A evolução das maquininhas 10026

Máquina

Confira artigo do Gerente de Projetos e Head de Meios de Pagamentos do Venturus

Na década de 1990, as maquininhas de cartão de crédito não tinham nada de eletrônico. Também conhecidas hoje como “Terminal de Pagamento” ou simplesmente “POS” (do inglês Point of Sales), naquela época elas eram completamente mecânicas e funcionavam apenas para tirar a imagem do cartão nas duas vias do recibo da compra. Para registrar a transação e receber a compra, o vendedor telefonava para a empresa adquirente para solicitar o código de autorização da transação. Era um processo lento e dificultava o trabalho dos comerciantes. Depois de algum tempo, surgiram os cartões com tarja magnética e, com eles, os terminais com o respectivo leitor e comunicação dial-up. O envio da transação de pagamento passou, então, a ser feito online, via internet discada. Porém, a utilização da tarja magnética se mostrou cada vez mais suscetível a fraudes e, assim, o mercado evoluiu novamente e nossos cartões passaram a possuir chips. Os terminais de pagamento, consequentemente, também receberam o respectivo leitor de chip e todas as mudanças internas que o uso desta tecnologia requer.

Mas as transformações dos terminais não pararam por aí. Foram adicionadas novas opções de comunicação como cabo ethernet, Wi-Fi, SIM cards 2G/3G/4G (da rede de telefonia celular) e também bluetooth. Atualmente, terminais mais modernos também podem oferecer a opção de leitura de cartões de chip sem necessidade de contato com as máquinas (contactless), além da opção das novas carteiras virtuais via smartphones e também por meio dos dispositivos wearables, como pulseiras.

Além do uso dos mesmos SIM cards utilizados na telefonia celular, a história dos terminais de pagamento mostra mais algumas semelhanças com a do próprio telefone celular. O telefone surgiu para chamadas sem fio. Depois, passou a ter SMS, aplicativos embarcados, acesso à internet via tecnologia WAP, câmeras digitais e, por fim, surgiram os smartphones e suas lojas de aplicativos como conhecemos hoje.

De forma similar, o POS também recebeu alguns destes itens ao longo de sua história, como displays monocromáticos, displays coloridos, câmeras digitais, além das contínuas melhorias de definição de tela.

Porém, o que mais chama a atenção é o histórico de celular e terminal terem sido criados para uma única tarefa: chamadas telefônicas e pagamentos com cartão, respectivamente. Hoje, ambos recebem o prefixo “SMART” em seus nomes, de forma extremamente justa, devido às suas capacidades como dispositivos multitarefas. Assim como o smartphone, o Smart POS possui a capacidade de executar aplicativos de qualquer área de negócio, mas com a vantagem de se integrar com a sua função original, que é a de receber pagamentos.

O mais recente capítulo da evolução dos POS tem foco no sistema operacional. Os principais fabricantes do mercado já apresentaram suas versões dos dispositivos com Android e agora investem nas estruturas de suas respectivas lojas de aplicativos.

Vamos a mais comparações: Os smartphones e suas excelentes câmeras praticamente acabaram com o mercado de câmeras digitais de uso pessoal. E por que não imaginar que um POS com câmera rodando um aplicativo de vendas, aliado à evolução do QRCode sobre o código de barras, poderia pôr fim aos leitores óticos de bancada que conhecemos hoje? Tecnologicamente falando, isto já é realidade!

Como tirar proveito?

O Smart POS é muito mais do que uma maquininha para receber vendas com cartão de crédito e débito. Ele pode executar um sistema completo de vendas de qualquer produto ou serviço, ler as etiquetas de código de barras ou QRCode, receber de forma segura a pagamentos de cartões e imprimir relatórios gerenciais, etc. Nos Estados nos quais roda o SAT Fiscal, o Smart POS pode, ainda, ser integrado ao sistema da respectiva Receita Estadual e imprimir o Cupom Fiscal.

É válido também citar algumas opções de terminais cujas aplicações oferecem Split de Transação, que acontece quando uma única transação de pagamento é dividida em mais de uma parte e o dinheiro é creditado diretamente na conta de mais de uma pessoa.

Um bom exemplo é quando o lojista vende um produto de terceiros e recebe uma comissão desta venda. Neste caso, o percentual maior da transação vai para o dono do produto e a comissão cai direto na conta do lojista. Outro caso interessante é o de clínicas médicas, odontológicas, salões de beleza e quaisquer estabelecimentos nos quais o prestador do serviço paga uma comissão sobre o valor recebido pelo serviço prestado ao dono do local.

