cristiane Dompieri é Diretora Comercial da Sistran / Divulgação
Cristiane Dompieri é Diretora Comercial da Sistran / Divulgação

Em um passado não muito distante, os CIOs de seguradoras tinham uma atuação bastante tradicional. Eram responsáveis por gerenciamento de dados, desenvolvimento e manutenção de sistemas, segurança e outras questões relacionadas à infraestrutura, oferecendo, também, suporte para problemas do dia a dia. Hoje, no entanto, o cenário é bem diferente. Esse profissional é cobrado para alavancar o desenvolvimento de novos negócios, ser corresponsável no destaque da empresa no mercado e, ainda, manter o nível de satisfação dos consumidores elevado.

O novo perfil exigido pelas seguradoras é de um CIO com atuação estratégica e diretamente alinhada ao negócio. Isso porque a tecnologia deve ser utilizada com foco no relacionamento e encantamento do cliente. O CIO deve ser parte fundamental da transformação digital, compartilhando a responsabilidade e trabalhando em parceria com as áreas de negócio. Nesse cenário, surge a oportunidade para que esses profissionais ressignifiquem o seu papel. E, se já não havia zona de conforto para esses líderes, em função da natureza da área e de suas funções, o desafio, agora, é ainda maior.

Esse novo CIO lida com algumas dores durante o processo de adaptação à nova realidade. A primeira delas é que boa parte das empresas ainda encara a TI como centro de custos. Os orçamentos são restritos e os cortes têm se intensificado nos últimos anos. Isso significa um empecilho para o desenvolvimento da área, uma vez que a transformação digital, dependendo da abrangência do projeto e das tecnologias escolhidas, pode demandar um investimento considerável.

Além das limitações financeiras, o CIO deve estar preparado para lidar também com outra dor latente: as mudanças na forma de trabalhar, que exigem adequação de profissionais como analistas, desenvolvedores e gerentes de projetos. As equipes devem ser capacitadas e treinadas para lidar com as inovações, mas é preciso ir além e incentivar também a mudança de mentalidade. O desafio de fazer mais e melhor é intensificado. Nesse sentido, metodologias como Agile e Lean aparecem como aliadas e precisam ser compreendidas e utilizadas pelos líderes de TI. Outro fato importante é compreender que não é preciso desenvolver tudo internamente. Soluções especialistas de mercado podem ser integradas facilmente, por exemplo, com a utilização de APIs (sigla em inglês de Application Programming Interface, ou Interface de Programação de Aplicativos), fazendo com que a empresa reduza o time to market, ou seja, o tempo desde o início do desenvolvimento de um produto até ele estar pronto para a venda.

Muitas seguradoras estão trilhando esse caminho, umas mais adiantadas que outras. Essa tendência se consolida no mercado e se estabelece, de fato, como um movimento necessário, que trará mudanças profundas para a área de TI.

Atentos a esses detalhes, os CIOs poderão focar suas atenções na operação das seguradoras, alterando-a com um objetivo maior: a satisfação do cliente. E, ao fazer esse trabalho de forma mais objetiva e evitando desperdícios, o orçamento é melhor direcionado e aproveitado. O auxílio de consultorias com conhecimento do mercado segurador, novas tecnologias e metodologias também é uma opção, uma vez que esse trabalho pode orientar a equipe de TI da organização de forma mais assertiva.

Vencidas as dores, o CIO passa a ocupar o espaço estratégico que lhe cabe e a conduzir as seguradoras para o futuro digital.

*Por Cristiane Dompieri, Diretora Comercial da Sistran.