Há também aplicações Multi-Merchant, que permitem que um mesmo Smart POS seja compartilhado entre mais de um vendedor. Quer um bom exemplo? Um salão de beleza pode ter cada cabeleireiro com sua própria conta junto à adquirente. Assim, ao passar o cartão no mesmo Smart POS, o usuário seleciona o nome do profissional que prestou o serviço e pronto, o dinheiro cai direto na sua conta. E se o salão cobrar uma comissão do profissional, aplica-se aqui o conceito de Split de Transação à aplicação e problema resolvido. E mais: o próprio salão pode vender seus produtos de beleza no mesmo POS. Neste caso, o “profissional” selecionado seria o próprio estabelecimento.

Independente da área de negócio, o Smart POS é um dispositivo que veio para ficar. E ainda há muito a ser explorado nas suas capacidades de ajudar os comerciantes a diminuir custos e aumentar a abrangência de suas vendas.

*Por Marcos Mendes do Rego, Gerente de Projetos e Head de Meios de Pagamentos do Venturus.

Qual o melhor sistema de gestão para seu negócio? 14538

Confira artigo de Vanderlei Kichel, CEO SetaDigital

Ninguém quer ter surpresas quando o assunto é ter o sistema funcionando para atender o cliente de forma fácil e rápida e muito menos quando envolve a finalização da venda. Pense comigo, nós também somos clientes, certo? Podemos demorar uma hora para escolher um calçado, mas na hora de ir para o caixa, se demorar dois minutos para finalizar o pagamento ficamos impacientes e já reclamamos. Por isso, é importante que você entenda como os sistemas disponíveis no mercado funcionam para se prevenir sobre qualquer problema ligado ao desempenho e à segurança dos seus dados.

Esse é um assunto que só a área de TI vai entender, não é? Não, pois vou te explicar esse bicho de sete cabeças de forma muito simples neste artigo. Acredite, não é tão complicado quanto parece! Vamos contar alguns segredinhos e, depois disso, você poderá discutir com quem te ajuda na área de tecnologia sobre qual a melhor opção para seu negócio.

É importante que você saiba que existem várias formas de fazer os sistemas, algumas melhores e outras nem tanto. No mundo da Tecnologia da Informação, a base para que todo o resto funcione bem ou mal depende da arquitetura de comunicação do banco de dados. Vamos te ensinar de forma fácil como identificar qual o tipo de comunicação que o seu sistema utiliza hoje e também qual delas seria a ideal para sua operação.

A proposta é utilizar neste artigo nomes fáceis de entender que não são padrões no mercado. Afinal, prometi que seria de fácil entendimento, lembra? Então vamos lá. As cinco principais opções de comunicação de banco de dados de sistemas disponíveis são:

  • Desktop local: cada loja precisa de um servidor, é confiável, funciona offline, ou seja, sem internet. Porém não integra as informações. Para você visualizar por exemplo, os relatórios de vendas, é necessário acessar loja a loja;
  • Desktop offline com replicação: também precisa de um servidor por loja, funciona offline, mas, devido à centralização das informações em um servidor central e a complexidade da tecnologia, costuma violar a confiabilidade das informações;
  • Desktop com Terminal Services: é uma tecnologia de acesso remoto da Microsoft, considerado confiável, mas é caro, só funciona com internet, a usabilidade é ruim e dificulta a utilização dos periféricos, como impressoras, leitores, etc.
  • Web: também só funciona com internet, é acessado somente no navegador (browser), fornece dados em tempo real, mas a usabilidade e a performance costumam ser ruins;
  • Inovação Desktop online: sistema local que não precisa de um servidor por loja, é simples, rápido, confiável, econômico e tem uma tecnologia de comunicação de dados exclusiva no mercado que funciona em nuvem e não precisa de internet para vender.

Cada um deles têm vantagens e desvantagens que impactam diretamente na segurança das informações, desempenho, praticidade de uso e, por último, mas não menos importante, no dinheiro investido e na frequência com que ele sai do seu bolso. Você sabe qual desses tipos está implantado no seu negócio? Quais são os requisitos para cada tipo, vantagens e desvantagens? A tabela a seguir irá te ajudar a descobrir os pontos críticos de cada solução.

ANÁLISE DOS CRITÉRIOS DESKTOP LOCAL DESKTOP REPLICAÇÃO TERMINAL SERVICE DESKTOP WEB DESKTOP ONLINE
Integração dos dados Não Sim Sim Sim Sim
Dados em tempo real Não Não Sim Sim Sim
Confiabilidade Alta Baixa Alta Média Alta
Depende de internet para vendas Não Não Sim Sim Inovação
Desempenho Alta Alta Média Média Alta
Praticidade Alta Alta Baixa Média Alta
Servidor local Sim Sim Não Não Não
Investimento em servidores Alto Alto Alto Alto Baixo
Custos com licenças Não Não Alto Não Não
Facilidade no uso de impressoras, pinpad, e outros dispositivos Sim Sim Não Não Sim

Você provavelmente já conseguiu fazer seu autodiagnóstico. Agora vale a pena perguntar: seu sistema atual te oferece as melhores tecnologias e qual é a opção ideal para sua operação?

Uma excelente opção é o Desktop Online, que une o melhor de dois mundos. Você trabalha online o tempo todo e, se por um acaso a internet cair, automaticamente o sistema entra em modo contingência e trabalha offline com toda segurança necessária para que quando a internet retornar 100% dos dados sejam transmitidos para o servidor online.

Poucos softwares são Desktop Online. Isso porque o sistema precisa ter sido projetado com uma estrutura de banco de dados com esse objetivo, ou seja, sistemas que fazem adaptações para essa tecnologia tendem a não funcionar bem. Se a arquitetura do software que você contratar for ruim, você vai investi, investir e nunca vai conseguir resolver completamente os seus problemas. Quando se escolhe um sistema bem projetado, o resultado é que você conquiste uma solução mais confiável, rápida, robusta e com custos de infraestrutura de servidores mais acessíveis.

Seguro ambiental obrigatório será um diferencial estratégico 1070

Natureza

Confira artigo de Alexandre Jardim, Diretor de Responsabilidade Civil e Riscos Ambientais da Aon Brasil

Recentemente, foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente (CMA), do Senado Federal, em decisão unânime, o projeto de lei PLS 767/2015, que pode tornar obrigatório a contratação do seguro ambiental.

Esse é um movimento importante e polêmico. De um lado poderá movimentar de alguma forma o mercado securitário, fomentando a demanda por um seguro que cresce a cada dia e vem tomando maior importância dentro das estratégias operacionais das empresas. Entretanto, por outro lado, a simples obrigatoriedade de contratação de um seguro não significa que isto será feito da forma adequada, de modo que venham realmente cumprir sua finalidade, a de proteger as empresas contra eventuais riscos a que estão expostas.

O seguro ambiental está longe de ser um seguro de “prateleira”. Desta forma, durante o processo de contratação de uma apólice, uma análise técnica e minuciosa é realizada. Apesar da boa capacidade e conhecimento do mercado de seguros que opera com essa modalidade, o número de seguradoras ainda é de certa forma limitado, o que poderá gerar um “gargalo” na disponibilização de cotações face ao aumento na demanda.

O crescimento da demanda em um cenário de capacidade reduzida de atendimento pelo mercado segurador poderá gerar também, em um primeiro momento, uma pressão pelo aumento do custo deste seguro, ainda mais com o peso da obrigatoriedade. Porém, a massificação que ocorrerá deverá, em um médio prazo, trazer novas companhias e eventualmente aliviar a pressão de custo.

Partindo dessa premissa, companhias que se anteciparem a esse movimento, além de protegidas pela apólice em questão contra eventuais incidentes, certamente atravessarão esta fase inicial de uma possível obrigatoriedade deste seguro de forma mais estável e com seus custos mais controlados por já terem uma base de precificação de seu risco estabelecida com as seguradoras que operam com esta modalidade.

A Aon conta com uma vasta experiência no setor. Certamente, a nossa expertise pode contribuir com mais informações a respeito do Seguro para Riscos Ambientais, Projeto de Lei PLS 765/2015 e o mercado segurador como um todo.

Mobilidade internacional e o papel do RH 722

Viagem

Confira o artigo de Luciana Montuanelli, diretora de Recursos Humanos da Allianz Partners

Luciana Montuanelli é diretora de Recursos Humanos da Allianz Partners
Luciana Montuanelli é diretora de Recursos Humanos da Allianz Partners

O plano de morar em um país estrangeiro é bastante comum entre os brasileiros. Diante da crise econômica dos últimos anos, o número de profissionais que realizam mudança internacional cresceu. E, para quem almeja uma carreira internacional, apostar nos programas que as multinacionais oferecem pode ser uma ótima porta de entrada.

Para os profissionais, essa oportunidade é excelente para alavancar a carreira e viver outra cultura, diferencial importante nos processos de seleção, possibilitando uma aceleração no desenvolvimento do colaborador dentro da instituição, trazendo benefícios para ambos os lados.

Para realizar a mobilidade internacional, o ideal é que o profissional estude muito bem o novo cargo, o destino e a empresa. Lembre-se: além do idioma, atitudes comportamentais podem ser extremamente diferentes de um país para outro, então é preciso entender que existem outros hábitos. Para amenizar os impactos que a mudança pode causar, ter uma vivência com o novo ambiente de trabalho seja por meio de um intercâmbio ou trabalho temporário no novo local, pode ser uma ótima oportunidade de adaptação.

Por outro lado, a motivação da área de recursos humanos para propor um processo de mudança internacional de funcionários pode se dar por diversos fatores: necessidade de funcionário para um cargo ou liderança de projeto; busca de novos conhecimentos e ideias para a empresa localizada no país de origem ou a evolução de um funcionário para assumir, futuramente, um cargo maior. Além da responsabilidade da parte burocrática, em alguns casos, as empresas garantem o suporte técnico, como benefícios de aluguel da moradia e carro, e profissional, que no caso de insucesso, auxiliará com os custos da repatriação.

Isto é, mesmo com todas as garantias empresariais e judiciais, o funcionário, antes de tomar a decisão final de sair da sua terra natal, deve considerar alguns pontos, como por exemplo, o planejamento financeiro. Assim como toda grande mudança, a internacional pode acarretar riscos financeiros (gastos com novas contas e, até mesmo, despesas hospitalares). O funcionário que deseja assumir uma posição no exterior deve avaliar a situação econômica atual do local de destino até atentar-se a possíveis variações da moeda local.

A partir desses cuidados, a experiência no exterior poderá ser muito melhor aproveitada pelo colaborador. Imprevistos poderão acontecer mas, com todos os pequenos e grandes detalhes acertados, o processo de adaptação será muito mais fácil e proveitoso para todos os lados.

‘Oito pilha é um real’ e a força do roubo de carga no comércio ilegal 586

Metro

Comprar de ambulantes é reforçar a cadeia originada pelo roubo de cargas

Carlos Guimar é sócio-diretor da ICTS Security, consultoria e gerenciamento de operações em segurança, de origem israelense.
Carlos Guimar é sócio-diretor da ICTS Security, consultoria e gerenciamento de operações em segurança, de origem israelense.

A cena do vendedor ambulante que entra no metrô para vender gadgets tecnológicos traz muitas situações à tona. Pode-se dizer da opção de trabalho de uma classe com menos oportunidades ou de pessoas economicamente menos abastadas, herdeiros de uma crise monetária assolada no País há pelo menos 04 anos. Essas são algumas conotações vista num primeiro momento.

Mas indo além dos olhos comum da população, o moço que vende “oito pilha a um real” é um filho passivo do roubo de carga, algumas vezes sem saber que faz parte de um esquema fraudulento. O comércio ilegal de produtos é um dos fatores ligados ao oceano de situações originadas pelo roubo de cargas, um crime que permanece sem controle nas principais regiões brasileiras.

Recentemente foi demonstrado em um conceituado fórum sobre o tema que o Rio de Janeiro, reconhecido pelo seu poder bélico, e São Paulo, onde há um caso de roubo de carga por hora, permanecem na liderança deste grave problema, que já afeta modais de todo o País. Alimentos frigorificados, eletroeletrônicos (olha os vendedores ambulantes aí) e bebidas estão no topo das cargas mais furtadas.

O problema é mais embaixo e traz duas constatações para motivar os índices periclitantes do roubo de carga no Brasil. A primeira está ligada ao ambiente sócio econômico. A população desempregada gera um forte mercado paralelo, que está associado à crise moral e ética pela qual o brasileiro passa. As feiras conhecidas como “robautos”, os tais mercados a céu aberto, onde produtos roubados são expostos e vendidos, crescem dentro e fora das comunidades, expandindo para o comércio ilegal nos trens, metrôs e ônibus.

A segunda constatação é a segurança pública, que é afetada com o total desinvestimento do Estado, com a falta de investigações e a de prisões dos receptadores. Diante de olhos tapados das autoridades, o crime organizado se estrutura cada vez mais e as cargas roubadas viram uma parte importante da receita das facções.

Não perdendo nada para grandes holdings, a logística dos interceptadores é uma aula de escoamento estratégico a parte. Caminhões são abordados em vias na entrada de comunidades e levados para pontos não alcançados pela polícia. É praticamente uma entrega expressa na porta de casa dos marginais, sem o menor esforço logístico. Para se TER ideia, no mercado bélico ilegal, as armas, e também as drogas, precisam de um esforço maior desde a compra, passando pelo transporte, chegando na estocagem até a venda.

Assim como em empresas, sob a máxima do tudo que é muito bem planejado alcança resultados super satisfatórios, no mercado de roubo de cargas não é diferente. Contas feitas por institutos especializados em segurança pública mostraram que os criminosos lucram com o roubo de cargas em um único dia, só no Rio de Janeiro mais de um milhão de reais, na qual esta mesma quantia seria arrecadada em mais de uma semana vendendo drogas.

É preciso tratar com urgência. As empresas e a população são impactadas demais pelo roubo de carga. Existe uma miopia do governo neste entendimento, que deixa de arrecadar milhões por mês devido a este crime. Atualmente, o que se tem como combate efetivo são ações no campo político, de intenções, capitaneado por políticos diversos, por associações, dentre outras entidades que trafegam com cartas e ofícios de solicitações com macro ideias, porém sem prazos definidos. E só! Nada de concreto.

Neste cenário, resta ter a maturidade para entender, decidir, investir e realizar uma gestão de mudanças, demonstrar inteligência e visão. Resta a proatividade da iniciativa privada. Enquanto não vem, as empresas especializadas em segurança têm se tornado uma opção para as companhias que desejam mitigar o roubo de carga e todos os seus desdobramentos corporativos/sociais.

Seja no uso de tecnologias para gerenciar riscos ou em procedimento para analisar possíveis gargalos ligados à falha humana, o esforço das empresas já um grande passo no âmbito social para evitar a proliferação de mais filhos indiretos do roubo de carga.

*Por Carlos Guimar, sócio-diretor da ICTS Security, consultoria e gerenciamento de operações em segurança, de origem israelense.

A razão dos gestores de risco estarem interessados em portfólios de propriedades 484

Social

Gestores de risco possuem nos seus arsenais uma nova arma: o imobiliário

A utilização da estratégia das propriedades como ferramenta da gestão de riscos é uma tendência relativamente recente e uma que esperamos que cresça significativamente à medida que cada vez mais empresas conhecem as novas estratégias de espaço de trabalho que lhes são disponibilizadas.

Estamos no início de uma revolução do espaço de trabalho, graças à digitalização e à crescente conectividade. A IWG, a empresa-mãe das empresas de espaços de trabalho como a Regus e a Spaces, inquiriu recentemente mais de 18 000 líderes de negócios do mundo inteiro para obter as informações mais abrangentes relativamente ao ponto em que nos situamos na revolução do espaço de trabalho flexível. Os resultados foram surpreendentes:

  • 89% afirmaram que o trabalho flexível ajuda os líderes de negócios a desenvolver as respetivas empresas.
  • 87% afirmaram que o trabalho flexível ajuda as empresas a manterem-se competitivas.
  • 89% afirmaram que o trabalho flexível permite aos líderes de negócios otimizar os custos.

Talvez mais interessante ainda para os gestores de risco, quase três quartos (73%) dos inquiridos afirmaram que o trabalho flexível os ajudou a mitigar os riscos. De que modo? Talvez outros resultados possam fornecer algumas informações:

  • 91% afirmaram que o espaço de trabalho flexível permite aos colaboradores da sua empresa ser mais produtivos enquanto viajam.
  • 80% afirmaram que o facto de os colaboradores da empresa terem a possibilidade de trabalhar em qualquer lugar os ajudou a recrutar e a reter os principais talentos.
  • 78% afirmaram que um número crescente de empresas está a optar por espaços de escritório flexíveis para satisfazer a exigência dos colaboradores relativamente a locais onde “basta aparecer para trabalhar”.
  • 72% afirmaram que fornecerem acesso a uma enorme rede de espaços de trabalho flexível os ajuda a atrair mais talentos.

Esta revolução significa que as empresas estudam cada vez mais sobre o modo como o trabalho flexível as pode ajudar a fazer crescer o negócio. Nesse sentido, estão a descobrir como isso as pode ajudar a gerir os diferentes tipos de risco.

Em primeiro lugar, o risco financeiro. Estima-se que em 2030, 30% do imobiliário das empresas seja flexível. Por que razão as empresas utilizam o espaço de trabalho flexível? Um das principais razões é o custo. As empresas podem poupar custos significativos em imobiliário que subcontratem, por vezes até 50% ou mais. Obviamente, a redução de arrendamentos a longo prazo, dos gastos de capital e dos custos gerais permitem um aumento financeiro que ajuda em termos de risco financeiro.

A futura nova regulamentação IFRS 16, que irá colocar os ativos arrendados no balanço de uma empresa, acreditamos que servirá de estimulo para que cada vez mais empresas reconheçam esta vantagem e que tirem partido dos grandes benefícios dos espaços de trabalho flexíveis.

Em segundo lugar, e associado, encontra-se o risco estratégico. As empresas globais precisam de expandir e abarcarem novos territórios. Fazem-no para ficarem mais perto de clientes, colaboradores e fornecedores. Neste sentido, e para serem bem-sucedidas, muitas vezes é necessário compromisso, mas pode ser desafiante perceber o nível de compromisso que é exigido. Quer celebrar um arrendamento a longo prazo de um escritório apenas para perceber que a oportunidade não se materializou? E depois ver-se vinculado a esse escritório, com as despesas gerais associadas, enquanto identifica uma nova oportunidade noutro mercado? Uma vez mais, a estratégia de um espaço de trabalho flexível nega este risco. Um parceiro autenticamente global pode fornecer-lhe aquilo de que precisa, quando e onde precisar. O trabalho flexível não tem a ver apenas com a produtividade dos colaboradores a nível individual (embora esta seja uma vantagem-chave); trata-se também de garantir que as empresas de qualquer dimensão possuem a agilidade necessária para aproveitar uma oportunidade. Em complemento, os resultados do inquérito mostraram que 82% acreditam que o trabalho flexível permite às empresas criar uma presença em novos mercados.

Em terceiro lugar, os RH e a retenção de talentos. Num mundo conectado e extremamente competitivo, o sucesso das empresas pode ser determinado pelo talento. É óbvio que as expetativas e as exigências dos colaboradores estão a mudar e que, de facto, as exigências dos principais talentos também estão a mudar. Um estudo recente comprovou que 87% dos trabalhadores gostaria de ter como opção o trabalho flexível[1]. E com isso, não querem dizer trabalhar a partir de casa uma vez por semana. Querem sim dizer, ter a possibilidade de trabalhar em viagem, explorar novos escritórios e conciliar os seus compromissos profissionais com os pessoais. Se conseguir oferecer isto, o seu estatuto de empregador irá disparar.

A estratégia de um espaço de trabalho flexível oferece aos talentos uma pacote que sabem que lhes irá permitir ser mais produtivos, sem necessariamente comprometer o equilíbrio da sua vida profissional. Ajuda igualmente uma empresa a reter esses talentos, a todos os níveis da mesma. Este é um fator fundamental para garantir que as empresas globais e ambiciosas mantêm um dos seus principais diferenciadores: as pessoas.

Por último, as estratégias do espaço de trabalho flexível podem tranquilizar os gestores de risco pelo facto de haver um plano estabelecido para as situações imprevistas, as quais podem provocar o caos na continuidade da empresa, do ponto de vista físico e digital. Ter um fornecedor de um espaço de trabalho flexível como seu parceiro de contingência significa que não está preso a uma determinada localização e pode adotar uma estratégia de contingência numa localização em qualquer altura. O melhor de tudo é que pode testar a empresa quando e onde quiser porque os fornecedores de espaços de trabalho gostam mesmo de mostrar às pessoas os seus fantásticos espaços de trabalho. Isto também tem vantagens em termos de segurança da rede: se a sua rede estiver comprometida , pode utilizar, em alternativa, a rede do fornecedor do espaço de trabalho. Tal poderá ser fornecido por um parceiro de espaços de trabalho flexível ligado devidamente a uma rede.

A revolução do espaço de trabalho transformou o modo como os indivíduos encaram a vida do escritório. Os líderes de negócios reconhecem agora as vantagens estratégicas e financeiras específicas que a mesma proporcionará às empresas de qualquer dimensão. Um aspeto fulcral relativamente a isto é saber como isto as irá ajudar a mitigar as ameaças e a aproveitar as oportunidades. É por esta razão que os gestores de risco mais inteligentes estão muito atentos aos seus portfólios de propriedades.

*Por Joe Sullivan, Diretor geral do Plano de Contingência da Regus, líder mundial como provedora de espaços flexíveis de trabalho.